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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

sábado, 26 de setembro de 2026

Um Ano Depois, Não Me Arrependo Da Minha Escolha

Há decisões que se tomam num determinado momento e que o tempo se encarrega de confirmar.

Foi há cerca de um ano, nas eleições autárquicas, que decidi apoiar e votar na Dr.ª Isabel Ferreira para a Presidência da Câmara Municipal de Bragança.

Hoje, digo-o de forma clara, sem hesitações e sem necessidade de justificar aquilo que é, acima de tudo, uma escolha democrática e pessoal.

Não me arrependo.

Mais do que isso, continuo a acreditar que fiz a escolha certa.

E digo-o porque não voto apenas em pessoas. Voto em projetos. Voto em ideias. Voto numa visão para o concelho. Voto naquilo que acredito que Bragança pode e deve ser.

Ao fim deste primeiro ano, aquilo que vejo dá-me razões para continuar a acreditar.

Vejo uma Bragança com energia.

Vejo uma Bragança com ambição.

Vejo uma Bragança com esperança.

Vejo uma Bragança que voltou a falar de futuro.

E vejo uma liderança que percebeu uma coisa essencial. Bragança não pode continuar a viver fechada sobre si própria, à espera que alguém, em Lisboa ou noutro qualquer centro de decisão, se lembre de que existimos.

Temos de nos afirmar.

Temos de comunicar.

Temos de reivindicar.

Temos de criar oportunidades.

Temos de levar o nome de Bragança para onde as decisões são tomadas.

E, nesse domínio, não tenho dificuldade em reconhecer o trabalho que tem sido desenvolvido pela nossa Presidente da Câmara.

Vejo uma Presidente presente na comunicação social nacional escrita e falada, a defender Bragança, a colocar os problemas e as potencialidades do nosso território na agenda pública e política e a procurar dar ao concelho uma projeção que considero fundamental e que nunca teve.

Visibilidade também é política.

Comunicação também é estratégia.

Afirmação territorial também é desenvolvimento.

Durante toda a minha vida, habituei-me a ouvir falar de Bragança como um território periférico, distante, condenado a lutar contra a desertificação e contra o esquecimento.

Eu não quero essa Bragança.

Quero uma Bragança que seja capaz de se afirmar.

Uma Bragança que não peça licença para existir.

Uma Bragança que saiba dizer ao país que tem gente, tem talento, tem recursos, tem instituições, tem empresas, tem cultura, tem património e, sobretudo, tem futuro.

E é precisamente por isso que considero importante aquilo que está a acontecer.

Vejo projetos a ganhar forma.

Vejo ideias a serem discutidas.

Vejo inovação.

Vejo compromissos eleitorais a começarem a sair do papel.

Vejo sorrisos no rosto da nossas gentes,

Naturalmente, há muito por fazer.

Seria absurdo pensar o contrário.

Mas também seria intelectualmente desonesto exigir que décadas de problemas, de decisões adiadas, de amadorismo e de falta de ambição fossem resolvidas em apenas doze meses.

Não se recuperam anos de imobilismo num ano.

Mas pode-se, num ano, mudar o sentido da marcha e as metas a atingir.

E é isso que eu valorizo.

Governar uma Câmara Municipal não é apenas inaugurar obras.

É definir prioridades.

É estabelecer uma estratégia.

É criar condições.

É procurar investimento.

É captar pessoas.

É defender o território.

É construir relações.

É ter capacidade para comunicar.

É antecipar problemas.

É pensar dez anos à frente quando muitos estão apenas preocupados com o próximo mês.

E é aqui que faço a minha escolha política.

Eu prefiro uma Bragança com ambição a uma Bragança resignada.

Prefiro uma Bragança que discute o futuro a uma Bragança que vive permanentemente a discutir o passado.

Prefiro uma liderança que arrisca, propõe e tenta fazer acontecer a uma cultura política em que o mais importante é explicar por que razão não se pode fazer.

E esta é uma diferença política legítima.

Não é uma questão de gostar ou não gostar de alguém.

É uma questão de visão para o concelho.

Eu tenho a minha.

E não tenho qualquer problema em assumi-la.

Aliás, talvez seja esse o problema de algumas pessoas que confundem liberdade política com obrigação de concordância.

Eu não confundo.

Numa democracia, ninguém é obrigado a votar como eu. Mas também ninguém tem o direito de exigir que eu vote como eles.

O meu voto é meu.

A minha consciência é minha.

A minha liberdade é minha.

E não abdico dela para preservar amizades, conveniências ou consensos artificiais.

Sei que algumas das minhas posições políticas terão incomodado algumas pessoas.

Sei que algumas “amizades” ficaram pelo caminho.

E lamento.

Lamento sinceramente.

Mas digo-o sem rancor, lamento mais por essas pessoas do que por mim.

Se uma amizade não consegue sobreviver a uma divergência eleitoral, então talvez o problema não esteja na divergência.

Talvez esteja na própria conceção de amizade.

Eu consigo respeitar alguém que votou diferente de mim.

Consigo conversar com alguém que discorda de mim.

Consigo reconhecer mérito em quem pensa politicamente de forma diferente.

Consigo aceitar críticas.

Consigo até mudar de opinião quando os factos me demonstram que estou errado.

Mas não aceito que me digam que, para ser amigo, tenho de abdicar da minha liberdade.

Isso não.

Não abdico.

E não vou pedir desculpa por ter votado de acordo com aquilo em que acreditava.

Hoje, um ano depois, olho para Bragança e continuo a acreditar.

Acredito porque vejo movimento.

Acredito porque vejo ambição.

Acredito porque vejo uma estratégia.

Acredito porque vejo uma tentativa de reposicionar Bragança.

Acredito porque vejo o nome do nosso concelho chegar mais longe.

Acredito porque vejo projetos e ideias a ganhar corpo.

E acredito porque, apesar de todas as dificuldades, vejo vontade de fazer diferente.

Será suficiente?

O futuro dirá.

Será tudo perfeito?

Naturalmente que não.

Haverá decisões com as quais concordarei e outras com as quais poderei discordar.

Haverá erros.

Haverá dificuldades.

Haverá críticas legítimas.

É assim que funciona a democracia.

Mas uma coisa é criticar aquilo que está a ser feito.

Outra é negar aquilo que está diante dos nossos olhos.

E aquilo que eu vejo é uma Bragança diferente na forma como se apresenta, na forma como comunica e na ambição com que procura projetar o seu futuro.

Por isso, um ano depois, mantenho a minha posição.

Não me arrependo do meu voto.

Não me arrependo do meu apoio.

Não me arrependo de ter acreditado.

E não vou alterar aquilo que penso apenas porque algumas pessoas preferiam que eu tivesse escolhido diferente.

A política também é isto.

É ter convicções.

É assumir escolhas.

É aceitar consequências.

É respeitar quem pensa diferente.

Mas é também ter coragem para dizer, quando chega a altura:

Eu escolhi. Eu assumi. E continuo a acreditar.

Um ano depois, continuo a olhar para Bragança com esperança.

Continuo a querer uma Bragança mais forte, mais afirmativa, mais dinâmica e mais ambiciosa.

Continuo a acreditar que o concelho merece uma política virada para o futuro.

E continuo a acreditar que a escolha que fiz há um ano foi a escolha certa para o caminho que quero para Bragança.

Não peço que todos concordem comigo.

Peço apenas que respeitem a minha liberdade de pensar, escolher e votar.

Porque a democracia não existe para nos obrigar a pensar da mesma maneira.

Existe precisamente para nos permitir pensar de maneira diferente e continuarmos, ainda assim, a caminhar juntos pelo mesmo território que amamos.

E eu continuarei a fazê-lo.

Com convicção.

Com liberdade.

Com esperança.

E sem arrependimentos.

Força Presidente Isabel!

HM
26 de Setembro de 2026

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