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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

quarta-feira, 23 de setembro de 2026

BIENAL DE ARTE CONTEMPORÂNEA VAI PERCORRER OS 9 MUNICÍPIOS DAS TERRAS DE TRÁS-OS-MONTES ENTRE OUTUBRO E DEZEMBRO.

 160 artistas, 14 exposições ligam 9 concelhos num projeto de descentralização cultural. Alfândega da Fé será o primeiro concelho a acolher a Bienal, a 1 de outubro.


A Comunidade Intermunicipal das Terras de Trás-os-Montes (CIM-TTM) promove, entre outubro e dezembro, a Bienal de Arte Contemporânea das Terras de Trás-os-Montes - Linha da Terra. Um projeto cultural de dimensão intermunicipal que reúne 160 artistas e 14 exposições, distribuídas pelos nove concelhos que integram a CIM-TTM.

Alfândega da Fé, Bragança, Macedo de Cavaleiros, Miranda do Douro, Mirandela, Mogadouro, Vila Flor, Vimioso e Vinhais passam a integrar uma mesma rede artística e cultural, 

Pela primeira vez, os nove concelhos são integrados numa programação comum, construída em rede e distribuída por diferentes espaços culturais do território. Ao longo de três meses, a “Linha da Terra” percorre os nove concelhos, ocupa diferentes espaços culturais e aproxima artistas, curadores, instituições e comunidades.

O projeto “procura estabelecer relações entre a criação contemporânea e o território, valorizar os equipamentos culturais existentes, promover a circulação de públicos e o acesso à cultura”, adianta o comunicado da CIM-TTM.

Num território de interior e de baixa densidade, esta dimensão “assume particular relevância”, acrescenta a nota.

A Bienal insere-se numa estratégia de “descentralização cultural”, procurando criar condições para que a criação e a fruição artística contemporâneas aconteçam também fora dos grandes centros urbanos e cheguem a novos públicos.

É neste princípio que assenta a Bienal: “na convicção de que o acesso à cultura não deve ser determinado pelo lugar onde se vive.  e de que a cultura pode funcionar como elemento de ligação entre pessoas e lugares, integrando uma estratégia mais ampla de coesão territorial e desenvolvimento das Terras de Trás-os-Montes”.

160 artistas 

A iniciativa reúne artistas de diferentes gerações, percursos e geografias, cruzando nomes de referência da arte portuguesa com criadores contemporâneos nacionais e internacionais.

Com direção artística de Inês Falcão, a Bienal desenvolve-se a partir de diferentes projetos curatoriais, reunindo nomes com percursos reconhecidos na criação, curadoria, investigação e direção de instituições artísticas: Ágata Rodrigues, Cabral Pinto, António Meireles, Natália Fauvrelle, Jorge da Costa, Rui Ferro, Marta Lima, Domingos Loureiro, Carlos Costa, Jacinta Costa, Jaime Silva, Ana Barroco, Alexandra Silvano, Felícia de Sousa e Agostinho Santos. 

A diversidade de olhares curatoriais acompanha a própria natureza intermunicipal do projeto: “cada exposição afirma uma identidade e uma proposta próprias, integrando-se, simultaneamente, numa programação comum à escala das Terras de Trás-os-Montes”, explica a CIM-TTM.

A Bienal conta ainda com uma rede de parceiros que integra o Centro de Arte Contemporânea Graça Morais, o Laboratório de Artes na Montanha Graça Morais, a Fundação Bienal de Arte de Cerveira, o Museu Abade de Baçal, o Museu do Douro e a Sociedade Nacional de Belas Artes, alargando as relações do projeto com instituições ligadas à criação, investigação, preservação e divulgação artística.

A programação expositiva será acompanhada por atividades educativas, visitas orientadas, conversas, oficinas e outras iniciativas de aproximação entre artistas, obras e comunidades, procurando prolongar a relação entre as exposições e os diferentes públicos do território.

A Bienal arranca a 1 de outubro, em Alfândega da Fé, seguindo-se um calendário de inaugurações que percorre, por ordem alfabética, os restantes concelhos. 

Artigo escrito por Fernando Pires
(jornalista)

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