Diamantino Lopes, presidente da Federação Distrital dos Bombeiros de Bragança, afirma que, desde o início do ano, os custos com combustíveis já aumentaram mais de 50% para as corporações.
“Este aumento do preço dos combustíveis, desde o início do ano até à data, já fez aumentar o custo só em combustível em mais de 50%. Nós estamos, neste momento, com combustível acima de dois euros e isso tem um impacto muito grande nos corpos de bombeiros.”
O dirigente considera insuficiente o apoio atribuído pelo Governo, que corresponde a 360 euros por veículo pesado e 120 euros por veículo ligeiro.
“É uma ajuda, mas está longe de ser satisfatória. E, a manter-se esta escalada de preços, o impacto que isso está a ter nos bombeiros vai ser cada vez maior.”
Para reduzir custos, algumas corporações do distrito de Bragança estão a agrupar o transporte de doentes, uma solução que pode aumentar os tempos de espera.
“Estamos a fazer maior agrupamento de doentes, o que vem prejudicar depois os doentes porque, se numa viagem podíamos fazer com um ou dois doentes, agora temos que juntar os doentes da manhã e da tarde e isso tem impacto em termos de espera para os doentes.”
Diamantino Lopes admite que a situação está próxima de se tornar insustentável, com algumas associações a acumularem prejuízos e dívidas a fornecedores de combustível. Apesar das dificuldades, garante que o socorro à população não está em causa.
“Não está em causa o socorro. Nós faremos sempre, prestaremos sempre o socorro até ao limite das nossas capacidades.”
O responsável apela ainda ao reforço dos apoios às associações de bombeiros, sublinhando que está em causa a capacidade de manter uma resposta adequada às necessidades da população.


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