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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

terça-feira, 29 de setembro de 2026

29ª Jornadas Culturais de Balsamão refletem sobre a festa em Trás-os-Montes entre o sagrado e o profano

 As festas e romarias de Trás-os-Montes, entre a fé, a cultura e a tradição, estão no centro das 29ª Jornadas Culturais de Balsamão, que decorrem de 1 a 4 de outubro, no Convento de Balsamão, em Macedo de Cavaleiros.


As jornadas, que tiveram início em 2005, são sempre dedicadas a um tema específico. Para esta edição, a escolha recaiu sobre “A Festa em Trás-os-Montes: entre o Sagrado e o Profano”, uma proposta definida pelos próprios participantes na edição do ano passado, como explica o padre Basileu Pires:

“Achámos que era um tema bastante abrangente e chamativo ao mesmo tempo.

A festa é uma das características da nossa região. A cultura está profundamente marcada pelas festas, seja pelas festas religiosas, seja depois pelas festas profanas.”

Ao longo de quatro dias, o programa reúne diferentes especialistas e várias perspetivas sobre as festas e romarias da região, numa reflexão que pretende também aproximar os mais jovens das tradições transmontanas.

Segundo o responsável pelo Centro Cultural de Balsamão, preservar a tradição não significa simplesmente repetir o passado, mas transmiti-lo e renová-lo:

“As tradições e os costumes perduram quando os jovens pegam nelas, naturalmente, porque os mais velhos vão morrendo e têm que ser preservadas pelos jovens.

A tradição não é uma repetição morta. Damos-lhe uma mais-valia, acrescentamos qualquer coisa a esta tradição que é a nossa. É uma identidade dinâmica, não é estática.”

O programa inclui ainda debates e sessões de reflexão sobre as festas e romarias transmontanas enquanto manifestações de fé, cultura, tradição e identidade.

A iniciativa conta com apoio científico da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) e da Universidade da Beira Interior (UBI), sendo que os estudantes destas instituições podem participar gratuitamente:

“Também temos essa parceria e esta é uma maneira de abrir as jornadas aos jovens sem pagar a inscrição.

Temos este protocolo com as universidades aqui do Nordeste Transmontano para que os jovens possam vir, participar e obter créditos de formação sobre estes temas.”

O padre Basileu Pires deixa ainda o convite aos transmontanos para conhecerem, participarem e ajudarem a manter viva a identidade cultural de Trás-os-Montes através das Jornadas Culturais de Balsamão.

As inscrições estão abertas até 30 de setembro e, segundo o sacerdote, são esperados entre 40 e 50 participantes.

A iniciativa conta ainda com o apoio da Câmara Municipal de Macedo de Cavaleiros, da União de Freguesias de Felgar e Souto da Velha, da Caixa de Crédito Agrícola Mútuo, do Centro Cultural Eça de Queirós, em Telheiras, e da MUNDIS, Associação Cívica de Formação e Cultura.

Filipe Ventura Alves

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