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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

O Urso - Teatro - MIRANDELA

Mogadouro aposta no cogumelo

Entre os dias 11 a 13 de novembro de 2016 realiza-se em Mogadouro o XVIII Encontro Micológico Transmontano. Também decorrem nessas datas, a 8.ª Semana Gastronómica de Micologia e a 1.ª Feira de outono com Cogumelos e Produtos Regionais.
Há muitos anos que o nome de Mogadouro está profundamente ligado à micologia. Seja pela excelência dos cogumelos silvestres, pela produção de cogumelos de cultura ou até pelo encontro micológico que há vários anos se realiza no concelho. Mogadouro é já considerado a capital do cogumelo.

A 1.ª Feira de outono com Cogumelos e Produtos Regionais é a grande novidade deste ano, abrindo assim espaço para que todos possam participar no Encontro Micológico. A Feira funcionará numa tenda no Parque da Vila, em frente aos Bombeiros Voluntários de Mogadouro, e a organização espera cerca de duas dezenas de expositores. O vinho, o queijo, o azeite, o pão e claro, os cogumelos silvestres e de cultura, terão espaço nesta feira que pretende divulgar aquilo que o concelho de Mogadouro tem de melhor.

Do programa faz ainda parte a já habitual saída de campo para apanha de cogumelos, mas também uma prova de vinho e de azeite, a decorrer sábado, 12 de novembro, pelas 18 horas, no espaço da feira.

Este evento é uma organização da Associação “A Pantorra” em parceria com a Câmara Municipal de Mogadouro e a Associação Comercial Industrial e de Serviços de Mogadouro.
in:noticiasdonordeste.pt

Festa da Montanha homenageia as mulheres Transmontanas

Regressa a Sambade, Alfândega da Fé, a 5 e 6 de novembro mais uma edição da Festa da Montanha.
A iniciativa que celebra as especificidades das zonas montanhosas do concelho, valorizando os traços identificativos destes territórios, vai homenagear, este ano, as mulheres do mundo rural transmontano com a abertura da Exposição Fotográfica “ Sou transmontana, sou mulher: retratos”. 

A mostra abre portas no Centro de Interpretação do Território, em Sambade, a 5 de novembro. Da autoria de Lucía Burbano, fotojornalista catalã, com a colaboração da antropóloga Teresa Novais “Sou Transmontana, sou mulher: retratos” “Pretende (…) dar rosto e voz a estas mulheres que vivem, trabalham e constroem o mundo (rural), através das suas imagens e das suas palavras.” Resultado de um trabalho de campo que durou cerca de 5 meses assume-se como uma forma de homenagear, valorizar e preservar o papel destas mulheres na construção do mundo rural. Este é também o objetivo do espaço onde vai estar patente esta exposição.

O Centro de Interpretação do Território é lugar para valorização, preservação da identidade local. É peça central para conhecer e descobrir o concelho e no próximo fim-de-semana associa-se à Festa que celebra a montanha, as suas gentes, os seus produtos e tradições. É assim a Festa da Montanha, um espaço de celebração e convívio onde não vão faltar os produtos desta zona como as castanhas, o mel ou cogumelos.

Pelo espaço de venda e degustação vão também passar as tradições locais. O grupo de Teatro local Tafé, em conjunto com a Filandorra-Teatro do Nordeste, apresenta “Histórias de Gentes Simples”. Trata-se duma dramatização baseada nos contos do livro, com o mesmo título, recentemente editado pela autarquia e cuja autora é residente e natural de Sambade. 

Numa zona reconhecida pelas potencialidades cinegéticas não vai faltar a tradicional montaria ao javali que se realiza no sábado, 5 de novembro. O castanheiro e castanha, importante fonte de rendimento para os locais, vai se alvo de atenção especial com a realização do Seminário “A Gestão do Solo e a Tinta do Castanheiro”.

in:noticiasdonordeste.pt

Miranda do Douro - Um homem ficou ferido com gravidade em acidente de trabalho

Um homem ficou hoje ferido com “gravidade” quando procedia a colocação de suportes metálicos na Estada Nacional 218 (EN218), junto à ponte do rio Fresno, em Miranda do Douro, disse ao Mensageiro fonte dos bombeiros.
Segundo a fonte, o homem terá sido abalroado por uma máquina perfuradora que estava acoplada a um camião. A vítima dos ferimentos acabaria por ser transportada para o Hospital de Bragança.

in:mdb.pt

Marcador do Tempo volta à Concatedral de Miranda 13 anos depois mas continua sem funcionar

O “Marcador do Tempo” de Miranda do Douro regressou à antiga Sé desta cidade, 13 anos depois de ter sido levado pela Direcção Regional de Cultura para restauro. O mecanismo de relojoaria foi agora devolvido mas continua sem funcionar, como explica o presidente do Município de Miranda do Douro, Artur Nunes.
“Há 13 anos o marcador do tempo saiu para ser arranjado em Lisboa, não estava a funcionar e regressou mas regressou na mesma. Não há especialistas capazes de o porem em funcionamento”, salienta.

O autarca considera que ainda assim “é uma peça única em termos nacionais, todas as pessoas podem ver e é mais um incentivo para visitar Miranda do Douro e a Sé Catedral”.

A peça data da primeira metade do século XVIII e, de acordo com a Direcção Regional de Cultura é o exemplar mais autêntico e conservado do país.

O director regional de Cultura do Norte, António Ponte, esclarece que não acompanhou todo o processo, uma vez que só está na Direcção Regional de Cultura do Norte há 3 anos, mas aquilo que lhe foi transmitido é que a demora no processo de restauro se deveu às características da peça.

“Tanto quanto me foi dado a conhecer havia a necessidade de interpretar o funcionamento da peça e perceber de que forma o processo de restauro poderia ser feito por forma a conseguir ter a peça o mais fiel possível semelhante à data da sua construção. Estas peças integram o património histórico das localidades e por vezes têm características técnicas muito difíceis de interpretar”, esclarece.

António Ponte explica que, além do trabalho técnico de restauro, houve uma necessidade perceber o funcionamento da peça e que isso pode continuar a acontecer agora que já está instalada na Torre do relógio da Sé de Miranda do Douro.

“Havia a necessidade de perceber o funcionamento da peça e de perceber de que forma ela podia ser restaurada e pô-la com uma capacidade de acção que nos interessa de alguma forma restaurar. Devido às suas características mecânicas, só depois de estarem nos respectivos locais instaladas podem ter as afinações finais e pressuponho que seja essa a situação”, salienta o director regional.

Acredita-se que esta peça possa ter origem espanhola e que tenha sido encomendada no período joanino. O restauro e remontagem das peças do marcador do tempo foram executados pela Casa Cousinha, uma das mais reputadas e conhecedoras executantes deste tipo de relojoaria a nível europeu

A valorização da visita pública ao monumento está enquadrada no projecto “Rota das Catedrais”, encetado pela Direcção Regional de Cultura do Norte ao abrigo de programas de co-financiamento comunitário.

O marcador do tempo pode ser visitado na Concatedral de Miranda do Douro desde o final do mês passado.

Contactado pela a Briagntia, o ex-presidente do Município de Miranda do Douro Manuel Rodrigo, explicou que, na altura em que o marcador do tempo foi levado para restauro, "houve também um relógio mecânico do princípio do século XX que foi para restauro". De acordo com o ex-autarca, o relógio "tinha sido arranjado por um funcionário da autarquia".Mesmo assim, a peça viria a ser levada para restauro, pelo antigo IPAR, tendo sido os trabalhos adjudicados também à Casa Cousinha, em 2003, "tendo os trabalhos de restauro das duas peças ficado orçados em 40 mil euros".   

De acordo com a Direcção Regional de Cultura do Norte, o relógio também já foi devolvido à Sé de Miranda. Ao que conseguimos apurar, a Sé tem ainda um relógio automático, já que o antigo relógio restaurado necessita de manutenção regular e funciona a corda, sendo mais dificil de assegurar o seu funcionamento. 

Escrito por Brigantia
Sara Geraldes

"Mundo Novo"

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"Mundo Novo" é uma reportagem que nos leva à descoberta do Politécnico de Bragança. É lá que, em percentagem, estuda e faz vida, a maior comunidade de estudantes estrangeiros em Portugal.

"Mundo Novo" é uma reportagem de Afonso de Sousa e Joaquim Dias.
TSF

Intermarché de Vila Flor oferece equipamentos de proteção individual aos Bombeiros locais

A campanha de responsabilidade social do Grupo Os Mosqueteiros, que detém em Portugal as insígnias Intermarché, Bricomarché e Roady, conseguiu angariar este ano 500 equipamentos de proteção individual de combate a incêndios florestais que estão agora a ser distribuídos a 100 corporações de bombeiros voluntários a nível nacional.
Dia 1 de novembro, foram os Bombeiros de Vila Flor a receber os 5 equipamentos, sendo cada um constituído por bota florestal, luvas, cógula, fato de proteção florestal (Calças e Dólman), capacete e sweatshirt. 

Em parceria com a Liga dos Bombeiros Portugueses, o Grupo desenvolveu um livro infantil “As Profissões de um Bombeiros” com o objetivo de sensibilizar e envolver os mais novos na causa dos bombeiros e em simultâneo angariar fundos para a compra de equipamentos de proteção individual de combate a incêndios florestais. Segundo o Presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses, “a renovação destes equipamentos é fundamental para a segurança dos nossos Bombeiros”. 

O livro “As Profissões de um Bombeiro esteve à venda nas 306 lojas do Grupo Os Mosqueteiros entre 25 de Julho e 31 de Agosto. A campanha solidária contou este ano com o apoio de Manuel Luís Goucha e Isabel Silva que, enquanto embaixadores, contribuíram para a divulgação do livro. 

Durante a entrega dos equipamentos Luís Ribeiro, dono da loja de Vila Flor fez questão de sublinhar que “esta é uma iniciativa que nos enche a todos de orgulho. Num ano em que o país foi particularmente massacrado pelos incêndios florestais, com a venda do livro infantil “As profissões de um Bombeiro” conseguimos mostrar aos mais novos a importância que estes profissionais têm na comunidade e simultaneamente angariar os fundos necessários para melhorar a segurança dos bombeiros portugueses.”

in:noticiasdonordeste.pt

Macedo, Mirandela e Freixo são as autarquias do distrito que mais demoram a pagar aos fornecedores

Do distrito de Bragança, apenas os Municípios de Macedo de Cavaleiros, Mirandela e Freixo de Espada à Cinta continuam a figurar na lista das 70 autarquias do País com um prazo médio de pagamento a fornecedores, superior a 60 dias. Os dados são avançados pela Direção-Geral das Autarquias Locais que reportam a situação registada no final do terceiro trimestre deste ano.
A Câmara Municipal de Macedo de Cavaleiros aparece nesta lista como a 11ª pior do país, necessitando, em média, de 319 dias, para pagar aos fornecedores.

Comparativamente aos dados do segundo trimestre, o Município liderado por Duarte Moreno diminuiu o prazo em 31 dias. No entanto, está longe dos 186 dias de prazo médio, que necessitava, há um ano atrás.

Já a autarquia de Mirandela, aparece no número 35, precisando, em média, de quatro meses para pagar aos fornecedores, mais concretamente, 122 dias, reduzindo em três dias, o prazo que precisava, no final do segundo trimestre.

No entanto, comparando com os dados de há um ano, a câmara liderada por António Branco diminuiu o prazo em 41 dias.

O Município de Freixo de Espada à Cinta é o 40º pior do país na hora de pagar aos fornecedores, precisando, em média de 114 dias, piorando em cinco dias o prazo que necessitava, no final do segundo trimestre.

Há um ano atrás, a câmara liderada por Maria do Céu Quintas, só precisava de 35 dias.

A lista reporta a situação referente ao final de Setembro, deste ano, e está disponível no sítio da internet da Direção-Geral das Autarquias Locais.

Nos termos da legislação em vigor, compete à DGAL divulgar trimestralmente a lista dos municípios que tenham um prazo médio de pagamentos superior a 60 dias.

Os dados utilizados foram retirados da aplicação informática SIIAL em 25 de Outubro deste ano, de acordo com a informação reportada por 302 Municípios de Portugal, faltando apenas os dados de 6 autarquias, entre elas está a do Peso da Régua.

Macedo de Cavaleiros, Mirandela, Freixo de Espada à Cinta. São as autarquias do distrito de Bragança que aparecem na lista dos 70 municípios que necessitam de mais de dois meses para pagar aos fornecedores.

Uma lista que é liderada pelo município de Portimão que precisa de mais de 4 anos e meio para pagar aos fornecedores, mais concretamente 1690 dias. 

Escrito por Rádio Terra Quente (CIR)

Onde está o Wally?

No caso em apreço, não se trata propriamente do famoso Wally mas sim do Relógio da Antiga Estação dos Caminhos de Ferro de Bragança, agora Estação Rodoviária.
Na primeira foto podemos ver um antiquíssimo relógio que, presumo, deve ter um valor material, patrimonial e sentimental (para os Bragançanos) enorme.
Na segunda foto podemos ver o "buraco" onde deveria estar o relógio.
Quero acreditar que o relógio está...em boas mãos para ser...sei lá...reparado, restaurado, estará em exposição noutro lugar...sei lá.
Mas, a ser assim, já me parece tempo demasiado para o fazer regressar ao seu LEGÍTIMO lugar.
Enquanto vem e não vem, o relógio claro está, se alguém me souber informar sobre o seu paradeiro...agradecia.

HM

O Óbvio…e o mais que Óbvio

É ÓBVIO que, como a imagem demonstra, houve aqui um aparatoso acidente ferroviário. Tanto quanto me parece, é igualmente óbvio que o condutor abandonou o local do acidente. É também óbvio que alguém exercitou, e bem, os músculos. É também óbvio que a central de cervejas deve ter feito um bom negócio…antes do acidente.
É MAIS que ÓBVIO que a Câmara Municipal ou a Junta de Freguesia da Sé Santa Maria e Meixedo (que raio de nome para uma Junta de Freguesia), já deveriam ter recolocado a “composição” no devido lugar. É também mais que óbvio que a composição deve ser soldada aos carris para, deste modo se evitarem, no futuro, acidentes do mesmo género.

HM

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Henrique José dos Santos Cardoso

Nasceu em Santa Comba, concelho de Vila Flor, a 21 de Abril de 1842 e faleceu na cidade do Porto em 1899; filho de João José dos Santos Cardoso e D. Teresa de Jesus, proprietários, naturais de Castro, concelho de Chaves (124). Viveu no Porto antes da revolta de 31 de Janeiro de 1891, e depois em Lisboa donde foi a águas para Vizela já doente e lá faleceu. Foi a figura principal daquele movimento. Era o braço direito de Alves da Veiga. Estas asserções são do promotor da justiça no seu julgamento e do depoimento da testemunha, tenente Homem Cristo. Ver O Primeiro de Janeiro de 1891.
Foi redactor e fundador de A Justiça Portuguesa. Parece que Santos Cardoso, filho de pais pouco abastados, exerceu a profissão de barbeiro na sua terra natal, nos seus princípios antes de ir para o Porto.
Escreveu: Verdades de Sangue, com dois juízos críticos pelos Ex.mos Srs. Drs. Alves da Veiga e Pedro Amorim Viana. Porto, Tip. Ocidental, 1877. 8.° pequeno de XXXV-92 págs., uma de índice e outra de erratas. Traz o retrato do autor. O segundo vol. desta obra intitulou-se: Verdades de Sangue – Escândalo Bancário, história dos acontecimentos da crise monetária e bancária de 1875 a 1877. Porto, Tip. de Alexandre da Fonseca Vasconcelos, 1878. 8.° pequeno de XIV-128 págs. No fim promete ainda um 3.° vol. que não vi. É uma obra de combate, que tem a rara coragem de estigmatizar a corrupção duma sociedade opressora em linguagem cortante, vibrante de indignação, despida de considerações pessoais, dura como a rocha trasmontana, inflexível como o roble das nossas serras. Vítor Hugo, Emílio Castelar e Garibaldi elogiaram-na.
A hercúlea corpulência de Santos Cardoso, as suas barbas infinitamente compridas, o seu grosso bengalão e, sobretudo, a virulência dos seus escritos, trouxeram por muito tempo aterrada a cidade do Porto, donde provieram depois as referências azedas que lhe fizeram quando preso nos conselhos de guerra.
Em Os Acontecimentos de 31 de Janeiro e a minha prisão, por Francisco Homem Cristo, Lisboa, 1891, diz este escritor, apreciando Santos Cardoso e Alves da Veiga, dois bragançanos, figuras primaciais na revolta de 31 de Janeiro:
«Santos Cardoso..... possuia uma reputação de tal ordem, que eu julgava indigno de mim apertar a mão de tal homem (pág. 80...). O Alves da Veiga é outro homem.Mas tambem não gosa, ultimamente,de grande credito, que em todo o caso, não tem dado provas, nestas coisas, de maior senso pratico do que Santos Cardoso» (pág. 81...).
Na pág. 84 descrevendo Santos Cardoso diz: «Eu nunca tinha visto o homem.Mas a figura não desmereceu o conceito. Um cabo d’esquadra de boa raça, dos de velhas tradicções. Bruto como todos elles, grosso, alentado, ensoberbecido da grande pera e da voz de trovão que possuia, e pela pera e pela voz aquilatando o mundo».
«..... Os trabalhos republicanos de Alves da Veiga nada valeram e que apenas se reduziram á triste acquisição d’uns pobres lunaticos, muito boas pessoas, mas de fraco juizo (pág. 91...). Alves da Veiga, todavia, ou pela indole sebastianista de esperar todos os dias a salvação da patria d’um acaso, ou por uma leviandade sem limites, ou porque o movesse um grande interesse pessoal, ou por tudo junto, contava, contava sempre com tudo e com todos (pág. 95...). Pois um homem que, como Alves da Veiga, tão facilmente acreditou em tudo, que, com tanta simplicidade, deixou de contar com as terriveis contigencias de negocios tão graves, que, tão ingenuamente, confiou nas pataratices dos barbeiros, dos bachareis insignificantes, dos estudantes exaltados e sargentos ambiciosos..... pois Alves da Veiga pode ser, porventura, tomado a serio como homem politico e chefe revolucionario?
De maneira nenhuma (pág. 111...). Santos Cardoso e Alves da Veiga, que tanto impunham d’arrojados e decedidos nos preleminares d’aquella triste aventura, foram durante ella, d’uma fraqueza extrema. Na vespora da revolta, tanto um como o outro andavam, por assim dizer, desvairados.
Faltou-lhe completamente o pouco tino que lhes restava. E d’esse pavor proveio toda a reluctancia que á ultima hora experimentaram (pág. 113...). A conduta de Santos Cardoso (durante a prisão e processo) essa então, sob todos os pontos de vista, foi o cumulo da desfarçatez e da vergonha.
Não houve expediente de que aquelle homem não se soccorresse para se libertar de culpas. Ajoelhava aos pés do commissario geral de policia, beijava-o, abraçava-o, pedindo que lhe valesse. Negava terminantemente que houvesse alliciado sargentos, ou de qualquer forma preparado a revolta. Forjava a toda a hora planos de evasão, tão falhos de tino como os seus planos revolucionarios..... Não conseguindo os seus fins por esse meio, promettia, invocando um artigo do Codigo Penal que aproveita aos denunciantes, dizer tudo se o posessem na fronteira. E tudo teria denunciado se o commissario de policia, talvez para evitar compromettimentos escusados, se não apressasse a declarar-lhe que o tal artigo lhe não aproveitava. Não obstante algumas denuncias fez alem da minha (pág. 167...). Alves da Veiga e Santos Cardoso, segundo as confissões mais unanimes dos presos mais involvidos nos mysterios da conspiração, assustaram-se com a obra no momento de a executar. Ao mesmo tempo que pareciam confiar, em absoluto, no successo feliz dos trabalhos, andavam cheios de medo e de pavor.
Ambos mostraram a maior imcompetencia na hora solemne.Alves da Veiga desde a manhã de 30 que não sabia o que fazia. Nada dispoz nada previu.....
Alves da Veiga tudo abandonou. Consultado não sabia responder. Instigado a proceder, ficava-se tresloucado, meio tonto, sem ouvir muitas vezes o que lhe diziam (pág. 184...).
Pelas leviandades de Alves da Veiga, leviandades que esmagam a vida politica deste homem (pág. 194...)». Nas págs. 198, 199 e seguintes apresenta Alves da Veiga e Santos Cardoso ridículos após o desastre.
«Mais tarde, um dos meus collegas no Directorio, correspondeu a essa lealdade, comprimentando affectuosamente Santos Cardoso no “Vasco da Gama”, nas minhas próprias barbas, quando o Directorio visitava oficialmente os presos politicos, dignos de consideração, que tinham chegado ao Tejo (pág. 217...)».
Tanto era o rancor, que nem tolerava que outros pensassem diversamente!!!
É que atribuía a Santos Cardoso a denúncia para ele ser preso (pág. 60) e pensava que este e Alves da Veiga lhe moviam guerra sem tréguas (pág. 92, inde irae!).
Toda a gente sabe que Homem Cristo tem passado a vida a dizer mal de meio mundo e a ameaçar a outra metade; com razão ou sem ela? Pouco importa; a biliosa soberbia que o tortura é que manda, agora, porém, lá lhe escapou o motivo – eram seus inimigos – e até talvez o das arremetidas contra o resto da humanidade, que supõe igualmente sua inimiga, pois, na pág. 221, declara que quando foi absolvido (ele Homem Cristo), em quase todos os centros republicanos se exclamava: «Que pena aquele maroto não ter ido para a Africa!».
Noutra parte diz: «Ora eu era revolucionário, era trabalhador e energico, mas, sem ter nenhuma qualidade intelectual, não era precisamente tolo». Fica-lhe bem esta confissão. Tolos eram só os outros: se trabalha vam como Alves da Veiga e Santos Cardoso, era ineptamente, imprevidentemente; se não trabalhavam, como Elias Garcia, não estavam à altura da missão que se lhes confiou! Foi bom declarar que não era tolo, pois, a fazer juízo pelo seu livro, todos os mais aliam a esse predicado o de ingénuos, simplórios, levianos, imprevidentes, velhacos, ladrões, brutos e imorais...
Santos Cardoso foi preso em consequência da revolta de 31 de Janeiro, julgado nos tribunais marciais de Leixões e condenado a prisão maior celular por quatro anos, seguida de degredo, que não cumpriu integralmente por ser amnistiado. O seu retrato e biografia encontram-se na Enciclopédia Portuguesa, do doutor Maximiano de Lemos.

(124) O Portugal: Dicionário histórico, artigo «Santos Cardoso», diz que nasceu em 1842 e que faleceu em Vizela a 5 de Agosto de 1899.

Memórias Arqueológico-Históricas do Distrito de Bragança

Câmara Municipal comparticipa aquisição dos manuais escolares a alunos do 2º e 3º Ciclos e Ensino Secundário

A Câmara Municipal comparticipa aquisição dos manuais escolares a alunos do 2º e 3º Ciclos e Ensino Secundário. O apoio da autarquia de Macedo de Cavaleiros abrange 61 famílias.
A comparticipação cifra-se em 70% do valor do recibo referente à aquisição dos manuais escolares, na parte não comparticipada pela Ação Social Escolar, aos agregados inscritos no 1º e 2º escalão do Abono de Família. 

O prazo de candidaturas para este apoio decorreu entre 19 de agosto e 15 de setembro, tendo sido já notificados os Encarregados de Educação para apresentação do recibo de pagamento dos manuais. 

A Câmara Municipal registou 64 candidaturas – 28 de 2º Ciclo, 28 de 3º Ciclo e 8 do Secundário – tendo sido excluídas 3 por não serem residentes no concelho de Macedo de Cavaleiros ou não fazerem prova da integração nos escalões do Abono de Família exigidos. 

A comparticipação da Câmara Municipal faz-se mediante a entrega do recibo referente à aquisição dos manuais escolares. Em diversos casos, o valor do apoio da autarquia será superior ao concedido no âmbito da Ação Social Escolar.

Bragança - Funcionários da Associação Comercial com cinco meses de salários em atraso

O presidente da Associação Comercial, Industrial e Serviços de Bragança (ACISB) diz que esta entidade está em risco, devido à falta de liquidez financeira.
Vítor Carvalho admite que os três funcionários que restam não recebem os salários há cinco meses. Eram cinco trabalhadores, mas dois foram, entretanto, despedidos. Por esta altura os compromissos bancários na ordem dos 50 mil euros também não estão a ser cumpridos. Em dívida está ainda a renda do edifício onde está instalada a sede propriedade da câmara municipal. "A renda é de 500 euros por mês, atualizada de dois em dois anos, e há um ano que não conseguimos pagá-la. 
A atual direção também herdou dívidas à banca das anteriores", referiu o presidente da ACISB.

Glória Lopes
in:mdb.pt

Pena máxima para homem que matou idosa com uma vassoura na Senhora da Ribeira

Foi condenado a 25 anos de prisão o homem  acusado de ter matado uma idosa num café da Senhora da Ribeira, em Carrazeda de Ansiães, no dia 4 de outubro de 2015. O acórdão proferido esta quinta-feira no Tribunal de Bragança dita que o arguido, com 48 anos, foi condenado  à pena máxima pelo crime de homicídio qualificado e um crime de roubo agravado.
Joaquim Sousa, natural de Paredes, é reincidente e já cumpriu uma pena de prisão pelo crime de homicídio, furto e roubo.  O colectivo de juízes decidiu que se mantém a prisão preventiva até ao acórdão transitar em julgado.
O caso remonta ao dia das eleições legislativas. O arguido arrombou a porta do café, onde foi surpreendido pela idosa, Esmeralda Matos, de 86 anos, que agrediu com o pau de uma vassoura várias vezes, violentamente, desferindo-lhe golpes na cabeça, pescoço e mãos, até a matar. Naquele dia a idosa estava sozinha, porque os familiares tinham ido votar, por ser dia de eleições legislativas.

Glória Lopes
in:mdb.pt

RaussTuna apresenta novo CD no Teatro Municipal

A RaussTuna – Tuna Mista de Bragança, comemora nos dias 11, 12 e 13 de novembro o seu VII aniversário, que irá culminar, no dia 12, com a apresentação do seu novo álbum “Tuna+Tuna - Um festival de duetos” (CD+DVD) no Teatro Municipal de Bragança, um trabalho que conta com a participação de mais de 20 artistas conhecidos, como Rui Veloso ou Adelaide Ferreira.
Os estudantes querem "marcar a diferença" no panorama nacional das tunas.
Há  dois anos e sete meses que a tuna estava a trabalhar neste projeto que agora dá à estampa. "A ideia era juntar nove músicas já editadas no primeiro CD Tunamente Mistos, mais nove originais. Dando uma nova abordagem às músicas antigas, juntando duetos com músicos conhecidos para que a tuna possa ganhar nome a nível nacional", explicou Miguel Pereira, presidente da RaussTuna.

Glória Lopes
in:mdb.pt

Um 'Mundo Novo' no Politécnico de Bragança

"Mundo Novo" é uma Grande Reportagem que nos leva à descoberta do Politécnico de Bragança. É lá que, em percentagem, estuda e faz vida, a maior comunidade de estudantes estrangeiros em Portugal.
Do Paquistão à Hungria, da Suécia aos Camarões, da Serra leoa à Costa Rica... Chegam de todo o mundo para estudar em Bragança. Já são 64 as nacionalidades que inscreveram o nome no Politécnico. David Velez chegou este ano da Colômbia. "Acho que nem no Equador, nem o Perú, nem nenhum país da América do Sul podes sair à rua com a tranquilidade que há aqui".

Segurança, muitas culturas e uma cidade acolhedora. É assim que muitos classificam o IPB e Bragança. Inês Jabeur é Tunisina. Está a começar o segundo ano em Bragança. Começa-o com o coração cheio... arranjou namorado! "Sim, é de Bragança. Damo-nos bem, a família é fantástica, ele é muito gentil. Não tenho problemas".

Afonso de Sousa
Identidades e vidas que se cruzam num Instituto que vai, "mundo fora" em busca de estudantes. "Começamos por ter um ou dois alunos de um país e sabemos que, quase inevitavelmente, no ano seguinte temos um crescimento exponencial. Chamam-se uns aos outros. Sentem a segurança de que se os outros vieram é porque havia alguma identidade", diz Anabela Martins, pró-reitora responsável pelo gabinete de imagem e do estudante.

Este ano deverão estar ali cerca de 1600 alunos estrangeiros. A região transforma-se num "campus" atrativo, conclui Sobrinho Teixeira, presidente do IPB. "Normalmente os estudantes costumam ver qual é a relação da qualidade de vida, do custo de vida e nós temos uma relação e nós temos uma relação ótima entre os dois parâmetros e uma região que é muito segura. Em toda a minha atividade de internacionalização nunca me perguntaram onde ficava Lisboa."

"Mundo Novo" é uma Grande Reportagem de Afonso de Sousa e Joaquim Dias que vai para o ar depois do noticiário das 20h.

Afonso de Sousa
TSF

Perda de população nos concelhos do interior acentua-se

Entre 2011 e 2015, os concelhos do interior do país foram aqueles que apresentaram uma estrutura demográfica mais envelhecida. De entre eles, o concelho de Vinhais surge como um dos cinco municípios a nível nacional em que a população com mais de 65 anos representa aproximadamente 40 % da população.
Américo Pereira, autarca de Vinhais e presidente da Comunidade Intermunicipal Terras de Trás-os-Montes descarta responsabilidades das autarquias nesta matéria que, considera, até há bem pouco tempo tinham como tarefa quase exclusiva a satisfação das necessidades básicas das populações.

Para Américo Pereira, o paradigma mudou e uma das soluções, defende, é a aposta nos produtos endógenos, na sua transformação e comercialização.

“Surge agora um outro paradigma, o que é que as autarquias podem fazer pelo desenvolvimento económico do país e criação de riqueza e emprego”, refere.

Também no concelho de Vimioso, se confirma a perda de população, que em 2014 se cifrava em 4363, o que representa uma perda de 5,4% em relação aos censos de 2011.

Jorge Fidalgo, presidente da câmara municipal de Vimioso, faz uma leitura deste processo de desertificação.

“O envelhecimento da população é o problema mais grave dos nossos territórios, onde tanto dinheiro e investimento se fez em infraestruturas”,

Vários são os concelhos da região do nordeste que têm implantado algumas medidas de incentivo da natalidade e de fixação de pessoas e empresas. Vimioso é um deles, apesar de Jorge Fidalgo reconhecer que estas medidas têm um impacto limitado.

Vinhais, Vimioso, Alfândega da Fé e Mogadouro registam um decréscimo da população na casa dos 5%, acima da média dos concelhos de Trás-os-Montes, situada nos 3,9 %. 

Escrito por Brigantia.
Hélder Pereira

MCLT confiante numa mudança positiva para Linha do Tua

Na recente passagem por Trás-os-Montes, os deputados do Bloco de Esquerda defenderam o investimento na ferrovia como sendo “estruturante para o país”, e aproveitaram para lembrar que, até ao final do ano, o Governo tem que apresentar um novo plano nacional ferroviário.
Filipe Esperança, coordenador do Movimento Cívico pela Linha do Tua (MCLT), mostra-se confiante numa possível mudança. Mas lembra que a vontade de investir tem que partir não só do Governo, como também dos autarcas locais.
“Nós acreditamos que pode acontecer. Queremos acreditar, acima de tudo, que os autarcas e o Governo estão a olhar de uma forma diferente para o transporte ferroviário.

Se olharmos para a tendência europeia, atualmente em países como França, Alemanha ou Espanha, já aqui ao lado, estão completamente à nossa frente, investem imenso na ferrovia. Têm cidades com menos densidade população do que algumas das nossas, mas que são servidas pela ferrovia.

Queremos ver esse plano em funcionamento, queremos que ele seja implementado. Acreditamos nele. Mas, deixamos a mensagem que não pode só partir do Governo e das forças políticas, e também dos autarcas. Ou seja, quem está no terreno, quem está à frente das cidades, tem que ter a mentalidade aberta para aceitar o caminho-de-ferro e permitir o seu regresso”, refere o representante do Movimento.

Alguma incerteza quanto ao que vai ser a mobilidade no Vale do Tua continua a preocupar o Movimento Cívico pela Linha do Tua. A recente desclassificação do troço é, acrescenta Filipe Esperança, um “afastar de responsabilidades” por parte do Governo.

“Honestamente, estamos inseguros nestas questões que estão a rondar o Plano de Mobilidade do Vale do Tua. Primeiro, porque a Linha do Tua foi recentemente desclassificada. Assumimos essa decisão como errada, pouco premeditada e injusta para com a região.

Já vimos desclassificar corredores ferroviários por não terem passageiros, condições ou serviços. Mas nunca vimos desclassificar uma linha pública nacional, que até vai voltar a ter serviço ferroviário, público e turístico. É neste enquadramento que está atualmente a Linha do Tua. E não conseguimos entender esta desclassificação imposta pelo Governo. Trata-se de um afastar de responsabilidades. Neste momento, está tudo em aberto, mas estamos um pouco apreensivos”, reconhece.

Filipe Esperança, que frisa o carácter apartidário do MCLT, congratula-se com o facto de o BE ter mostrado interesse por esta matéria, numa fase em que o “esquecimento político para com as acessibilidades permanece”.

Fará, no final deste mês de Novembro, um ano que o Partido Ecologista os Verdes conseguiu aprovar, por maioria de esquerda, a proposta para a criação de um plano nacional ferroviário. Uma medida que tinha anteriormente sido chumbada no Governo de Pedro Passos Coelho. 

Escrito por Rádio Onda Livre (CIR)

Empresários a apostados na produção de carne de coelho de “qualidade superior”

O Nordeste Transmontano está apostado em pôr cada vez mais carne de coelho “de qualidade superior” na mesa dos portugueses.
O facto de se tratar de uma "carne branca", considerada por nutricionistas como um produto a ter em conta na dieta alimentar, dado o seu baixo teor de gorduras, leva mesmo jovens empresários da região a apostar neste segmento de mercado.
Um desses jovens empresários,   é Dinis Arribas, contou ao Mensageiro  que “agarrou” há cerca de meio ano a “oportunidade” no ramo da cunicultura, onde já investiu cerca de meio milhão de euros.
"As coelhas são dos poucos animais que fazem criação cerca de nove vezes ao ano. Numa exploração com cerca de 1.300 fêmeas reprodutoras, este segmento pecuário poderá ser um bom investimento a médio prazo", enfatizou.

Francisco Pinto
in:mdb.pt

Falta de casas pode pôr em causa o crescimento do IPB

O presidente do Instituto Politécnico de Bragança (IPB) lança um repto aos proprietários de habitações para arrendamento que disponibilizem as casas ao alunos da instituição de ensino.
Esta foi a segunda vez,  desde o início do ano lectivo, que Sobrinho Teixeira dá conta da falta de habitação em Bragança, situação que afeta sobretudo os estudantes internacionais. "Nesta altura ainda estamos a receber alunos estrangeiros. Vão chegar entre 200 a 300 jovens até ao final do ano e estamos a verificar que há falta de alojamento", referiu o responsável.
A falta de alojamento pode pôr em causa o trabalho que o IPB tem vindo a realizar ao longo dos anos para a captação de alunos internacionais, cujo número aumentou substancialmente nos últimos anos. Sobrinho Teixeira considera que "se pode estar a matar a galinha dos ovos de ouro ".
A carência de habitação pode vir a limitar a vinda de estudantes para Bragança no futuro.

Glória Lopes
in:mdb.pt