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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

sexta-feira, 9 de outubro de 2020

Sábado de Encantar - "A melrita"

 Sessão de contos para famílias com crianças dos 4 aos 8 anos de idade. Momentos de promoção do livro e da leitura que privilegiam a relação familiar.
Neste sábado vamos conhecer o conto tradicional "A melrita" que conta a história de uma melrita que acaba de ter cinco filhos é assediada por uma raposa astuta que os quer devorar. Conseguirá ela atingir o seu objetivo? Não percam.

Inscrição AQUI, obrigatória e sujeita a confirmação.

“Essentia- O Ser e a existência selvagem” de Pedro Rego foi tema na sessão "Diálogos com arte"

 As alterações climáticas e as consequências que podem provocar na espécie animal estão retratadas na exposição fotográfica “Essentia- O Ser e a existência selvagem”, de Pedro Rego.
Apesar de já estar patente desde Agosto, no Centro de Fotografia Georges Dussaud, em Bragança, foi agora tema de conversa na sessão “Diálogos com arte”. “Basicamente é o resumo daquilo que foram os últimos anos de trabalho e o resumo dessa narrativa que me propus fazer relativamente às alterações climáticas e a algumas espécies que estão em perigo de extinção. Resumem viagem ao Polo Norte, Polo Sul e Antártica”, contou Pedro Rego.

A exposição é composta por 17 fotografias. Agora Pedro Rego conta que a próxima aventura será uma viagem à ilha de Sumatra, na Indonésia, para fotografar os orangotangos e a perda do seu habitat.

A exposição vai ficar patente até 31 de Outubro no Centro de Fotografia Georges Dussaud, em Bragança. Para 16 de Outubro, está marcada mais uma iniciativa "Diálogos com Arte", desta vez sob a temática “Gravura – Um olhar diferenciador de um mundo global”.

Escrito por Brigantia
Jornalista: Ângela Pais

IPB renova parceria com Movijovem para garantir alojamento estudantil

 O Instituto Politécnico de Bragança renovou a parceria com a Movijovem, a gestora das pousadas da juventude, e alguns hotéis locais, no âmbito de uma medida do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, relativa à diminuição do número de camas nas residências universitárias.
Esta é uma forma de assegurar que todos os alunos ficam alojados, mas, segundo o presidente do politécnico, Orlando Rodrigues, em Bragança há cada vez mais gente a apostar na qualificação de alojamento, o que faz com que a oferta esteja a crescer.

“O que nos dizem é que há mais e melhor alojamento, os preços subiram também, mas não temo sentido que há falta de alojamento”.

Este ano, o politécnico voltou a ser das instituições de ensino superior que mais cresceu no concurso nacional de acesso, com um aumento de 27%. Orlando Rodrigues salientou que a taxa de matrícula também é superior à de outros anos.

O presidente do IPB esclareceu ainda que se surgir um caso positivo de covid-19 entre a comunidade académica, a situação será avaliada, não sendo obrigatório, desde logo, interromper a actividade lectiva.

Este ano lectivo começou oficialmente no passado dia 28 de Setembro.

Escrito por Brigantia
Jornalista: Carina Alves

Campanha #adoç'Aqui - Flórida Pastelaria @floridabraganca - Doçaria

 É já a partir de amanhã que nos juntamos à @a.c.i.s.b na campanha #adoç'Aqui, cujo objectivo é estimular o comércio local e proporcionar o consumo daquilo que fazemos melhor a preços especiais, até ao dia 04 de novembro!

Por cá, teremos o nosso delicioso travesseiro na companhia do melhor café expresso por apenas 1,5€. 

Sim, viu bem. Apenas 1,5€!!

Esperamos por si!

quinta-feira, 8 de outubro de 2020

Festa do Professor - Miranda do Douro - 1985

 

IPB vai disponibilizar 1.372 vagas na segunda fase

 A segunda fase do concurso nacional de acesso ao ensino superior termina na sexta-feira com mais de 11.500 vagas por ocupar, quase o dobro daquelas que sobraram da primeira fase.
Na segunda fase, a maioria dos lugares são para os institutos politécnicos (no total, cerca de 7.500), com Bragança a disponibilizar 1.372 vagas.

De acordo com dados divulgados hoje pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (MCTES) são 11.698, no total, as vagas que estão disponíveis na segunda fase do concurso.

Na primeira fase, que colocou quase 51 mil estudantes nas universidades e politécnicos, o maior número de sempre, ainda sobraram 6.050 lugares por preencher, mas o número de vagas disponíveis é quase o dobro.

Entre as 11.698 vagas, 4.952 foram criadas por candidatos colocados na primeira fase, mas que não se matricularam e 728 estavam inicialmente destinadas aos concursos especiais de acesso, incluindo para os estudantes internacionais.

A possibilidade de as instituições de ensino superior atribuírem vagas dos concursos especiais aos candidatos do concurso nacional de acesso foi uma medida excecional anunciada pelo Governo em agosto, que na altura justificou a decisão com o elevado número de candidatos no concurso nacional e a expectável diminuição de estudantes internacionais.

As escolas superiores de enfermagem são aquelas com menos vagas, com apenas 68 no total das três instituições (Lisboa, Coimbra e Porto).

Em comunicado, o MCTES reforça a expectativa de ter mais estudantes no ensino superior neste ano letivo, em relação ao ano anterior, com uma diferença de cerca de 11 mil estudantes.

“Estima-se que o número total de novos ingressos no ensino superior em todos os ciclos de estudos, públicos e privados, atinja cerca de 95 mil novos estudantes matriculados no próximo ano letivo de 2020/21 (enquanto foram cerca de 84 mil pessoas em 2019)”, refere a tutela.

A segunda fase do concurso nacional de acesso arrancou em 28 de setembro e termina na sexta-feira.

Os resultados são divulgados na próxima semana, em 15 de outubro no ‘site’ da Direção-Geral do Ensino Superior e na aplicação “ES Acesso”.

Foto: AP

Hino Nacional faz 130 anos

 Tudo começou quando em 1890 os ingleses deram-nos um ultimato e nós respondemos com uma música que se viria a tornar hino nacional.

O hino nacional português assinala em 2020 o seu 130º aniversário. Composto em 1890 como resposta patriótica, e indignada, contra o ultimato inglês, ‘A Portuguesa’ acabaria por se tornar no hino oficial do país em 1911. Ou seja, pouco tempo depois da instauração da República na sequência da revolução que a 5 de outubro de 1910 acabaria por depor o último rei de Portugal, D. Manuel II.
Com letra de Henrique Lopes Mendonça e música de Alfredo Keil, que juntamente com a Banda do Carril hoje Frazoeira de Ferreira do Zêzere, Alfredo Keil, aí passando férias ensaiou e tocou esta banda esta marcha, embora Alfredo Keil nunca vesse a saber que a marcha patriótica viria a ser escolhida para o hino, pois faleceu dois anos antes da Revolução do 5 de Outubro 1910. O hino nacional português foi não só um tema de resistência patriótica contra a prepotência britânica, mas também um símbolo republicano, uma ideia de governo que alastrava de forma clara na sociedade portuguesa nos finais do século XIX.
A 31 de janeiro de 1891, um golpe de estado falhado, com epicentro no Porto, e que tinha por objectivo a deposição da monarquia, já tinha este tema musical como hino dos revoltosos.

HINO NACIONAL: CANHÕES OU BRETÕES?
Muito embora os historiadores tendam a divergir, consta que a letra do hino nacional português nem sempre terá sido “contra os canhões marchar, marchar”. Como resposta ao infame ultimato inglês, a letra seria “contra os bretões, marchar, marchar”, uma linguagem claramente bélica e de confrontação contra os súbditos de Sua Majestade, na altura a Rainha Vitória.
No entanto, há quem defenda também que a versão original sempre fez referência aos canhões e que o termo bretões terá sido introduzido posteriormente, no calor da refrega política.
A verdade é que ‘A Portuguesa’ acabaria por ser mesmo adoptado como hino nacional, substituindo o ‘Hymno da Carta’, que subsistia desde maio de 1834, e que foi escrito na altura por nada mais, nada menos, do que o próprio rei D. Pedro IV.
No entanto, ao longo dos anos foram circulando diversas versões, não só na linha melódica, pelo que foi criada, em 1956, uma comissão encarregada de fixar uma versão final. A proposta que esta comissão elaborou foi aprovada em 1957 e, desde então, o hino nacional é tal qual o conhecemos hoje.
O hino nacional ‘A Portuguesa’ é uma das muitas reações contra o ultimato inglês, mas existiram muitas outras, umas mais poéticas, outras mais práticas, outras ainda de cariz algo violento. A verdade é que a realidade política nacional nunca mais seria a mesma, o que levaria ao regicídio, em 1908, e à instauração definitiva da República, a 5 de outubro de 1910.
Já agora, aqui fica a versão completa da letra do hino nacional, de Henrique Lopes de Mendonça, que quase ninguém conhece:

I
Heróis do mar, nobre povo,
Nação valente, imortal,
Levantai hoje de novo
O esplendor de Portugal!
Entre as brumas da memória,
Ó Pátria, sente-se a voz
Dos teus egrégios avós,
Que há-de guiar-te à vitória!
Refrão
Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar!
Contra os canhões
marchar, marchar!
II
Desfralda a invicta bandeira
À luz viva do teu céu!
Brade a Europa à terra inteira:
Portugal não pereceu!
Beija o solo teu jucundo
O oceano, a rugir d’amor,
E o teu braço vencedor
Deu novos mundos ao Mundo!
Às armas, às armas!
Sobre a terra e sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar!
Contra os canhões
marchar, marchar!
III
Saudai o Sol que desponta
Sobre um ridente porvir;
Seja o eco de uma afronta
O sinal de ressurgir.
Raios dessa aurora forte
São como beijos de mãe,
Que nos guardam, nos sustêm,
Contra as injúrias da sorte.
Às armas, às armas!
Sobre a terra e sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar!
Contra os canhões
marchar, marchar!

Oficina de Aromaterapia | CIT - 17 de outubro

 A Aromaterapia é uma técnica natural baseada na utilização de óleos essenciais com o intuito de promover o bem-estar físico e psicológico, pois o uso destes óleos pode aliviar sintomas de ansiedade, insónia, depressão asma, gripes, fortalecendo de um modo geral todo o sistema imunitário.
Nesta Oficina de Iniciação à Aromaterapia ministrada por Ana Luísa Machado, poderá aprender mais sobre o todo o conceito, as várias técnicas e formas de utilização, bem como recomendações específicas para crianças, experienciar ainda fazer diluições, DIY (faça você mesmo) e criar os seus próprios óleos essenciais de cozinha.

17 de outubro | 14h30 | CIT - Centro de Interpretação do Território de Sambade/ Alfândega da Fé
Inscrições: CIT| 279 479 023 ou geral@citalfandegadafe.pt | Gratuito (vagas limitadas)

Ana Luísa Machado é Licenciada em Engenharia Alimentar pela Escola Superior Agrária de Coimbra, e Mestre em Inovação Alimentar pela Universidade Católica do Porto. Com o nascimento da sua primeira filha, decidiu colocar um pouco de lado todos os produtos químicos sintéticos a que todos estamos sujeitos no nosso dia-a-dia e foi aí que se iniciou no mundo da Aromaterapia.
O gosto pela utilização desta técnica, fez-lhe querer partilhar a sua experiência, abordando alguns tópicos que considera importantes e que tem vindo a aprender ao longo de mais de 3 anos de utilização de óleos essenciais.

𝗕𝗿𝗮𝗴𝗮𝗻𝗰̧𝗮. 𝗡𝗮𝘁𝘂𝗿𝗮𝗹𝗺𝗲𝗻𝘁𝗲!

Nota de Imprensa | Investimento de cerca de 300 mil euros vai criar mais segurança e melhorar as acessibilidades junto à escola EB 1 de Alfândega da Fé

 O Município de Alfândega da Fé vai iniciar em breve uma obra de melhoria da mobilidade e das acessibilidades na Avenida Eng. Manuel Cunha, junto à EB 1 e Centro de Saúde. O objetivo é permitir a utilização destes locais de uma forma mais segura, acessível e energeticamente mais sustentável, cumprindo a estratégia municipal de mobilidade e sustentabilidade.

Com este investimento de cerca de 300 mil euros, co-financiados pelo Portugal 2020, a autarquia vai criar também um interface urbano de passageiros, junto à EB 1, criando uma rede de transportes urbanos que fará ligação entre várias zonas da vila. Este serviço vai melhorar a circulação dentro da vila, em especial das pessoas mais idosas ou com dificuldades de mobilidade.

Dauro da Eternit

Por: Antônio Carlos Affonso dos Santos – ACAS
São Paulo (Brasil)
(colaborador do Memórias...e outras coisas)

Ilustração que homenageia o jogador brasileiro
 de futebol Leônidas, “criador da bicicleta” (*)
Domingo de sol forte, céu azul. O local era um bairro da cidade de Osasco, SP - Brasil. A época; final dos anos sessenta. O campo da Eternit estava apinhado de gente, para ver o time da empresa enfrentando o Corintinha da Vila Yara, com seus jogadores profissionais, tais como o Bebeto, o Marreco, o Via, o Niqueta e outros boleiros da Vila Yara. Já o time da Eternit dependia de dois jogadores: o Jorge Ceboff no gol e no Dauro no ataque. Nove horas da manhã: o segundo quadro começava o segundo tempo do jogo preliminar, a Eternit perdendo de 4 a 0.  Jorge Ceboff olhava os colegas do time, pensativo. 
- Onde andará o Dauro, que ainda não chegou?
Lá no Jardim D´Abril, periferia de Osasco, o Dauro preocupado com o jogo e com a feijoada que comeu no sábado no Bar do Agenor, no Jardim Oriental. Passou mal a noite inteira: diarreia braba! Nove e meia, na base do chá de erva-doce e camomila, o Dauro resolve ir jogar assim mesmo: - ele se sentia melhor!
Mesmo contra a vontade da mulher e da filha pequena, o Dauro saiu de casa um tanto atrasado dirigindo seu caminhão. Chegou só a tempo de vestir a número nove e entrar em campo. O Dauro sentia uma bambeza nas pernas. Certo momento achou que tinha um pouco de febre, mas tudo acabou no momento em que batia bola com o goleirão Ceboff, chutando faltas da risca das dezoito jardas para esquentar o Jorjão. Quando o juiz chamou os capitães para decidir quem começava a partida e o lado, o Dauro sentiu um ronco na barriga. 
-Não deve ser nada, pensou!
O juiz deu a partida e começou o  “pega”! Já aos cinco minutos o Corintinha marcou uma a zero, com o Marreco. O Jorge Ceboff chamou o Dauro e disse:
-Vê se toma uma atitude lá na frente, que essa defesa não vai aguentar esses caras!
- Pode deixar, disse o Dauro!
E o Dauro começou a dividir cada jogada como se fosse dividir um prato de comida. Ele era um jogador de classe apenas razoável, mas que compensava tudo com um grande entusiasmo e disposição física para jogar. 
Era tipo rompedor, e não dava sossego para a defesa do Corintinha, na trombada, na botinada na cabeça e nas divididas. Deu uns cinco chutes de fora da área que saíram fracos; passou para um meia direita fajuto que tropeçou na bola; o quê deixou o Dauro ainda mais furioso. 
Os boleiros do Corintinha faziam o que queriam no campo; um a zero era pouco.
 Eis que o Dauro sentiu um ronco enorme na barriga, que veio vindo, veio vindo, veio vindo... .
Bem nessa hora o Nelsão cruzou uma bola na área do Corintinha, que o Jairzão rebateu de cabeça, o Dauro chegou à bola antes que o beque pegasse o rebote; tomou a frente dele, na base da disposição física. Quis preparar de joelho; a bola subiu! Então ele, de costas para o gol, não teve dúvidas: saltou alto, levando primeiro a perna direita, depois, numa ação coordenada de beleza plástica magistral de vai-e-vem, meteu o pé esquerdo na bola; numa linda bicicleta! => gol da Eternit!
O Dauro empatou o jogo; agora Eternit um, Corintinha um!
Enquanto todos os jogadores da Eternit se cumprimentavam e a torcida postada na carroçaria dos caminhões de do Zé Sasso e do Sardinha faziam algazarra. 
E o Dauro ficou lá, no chão; quieto, inerte, olhos fechados, sem se mexer. Quando o Ceboff aproximou-se para ajuda-lo a erguer-se e dar-lhe um abraço pelo belo gol, ele lhe sussurrou no ouvido:
-Me caguei todo!
Obviamente, providenciaram uma contusão para o Dauro que saiu arrastado na maca e não mais voltou ao campo de jogo em que a Eternit perdeu de cinco a um.
Mas, ficou a lembrança do belo gol do Dauro, que mesmo cagado fez bonito enquanto esteve em campo.

Referência: 
- Texto criado em janeiro de 2001.
- (*) Leônidas da Silva jogou pelo Flamengo e pelo São Paulo Futebol Clube. Tinha o epíteto de “Diamante Negro” e foi o artilheiro da Copa do Mundo de Futebol em 1938.

Antônio Carlos Affonso dos Santos
– ACAS. É natural de Cravinhos-SP. É Físico, poeta e contista. Tem textos publicados em 8 livros, sendo 4 “solos e entre eles, o Pequeno Dicionário de Caipirês e o livro infantil “A Sementinha” além de quatro outros publicados em antologias junto a outros escritores.

Nacional nº 218: de Carção a Vimioso a estrada da maldição

 
Como em tudo na vida, para tudo se quer ter sorte, até mesmo, (acrescento eu), para ser uma estrada.
Para quem pensar o contrário, bastará conhecer a triste sina da vida atribulada dos malfadados 12 Quilómetros, (doze!) do troço da estrada nacional (!) Nº 218, construída para ligar a capital do distrito à cidade de Miranda, troço este que, depois dum difícil e heroico serpentear nas inóspitas e ingremes ladeiras que aconchegam o rio Maçãs no seu percurso belo-horrível, liga Carção à sua sede de concelho.
Segundo testemunhos fidedignos, teria sida à mais de um século que esta estrada foi projetada para ligar Bragança a Miranda do Douro, concebida com as principais saídas em Gimonde para a Lombada, em Rio Frio para Espanha e em Carção a entroncar na nacional Nº. 317 para Macedo, onde ligaria com a nacional Nº 15.
A estrada Nº 15, antes da construção do antigo IP4, entretanto já substituído pela atual A4, foi, durante muitas décadas, a principal e quase única via de ligação do interior com o litoral, interligando no seu percurso, além de muitas outras, localidades tão importantes como Miranda do Douro, Bragança, Macedo, Mirandela, Murça, Vila Real, Amarante, Penafiel e o Porto, projeto que se manteve inacabado por muito tempo porque, segundo testemunhos da época, um aspirante a cacique local, alegadamente por ter perdido umas eleições porque não votaram nele, teria garantido em Vimioso que a estrada para Carção, “ nunca atravessaria o rio Maçãs, havia de ser encravada num sítio tão difícil, que ninguém seria capaz de a tira de lá e que os de além do rio, ( as populações de Argoselo, Carção, Santulhão e das Amatelas), quando precisassem de ir à vila, nunca haviam de poder ir de carro e que, se não quisessem vir a pé, que viessem a cavalo pelas ladeiras”.
Dando de barato a credibilidade desta história, no início das obras, do lanço que deveria ligar Vimioso e Carção, apenas foi construída uma parte, com cerca de cinco quilómetros, até às proximidades do rio Maçãs, onde ficou parado e totalmente inútil durante muitas décadas, encravado na base dum penedo gigantesco de pedra azul duríssima, donde só seria desencravada à força de dinamite, nos anos cinquenta do século passado, sendo de todo impossível, a esta distância, mesmo que muito por alto, calcular os prejuízos astronómicos e para sempre irreparáveis, causados aos habitantes daquelas terras, prejudicando injustamente, direta ou indiretamente, todas as populações dos concelhos de Vimioso, de Miranda e de Mogadouro, condenados a permanecer isolados nas suas terras, vendo o progresso pagar-lhes ao lado.
Fosse porque fosse, o que é mais grave e de lamentar profundamente, o certo é que este infeliz pedaço de estrada, que foi amaldiçoado logo à nascença, amaldiçoado continua e, o que é mais grave, é não se saber como, quando e por quem poderá ser exorcizada esta maldição.
F. Costa Andrade

Eurobirdwatch 2020 na Albufeira do Azibo: observadas 61 espécies de aves

 No âmbito do Eurobirdwatch 2020, a Palombar - Conservação da Natureza e do Património Rural organizou uma jornada de observação de avifauna no dia 3 de outubro, na Albufeira do Azibo, no concelho de Macedo de Cavaleiros, que contou com a participação de oito pessoas.

Observação de aves na Albufeira do Azibo. Fotografia Rui Ferreira.

A Albufeira do Azibo, caracterizada pela sua larga massa de água, é um território privilegiado para a observação de espécies de aves aquáticas, mas não só. Envolvida por um mosaico florestal e agrícola, é possível também obsevar uma grande diversidade de aves.

Durante esta jornada dedicada à avifauna, foram observadas 61 espécies, entre as quais se destacam o milherango (Limosa limosa), o pato-colhereiro (Spatula clypeata), o borrelho-grande-de-coleira (Charadrius hiaticula) e o pilrito-de-peito-preto (Calidris alpina). Poderá ver a lista completa de aves observadas AQUI.

Borrelho-grande-de-coleira. Fotografia Luís Ribeiro/Palombar.

Este é o sexto ano em que a Palombar particia no EuroBirdwatch, uma iniciativa criada em 1993, que tem como objetivo chamar a atenção da comunidade internacional para a importância das aves migradoras e dos seus habitats.

O EuroBirdwatch é organizado pela BirdLife International e coordenado, em Portugal, pela Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA). Todos os anos, reúne pessoas de dezenas de países para a observação de avifauna.

Alguns setores do comércio com quebra durante os meses de verão em Macedo de Cavaleiros

 O verão é, por norma, a época onde se regista maior movimento a nível da economia.
A chegada de emigrantes e a época de férias fazem abanar o comércio e há até quem diga que é a melhor altura do ano para o negócio. Certo é que 2020 tem sido um ano atípico, e desde que a pandemia de Covid-19 chegou ao país, o abalo em vários setores tem sido notório.

Por Macedo de Cavaleiros, saímos à rua para perceber o impacto que o novo coronavírus tem tido no comércio local.

Natália Dias, proprietária de um restaurante, diz que os meses de verão foram muito complicados comparativamente a anos anteriores:

“Correu muito mal mas temos de aguentar o barco. Na altura do confinamento estava tudo fechado, eu consegui manter o meu espaço aberto e como as pessoas não tinham outra hipótese, fomos vendendo almoços para fora.

Na altura do verão vendíamos uns cinco leitões por semana e este ano nem sequer um vendemos.” 

Quanto ao setor de estética e beleza, Cátia Dias tem um salão de cabeleireira e confessa que não notou grandes alterações a nível de agenda:

“Em termos de gente penso que foi mais ou menos igual aos outros anos, ressalvando que não houve casamentos, festas e batizados. As pessoas, na época de verão, aproveitando para arranjar o cabelo porque nesta altura precisa de outro tipo de tratamentos.

Estou muito feliz porque ainda não senti quebra. Aliás, fui de férias, voltei e tive uma agenda de quase mês de agosto. Tenho noção que vai acontecer, basta que venha o frio e a chuva.

As pessoas cumprem todos os cuidados de higiene, caso contrário nem entram.”

Carla Borges vende sapatos e bijuteria e não nega que notou uma quebra no negócio, especialmente devido à vinda de menos emigrantes:

“Comparado com os últimos anos tivemos alguma quebra, especialmente porque não tivemos a vinda dos nossos emigrantes.

Penso que se em dezembro os emigrantes vierem, isso vai ajudar muito. Até lá, é um dia de cada vez.

Acho que as pessoas já não têm receio de vir às lojas, cumprem os cuidados e têm sempre muita atenção na desinfeção das mãos.”

No que toca à venda de roupa, Manuela Almeida, dona de uma loja, confessa que as vendas online tiveram um aumento bastante significativo:

“Houve uma quebra bastante significativa mas aumentaram as vendas online. Houve menos emigrantes e isso também contribuiu. Para o comércio sobreviver, apostamos forte no online.

Estou receosa para o inverno mas com a chegada da nova coleção, tem vindo mais gente à loja. Se fizermos um balanço entre o mês de setembro deste ano e o do ano passado, sou honesta, não houve grande diferença.”  

O retrato da economia local com o testemunho de alguns dos empresários da cidade macedense.

Escrito por ONDA LIVRE

“O futuro da inovação em Trás-os-Montes” foi debatido no Brigantia Ecopark

 A sessão foi promovida pelo laboratório colaborativo More, do Instituto Politécnico de Bragança.
Segundo Andrey Romanenko, director executivo do laboratório a ideia foi perceber como pode a entidade trabalhar melhor com as empresas que apoia, identificando linhas de actuação e de inovação que, quando trabalhadas em conjunto, devem projectar a região como um território inovador e de referência a nível nacional.

“É a nossa função principal, criar novos produtos, novos serviços, novos processos e ajudar as empresas neste caminho. Neste momento temos projectos com 15 empresas”, disse Andrey Romanenko.

O laboratório é uma entidade centrada na inovação e desenvolvimento, que contribui para a criação de valor acrescentado através da introdução de produtos, processos e serviços de elevada qualidade no tecido empresarial.

Orlando Rodrigues, presidente do politécnico, destacou que os empresários da região procuram cada vez mais inovar as suas empresas.

“Hoje em dias as empresas só são competitivas com conhecimento e estas estruturas são fundamentais para promover essa inovação”, acrescentou.

Orlando Rodrigues sublinhou ainda que o trabalho do laboratório, apesar de recente, já é notório. A sessão de debate decorreu, ontem, no BrigantiaEcopark.

Escrito por Brigantia
Jornalista: Carina Alves

Mãos à obra

 Quando as autoridades e instituições responsáveis falham, tem de ser a sociedade civil a meter mãos à obra.
 Luís Correia, habitante de uma das aldeias do Parque de Montesinho, juntou mais três amigos e, numa manhã, encheram duas carrinhas com lixo proveniente das bermas da Estrada Nacional 308-3, entre o cruzamento de Meixedo e o Parâmio. 

A servir de exemplo.


Diz o Zé que...

quarta-feira, 7 de outubro de 2020

Pela Paz. Pela Vida - Contra a Guerra Nuclear! Autocolante

 

Nota de Imprensa | “O ROSTO, MÁSCARA INTEMPORAL” de Balbina Mendes é a nova exposição de pintura da CCA em Alfândega da Fé

 A Casa da Cultura Mestre José Rodrigues, em Alfândega da Fé, continua a surpreender com uma nova exposição de pintura. A partir do dia 20.

 de outubro abre ao público “O ROSTO, MÁSCARA INTEMPORAL” de Balbina Mendes que vai estar patente na galeria de exposições até 31 de dezembro.

Hoje comemora-se o 𝗗𝗶𝗮 𝗡𝗮𝗰𝗶𝗼𝗻𝗮𝗹 𝗱𝗼𝘀 𝗖𝗮𝘀𝘁𝗲𝗹𝗼𝘀.

 Conhece o imponente Castelo de Bragança?

Monumento altaneiro que é testemunho da memória coletiva das nossas gentes e representa uma importante referência arquitectónica, histórica, cultural e simbólica não só da região, mas também do país.

Saiba mais AQUI.


Sul coreanos instalam central fotovoltaica com 27 mil painéis solares em Moncorvo

 Um grupo sul coreano está a construir uma central fotovoltaica no Larinho, em Torre de Moncorvo, distrito de Bragança, que será dotada de 27 mil painéis solares que ocuparão 18 hectares, disse hoje fonte ligada ao projeto.
Segundo Pedro Araújo, representante do Q CELLS, grupo investidor neste projeto, a potência solar total a instalar neste empreendimento será de 11,6 Megawatt (MW), não revelando, para já, o valor do investimento neste parque fotovoltaico, que se prevê que esteja concluído em finais de 2020.

"De momento, não podemos divulgar o valor do investimento no projeto, ficando essa indicação para mais tarde”, indicou à Lusa Pedro Araújo.

O Q CELLS, tido como um dos maiores fornecedores de painéis fotovoltaicos do mundo, tem sede administrativa em Seul, na Coreia do Sul, e centro de investigação e desenvolvimento (I&D) na cidade alemã de Thalheim.

Segundo Alberto Varela, representante da Triple Watt, a empresa responsável pelo desenvolvimento do projeto fotovoltaico do Larinho, um empreendimento tão grande representa um sinal de intenção da Q CELLS de continuar a explorar oportunidades de desenvolvimento de energia limpa em Portugal.

Questionado pela Lusa sobre outros em investimentos do mesmo grupo para concelhos vizinhos de Torre de Moncorvo e no Douro Superior, os responsáveis pelo projeto garantiram "que não podem revelar detalhes específicos de outros projetos nesta fase".

Contudo, Pedro Araújo referiu que “toda a Península Ibérica apresenta condições excecionais de irradiação solar, pelo que todas as regiões de Portugal e Espanha representam excelentes localizações potenciais para o desenvolvimento fotovoltaico”.

"O local específico [Larinho] foi identificado após cuidadosa consideração e colaboração com os nossos parceiros locais do projeto, a empresa Triple Watt, e estamos entusiasmados por ligar, o quanto antes, a instalação de 11,6 MW à rede e começar a fornecer energia solar limpa ao operador local da rede elétrica", concretizou o responsável.

Já a Triple Watt é uma empresa portuguesa e especializada no setor solar fotovoltaico, fornecendo serviços nos segmentos do desenvolvimento de projetos e EPC (Engineering Procurement and Construction), para projetos de pequena e grande dimensão, não só em Portugal mas também a nível internacional.

Para o presidente da câmara de Torre de Moncorvo, Nuno Gonçalves, este é um projeto que representa para o município e para a Associação de Municípios do Douro Superior (AMDS) a possibilidade de estarem na "vanguarda de energia limpa em Portugal".

Para o também presidente da AMDS, no futuro irão certamente sentir-se também outros benefícios provenientes da instalação deste equipamento no município e no território da AMDS, levando para este concelho uma dinâmica industrial própria deste tipo de instalações renováveis, envolvendo várias pessoas locais na própria construção e operação da central fotovoltaica.

"No imediato, há meia centena de trabalhadores a laborar, a economia local recolhe benefícios, desde logo no setor da restauração e do alojamento. Além disto, com o envolvimento de empresas específicas do ramo a trabalhar na zona, toda uma atividade comercial local será alavancada", vincou o autarca transmontano.


FYP // JAP - Lusa