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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira e Rui Rendeiro Sousa.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

quarta-feira, 20 de maio de 2015

A Senhora do Areal

Capela de Nossa Senhora do Areal
Agrochão - Vinhais - Bragança

Nesta aldeia, há mais ou menos duzentos anos aconteceu um caso surpreendente, relatam as pessoas mais idosas que o escutaram de seus pais, pois foi sendo contado de geração em geração.
Existe uma capela junto do rio, um lugar bastante deserto, no meio de árvores, fragas e montes.
Nessa capela está a Senhora do Areal antigamente chamada Senhora das Arenas, talvez por ficar perto do rio.
Dizem que um dia apareceram ali dois irmãos e uma irmã. Ninguém os conhecia pois a terra deles era perto do Porto, mas como eram caçadores conheciam bem tudo e principalmente os montes.
Os irmãos eram muito maus e então pensaram matar a irmã. Para isso tiveram de a convencer a ir com eles, dizendo-lhe que tinham uma promessa à Senhora das Arenas. A irmã, como era boa e não desconfiava de nada, acabou por ir com eles. Como o lugar era muito deserto, seria mesmo o ideal para eles fazerem o crime, pois assim não podiam ser vistos. Como não andava por ali ninguém, mataram a irmã. Enterraram-na e foram-se embora.
Ninguém soube de nada, mas passados uns tempos apareceu um braço dessa moça fora da terra.
Uma senhora andava no monte à lenha. Passou e viu a mão com dois anéis nos dedos. Ela tirou-lhos e contou às pessoas o que se tinha passado.
Foi lá muita gente, mas já não viram nada, apenas ouviram uma voz que dizia:
Quando chegar à quinta geração (da pessoa que tirou os anéis), eu farei milagres.
A notícia espalhou-se para longe, e vieram pessoas de várias terras ver o lugar onde ela tinha sido enterrada, pois a terra estava perfumada.
Perto do local onde a enterraram rebentou água de uma rocha. Nunca seca, nem no Verão nem no Inverno. Dizem que essa água é milagrosa e as pessoas têm muita fé, pois diziam que eram as lágrimas da menina. Por isso utilizam-na, quando lhe doem os olhos ou têm outra dor qualquer. Lavando-se com ela. Para aproveitar toda a água fizeram uma fonte muito bonita pois acham que perder água dessa até é pecado.

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