O Santuário da Nossa Senhora da Assunção, no concelho de Vila Flôr é um destes locais, se é religioso saiba que este é o mais importante santuário mariano transmontano; mas é o magnífico panorama que trará aqui qualquer viajante, sobretudo quando a paisagem estiver sem bruma.
Peço então o favor que me siga e que observe do miradouro esta imensa crista quartzítica, que vai ondeando aqui e ali ao sabor das iras tectónicas.
Do Santuário de Nossa Senhora da Assunção avista-se uma rara e vasta paisagem, cobrindo a vizinha Sanábria, Montesinho, Bornes, Mirandela e as vilas e aldeias vizinhas num raio de dezenas de km. Enfim uma boa parte desta selvática e pura região, que os políticos teimam em desmembrar (por exemplo com a construção das barragens do vale do rio Tua e do rio Sabor. Memorável!
No monte de Nossa Senhora da Assunção existia um povoado castrejo que viria a ser romanizado posteriormente, infelizmente dos vestígios arqueológicos quase nada existe. Aqui foi encontrado um berrão no santuário da Senhora da Assunção. Está esculpido em granito de grão grosso com mica branca, muitos grãos de quartzo e alguns grandes cristais de feldspato. Mede 1,5 metros de comprimento e tem uma altura máxima de 1,31 metro. Esta relíquia encontra-se no Museu Municipal de Vila Flor.
O Santuário de Nossa Senhora da Assunção foi erguido no século XIX.
A virgem Maria, enfim coitadinha, muito tem desgostosa, e pretendente a que os ruins dos humanos se encarrilem no bom caminho, mas os tempos foram, são e serão tenebrosos, porque esta raça de Homem guerrilheiro pouco é mutável; desculpai a delonga sempre vulgar, mas também verdadeira. Voltemos então a incansável Senhora que por aqui também andou e não julguem, os de Fátima que têm o exclusivo, pois tão fabulosas histórias relacionadas com a Deusa (esta palavra não surge aqui por mero capricho de escrita) têm surgido um pouco por todo o lado na boa terra portuguesa; eis mais uma narrada no site do próprio Santuário de Nossa Senhora da Assunção.
“O dia 4 de Setembro de 1673, bem como 7 e 8 do mesmo mês e ano, são datas que traçam o rumo deste famoso lugar dedicado a Virgem Santa Maria. Antes das aparições à menina Maria, o Santuário estava reduzido a uma pequena capela, abandonada, onde no Verão os gados se recolhiam. Tal como noutros lugares de devoção mariana, também neste lugar, uma menina foi a feliz ligação entre a mãe divina e os homens que se tinham esquecido da sua casa lá bem no cimo da montanha sagrada. Nossa Senhora por três vezes como atrás foi referido, em lugares distintos, fonte do Ribeiral, eira Monteira e Lugar do Cruzeirinho, apareceu à mensageira Maria, dando-lhe a seguinte missão: vai e diz aos habitantes de Vilas Boas que estou descontente com a sua vivência na fé e o estado a que deixaram chegar a minha casa. Eles que façam jejum e tratem da minha casa. A partir das aparições, o templo foi reerguido, a fé aumentou e os milagres multiplicaram-se, o Santuário passou a ser local de romagem e de grande devoção mariana. Bem se pode dizer que a aparição foi o primeiro grande momento deste belo lugar que se há-de transformar no mais importante Santuário Mariano da Província Transmontana”.
in:portugalnotavel.com
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(Henrique Martins)
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COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
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