96% da produção de castanha da Cooperativa Soutos os Cavaleiros, no concelho macedense, vai ser certificada com a marca DOP (Denominação de Origem Protegida) da Terra Fria.
A novidade é avançada por Domingos Barreira, presidente da cooperativa, que é a entidade gestora neste processo na região.
“Vamos certificar este ano 96% dos nossos associados. A castanha deles vai ser vendida como DOP da Terra Fria, que é algo que é relativamente novo. O processo de certificação esteve parado durante muitos anos. Desde 1994 que existe a castanha DOP da Terra Fria, mas apenas nós certificamos alguma castanha, para vender em feiras e certames do género. Este ano, são 27 produtores, os nossos maiores produtores. E vamos conseguir pôr no mercado castanha com esta certificação.”
A variedade mais representativa da região é a longal, e essa tem que constituir pelo menos 70% dos soutos que querem ostentar esta distinção.
“Para além da zona geográfica, das freguesias indicadas no caderno de requisitos, outra característica essencial é que a sua maioria, 70%, da veriedade longal.
São admitidas outras variedades, como a judia, martaínha, trigueira, cota, estas últimas que são sub-variedade da longal, desde que estejam em quantidades menores.
O nosso trabalho enquanto entidade gestora é apenas validar estas características que têm os soutos implatados na Terra Fria, e é a entidade certificadora que certifica a produção.”
Portugal, neste momento, é o maior produtor europeu. Não o maior comercializador, que continua a ser a Itália, apesar dos danos avultados causados pela vespa do castanheiro. Portugal domina mercados como o sul e norte-americano. E há um produtor emergente, a China.
No caso da Cooperativa de Macedo de Cavaleiros, a exportação representa 90% do escoamento do produto.
“90% continua a ser para exportação.
Este ano, já temos novos mercado – Suíça e Luxemburgo. Temos uma pré-encomenda para Inglaterra, vamos ver se a conseguimos concretizar. E mantemos a exportaçã para a indústria em Itália, que pretenemos manter.”
E a encomenda que deve seguir pela Inglaterra, vai ostentar o símbolo de DOP da Terra Fria.
Domingos Barreira que diz ainda que não considera que o consumo de castanha esteja a aumentar, a nível mundial, apenas há menos a circular no mercado, devido a doenças como a vespa, a tinta e o cancro.
Escrito por ONDA LIVRE
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