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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

terça-feira, 15 de novembro de 2016

Cogumelos portugueses acabam em Espanha 20 vezes mais caros

Os cogumelos mais comuns na região estão a ser apanhados em massa, para serem encaminhados para o mercado espanhol.
Carlos Ventura é biólogo, e deixa o alerta. Na tentativa de fazer algum dinheiro extra, os portugueses estão a colher cogumelos selvagens sem regras, para os venderem em Espanha, onde depois atingem preços que podem multiplicar-se 20 vezes.

“Os boletos são espécies quase emblemáticas, estão a sofrer uma pressão extrardinária de recoleção e não é por culpa dos portugueses em si, é por culpa do mercado paralel0 que é o espanhol e que, por nós não termos regras sustentadas de apanha nem fiscalidade no sistema,  a maior parte das mais-valias vão para a vizinha Espanha.

Temos um país pobre, o agricultor tem de criar mais recursos para o fim-de-semana e acabam por apanhar tudo o que está no monte com utensílios menos aconselhados. 

Conseguem acabar com os recursos do ecossistema e os espanhóis potenciam, muitas vezes, e lucram com isso.”

Não se estão a potenciar economicamente os cogumelos selvagens, considera Carlos Ventura, que culpa por isso a inércia do Governo.

“Peço encarecidamente às estruturas politicas portuguesas, nomeadamente ao setor da agricultura que reflitam.

Em março estive em Aguiar da Beira onde falamos imensamente sobre isso com uma pessoa que pertence ao ministério mas penso que, mesmo assim, continua a haver falta de ideias dos políticos para conseguirem, a partir de um produto tão autóctone e bom, não deixar dividendos em termos financeiros.

Queremos tirar vantagens financeiras de uma coca-cola ou de uma água, e, relativamente aos cogumelos que são produtos potencialmente importantes, nada está a ser feito.”

Declarações à margem das III Jornadas Micológicas, que decorreram este fim-de-semana, em Vale Pradinhos, no concelho de Macedo de Cavaleiros.

Este ano, há menos cogumelos, mas não impediu a atividade de se realizar. A organização é da Associação Cultural, Desportiva e Recreativa de Vale Pradinhos, que para o ano comemora 30 anos de existência, conta Armando Edra, o presidente.

“Vimos poucos cogumelos nesta jornada. Mas dentro dos que encontramos, a maioria foram fradelhas e boletos.

É uma atividade para continuar. Em 2017 fazemos 30 anos e vamos continuar com esta e outras atividades.

Vamos ter um desafio que ainda é segredo mas será uma boa surpresa.”

Em 2016, voltam as Jornadas Micológicas, e com novos desafios no horizonte.

Escrito por ONDA LIVRE

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