No dia 13 de Novembro de 1915 aprovou o governo republicano de então a criação de um Museu Regional em Bragança, depois de selecionadas as peças artísticas mais representativas do antigo Paço Episcopal, do antigo Seminário e do Mosteiro de Fornos de Ledra por José de Figueiredo – Diretor do Museu Nacional de Arte Antiga, na época – e José de Brito – na altura Secretário do Conselho de Arte e Arqueologia da 3ª Circunscrição (Porto) – e que a diocese queria levar a hasta pública um ano antes, depois destes edifícios terem passado para a alçada do Estado como punição contra as posições do prelado contra a Lei da Separação do Estado das Igrejas, em 1912.
Estes objetos selecionados ficaram então à guarda da Comissão Concelhia de Bragança da Administração dos Bens do Estado, e serão entregues ao futuro diretor do Museu em Março de 1916.
Daqueles objetos inicialmente escolhidos por José de Brito e José de Figueiredo alguns, significativos, foram apartados e conduzidos para o Museu de Arte Antiga, em Lisboa, e Museu Soares dos Reis, no Porto, conforme relações existentes. Damos aqui a relação, desconhecida, deste acervo:
Museu Nacional de Arte Antiga:
- 1 Sege estilo Luís XV;
- Um bocado de veludo carmesim;
- 8 Cadeiras de couro com braços do séc. XVII;
- 4 Cadeiras de braços de veludo;
- 2 Molduras douradas do séc. XVIII;
- 1 Salva de prata estilo Renascença;
- 1 Palmatória de prata dourada;
- 1 Tabuleiro de prata, quadrado;
. 1 Cafeteira de prata, setecentista;
- 2 Serpentinas de prata;
- 1 Candeeiro de prata;
- 3 Bancos de couro do séc. XVII;
- 9 Peças de estanho;
- 1 Frontal de seda do séc. XVIII;
- 1 Genuflexório;
- 1 Reposteiro de seda bordada, séc. XVII;
- 1 Liteira estilo Luís XV;
Museu Soares dos Reis:
- 9 Peças de estanho;
- 1 Salva de prata com pé (680 grs);
- 1 Salva de prata dourada com pé (1 290 grs);
- 1 Salva grande de prata (2 210 grs);
- 1 Salva de prata (700 grs);
- 2 Bandejas quadradas de prata (920 grs);
- 2 Livros de cantochão, com iluminuras;
- 1 Pintura sobre madeira do séc. XVI.
A cafeteira de prata ida para o Museu Nacional de Arte Antiga regressou a Bragança, pela mão de Simoneta Luz Afonso, na altura da requalificação do Museu em 1995. E agora, neste centenário do Museu Regional, não seria a ocasião adequada para o regresso desse acervo, após cem anos de exílio da região?
in:noticiasdonordeste.pt
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(Henrique Martins)
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COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
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porque não izigimos que todas essas peças regressem ao nosso museu penso que devem de estar no lugar que comrrespondem que é em bragança
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