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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

sábado, 12 de novembro de 2016

Padre José António de Castro

Nasceu em Bragança (Sé) a 15 de Fevereiro de 1886; filho de António Augusto de Castro e de D. Maria da Conceição, proprietários, de Bragança. Estudou preparatórios e teologia no Seminário Diocesano de Bragança; foi pároco de Gimonde e comissário da Ordem Terceira de S. Francisco de Bragança. Sendo preso por conspirador monárquico após a proclamação da República em 1910, foi, logo que obteve a liberdade, para o Brasil, onde se tem notabilizado como orador sagrado, jornalista, escritor e sacerdote exemplar, merecendo por isso a grande cotação que goza tanto nas altas esferas eclesiásticas como seculares.

Escreveu:
A Roma e à Terra Santa (Crónicas de Viagem). Rio de Janeiro, 1925. 8.° de 464 págs., profusamente ilustradas. É a reunião dos artigos que, na viagem em peregrinação brasileira à Terra Santa, ia mandando para o Jornal do Brasil.
Pela Santa Casa. Rio de Janeiro, 1925. 8.° de 19 págs. É uma conferência que o autor fez no Brasil em prol da Santa Casa da Misericórdia de Bragança, e bem sucedida foi, porque os donativos montaram a cinco contos.
São Francisco de Assis (segunda edição). Rio de Janeiro, 1926. 8.° de 266 págs.,muito ilustradas. A primeira edição esgotou-se em pouco tempo.
Terras de São Francisco (Crónicas de Viagem). Rio de Janeiro, 1928. 8.° de 515 págs.muito ilustradas.
Contam-se por milhares e milhares os exemplares das edições dos livros do padre Castro e rapidamente esgotadas. E a um homem destes, escritor e jornalista dos mais pujantes, cheio de serviços à Igreja, abençoados e louvados pelo Papa, benquisto e considerado pelos cardeais, pelos altos dignatários eclesiásticos brasileiros; um homem que tem sido recebido oficialmente com toda a solenidade protocolar por representantes do governo e do episcopado brasileiro, após o regresso das suas excursões pela Europa, Ásia e África; um homem destes – dizíamos – foi suspenso do exercício das suas ordens pelo bispo de Bragança, quando veio à terra abraçar seus pais, após catorze anos de ausência, pelo inaudito crime de não ir, primeiro, beijar-lhe o anel e sujeitar-se às jurisdições às pinguinhas!... E o padre Castro é de tanta virtude e tem tal noção da obediência, que deixou o bispo na faina de excogitar cânones para o purificar no bendito fogo inquisitorial, e regressou ao Rio de Janeiro, onde foi recebido protocolarmente, segundo fica dito, e o piedoso bispo de Bragança, D. José Lopes Leite de Faria, cá se ficou a ruminar, a ruminar cânones e mais cânones, até que morreu fulminado por uma indigestão deles, sempre com o padre Castro atrancado nos dentes! E o padre Castro nunca soltou uma queixa contra o seu perseguidor nem contra o doutor Guilhermino Alves, seu secretário, nem contra o abade da Sé, actual vigário capitular, talvez mais culpado no caso do que ele, bispo!!! Só de um santo!...
Tem colaborado no Legionário Trasmontano e outros jornais de Bragança; Alerta, da Guarda; Liberdade, de Lisboa; Jornal do Brasil, etc.


Memórias Arqueológico-Históricas do Distrito de Bragança

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