Nasceu em Bragança (Sé) a 15 de Fevereiro de 1886; filho de António Augusto de Castro e de D. Maria da Conceição, proprietários, de Bragança. Estudou preparatórios e teologia no Seminário Diocesano de Bragança; foi pároco de Gimonde e comissário da Ordem Terceira de S. Francisco de Bragança. Sendo preso por conspirador monárquico após a proclamação da República em 1910, foi, logo que obteve a liberdade, para o Brasil, onde se tem notabilizado como orador sagrado, jornalista, escritor e sacerdote exemplar, merecendo por isso a grande cotação que goza tanto nas altas esferas eclesiásticas como seculares.
Escreveu:
A Roma e à Terra Santa (Crónicas de Viagem). Rio de Janeiro, 1925. 8.° de 464 págs., profusamente ilustradas. É a reunião dos artigos que, na viagem em peregrinação brasileira à Terra Santa, ia mandando para o Jornal do Brasil.
Pela Santa Casa. Rio de Janeiro, 1925. 8.° de 19 págs. É uma conferência que o autor fez no Brasil em prol da Santa Casa da Misericórdia de Bragança, e bem sucedida foi, porque os donativos montaram a cinco contos.
São Francisco de Assis (segunda edição). Rio de Janeiro, 1926. 8.° de 266 págs.,muito ilustradas. A primeira edição esgotou-se em pouco tempo.
Terras de São Francisco (Crónicas de Viagem). Rio de Janeiro, 1928. 8.° de 515 págs.muito ilustradas.
Contam-se por milhares e milhares os exemplares das edições dos livros do padre Castro e rapidamente esgotadas. E a um homem destes, escritor e jornalista dos mais pujantes, cheio de serviços à Igreja, abençoados e louvados pelo Papa, benquisto e considerado pelos cardeais, pelos altos dignatários eclesiásticos brasileiros; um homem que tem sido recebido oficialmente com toda a solenidade protocolar por representantes do governo e do episcopado brasileiro, após o regresso das suas excursões pela Europa, Ásia e África; um homem destes – dizíamos – foi suspenso do exercício das suas ordens pelo bispo de Bragança, quando veio à terra abraçar seus pais, após catorze anos de ausência, pelo inaudito crime de não ir, primeiro, beijar-lhe o anel e sujeitar-se às jurisdições às pinguinhas!... E o padre Castro é de tanta virtude e tem tal noção da obediência, que deixou o bispo na faina de excogitar cânones para o purificar no bendito fogo inquisitorial, e regressou ao Rio de Janeiro, onde foi recebido protocolarmente, segundo fica dito, e o piedoso bispo de Bragança, D. José Lopes Leite de Faria, cá se ficou a ruminar, a ruminar cânones e mais cânones, até que morreu fulminado por uma indigestão deles, sempre com o padre Castro atrancado nos dentes! E o padre Castro nunca soltou uma queixa contra o seu perseguidor nem contra o doutor Guilhermino Alves, seu secretário, nem contra o abade da Sé, actual vigário capitular, talvez mais culpado no caso do que ele, bispo!!! Só de um santo!...
Tem colaborado no Legionário Trasmontano e outros jornais de Bragança; Alerta, da Guarda; Liberdade, de Lisboa; Jornal do Brasil, etc.
Memórias Arqueológico-Históricas do Distrito de Bragança

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