terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

Questão da auditoria às contas da UF da Sé, Santa Maria e Meixedo chega ao Ministério Público

O presidente da União de Freguesias da Sé, Santa Maria e Meixedo, em Bragança, Telmo Afonso, ainda tem “esperança” que a auditoria às contas da junta do anterior mandato seja realizada.
O presidente da União de Freguesias da Sé, Santa Maria e Meixedo, em Bragança, ainda tem esperança que a auditoria às contas da junta do anterior mandato seja realizada. Telmo Afonso relembrou que a auditoria foi solicitada à Inspecção Geral das Finanças, que alegou não ter disponibilidade, naquele momento, e que o procedimento podia ser solicitado à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte. Esta última entidade respondeu que esse procedimento não fazia parte das suas funções e que o caso podia ser reportado ao Ministério Público, o que acabou por se verificar. “Eu tenho esperança que essa auditoria venha a ser feita, por quem não sei. Preferíamos que fosse feita por uma empresa do Estado a fazê-la. Com todo o respeito que temos pelas empresas particulares os resultados que apresentassem podiam levantar alguma suspeição dando o que pretendíamos”.

Contactado pela Rádio Brigantia, o ex-presidente diz estar descansado e espera que a auditoria se faça para mostrar que não tem nada a esconder. José Pires alega que sempre esteve “disposto” a “esclarecer qualquer assunto”. “Quando entrou disse que ia fazer a auditoria e nunca apresentou nada e na última assembleia fomos nós que perguntámos em que situação está”, esclareceu. José Pires confirma ainda que, tanto ele quanto os membros do anterior mandato, estão “absolutamente tranquilos”.

Telmo Afonso denuncia algumas situações que entende constituírem de irregularidades. “Estamos a falar do pagamento do Dicionário das Palavras Soltas do Povo Transmontano por parte da união das freguesias, da transferência das verbas para a Associação Topo da União e o kit escolar, que custou cerca de 40 mil euros à união de freguesias, sem nenhum ajuste directo realizado e foi comprado como quem compra uma caixa de fósforos numa mercearia. Isto não pode ser feito assim, agora quem de direito há-de responder”, concluiu.

José Pires mostra-se tranquilo com as despesas feitas que, segundo ele, resultaram de decisões políticas. “Tudo foi feito de acordo com o que devia ser feito, há documentos que comprovam todas as despesas. Quanto a isso estaremos tranquilos. Se gastamos numa opção ou noutra são decisões políticas. Cá estaremos para esclarecer todos os assuntos muito tranquilos e descansados porque fizemos um bom trabalho”.

Recordamos que, em Dezembro, José Pires e os eleitos pelo movimento Força da União renunciaram ao mandato como membros da Assembleia de Freguesia em discordância com o plano e orçamento para este ano e alegando que o documento era uma cópia quase integral do de São Sebastião, uma freguesia do concelho de Setúbal.

Escrito por Brigantia
Jornalista: Carina Alves

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