Numa publicação nas redes sociais, o executivo liderado por Helena Barril fala numa atitude de “quero, posso e mando” e compara a atuação da empresa ao polémico processo de venda das barragens de Picote e Miranda do Douro.
À Radio Brigantia e ao Jornal Nordeste a autarca lamenta que o município tenha, apenas, tido conhecimento das ações através das populações.
“Conhecimento prévio comunicado por eles não tivemos. Agora, como vivemos aqui no território e sabemos o que vai acontecendo, soubemos dessas sessões e claro que ficámos um bocadinho tristes desta atitude por parte da Engie, mas no fundo também já não é nada que nos admire face ao histórico que temos aqui no território em relação ao negócio das barragens. Gostávamos ao menos que nos tivesse sido dada a informação prévia para que até pudéssemos nós, enquanto autarcas, estar presentes também para assimilarmos das intenções ou das boas intenções que a Engie tem.”
Segundo Helena Barril, os projetos estarão previstos para a zona norte do concelho, abrangendo também áreas do concelho de Vimioso, fora da área do Parque Natural do Douro Internacional.
Apesar de lamentar a forma como o processo está a ser conduzido, a autarca garante que o município não se opõe à instalação dos parques caso essa seja a decisão do poder central, mas defende que o território deve ser compensado.
“Pois, nós teremos que nos conformar se for essa a decisão do Governo relativamente à criação desses parques, nós também não nos podemos opor. Claro que a instalação destes parques no território, no nosso concelho, nós vamos exigir que haja contrapartidas financeiras ou outras que sejam, mas o município também tem uma palavra a dizer nessa matéria.”
A publicação do município refere também o caso da venda das barragens pela EDP à Movhera, processo que continua em litígio judicial por causa do pagamento de impostos.
A autarca garante que o município continuará a lutar para que o território receba as devidas compensações financeiras.
“Recusam-se neste momento porque têm capacidade financeira de andar a litigar nos tribunais. Pronto, é essa a vantagem que eles têm, esse poder económico que lhes permite isto. Nós também, dentro das nossas possibilidades, também não vamos ficar conformados. Também vamos fazer o que estiver ao nosso alcance. Portanto, há de vir um dia que os tribunais têm que tomar uma decisão em definitivo.”
O executivo liderado por Helena Barril garante que continuará atento ao desenvolvimento destes processos e promete defender os interesses das populações e do concelho.

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