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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

segunda-feira, 18 de maio de 2026

Museu do Abade de Baçal assinala Dia Internacional dos Museus com antestreia de curta-metragem

 O Museu do Abade de Baçal assinalou, sábado, o Dia Internacional dos Museus com a antestreia da curta-metragem “Contar os passos, ouvir o vento – um retrato do Abade de Baçal”, realizada por Eduardo Brito.


A obra cinematográfica, produzida a partir de uma encomenda do museu e financiada pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), tinha como objetivo apresentar uma visão poética e intimista de Francisco Manuel Alves, conhecido como Abade de Baçal, uma das maiores figuras da cultura e património transmontanos.

O realizador explicou que o objetivo do filme passou por comunicar e partilhar uma visão mais humana da figura homenageada.

“Quis comunicar e partilhar o lado mais humano, menos sacerdotal, etnográfico, arqueólogo ou profissional, mas o lado de alguém que tinha um cuidado muito grande com aquilo que guardava, descrevia e registava, como contar os passos. Esse é um lado que me fascina muito”, afirmou.

Segundo Eduardo Brito, o documentário foi pensado como um espaço de encontro e reflexão coletiva, valorizando a experiência de ver cinema em comunidade.

“O que me interessava e interessa sempre nos filmes que escrevo e faço é criar unidades audiovisuais ou cinematográficas que são espaços de encontro. Ou seja, criar um debate sobre a cor da pena do pisco, para mim faz-me ganhar a semana. Porque, atualmente já não se debatem cor das penas do pisco transmontano, nem o uso da terminologia ruivo ou vermelho. Ou seja, este lado de entender os filmes, como lugares onde nos encontramos e falamos e partilhamos qualquer coisa. Estamos aqui num processo de grande comunhão, de crítica. Isto também é super importante, de não ver este filme em casa no computador, mas ver este filme numa tela em que estamos numa sala às escuras e vemos o filme todos juntos e depois temos coisas para falar. E ficamos felizes por isso”, frisou.

A ausência física do Abade de Baçal foi, de resto, uma das opções criativas da curta-metragem. Em vez de recorrer a um ator para representar a personagem, a equipa optou por construir a sua presença através de sons, objetos e ambientes.

“Todo o Abade é representado pela ausência. Pelo som dos passos, pela caneta que escreve, pela porta que abre. A presença do Abade é-nos dada por tudo o que está à volta”, explicou o realizador.

O diretor do museu, Jorge da Costa, considerou que a escolha de Eduardo Brito para o projeto foi acertada e acredita que o filme terá um percurso de sucesso.

“Ficou claro pela sala cheia e pelas reações das pessoas que o filme vai ser um sucesso”, afirmou, destacando o retrato “extraordinário” e “muito completo” da figura do Abade de Baçal.

Para Jorge da Costa, esta curta-metragem representa também uma nova forma de aproximar públicos mais jovens do legado cultural e patrimonial do Nordeste Transmontano.

“O legado do Abade de Baçal é um legado vivo. Continuamos a descobri-lo e esta é mais uma extraordinária achega a essa figura”, referiu.

Depois da antestreia em Bragança, o filme deverá seguir agora para festivais e circuitos de curtas-metragens, regressando posteriormente à cidade para novas exibições públicas e integração na programação do museu.

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