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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

domingo, 28 de junho de 2026

Fado desperta memórias e promove bem-estar entre os idosos

 O Centro Social de São Pedro Serracenos, no concelho de Bragança, promoveu, pelo terceiro ano consecutivo, a Tarde de Fados.


O fado cantou e encantou cerca de 50 idosos que se juntaram numa tarde de convívio. Alguns já sentiam falta “Eu gosto muito de fado, fadistas, cantorias”, partilhou Isaltina Afonso, de 78 anos. “Isto para mim é uma alegria”, contou António Tomé, de 88 anos.

O objetivo desta atividade foi reforçar a importância da música no envelhecimento e de, como esta, tem impacto nos idosos.

“A música tem um papel muito importante na questão da terceira idade, na questão da demência, que está um bocadinho associada. A música, de facto, faz com que as pessoas vão buscar memórias que, se não for a música, não as têm. Os momentos de satisfação que tiveram no passado são reavivados com a música.”, explicou Armando Ribeiro, presidente da direção do Centro Social de São Pedro Serracenos.

Maria Jardino, de 87 anos, concorda, até porque recordou que antigamente também costumava ouvir estas músicas, especialmente através da rádio, o único meio disponível, naquela altura. “A música é uma distração para nós. Até porque eu gosto muito de fado. Agora é tudo na televisão e na internet, mas antigamente era só na rádio onde davam estas canções antigas”, lembrou.

Também Maria Barrigão, de 76 anos, utiliza a rádio para ouvir o fado, sobretudo, Amália Rodigues. “Gosto muito de ouvir cantar o fado em principal. Gosto mais de fado do que de outra música qualquer. No meu tempo, eu só ouvia na rádio  e gostava muito, principalmente, da Amália Rodrigues, que era a que se ouvia mais naquele tempo”, disse.

Pela voz de Carla Silva cantou-se o fado.  “Normalmente fazemos só este tipo de eventos quando é algum evento especial ou porque a instituição faz anos e acho que é importante fazermos isto para eles, para os idosos e não tanto porque é uma data especial. E o fado aqui tem uma componente muito importante neste tipo de eventos, porque os idosos identificam-se com esta música, ou seja, estou a cantar e todos eles conhecem a letra, todos eles participam”, enalteceu a fadista.

A Tarde de Fados contou com a participação de outras instituições, como foi o caso  da Fundação Betânia, a Obra Social Padre Miguel e a Palácio da Sabedoria.

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