Número total de visualizações do Blogue

Pesquisar neste blogue

Aderir a este Blogue

Sobre o Blogue

SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

terça-feira, 18 de agosto de 2026

Do Arco de Darwin à Janela Azul: 20 maravilhas naturais que já não existem

 Desde ilhas inteiras a formações rochosas, marcos icónicos perderam-se para sempre. Mas ainda não é tarde para ver e apreciar os que restam.

Harald Sund, Getty Images - Este pinheiro morto e fustigado pelo vento no alto de Sentinel Dome, em Yosemite, que ganhou fama graças a Ansel Adams, tombou finalmente em 2003. A pitoresca árvore californiana foi uma das mais fotografadas do mundo, figurando em imagens captadas em chapa desde a década de 1860.

As paisagens moldam a nossa percepção dos espaços, mas a Terra está em constante mudança. As forças do vulcanismo, do vento, da água, do Sol e das pessoas conspiram inexoravelmente para transformar aquilo que consideramos terreno familiar – criando falésias junto às praias, abrindo desfiladeiros amplos, formando terra firme a partir de lava borbulhante e alterando o curso de rios cheios de força.

Na verdade, a mudança é a única constante – uma ideia semeada pelo filósofo grego Heráclito no século V a.C. e ecoada por outros filósofos desde então. No entanto, as pessoas esquecem-se frequentemente de que Heráclito achava que o medo da mudança também era uma constante. Talvez seja esta sensação de impermanência eminente que compele os viajantes a visitarem as maravilhas naturais antes de elas mudarem para sempre.

Nos últimos 50 anos, centenas de marcos naturais de todo o mundo mudaram drasticamente – ou, pior ainda, desapareceram. Nos últimos anos, o Double Arch, na Zona de Recreio Nacional de Glen Canyon desabou no Lago Powell, no Utah, juntando-se a outras estruturas como o Arco de Darwin, no arquipélago das Galápagos, o Wall Arch, no Parque Nacional de Arches, e a Janela Azul de Malta, que desapareceram para sempre. Aqui estão alguns marcos que já não existem – e alguns sítios frágeis que ainda pode visitar de forma responsável.

Zzvet, Getty Images

1. Arco na praia de Legzira, Marrocos, África

Praticantes de parapente, surfistas, pescadores e alguns visitantes choraram quando um dos arcos vermelhos desta praia sucumbiu ao peso da colossal falésia em 2016. O esconderijo em tons de ferrugem situado nos arredores da cidade marroquina de Sidi Ifni era um local popular para assistir ao pôr-do-Sol. Existe uma estrutura semelhante nas formações de rocha vermelha da época Jurássica na Baía de Ladram Bay, em Devon, em Inglaterra.

WaterFrame / Alamy

2. Recife de Coral de Christmas Island, Austrália

As gorgónias Mopsella são um dos diversos tipos de coral que debrua as Ilhas Christmas, o maior atol de coral do mundo e um local de mergulho popular na Austrália. Em 2016, o aumento das temperaturas da água provocado pelas tempestades do El Niño causou a morte de uma quantidade estimada em 80 por cento do coral. No final de 2020, porém, os investigadores começaram a ver sinais de renovação da vida, um “sinal de esperança” de que a protecção contra os factores de stress locais pode permitir a regeneração do coral branqueado.

B Christopher, Alamy Stock Photo

3. Túnel da Sequóia, Califórnia, EUA

O “túnel na árvore” de Pioneer Cabin, uma árvore com mil anos, foi aberto numa de várias imponentes sequóias californianas no final de século XIX para inspirar o turismo na natureza. Quando caiu, em Janeiro de 2017, era a última sequóia gigante com um arco através do qual era possível passar de carro. Três gigantescas sequóias vermelhas continuam a proporcionar essa experiência. Pode encontrá-las junto à vila de Eureka.

David Noton Photography / Alamy Stock Photo

4. Parque Marinho Nacional dos Doze Apóstolos, Austrália

Há menos apóstolos no Parque Marinho Nacional dos Doze Apóstolos na Austrália. Em 2005, uma das maiores e mais intrincadas destas formações ao largo da costa desfez-se diante dos olhos de uma família. Uma segunda formação sucumbiu em 2009. Restos deixados por falésias que se desmoronaram, as seis estruturas remanescentes são vulneráveis às ondas fortes que embatem na costa.

David Robertson, Alamy Stock Photo

5. O Dedo de Deus, Espanha

Em 2005, o primeiro ciclone a varrer as Ilhas Canárias nos últimos 150 anos derrubou El Dedo de Dios (O Dedo de Deus), uma formação semelhante a uma agulha numa “mão” de rocha que apontava para o céu.

Rodrigo Friscione, Alamy

6. O Arco de Darwin, Ilhas Galápagos, Equador

No dia 17 de Maio de 2021, esta famosa ponte natural, baptizada em homenagem ao biólogo inglês, desabou no Oceano Pacífico devido à erosão, segundo o Ministério do Ambiente do Equador. Popular entre os turistas que a visitam a bordo de navios de cruzeiro, o local foi designado Património Mundial pela UNESCO e pulula de fauna marinha, desde mantas a tubarões-baleia e tartarugas-de-pente.

Bradley Jackson, Getty Images

7. Hillary Step, no Monte Evereste, Nepal

O cume do Evereste, no Nepal, tornou-se um pouco mais fácil de alcançar no final de Maio de 2017, quando um enorme rochedo que se encontrava a cerca de 60 metros do topo desapareceu. Os especialistas pensam que o íngreme “Hillary Step” — assim designado em homenagem a Sir Edmund Hillary, que lhe chamou um dos pontos mais difíceis da montanha – se soltou num terramoto ocorrido em 2015.

Alexeys, Getty Images

8. Piscinas Naturais Sylvia Flats Pools, Nova Zelândia

Em 2017, as vertentes rochosas em redor de Sylvia Flats Pools, piscinas naturais de águas quentes situadas junto ao rio Lewis, de águas mais frescas, foram destruídas por um deslizamento de terras. Felizmente, outras piscinas termais, como as Maruia Hot Springs, situadas na reserva Lewis Pass Scenic Reserve, ainda permitem banhos quentes alguns quilómetros mais a norte.

Mike Grandmaison, Getty Images

9. Elephant Rock, Canadá

Cerca de 200 toneladas de rocha caíram de “Elephant Rock”, em New Brunswick, na Primavera de 2016, transformando um postigo numa pilha de destroços. O pitoresco local situado no Parque Provincial de Hopewell Rocks era um dos sítios mais populares para os turistas que admiravam as espantosas marés da Baía de Fundy, no Canadá. A zona perdeu outro marco em Fevereiro de 2022, quando a Flower Pot Rock desabou durante uma tempestade forte.

Lonely Planet Images / Getty Images

10. Cinco das Ilhas Salomão

As ilhas de baixa altitude do Pacífico sofreram as consequências do aumento do nível dos mares e, em 2016, cinco das Ilhas Salomão foram engolidas pelo oceano. A vizinha ilha de Nuatambu poderá ser a próxima – os residentes estão a ser realojados à medida que a ilha vai sucumbindo lentamente – e já perdeu mais de metade da sua terra habitável.

Alan Majchrowicz, Getty Images

11. Rio Slims, Canadá

Na Primavera de 2017, um rio inteiro do território canadiano de Yukon desapareceu, aparentemente, de um dia para o outro. O culpado foi o enorme glaciar de Kaskawulsh, cuja água de degelo foi desviada do rio Slims para alimentar outro curso de água. Os cientistas chamaram-lhe o primeiro caso de “pirataria fluvial” dos tempos modernos. Estas alterações também estão a encolher o maior lago do Yukon. É possível observar o recuo da margem do lago Kluane a partir da Auto-estrada 1 do Alasca e de alguns locais do Parque e Reserva Nacional de Kluane.

Anders Birch, Redux

12. Glaciar Chacaltaya, Bolívia

Um homem admira o último pedaço do glaciar Chacaltaya nesta fotografia captada no dia 26 de Outubro de 2009. Nesse mesmo ano, o glaciar com 18.000 anos derreteu completamente, obrigando ao encerramento da estância de esqui que se encontrava no topo da montanha, outrora considerada a mais alta do mundo. Os cientistas bolivianos tinham previsto o degelo do glaciar até 2015, mas o aumento rápido das temperaturas causado pelas alterações climáticas acelerou o processo.

Shearman, Getty Images

13. Wall Arch, Parque Nacional de Arches, Utah, EUA

Quando o precário pedaço de arenito com cerca de 20 metros que se encontrava no alto do isolado “Wall Arch”, em Entrada Sandtone, no Parque Nacional de Arches, cedeu numa noite de Agosto de 2008, algumas pessoas que acampavam nos arredores disseram ter ouvido um grande estrondo – apesar de o céu estar limpo. Este parque, situado no estado do Utah, ainda conta com muitas formações frágeis entre as suas atracções, incluindo a ponte de rocha vermelha com 15 metros de comprimento do solitário Vultee Arch.

Nickolay V, Getty Images

14. Parte do Mar Morto, delimitado por Israel, Cisjordânia e Jordânia

O salgadíssimo Mar Morto ainda não desapareceu, mas está a encolher a uma velocidade alarmante – os níveis de água diminuíram mais de 90 centímetros por ano ao longo dos últimos anos, levando ao aparecimento de várias dolinas, assinalando uma iminente crise de escassez de água na região.

Jin Yu, Xinhua / Redux

15. Janela Azul, Malta

Foram necessários milhares de tempestades para abrir a Janela Azul nas falésias calcárias da Ilha de Gozo, em Malta, mas apenas uma para acabar com ela. O icónico local da baía de Dwejra era uma das mais populares atracções naturais da nação insular – até apareceu, brevemente, na série Guerra dos Tronos, da HBO – até desabar em Março de 2017. Para ver outros arcos marinhos impressionantes a partir da praia, dirija-se à orla costeira das falésias brancas de Étretat, na região francesa da Normandia, onde até poderá caminhar sob o impressionante Falaise Aval na maré baixa.

BRYAN ANSELM, The New York Times/Redux

16. Carvalho de Basking Ridge, Nova Jérsia

Um dos carvalhos mais antigos da América do Norte morreu num cemitério em Basking Ridge, no estado de Nova Jérsia em 2017. Diz-se que a gigantesca árvore proporcionou outrora uma agradável sombra aos piqueniques de George Washington e já tinha 80 anos quando Colombo chegou às Américas.

UIG / Getty Images

17. Árvore Ténéré, Níger

A única acácia a conseguir sobreviver no deserto do Saara, a cerca de 400 quilómetros da sua vizinha mais próxima, a Árvore Ténéré tornou-se um marco local na década de 1930, antes de ser alegadamente derrubada por um condutor embriagado. Uma escultura em metal (na imagem acima) ocupa agora o seu antigo lugar. Outra árvore do deserto suficientemente importante para figurar nas extensões vazias dos mapas era Chapman’s Baobab, uma “árvore de correio” no Botswana, que continha apontamentos e marcas deixados por antigos europeus como David Livingstone. Infelizmente, essa árvore caiu em 2016.

Garry Black, Alamy Stock Photo

18. O Velho da Montanha, New Hampshire, EUA

Podemos dizer que lhe caiu o queixo. O misterioso perfil do Parque Estadual de Franconia Notch, em New Hampshire, já não parece um “Velho da Montanha”, embora um monumento de estruturas em aço tenha contribuído para recriar a ilusão do seu rosto a partir de uma clareira mais abaixo (com alguma imaginação).

Douglas Peebles, Getty Images

19. Praia de Kaimu, Hawai

Cerca de 150 casas na popular praia de areias negras de Kaimu perderam-se quando um rio de lava lento irrompeu pela aldeia hawaiana de Kalapana no início da década de 1990. O vulcão Kilauea continua em erupção e já acrescentou mais de 200 hectares de terra firme à ilha até à data. É possível ver as novas extensões de terra em passeios de barco que partem de Pahoa.

NASA/Redux

20. Plataforma de Gelo Larsen C, Antárctida

Embora poucos olhos humanos tenham admirado as falésias geladas da Plataforma de Gelo Larsen C, na Antárctida, os satélites viram quando um pedaço do tamanho do estado de Delaware se soltou no Oceano Austral. A libertação de icebergues não é nada de novo, mas é raro acontecerem mudanças tão drásticas.

Artigo publicado originalmente em inglês em nationalgeographic.com.

Meghan Miner Murray
Actualizado a 10 de setembro de 2024

Sem comentários:

Enviar um comentário