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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

sábado, 8 de agosto de 2026

PLANO PARA O FUTURO DO DOURO PRETENDE REFORÇAR RENDIMENTO DOS VITICULTORES E SUSTENTABILIDADE DA REGIÃO

 A Região Demarcada do Douro deverá contar com novas medidas destinadas a melhorar a competitividade do setor vitivinícola, aumentar o valor gerado pela produção e garantir a sustentabilidade económica e ambiental do território.


A CCDR NORTE participou na elaboração do Plano Executivo para a Gestão Sustentável e Valorização do Setor Vitivinícola do Douro, documento coordenado pelo Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto (IVDP) e já entregue ao Governo.

A preparação do plano envolveu oito reuniões de trabalho com entidades públicas e representantes da fileira, num processo destinado a identificar os principais problemas do setor e definir respostas para os desafios que afetam atualmente a região.

Entre as preocupações identificadas estão a pressão sobre os rendimentos dos viticultores, o desequilíbrio entre a produção e a procura e a necessidade de aumentar o valor acrescentado dos vinhos produzidos no Douro. A proteção da paisagem e dos recursos naturais surge igualmente como uma das prioridades.

O documento propõe, entre outras medidas, a criação de referências para os custos de produção, maior formalização das relações comerciais através de contratos escritos na compra e venda de uvas e novos mecanismos de apoio aos produtores.

Está também prevista a adoção de instrumentos para gerir a oferta, o reforço da promoção internacional dos vinhos do Douro e do Porto e uma aposta maior no enoturismo. A sustentabilidade ambiental e a preservação da paisagem duriense integram igualmente o conjunto de ações propostas.

O vice-presidente da CCDR NORTE, Paulo Ramalho, considera que a concretização destas medidas dependerá da capacidade de articulação entre produtores, empresas, entidades públicas e restantes agentes do setor.

O responsável defende ainda uma maior valorização do papel dos viticultores na cadeia de valor, lembrando que estes assumem também uma função essencial na manutenção da paisagem e dos ecossistemas que caracterizam o Douro.

A estratégia ganha particular relevância num ano em que se assinalam 25 anos da classificação do Alto Douro Vinhateiro como Património Mundial da UNESCO, reconhecimento que reforça a necessidade de preservar um território cuja identidade está profundamente ligada à atividade vitivinícola.

O plano pretende, assim, servir como base para uma estratégia de longo prazo capaz de equilibrar os diferentes interesses da fileira, melhorar a capacidade económica dos produtores e reforçar a sustentabilidade de uma das regiões vitivinícolas mais reconhecidas de Portugal.

Jornalista: Vitória Botelho
Foto: DR

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