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| Foto: Joana Bourgard |
A atribuição dos apoios foi aprovada pela Agência para o Clima, que gere os instrumentos de financiamento do Ministério do Ambiente e da Energia, anunciou o gabinete da ministra da tutela, Maria da Graça Carvalho. O dinheiro disponível no âmbito deste aviso, lançado em 2025 pelo Fundo Ambiental, foi distribuído pela Companhia das Lezírias e por várias associações e municípios, num total de 18 projetos candidatos que terão de estar concluídos até ao final de 2026, de acordo com o regulamento.
“Os investimentos aprovados abrangem áreas protegidas de norte a sul do país e resultam de parcerias entre municípios, associações de desenvolvimento, organizações não-governamentais e outras entidades locais”, afirma uma nota de imprensa do gabinete da ministra, que detalha que “as intervenções apostam na conservação da biodiversidade, na valorização do património natural, no turismo de natureza, na educação ambiental e numa maior participação das comunidades locais na gestão das áreas protegidas”.
Contas feitas, das 29 candidaturas que tinham sido apresentadas até ao encerramento deste aviso, no fim de novembro, a Agência para o Clima aprovou agora um total de 27. Destas, no entanto, apenas as 18 propostas com melhor classificação conseguem financiamento do Fundo Ambiental, incluindo 15 com apoio integral e outras 3 com apoio parcial, uma vez que o dinheiro disponível foi insuficiente para apoiar as restantes.
De acordo com a decisão aprovada, o montante máximo que podia ser atribuído, 200.000 euros, deverá ser entregue a três propostas, lideradas pela Companhia das Lezírias, pelo município de Portalegre e pela AEPGA – Associação para o Estudo e Protecção do Gado Asinino. Outros nove projetos candidatos terão direito, cada um, a mais de 190.000 euros para concretizarem os seus planos de dinamização, numa área protegida a cuja cogestão estão ligados.
“As áreas protegidas são um dos maiores ativos naturais de Portugal e a sua preservação exige o envolvimento de quem vive, trabalha e investe nestes territórios. Estes projetos mostram que é possível conciliar conservação da natureza, desenvolvimento local e criação de oportunidades para as comunidades, através de um modelo de gestão mais participado, mais próximo e mais eficaz”, afirmou Maria da Graça Carvalho.

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