A proposta consta de uma comunicação do presidente do sindicato ao presidente do INEM, na qual a estrutura defende que qualquer alteração deste tipo deve ser acompanhada pela entrada em funcionamento de uma ambulância, para assegurar que não se perde capacidade de transportar doentes.
Segundo o STEPH, a localização em Lodões permitiria colocar o novo meio “a escassos minutos de 6 concelhos diferentes”, no sul do distrito de Bragança, numa área que o sindicato identifica como desprovida de meios de emergência médica próprios do INEM.
Para fundamentar a proposta, a organização aponta um aumento da sinistralidade com feridos graves na região e recorda o acidente ocorrido esta semana no IC5, que provocou a morte de um jovem de 19 anos, filho da vice-presidente da Câmara de Vila Flor.
“Pelo levantamento realizado pelo STEPH, entendemos existirem hoje condições para abertura de uma Ambulância de Emergência Médica no norte do país”, sustenta o sindicato, defendendo que esse recurso seja instalado em Lodões e tripulado por técnicos de emergência pré-hospitalar.
Para assegurar os recursos humanos, a estrutura propõe que sejam considerados os 14 técnicos de Trás-os-Montes e Douro que, segundo a comunicação, se deslocam várias vezes por mês ao Porto para realizar turnos noutros serviços e meios do INEM. O sindicato considera esta opção de gestão “injustificável” e defende o aproveitamento destes profissionais na nova ambulância.
A proposta implicaria uma alteração na distribuição dos meios: Mirandela passaria a dispor de uma viatura ligeira SIV, enquanto a capacidade de transporte prevista como compensação ficaria instalada em Lodões. As duas tipologias têm equipas distintas: segundo o INEM, uma SIV integra um enfermeiro e um técnico de emergência pré-hospitalar, enquanto uma Ambulância de Emergência Médica é tripulada por dois técnicos.
A iniciativa enquadra-se num projeto-piloto que, de acordo com o STEPH, foi acordado nas negociações com o instituto e prevê a substituição de dez ambulâncias SIV por viaturas ligeiras. O sindicato sustenta que a compensação deve ser assegurada por cinco Ambulâncias de Emergência Médica próprias do INEM e por outras cinco através de protocolos com entidades parceiras, em Postos de Emergência Médica.
“A eventual transformação no imediato de Ambulâncias SIV em carros deve garantir, em simultâneo, a abertura de uma ambulância de forma a garantir que não se perde a capacidade de transportar doentes”, sublinha a estrutura.
Além de Mirandela, o sindicato sugere que o projeto avance em Melgaço, Vila Real de Santo António, Seia e Montalegre, nestes casos com a abertura de Postos de Emergência Médica assegurados por parceiros.
Sobre Melgaço, o STEPH refere que não se opôs à alteração imediata prevista para 13 de outubro, por o presidente do INEM se ter comprometido a desencadear um protocolo com os bombeiros voluntários locais. Na mesma comunicação, solicita esclarecimentos sobre o andamento desse processo.
O sindicato atribui ainda a atual escassez de ambulâncias de reserva sobretudo à falta de autorização para reparar “várias dezenas de ambulâncias” que, afirma, se encontram em oficinas. A comunicação surge num contexto em que é apontada a previsão de entrega de algumas viaturas ligeiras na semana seguinte e de ambulâncias em novembro.


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