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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

quarta-feira, 27 de abril de 2022

Aposentações deixam utentes do distrito de Bragança sem médico de família

 A aposentação de vários médicos de família está a deixar sem assistência os utentes do distrito de Bragança, que já foi das regiões com maior taxa de cobertura a nível nacional.


Entre os testemunhos que a Lusa recolheu há famílias inteiras que estão sem médico de família e, pelo menos, seis clínicos da chamada Medicina Geral e Familiar aposentaram-se nos últimos meses.

O distrito de Bragança tem sido apontado a nível nacional como uma das regiões com uma taxa de cobertura de médico de família quase total, porém, há vários anos que surgem alertas devido à idade dos clínicos.

O último foi do bastonário da Ordem dos Médicos, Miguel Guimarães, que antecipava, em 2020, um número de saídas que poderia chegar aos 40% em três anos.

A Lusa pediu há várias semanas dados sobre o número de aposentações, substituições e utentes sem médico de família à Unidade Local de Saúde (ULS) do Nordeste, que não respondeu até à data.

A região tem 14 centros de saúde e um número de utentes que ronda os 137 mil, segundo os dados oficiais.

Em 2020, a ULS do Nordeste indicava que tinha ao serviço “143 médicos de Medicina Geral e Familiar, 92 dos quais no quadro, 25 prestadores de serviços e 26 internos”.

Com estes números, a média de utentes por médico rondaria os mil, mas, de acordo com os testemunhos recolhidos pela Lusa, são os que tinham maior número de utentes que estão a aposentar-se, o que indica que há alguns milhares de pessoas sem médico de família atualmente.

Os que estão a ir embora são sobretudo os médicos que ajudaram a instalar o Serviço Nacional de Saúde (SNS) no Nordeste Transmontano, uma região envelhecida, onde os cuidados de saúde são uma preocupação constante.

Esta é a realidade de Ana Paula Esteves, que tem os “pais idosos e com problemas de saúde” e que “ficaram sem médica de família”. Vivem em Bragança e a mãe tem 82 anos e o pai com 76 anos tem um problema oncológico.

Os pais são também a maior preocupação de Paulo Afonso, que, junto com toda a família, ficou há dois meses sem a médica que o acompanhava desde o nascimento.

“A situação é grave e mais aqui com gente idosa. O que poderei precisar senão de um médico para a minha família, com os meus pais velhinhos. Resta-nos andar a pedir a este e aquele no centro de saúde a receita porque os comprimidos acabaram”, contou à Lusa.

Paulo Afonso diz que para o conseguir “parece tudo por favor” e que, embora digam “oficialmente que ninguém fica sem ser atendido”, o que se observa é que “é tudo ao monte à espera” no centro de saúde de Bragança onde tinha o médico de família.

Na família de Andreia Mendes, também em Bragança, sete pessoas estão sem médico desde fevereiro e, segundo disse à Lusa, “o pior é que se for ao centro de saúde marcar exames ou consulta nunca se sabe qual é o médico que vai calhar e se está ou não bem-disposto”.

Teresa Almeida teve a última consulta “há mais ou menos um ano” com a médica que, entretanto, se reformou e não consegue fazer os exames de que necessita.

“Eu tenho muitos problemas de saúde, preciso de fazer exames médicos e não tenho a quem os pedir. Já me informei e a consulta aberta só se estiver doente, mas nada de análises ou exames”, contou à Lusa.

Outros utentes, como Manuel Afonso, ficaram sem médico em 2021. Foi-lhe atribuído um profissional que esteve apenas entre junho e dezembro ao serviço, em Bragança, e depois foi embora para outro cargo na região.

A situação de Cristina Alves é a mesma e nem chegou a conhecer o clínico que substituiu aquele que sempre a acompanhou.

O problema, como disse à Lusa, é que precisa de um atestado médico “para ajudar a mãe com a irmã”, que enfrenta uma doença oncológica, e não tem quem lhe passe a baixa.

Em Macedo de Cavaleiros, Carlos Areosa ficou sem a médica que tinha há 30 anos e foi-lhe atribuído outro que “nem aqueceu o lugar”.

Há três meses teve conhecimento de que já tem outro médico de família e foi pedir a receita da medicação que toma habitualmente. Marcaram-lhe consulta presencial que, segundo contou, “já foi adiada duas vezes”.

Agostinha Freitas esteve “pouco tempo” sem médica de família, mas marcaram-lhe uma consulta para agosto que já sabe que não vai ter, porque a nova clínica vai entrar de licença de maternidade.

O que não consegue entender é o que considera ser “a descoordenação enorme por parte do pessoal administrativo”.

“A minha filha tinha uma consulta, a médica estava de férias e ninguém a avisou. O meu marido precisava de uma consulta de recurso, mandaram-no ir às 07:30 para apanhar vez e a médica só estava à tarde”, concretizou Agostinha Freitas.

Também Carla Sobreda se queixou à Lusa de que tem visto serem adiadas “consultas atrás consultas” depois de ter sido substituída, em Bragança, a médica de família que a viu nascer e às filhas.

A filha de sete meses é a preocupação de Sandra Bento que diz que vai ser a próxima a ficar sem médico de família, numa fase em que a bebé necessita de “consultas periódicas para vacinação e monitorização dos parâmetros de crescimento”, como o peso e altura.

Helena Fidalgo, da agência Lusa

Palombar participa na 2.ª edição do Plogging Challege Portugal - Caminhada pelo Ambiente

 A Palombar - Conservação da Natureza e do Património Rural participou nas ações abrangidas pela 2.ª edição do Plogging Challege Portugal - Caminhada pelo Ambiente, organizada pelo grupo PLOGGING Santa Maria da Feira, com uma atividade que teve lugar no dia 25 de abril na aldeia de Uva, no concelho de Vimioso, distrito de Bragança.


A Palombar organizou, nesse âmbito, uma caminhada que contou com a participação de 13 pessoas, entre voluntários e monitores do 60.º Campo de Trabalho Voluntário Internacional - Restauro de um Pombal Tradicional, que está a decorrer nesta aldeia transmontana.

O plogging é uma ação que combina a atividade física, normalmente a caminhada ou corrida, com a recolha de lixo durante o trajeto. Surgiu enquanto atividade organizada na Suécia há cerca de seis anos e espalhou-se para outros países em 2018, após o crescente aumento da preocupação com a poluição por plástico a nível mundial.

Esta foi uma caminhada interpretativa e, durante o percurso realizado, com cerca de quatro quilómetros, foram encontrados e recolhidos poucos resíduos, sobretudo fio plástico (baraço azul). Este é um ótimo sinal que indica haver pouca poluição por lixo na área envolvente do percurso, mas revela também a importância de substituir o uso de fios de plástico por soluções mais ecológicas e biodegradáveis, como o fio de sisal.

A este propósito, a Associação para o Estudo e Proteção do Gado Asinino (AEPGA), em parceria com a Palombar, desenvolveu o projeto "ENFARDAR NATURALMENTE - Transição para uma Agricultura Ecológica", que promove uma agricultura sem plásticos e a substituição do fio plástico no enfardamento por fio de sisal, o qual é muito versátil, resistente e maleável, com a vantagem de se tratar de um um produto 100% natural e portanto biodegradável, não prejudicando os ecossistemas e a biodiversidade quando abandonado e esquecido na natureza.

Castelo de Bragança vai ser iluminado no Dia Mundial da Fibromialgia

 No dia 12 de Maio assinala-se o Dia Mundial da Fibromialgia, doença reumática que afeta cerca de 1,7% da população e é a 2ª que em Portugal causa mais incapacidade.


A Câmara Municipal de Bragança aderiu ao da desafio da Associação Portuguesa de Fibromialgia (APJOF) e irá assinalar o Dia Mundial da Fibromialgia com a iluminação do Castelo de Bragança, de roxo, no dia 12 de Maio à noite.

No dia 12 de Maio assinala-se o Dia Mundial da Fibromialgia, doença reumática (DR) que afeta cerca de 1,7% da população e é a 2ª DR que em Portugal causa mais incapacidade (EpiReumaPt 2011/2013).

“Apesar da Fibromialgia ter sido reconhecida em 1992 pela Organização Mundial de Saúde, de existirem Circulares Normativas da Direcção-Geral de Saúde, estudos, artigos, resoluções publicadas no Diário da República, etc, ainda há muitos médicos (e até familiares e amigos) que não acreditam na existência desta patologia” salienta a APJOF.

Segundo esta associação, “os diagnósticos e acesso à terapêutica são tardios, o que piora o estado de saúde e incapacidade destes utentes e tem também grande impacto a nível psicossocial”, além de que “não existe qualquer apoio legislativo a nível laboral, escolar e na saúde para as pessoas com este diagnóstico”.

“É urgente mais sensibilização/literacia perante a sociedade, para uma melhor aceitação desta patologia, e legislação de apoio aos doentes”, diz a APJOF.

Para assinalar esta data, além da iluminação de monumentos, a associação está a organizar um webinar (gratuito e acessível a todos) que também decorrerá dia 12/05, às 21h, em direto napágina do Facebook (@APJOF) com a participação da Reumatologista Renata Aguiar, cujo tema será “Fui diagnosticado com Fibromialgia, e agora?”.

A APJOF, Associação Portuguesa de Fibromialgia é uma associação sem fins lucrativos, fundada em 2016, que visa apoiar, sensibilizar e trabalhar em prol das pessoas diagnosticadas com Fibromialgia e as suas famílias.

VIMIOSO: TERRA RICA EM TRADIÇÕES ARTESANAIS E COM CASTELO MARAVILHA

 No âmbito do “Concelho em Destaque”, lançado este ano no Jornal Nordeste, o mês de Abril foi dedicado a Vimioso. Desde a carne mirandesa, ao artesanato e ao turismo, damos a conhecer um pouco deste concelho que fica a 49 quilómetros de Bragança, capital de distrito



Vimioso, vila raiana com 10 freguesias e pouco mais de 4 150 habitantes, de acordo com os censos de 2021. Dista cerca de 49 Km da capital de distrito, que se traduz num caminho longo devido aos acessos, que já fizeram correr muita tinta nos meios de comunicação. A falta de ensino secundário continua também a ser uma luta, assim como a fixação de jovens. Mas, embora seja dos concelhos mais recônditos do país, a boa carne, as termas, o castelo de Algoso e o artesanato fazem valer a pena visitar.

Onde a carne é de qualidade

É um dos três concelhos do Planalto Mirandês e Planalto Mirandês significa produção de carne de qualidade e produção de carne de qualidade significa “Cooperativa Agro Pecuária Mirandesa”. Situada na zona industrial da vila, esta cooperativa tem vindo a crescer com o passar dos anos. Instalou- -se em Vimioso em 2011 e trabalha com todo o solar da raça do Planalto Mirandês. Os matadouros dos concelhos vizinhos são os seus grandes fornecedores. Todo o processo pós abade do animal até ao cliente passa por esta unidade industrial, onde é feita “desmancha primária”, “desmancha normal em vácuo e em skin pack”, “congelados” e ainda “charcutaria”. Contrariamente ao que se fazia prever, devido à pandemia, o negócio tem vindo a crescer e no ano passado atingiu o seu máximo, com a transformação de 365 toneladas de carne. “Foi o melhor ano em termos de quilogramas de carne tirada das explorações. Temos vindo a crescer, desde que começamos a actividade”, sublinhou Nuno Paulo, da cooperativa. Ainda assim, a pandemia obrigou a mudanças no mercado. Se antes a marca “Carne Mirandesa” estava muito direccionada para restauração e turismo, agora está mais no sector dos supermercados. 

Esta mudança trouxe consequências, maioritariamente aos agricultores. “Os principais prejudicados foram os produtores, porque este tipo de mercado não valoriza os produtos, porque uma carne qualificada não é um produto de massa”, explicou. Inevitavelmente, também esta empresa se viu engolida pelo aumento dos custos de produção, com o aumento do preço do cartão e do plástico, e pelo aumento do preço dos combustíveis. A cooperativa tem 400 produtores da raça Mirandesa, dos quais 300 estão entre os 55 e 60 anos. Segundo Nuno Paulo o número de agricultores a dedicarem-se à produção de carne tem “aumentado”, mas teme que, nos próximos tempos, devido a “novos regulamentos de licenciamento das explorações”, as pequenas explorações possam acabar. “As medidas agro-ambientais são contratos de cinco anos é uma fase em que as pessoas desistem, porque as pessoas já com uma idade avançada não estão em condições de assumir um contrato”, admitiu. Os custos de produção também são outro problema já que começam a sufocar os agricultores da região, visto que o “mercado não está a diluir todos os custos que estão a aumentar”. 

O dirigente reconhece mesmo que o produtor é o mais prejudicado nesta fileira e, por isso, disse ter noção de que é preciso “dar mais ao produtor”. Ainda assim, Nuno Paulo mostrou-se optimista com os tempos que se seguem e acredita que o negócio vai continuar a crescer. “Tudo isso vai ter impacto no sentido de permitir que consigamos manter a estrutura aberta, não tenho dúvidas de que se vai conseguir. A nossa expectativa é que podem acabar alguns produtores, podem diminuir, mas estamos preparados para isso, não me parece que seja um desaparecimento total, mas que algumas explorações podem desaparecer”, explicou. 

A Cooperativa Agro Pecuária Mirandesa dá trabalho a 26 pessoas. Uma das empresas com mais impacto na economia do concelho de Vimioso, até porque, além dos postos de trabalho, toda a riqueza produzida fica na região. “É de outras regiões que trazemos o dinheiro e até mesmo do estrangeiro, e é dinheiro que fica nestas terras”, concluiu.

Enquanto uns saem, outros fixam-se

O concelho de Vimioso há muito que se bate pela fixação de jovens, que desde cedo saem da sua terra para estudarem e depois são poucos os que regressam. 

Há cerca de 20 anos que a Câmara Municipal lançou um apoio para incentivar à natalidade mas, ainda assim, cada vez nascem menos bebés neste território, seguindo a tendência do resto da região. No entanto, houve quem se tivesse mudado para Vimioso. Foi o caso de Américo Guedes, o biólogo da Palombar, uma associação que vos irei dar a conhecer mais à frente. Natural do Peso da Régua, abraçou a oportunidade de emprego da Palombar e mudou-se para o concelho. O meio rural fascina-o e, por isso, não está nos seus planos ir embora, pelo menos para já. “Eu gosto bastante de estar aqui, pela qualidade de vida, pelas tradições, pelo bom estado de conservação da natureza, por este ainda equilíbrio entre os trabalhos agrícolas, a vida natural”, afirmou o jovem biólogo, salientando que todo este “equilíbrio” o “atrai”. No entanto, reconhece que aquilo que o fez apaixonar pela região, pode ser o principal motivo para afastar os jovens. 

Ainda assim, relembra a Palombar existe também para atrair novos visitantes e manter os que cá estão, já que a maioria dos funcionários “vieram de fora e se fixaram no território”.

Pela natureza e pela conservação do meio rural

A Palombar é uma associação que já existe há 22 anos e está instalada na antiga escola primária de Uva, uma aldeia do concelho de Vimioso. Surgiu com o objectivo de revitalizar os pombais tradicionais daquela localidade, mas também das vizinhas. Só em Uva há mais de 40 pombais que foram reabilitados e utilizados como ferramenta da conservação da natureza. As ameaças que a Palombar identifica no concelho de Vimioso são transversais à região. O “abandono da agricultura por si só já é uma ameaça”, visto que altera e contribui para a perda de habitats. Por outro lado, também a transformação da agricultura tradicional numa monocultura, influencia algumas espécies, como a perdiz e o coelho. E o uso de agro-químicos assim como o comportamento inadequado das pessoas traz igualmente consequências para o equilíbrio do ecossistema. 

A associação dedica-se à conservação da natureza, mas também da conservação do património rural. Américo Guedes explicou que a Palombar tem o intuito de dinamizar os territórios rurais num estado de abandono, sensibilizar as populações para a importância da natureza e equilíbrio do ecossistema, envolver voluntários, e atrair público jovem para estes territórios. Os mais curiosos podem visitar o Centro de Interpretação dos Pombais ou então participar nas várias actividades que a associação realiza, desde oficinas, de construção de muros de pedra seca e carpintaria, a passeis de interpretação da natureza. Algumas destas iniciativas acontecem para preservar o conhecimento que se tem vindo a perder com o passar dos anos. “Vamos ter um campo de trabalho para recuperar um pombal mas, para além de o recuperar, é também passar estas técnicas que se usavam, com a pedra, a madeira, a cal. 

No património rural também está implícito a preservação do conhecimento empírico das populações em relação às técnicas de construção, o não esquecimento dessas técnicas e a partilha para não deixar morrer este conhecimento”, referiu.

Termas da Terronha são sinónimo de “o Homem sonha e a obra nasce”

Tudo começou numa fonte, na Terronha, junto ao rio Angueira. As pessoas da aldeia usavam aquela água para cura de maleitas relacionadas com a pele e com o aparelho digestivo. Algumas pessoas chegam mesmo a tomar banho numa pequena “baía” que fazia perto da fonte. Só em 2013 foi inaugurado o edifício das Termas da Terronha. Depois de feito um estudo foi possível perceber que esta água é sulfurosa, muito mineralizada ao nível da Mica e Sílica, e é ideal para problemas respiratórios e lesões musculoescléticas. “Temos uma água que vai matar determinados microorganismos que são patogénicos e a sílica que ai fazer a reparação a pele e das mucosas”, explicou Francisco Bruçó, responsável pelas termas. Estão integradas no sistema nacional de Termas de Portugal e há dois anos que fazem parte do Sistema Nacional de Saúde. Quer isto dizer, que podem ali ser feitos tratamentos médicos e comparticipados, caso o médico de família passe o “P1”, um acordo com o SNS. Estes tratamentos são feitos apenas entre Maio e Outubro, a chamada “época termal”, visto que no Inverno a água perde propriedades por causa do frio. 

Segundo explicou Francisco Bruçó, as pessoas têm um acompanhamento médico. Primeiro têm uma consulta com o médico Hidrologista, que lhe prescreve o tratamento, com duração de 12 dias, de segunda-feira a sábado. É feita uma consulta inicial, uma intermédia e uma final para perceber como correu o tratamento e se deve ser dada alta. Mas para além do lado medicinal, também são uma grande atracção turística. Durante o ano inteiro há “a parte do bem-estar”, ou seja, os utilizadores podem frequentar uma piscina com água 100% termal, fazer banho turco, sauna, massagens com óleos naturais e utilizar aparelhos que estão disponíveis no balneário. Com a pandemia, os cuidados são mais rigorosos, o que permite que as pessoas se sintam “extremamente seguras nas termas”, de acordo com Francisco Bruçó. Nos últimos dois meses a procura aumentou e espera-se que no Verão já tenha a mesma tendência que antes da pandemia. “Temos muita gente da região, que são os clientes habituais, mas também temos muita gente de fora que vêm passar uns dias de férias e procuram-nos para fazer um bem-estar e temos muitos clientes espanhóis”, referiu. Por ano, passa pelas Termas da Terronha mais de 1200 utilizadores e no mês de Agosto, por dia, chegam a estar 30 pessoas a fazer tratamento e 40 a fazer bem-estar.

Castelo Maravilha de Portugal

Construído em cima de uma rocha, o Castelo de Algoso remonta ao século XII, “durante a fase final do reinado de Afonso Henriques, quando Sancho I se encontrava já associado ao exercício do poder régio”. De acordo com informações das Inquirições de 1258, o castelo foi construído por Mendo Bofino. Teve uma relevância militar importante, na altura da reconquista, e na defesa da fronteira contra o Reino de Leão, pela sua localização. É um dos 400 castelos visitáveis e um dos 20 à qual foi atribuída a marca “Castelos Maravilhas de Portugal”, de onde surgiu um livro e do qual o Castelo de Algoso é capa. O castelo está aberto e pode ser visitado a qualquer hora, no entanto, para subir à torre é preciso a presença de um vigilante. As pessoas interessadas em fazê-lo devem então dirigir- -se ao Centro de Acolhimento em Algoso. “Há pessoas da aldeia que vão lá todos os dias, até porque tem ao lado a capela da Nossa Senhora do Castelo e vão lá rezar o terço, há as pessoas emigrantes que pertencem à nossa freguesia que quando vêm e fazem questão de ir lá mais do que uma vez, e depois há aqueles curiosos que vêm de grandes centros urbanos e, por algum motivo conhecem o castelo e vêm visitar. Temos tido muita gente a visitar. A partir da primavera nota-se um acréscimo grande”, frisou a presidente da União das Freguesias de Algoso, Campo de Víboras e Uva, Cristina Miguel. 

Sendo este um castelo medieval, os autarcas decidiram realizar um evento medieval que atraísse ali pessoas e também valorizasse esta fortaleza, que está ainda sob alçada da Direcção Regional de Cultura do Norte. “Uma forma de promover os territórios é pegarmos naquilo de bom que nós temos e atrair pessoas. Por isso em 2018, experimentamos o primeiro mercado medieval, pegámos também nas nossas tradições, aliadas ao património edificado cultural, e na tradição do Sábado de Aleluia, que é uma tradição secular, em que as pessoas vão ao castelo à meia-noite rezar o terço e cantar ‘Aleluia’. Temos também a romaria no 15 de Agosto, dia da Nossa Senhora da Assunção, que é a senhora da capela ao lado do castelo, e que leva centenas de pessoas ao castelo”, concluiu Cristina Miguel.

Resistir e persistir para que tradições não acabem

Com o envelhecimento da população e com a consequente perda, muitos conhecimentos morrem também. Neste concelho, a latoaria era uma arte, mas morreu o ano passado o último latoeiro de Vimioso. E com ele levou todo o saber, já que os novos pouco querem saber destes assuntos. O mesmo aconteceu com os cestos de vime, que deixaram de ser feitos porque morreu a última pessoa que se dedicava ao ofício. Mas, ainda há artes que se mantêm. É o caso dos escrinhos. Só três pessoas se dedicam a fazê-los e dois deles são Aníbal Delgado e Rosa Delgado, marido e mulher. Não o fazem desde sempre. Embora vivam em Vilar Seco, de onde os escrinhos surgiram, só há 15 anos é que começaram a fazê-los. Bem, na verdade, Aníbal não os faz, mas prepara a matéria-prima o que já não é pêra doce. Na altura era presidente da Junta de Freguesia de Vilar Seco e depois de ter visto que já não havia quem fizesse escrinhos, decidiu fazer alguma coisa para que esta arte não morresse. Foi aí que ofereceu um curso para que as pessoas aprendessem a técnica, mas só mesmo a sua esposa é que quis aprender e ficou a saber como realmente se fazem. “Decidi aprender porque é uma coisa diferente”, afirmou Rosa Delgado. Confessa que neste trabalho o mais difícil é encontrar a matéria-prima, mas também o manuseamento da palha. “Cansa muito as mãos, faz-se muita força, é preciso puxar muito e cansa e já não estou na idade de continuar”, disse. 

Mas afinal o que é preciso para fazer um escrinho? “É preciso na sementeira, semear o centeio, depois tratá-lo, para que não crie muita erva, e no Verão ceifá-lo, limpá-lo, atá-lo em molhos pequenos para o bater e depois fica a semente para um lado e a palha limpa para o outro. A silva é preciso colhê-la no quarto minguante, entre Outubro e Março, porque senão cria bicho e fica tudo em farinha. E não pode ter filhos, tem que ser silvas especiais. É um bocado difícil encontrá-las”, explicou Aníbal Delgado. Antigamente os escrinhos eram feitos por homens e eram utilizados para guardar a farinha e os cereais. Hoje em dia servem para decoração, maioritariamente. E a técnica pode servir ainda para fazer tantas outras coisas, como cestas, fruteiras e até terços. Nunca fizeram negócio deste ofício, acabou por ser sempre uma distracção e “brincadeira”, mas agora também já começam a ficar cansados. E se este casal deixar de o fazer, há probabilidade de mais uma arte morrer em Vimioso. Por isso, o PINTA, Parque Ibérico de Natureza e Aventura, realiza workshops para que alguém comece a ganhar interesse pelos escrinhos. E Rosa Delgado é a professora. Já no próximo dia 14 de Maio haverá uma sessão de “Iniciação à Técnica de Escrinho”. Normalmente os participantes são pessoas de fora, do Porto, Vila Real, Braga e até Bragança. No entanto, embora haja interesse das pessoas na técnica, mas “perdem um bocadinho a motivação depois de experimentarem e perceberem o quão difícil é”. Uma situação que Ângela Cordeiro, bióloga do PINTA, vê com preocupação. “Isto é grave, porque escrinhos também há poucas pessoas a fazer e quando estas pessoas acabarem possivelmente também acabará a técnica e as peças de escrinho. Por isso é que continuamos a organizar vários workshops dentro destas tradições, porque pode ser que apareça alguém interessado e que dê continuidade à técnica e também para as pessoas valorizarem o trabalho, porque sem experimentarem fazer não sabem a avaliar uma peça”, referiu. 

O Parque Ibérico de Natureza e Aventura abriu em 2018 e já foi visitado por 12 mil pessoas. Vai para além das suas estruturas físicas, a porta da Rota da Terra Fria Transmontana de Vimioso, o Centro Expositivo relativo à Rede Natura 2000 e o Centro de Actividades Lúdico-pedagógicas do Burro de Miranda. Tem como objectivo “valorizar o património natural e cultural” do concelho de Vimioso os Burros de Miranda são a grande atracção. “É uma espécie curiosa e autóctone e a própria raça é muito meiga e isso acaba por atrair algumas pessoas a conhecer melhor a raça do burro de Miranda”, disse Ângela Cordeiro. Realiza ainda oficinas, saídas de campo, passeios pedestres, passeios com os burros, observação de borboletas e de aves, entre muitas outras actividades. Situa-se na estrada das Três Marras, cruzamento para S. Joanico, e os interessados podem passar por lá.

Localização do Castelo: Latitude: 41.469669 Longitude: -6.574492 Situado no cabeço da Penenciada, próximo da aldeia de Algoso

Lenda dos escrinhos: Os habitantes de Vilar Seco, ainda antes dos americanos, tentaram ir à lua, porque a confundiram com um queijo. E como havia muito escrinho amontoaram os escrinhos, mas faltava um. O que lá estava em cima disse para os de baixo ‘já só falta um’ e estava com a mão quase a chegar à lua. E dizem os de baixo ‘opa acabou-se a matéria-prima’, que é palha de centeio e a casca de silva. E diz logo o cabo de polícia, que era o homem mais fino que lá havia, ‘isso é fácil, tiramos o de baixo e pomos lá em cima’. O que aconteceu foi que caíram e na fotografia ficaram a cair. Fotografia essa que ainda hoje está na bandeira da mocidade.

Locais a visitar em Vimioso: Igreja Matriz de Vimioso, Torre da Atalaia (Ruínas do Castelo de Vimioso), Santuário de Nossa Senhora das Pereiras, PINTA, Castelo de Algoso, Praia Fluvial de Uva, Ponte Medieval Santulhão/Izeda

“Representar a nossa selecção é o ponto mais alto da carreira”

Luís Miguel é o embaixador de Trás-os-Montes na modalidade de Goalball. O atleta, natural de Algoso, Vimioso, é jogador do Sporting CP, clube pelo qual já conquistou sete campeonatos nacionais, oito Taças de Portugal, seis Supertaças, dois Campeonatos da Europa e duas Ligas dos Campeões. Mas o que é o Goalball? Este desporto surgiu em 1946 e tinha como objectivo reabilitar os veteranos da Segunda Guerra Mundial que tinham perdido a visão. Ao contrário de outras modalidades paralímpicas, o goalball foi criado e desenvolvido exclusivamente para pessoas com deficiência visual. O terreno de jogo tem as mesmas dimensões do de voleibol. Todas as marcações do campo são feitas com fio de sisal e fita por cima, para que os jogadores sintam o relevo das linhas através do tacto. As partidas têm uma duração total de 24 minutos, com duas partes de 12 minutos. Cada equipa é constituída por três jogadores titulares e três suplentes. A bola utilizada pesa 1250g e tem um dispositivo sonoro interno que em contacto com o solo permite aos jogadores detectar a sua trajectória. O goalball é um desporto baseado nas percepções táctil e auditiva, por isso não pode haver ruído no recinto durante o jogo. 

Em Portugal há, actualmente, 106 praticantes de goalball distribuídos por dez equipas. Luís Miguel é invisual desde a nascença, mas isso não o impediu de praticar desporto. O Sporting CP, clube de referência no panorama nacional da modalidade, é o emblema que representa desde 2015. “Em 2015 assinei pelo Sporting, um contrato com a duração de dois anos, que viria a ser renovado na época 2017 2018 presente. Contrato que termina nesta época, e o qual já me foi proposta a renovação”, adiantou o atleta. O trabalho realizado na formação leonina já valeu a Luís Miguel a chamada à selecção nacional de goalball por diversas vezes. Em 2018, o vimiosense despediu-se da equipa das quinas por questões profissionais e agora está de regresso para ajudar Portugal a conseguir o apuramento para os Paralímpicos 2024, em Paris. Luís Miguel não esquece a primeira convocatória oficial. “Foi em 2012 para o Campeonato Europeu de Goalball, em Manchester, Inglaterra, onde viríamos a conquistar o segundo lugar e a respectiva subida ao grupo B. Daí para cá estive sempre nos seis escolhidos pelo seleccionador nacional. 

Representar a nossa selecção é o ponto mais alto da carreira de qualquer atleta e um orgulho”, afirmou. O atleta transmontano iniciou a carreira no Desportivo de Alcoitão, que representou durante três temporadas e onde conquistou três taças de Portugal e dois campeonatos nacionais. Seguiu-se a CAPO de Lisboa, a Associação de Cegos e Amblíopes do Seixal pela qual vendeu uma Supertaça e uma Taça de Portugal, e o Sporting que representa actualmente e onde é capitão de equipa desde 2016. “É algo que me enche de orgulho, sinal da dedicação, superação e entrega ao clube”. Na temporada passada jogou a final da Liga dos campeões e do Campeonato do Mundo de Clubes, tendo terminado ambas em segundo lugar. 

Susana Madureira

O Presidente

Nome: António Jorge Fidalgo Martins
Idade: 51 anos
Tempo de Mandato: Outubro 2013- Terceiro Mandato
Profissão: Professor

Porque decidiu dedicar-se à política?

Tal como entendo a profissão de professor como uma missão ao serviço dos outros, também considero o exercício da política como uma missão ao serviço das pessoas procurando, em ambos os casos, contribuir para a criação de condições facilitadoras da realização pessoal e profissional de todos e cada um, ou seja da construção da felicidade individual e colectiva. Se somos chamados a servir a causa da nossa terra, devemos dizer presente.

Como é ser presidente da Câmara Municipal de Vimioso?

Ser presidente da CM Vimioso é justamente estar disponível para servir a causa pública, neste caso no meu concelho, trabalhando com o objectivo de proporcionar mais e melhores condições de vida às pessoas que aqui vivem, trabalham ou nos visitam. Num concelho como Vimioso o exercício da função de Presidente da Câmara tem particularidades muito próprias no sentido em que a proximidade com as pessoas é muito grande e diária, é verdadeiramente ser mais um membro dessa mesma comunidade que vive e sente os problemas do dia a dia e que procura resolver com o contributo de todos. Apesar da exigência e responsabilidade é, para mim, muito gratificante o exercício do cargo porque foi aqui que eu cresci, que fiz os primeiros amigos, que aprendi as primeiras letras que dei aulas após a conclusão do meu curso, enfim, porque a minha história de vida está para sempre associada ao meu concelho.

Quais são os maiores desafios enquanto autarca?

Os desafios de um autarca são imensos, são diários, e por isso tão aliciantes e desafiantes. As pessoas, as instituições, o território confrontam-se diariamente com problemas que é necessário resolver. Essa realidade exige uma permanente atenção, determinação e espírito de sacrifício, ou se quiser resiliência. Num concelho como Vimioso onde as necessidades são inúmeras e os recursos escassos temos de ser ainda mais criativos na busca das melhores soluções. Os desafios são sempre relacionados com a sustentabilidade (social, cultural, económico- -financeira, ambiental, etc.) ou seja, garantir às pessoas o melhor presente possível sem comprometer o futuro das gerações mais jovens. 

Outro desafio é conseguir do Governo de Portugal, seja ele qual for, um olhar diferente, entenda-se ajustado aos problemas concretos de concelhos como o de Vimioso, o que raras vezes acontece pois, os governos insistem numa visão global do país sem atender a realidades específicas dos territórios que muito condicionam a vida de quem neles vive e quer continuar a viver. Enfim, o maior desafio será sempre o de servir bem as pessoas porque a política só é nobre quando colocada ao serviço das pessoas.

Jornalista: Ângela Pais

AINDA A COVID (LIÇÕES E ENSINAMENTOS)

Por: José Mário Leite
(colaborador do Memórias...e outras coisas...)

Enquanto em Xangai vinte e cinco milhões de pessoas foram, de novo, enclausuradas em casa, por cá, tiram-se as máscaras. O alívio desta medida está expresso pela ministra da Saúde, Marta Temido, numa fotografia divulgada pela comunicação social e é, claramente, partilhado por todos. 
No início de 2020 as medidas eram as mesmas em todo o mundo. A diferença de atuações deve- -se a realidades que, partindo do mesmo ponto comum (a existência de uma pandemia altamente contagiosa e desconhecida até então), chegaram a pontos bem diversos. O alívio nas medidas de prevenção é possível pela criação, nos dois últimos anos, de um ambiente com um expressivo maior nível de segurança. Devido às vacinas! Sobretudo, devido à rapidez na sua obtenção, de forma eficaz e segura. Tal deveu-se não só ao enorme investimento de capital, mas também e sobretudo à colaboração ativa das entidades reguladoras que aceitaram, na área da saúde, o conceito de sandboxes regulatórias. Numa conferência na Faculdade de Medicina do Porto, promovida pelo Health Cluster Portugal, Francisco Serdoura do colaboratório 4LifeLab veio esclarecer o conceito. 
As entidades reguladoras são essenciais para garantir a segurança dos produtos desenvolvidos pelas farmacêuticas e demais laboratórios. Para isso fazem cumprir um rigoroso e securitário pacote legislativo. Porém é possível criar um ambiente especial, limitado, a tal caixa de areia experimental, onde é recriado o ambiente real mas onde as regras podem ser quebradas porque toda a evolução da experimentação é acompanhada, em contínuo, pelas autoridades reguladoras, que são chamadas para o grupo e consultadas, previamente sobre todas as ações que, propositadamente, saem fora das regras estabelecidas, para que nessas exceções, não haja qualquer risco para os participantes. Consegue-se assim uma maior rapidez no complexo e moroso processo de investigação e comercialização de novos fármacos. Esta é, nos tempos atuais, uma das componentes do sucesso na atividade das empresas farmacêuticas, como bem explicou, na mesma conferência, Francisco Rocha Gonçalves da Sanofi. Há também a capacidade de desenvolver, de forma rápida e segura, novas tecnologias de produção dos medicamentos e testes de diagnóstico, como, igualmente, ficou evidente durante a pretérita (assim esperamos) pandemia. Mas não só. 
O uso de tecnologias de informação permite o acesso a uma quantidade crescente de dados e, sobretudo, ao seu tratamento adequado. Os Biobancos (em expansão acelerada) e demais repositórios de informação clínica de doentes permitem traçar perfis de doenças e indiciar caminhos de sucesso para o tratamento de doenças e patologias. 
Mas, a enorme dimensão dos registos e das propostas disponíveis traz um problema: como, na maioria dos casos, se navega em águas ainda desconhecidas, não se deve descartar nenhuma das hipóteses que contenham possíveis soluções promissoras, mas, sendo tantas e com tantas alternativas em cada uma delas... é impossível segui-las a todas. Daí que a maior das preocupações dos responsáveis por estas áreas seja a de... ERRAR DEPRESSA! Na inovação, é o aparecimento e reconhecimento do erro que propulsiona o sucesso. Quanto mais rápido acontecer, maior será o êxito! Ora aí está uma lição para os poderes públicos com funções executivas.

José Mário Leite
, Nasceu na Junqueira da Vilariça, Torre de Moncorvo, estudou em Bragança e no Porto e casou em Brunhoso, Mogadouro.
Colaborador regular de jornais e revistas do nordeste, (Voz do Nordeste, Mensageiro de Bragança, MAS, Nordeste e CEPIHS) publicou Cravo na Boca (Teatro), Pedra Flor (Poesia) e A Morte de Germano Trancoso (Romance), Canto d'Encantos (Contos) tendo sido coautor nas seguintes antologias; Terra de Duas Línguas I e II; 40 Poetas Transmontanos de Hoje; Liderança, Desenvolvimento Empresarial; Gestão de Talentos (a editar brevemente).
Foi Administrador Delegado da Associação de Municípios da Terra Quente Transmontana, vereador na Câmara e Presidente da Assembleia Municipal de Torre de Moncorvo.
Foi vice-presidente da Academia de Letras de Trás-os-Montes.
É Diretor-Adjunto na Fundação Calouste Gulbenkian, Gestor de Ciência e Consultor do Conselho de Administração na Fundação Champalimaud.
É membro da Direção do PEN Clube Português.

Município de Bragança lança campanha contra dejetos de animais em espaços públicos

 A campanha “Eles não têm culpa. Os donos não têm desculpa.” assume um tom provocatório, ao mesmo tempo que responsabiliza os donos e apela para que todos limpem os dejetos dos seus animais de companhia, contribuindo assim para a saúde pública e o bem-estar daqueles que utilizam os espaços públicos.


O Município de Bragança lançou uma campanha de sensibilização com o objetivo de reforçar a obrigatoriedade de recolha dos dejetos animais nos espaços públicos. Um problema de saúde pública que tem vindo, sistematicamente, a agravar-se. A campanha “Eles não têm culpa. Os donos não têm desculpa.” assume um tom provocatório, ao mesmo tempo que responsabiliza os donos e apela para que todos limpem os dejetos dos seus animais de companhia, contribuindo assim para a saúde pública e o bem-estar daqueles que utilizam os espaços públicos.

O Município tem constatado que cada vez mais famílias têm a seu cargo animais de companhia, com as consequências a fazerem-se sentir, e muito, nos espaços públicos (essencialmente passeios, parques, jardins e zonas verdes), onde os dejetos proliferam, condicionando a sua fruição em pleno, essencialmente por parte de crianças.

Com o objetivo de que chegue a todos os munícipes, esta campanha, que já arrancou, assenta numa diversidade de suportes de comunicação: mupis e outdoors digitais em locais estratégicos, distribuição de 12 mil flyers nas caixas do correio, divulgação nos canais digitais do Município de Bragança (website, Facebook e Instagram), na rede TOMI, nos meios de comunicação locais (imprensa e rádio) e através da fatura da água. Para além destes suportes, o Município de Bragança vai ainda proceder à colocação de placas informativas nos locais onde se verifica a maior parte das ocorrências.

Tendo em conta que a esta campanha se seguirá uma fiscalização, com vista a penalizar os infratores, esta é mais uma forma de alertar os munícipes para a importância do cumprimento do Código Regulamentar do Município de Bragança, que prevê a aplicação de uma coima de 50 a 500 euros para donos de animais que defequem em espaço público e de 100 a 1000 euros para donos de animais que defequem em parques, jardins e espaços verdes.

Com esta iniciativa, na qual foram investidos dez mil euros, o Município de Bragança aposta na consciencialização dos seus munícipes, pretende que ninguém fique indiferente e passe a adotar comportamentos de higiene animal, de saúde pública e respeito para com os seus concidadãos.

𝗫𝗫𝗜 𝗘𝗻𝗰𝗼𝗻𝘁𝗿𝗼 𝗱𝗲 𝗝𝗼𝗴𝗼𝘀 𝗧𝗿𝗮𝗱𝗶𝗰𝗶𝗼𝗻𝗮𝗶𝘀 𝗱𝗼 𝗖𝗼𝗻𝗰𝗲𝗹𝗵𝗼 𝗱𝗲 𝗕𝗿𝗮𝗴𝗮𝗻𝗰̧𝗮

 𝘈𝘪𝘯𝘥𝘢 𝘴𝘦 𝘳𝘦𝘤𝘰𝘳𝘥𝘢 𝘤𝘰𝘮𝘰 𝘦́ 𝘰 𝘫𝘰𝘨𝘰 𝘥𝘢 𝘳𝘦𝘭𝘩𝘢? 𝘖𝘶 𝘰 𝘫𝘰𝘨𝘰 𝘥𝘰𝘴 𝘱𝘢𝘶𝘴? 𝘖𝘶 𝘰 𝘧𝘪𝘵𝘰?

Se quer reviver os jogos de antigamente, esperamos por si no próximo domingo, no Recinto do Santuário de São Jorge (na aldeia de Vila Nova) para o  𝗫𝗫𝗜 𝗘𝗻𝗰𝗼𝗻𝘁𝗿𝗼 𝗱𝗲 𝗝𝗼𝗴𝗼𝘀 𝗧𝗿𝗮𝗱𝗶𝗰𝗶𝗼𝗻𝗮𝗶𝘀 𝗱𝗼 𝗖𝗼𝗻𝗰𝗲𝗹𝗵𝗼 𝗱𝗲 𝗕𝗿𝗮𝗴𝗮𝗻𝗰̧𝗮.

Autarquia de Macedo consegue quase 84% de execução orçamental em 2021

 O relatório de contas do exercício da autarquia de Macedo de Cavaleiros o ano passado foi ontem aprovado por maioria pela assembleia municipal.


De acordo com o vereador responsável pela área das Finanças Municipais, o resultado líquido foi negativo mas diminuído em relação ao ano anterior.

Paulo Rogão destaca a taxa de execução orçamental foi de 83,8%::

“Isso mostra que as contas estão sustentáveis e temos capacidade de fazer novos investimentos com a contratação de novos empréstimos.

A primeira nota que eu destaco é uma elevada taxa de execução orçamental, 83,8%. O orçamento inicial era de 31 milhões 420 mil e 260 euros e tivemos uma execução de 26 milhões 350 mil e 73 euros.”

De acordo com o vereador, também a despesa corrente foi reduzida em favor do investimento e o prazo médio de pagamentos a fornecedores já é inferior a 30 dias:

“É uma redução da despesa corrente e um aumento substancial da receita e despesa de capital, que é substancialmente elevado. O equilibro orçamental é de 2 milhões 273 mil e 620 euros. Isto em termos práticos significa que alocámos despesa corrente para despesa de capital, ou seja, do dinheiro para financiar o funcionamento de entidade, conseguimos desviar dois milhões e 200 mil euros para investimento do município.

Depois, uma outra nota, é que a 31 de dezembro de 2021 a dívida a fornecedores com que transitámos foi de 5404 euros. Não é um erro, é verdade, já estando aqui contabilizadas todas as faturas que estavam em conferência. O prazo médio de pagamento do ano é inferior a 30 dias, já lá vai o tempo em que o município de Macedo de Cavaleiros estava posicionado nos dez primeiros lugares dos piores pagadores de municípios.”

Quanto à dívida, Paulo Rogão assegura que a 31 de dezembro de 2021 era de 12,6 milhões de euros:

“A 31 de dezembro de 2021, a dívida bancária era de dois milhões, 449 mil e 143 euros. A dívida de acordos era de 8 milhões, 726 mil e 49 euros. Estes acordos são as dívidas que herdámos das águas e estamos a abatê-la. De dívida de água estamos neste momento com oito milhões, 726 mil e 49 euros. Dos 12 milhões que herdámos já abatemos quatro.

A dívida total a 31 de dezembro de 2021 era de 12,6 milhões de euros. Em 2017 era de 18 milhões. Em quatro anos abatemos estes montantes, fora o património que entretanto adquirimos.

A nossa capacidade de endividamento em 2021 também aumentou, de 1,9 passamos para 2,1.

Hoje este prestação de contas mostra a sustentabilidade das contas municipais.”

O relatório de contas de 2021 foi aprovado ontem em pela Assembleia Municipal de Macedo por maioria com 27 abstenções.

Escrito por ONDA LIVRE

Semana Académica de Bragança superou expectativas e contou com quatro mil pessoas por dia

 Terminou a Semana Académica de Bragança


Sete dias de animação, com T-Rex a fechar as portas do Nerba, que recebeu cerca de quatro mil pessoas, por dia. Dois anos de pandemia deixaram os estudantes com “sede de festa”, mas o cartaz também cativou.

“O cartaz está espectacular, parabéns a quem organizou, está demais. Passados estes anos de pandemia já fazia falta”, disse Ricardo Ribeiro, aluno de Engenharia Zootécnica.

“É uma oportunidade para nos juntarmos todos, nos divertirmos e recordarmos estes bons momentos”, referiu Joana Forte, estudante de Enfermagem Veterinária.

As pulseiras de passe geral esgotaram em poucos dias. De acordo com o presidente da Associação Académica do Instituto Politécnico de Bragança, Tiago Correia, foi melhor do que estavam à espera.

“Superou claramente as expectativas. Fizemos uma aposta num cartaz que abrangesse todos os artistas para tentar abranger todo tipo de géneros musicais e a resposta está a ser francamente positiva e mais uma vez agradecia a toda a gente que veio aqui ao Nerba e espero que tenham saído daqui com um sorriso na cara”, frisou.

A Semana Académica de Bragança aconteceu entre 19 a 26 de Abril com artistas como Ivandro, Lon3r Jonhy, Bispo, Diogo Piçarra, Wet Bed Gang, Quim Barreiros e T-Rex.

Escrito por Brigantia
Jornalista: Ângela Pais

AUMENTO DE PREÇOS DEIXA IPSS DE BRAGANÇA EM SITUAÇÃO “INSUSTENTÁVEL”

 O período que vivemos, fruto das consequências da pandemia e, agora, da guerra na Ucrânia, tem sido pautado pelo encarecer do preço dos combustíveis de vários outros bens, nomeadamente alimentares


O cenário não é nada favorável para ninguém e as Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) do distrito já a começam também a notar e sofrer as consequências. 

Paula Pimentel, presidente da União das IPSS do distrito de Bragança (UIPSSDB) assume que tudo isto está a comprometer a sustentabilidade das IPSS, sendo que este é um dos “grandes problemas” no momento. “Estamos a passar por um período difícil. As instituições estão a ter dificuldades acrescidas com o aumento de preços”, vincou, esclarecendo que considera, por isso, que o Governo devia olhar para estas entidades com mais atenção, dando apoios ajustados às reais necessidades, até porque, por exemplo, em serviço domiciliário, neste distrito são percorridos muitos mais quilómetros que em zonas mais urbanas. 

Assim, Paula Pimentel admite que era necessária uma “revisão” dos acordos de cooperação, “tendo também em conta o aumento do custo de vida”. “As instituições têm algum apoio mas, tendo em conta as dificuldades do dia-a-dia e as necessidades actuais, não chega”, esclareceu ainda, lembrando que “nem todas as famílias têm condições para comparticipar”. Apesar de acreditar que “é preciso dar a volta à situação”, a presidente da União das IPSS do distrito de Bragança ressalvou que “os tempos têm sido difíceis” mas, ao mesmo tempo, de “satisfação pessoal e profissional”, porque a entidade “tem estado ao lado das instituições quando mais precisam, tentando encontrar soluções para os problemas que surgem no dia-a-dia e que são muitos”. 

Paula Pimentel é a presidente desta união de Instituições Particulares de Solidariedade Social há oito anos, sendo que a entidade acaba de completar 20. Os próximos tempos, se não forem melhores, que continuem a ser, pelo menos, de “união entre todas as IPSS”. “Independentemente da sua natureza, das respostas sociais que cada instituição integra, eu gostaria que os anos que aí vêm fossem de união. Quando falo em união falo em partilha de problemas, de dificuldades e de procura de soluções para esses problemas”, vincou. 

A União das Instituições Particulares de Solidariedade Social do distrito de Bragança completou 20 anos na passada quarta-feira, dia 20 de Abril, e integra, neste momento, 83 instituições espalhadas por todo o distrito. O vigésimo aniversário da entidade será assinalado no NERBA, no próximo dia 11 de Maio.

Jornalista: 
Carina Alves

Delegação de Bragança de Esclerose Múltipla sensibiliza população para a doença

 A Esclerosa Múltipla é uma doença ainda desconhecida para muitos e, por isso, a delegação de Bragança da Sociedade Portuguesa de Esclerose Múltipla quer sensibilizar a população para os possíveis sintomas


Por isso, organizou, no 25 de Abril, uma caminhada pela cidade para dar a conhecer a instituição e o seu importante papel para estes doentes.

“Quando somos diagnosticados surgem-nos logo muitas dúvidas, a quem é que podemos recorrer, que actividades podemos praticar, que terapias existem que nos possam ajudar, que medicação tomar. Esta delegação tem exactamente esse objectivo, prestar informação às pessoas e depois poder conseguir alguns projectos que ajudem os portadores de Esclerose Múltipla”, explicou a presidente e também portadora da doença, Patrícia Lopes.

Dormência no corpo, dor nas articulações, problemas de visão e desequilíbrio são alguns dos sintomas da Esclerose Múltipla. A chamada doença das ‘mil caras’, porque se manifesta de forma diferente nas pessoas. No distrito, há 60 doentes a serem acompanhados pela Unidade Local de Saúde do Nordeste, mas Patrícia Lopes acredita que são muitos mais.

Alfredo Rodrigues começou por sentir dificuldades motoras num espaço de poucos dias. Numa semana soube que tinha Esclerose Múltipla. Admite que sabia pouco sobre a doença e que ainda há muita desinformação.

“O nome só por si só toca algumas campainhas nalgumas pessoas, mas depois noto que as pessoas ficam um pouco à nora porque associam rapidamente à dificuldade motora, ou seja, não há um intervalo, o nome toca logo numa coisa muito grave. Eu também pensa assim antes”, disse.

A delegação de Bragança da Sociedade Portuguesa de Esclerose Múltipla surgiu há dois anos, em plena pandemia. Devido ao vírus não foram realizadas actividades, mas decidiu começar agora com a realização da caminhada, que aconteceu na passada segunda-feira, e que também serviu para a recolha de donativos.

Escrito por Brigantia
Jornalista: Ângela Pais

Orçamento municipal de Mirandela executado em 76%

 Em 2021, a execução orçamental do Município de Mirandela rondou os 76%, num montante de cerca de 30 milhões e 700 mil euros


De acordo com o vice-presidente da câmara, Orlando Pires, representa um dos anos com maior volume de execução efectiva.

“O orçamento que foi executado em 2016 foi de 19,5 milhões, em 2017 foi 20,5 milhões, em 2018 foi 26 milhões, em 2019 foi de 23 milhões e em 2020 foi 24 milhões. Por isso, há aqui uma diferença de quase 5 milhões de euros de execução orçamental no ano de 2021. Este aspecto está relacionado com o volume de investimento de obras, nomeadamente através do financiamento do Norte 2020 que o município de Mirandela conseguiu executar”, explicou.

Orlando Pires sublinha o facto de os rácios orçamentais registarem valores que demonstram que o Município continua a manter um controlo efectivo do seu orçamento, apesar de ter reduzido o IMI para a taxa mínima e devolvido uma maior percentagem da taxa variável do IRS a que a autarquia tem direito.

Quanto à dívida do Município, aumentou 325 mil euros, sendo agora de 12 milhões de euros.

“A dívida do município ficou nos 12,1 milhões de euros, sendo em 2020 a dívida de 11,8 milhões euros. Mas se formos do ponto de vista contabilístico, tendo em conta a dívida total, que inclui as participáveis e as cauções, a dívida desceu de 12,3 milhões de euros para 12,1”, acrescentou.

Alguns dos números da prestação de contas do Município de Mirandela referente ao ano de 2021, aprovado em reunião de câmara na passada sexta-feira e que vai agora ser sujeito a votação na reunião da assembleia municipal da próxima sexta-feira.

Escrito por Terra Quente (CIR)

Final da taça distrital de Futebol

 O Grupo Desportivo de Bragança vai disponibilizar um autocarro para todos os seus adeptos que queiram deslocar-se a Miranda do Douro no próximo domingo para assistirem a final da taça distrital.

Os preços são:

15 canarinhos para sócios do GDB.

17 canarinhos para não sócios e incluem viagem, bilhete do jogo e oferta de lanche depois do jogo.

O autocarro sai do estádio municipal de Bragança domingo as 13h30m.

Reservas na secretaria do GDB.

Fique atento, durante a Feira das Cantarinhas o Comércio Local também SAÍ À RUA. Não perca esta grande oportunidade

terça-feira, 26 de abril de 2022

Apresentação de escultura de Paulo Moura assinala 25 de Abril em Carrazeda de Ansiães

 É uma maçã gigante com outra maçã dentro que gira com o vento. Chama-se “Rotativa Malus Domestica” e é a nova obra do escultor Paulo Moura. Foi inaugurada, esta segunda-feira, na rotunda de Luzelos, em Carrazeda de Ansiães, para assinalar os 48 anos do 25 de Abril de 1974.

Rotativa Malus Domestica é local de eleição para uma fotografia de grupo
Imagem: Eduardo PInto

A peça foi construída em aço corten com liga de cobre. Tem um aspeto de oxidação permanente que, ao mesmo tempo, o protege. O material foi eleito por estar mais adaptado ao clima transmontano. A obra tem cerca de oito metros de atura, seis de diâmetro e pesa quase seis toneladas. A sua criação demorou cerca de cinco meses e contou também com a colaboração de Emanuel Moura e Jorge Moura.

Escultura esta instalada na rotunda de Luzelos | Imagem: Eduardo Pinto

Paulo Moura ficou satisfeito com a forma como a obra foi acolhida por carrazedenses e não só. “Quando colocamos um trabalho em espaço público, tentamos chegar a quem o observa. Creio que neste caso foi conseguido”, comentou o artista plástico.

O presidente da Câmara de Carrazeda de Ansiães, João Gonçalves, explicou que a “Rotativa Malus Domestica” foi encomendada a Paulo Moura na sequência da reivindicação de alguns produtores de maçã do concelho. “Há algum tempo que me diziam que faltava uma obra de arte de referência sobre a maçã, que é já identitária do concelho”, salientou.

A opção pela rotunda de Luzelos ficou a dever-se ao facto de estar situada na freguesia de Marzagão, uma das que tem mais pomares de macieiras.

Paulo Moura está já a trabalhar noutra obra de arte para instalar num miradouro do concelho, que o autarca prefere não revelar ainda. João Gonçalves disse apenas que será “diferenciador” e que se vai juntar ao roteiro de Miradouros que a Câmara está a criar.

O artista de Carrazeda de Ansiães tem já o seu nome associado aos miradouros “Olhos do Tua”, em Castanheiro do Norte, e “São Lourenço”, no lugar com o mesmo nome, na freguesia de Pombal de Ansiães.

INSCRIÇÕES ABERTAS ! Passeio BTT da Cereja | 8 de maio em Alfândega da Fé

AQUI, ou clica no cartaz.

PROFESSOR DA CATÓLICA DEIXA AVISO EM MIRANDELA: “MUITAS VEZES A ESCOLA HUMILHA E MARGINALIZA ALUNOS CONTRIBUINDO PARA A EXCLUSÃO E NÃO PARA A INCLUSÃO”

 JOAQUIM AZEVEDO DEIXOU ESTE ALERTA NO CONGRESSO INTERNACIONAL SOBRE EDUCAÇÃO, INCLUSÃO E DIVERSIDADE QUE DECORREU DURANTE TRÊS DIAS EM MIRANDELA.

Muitas das escolas portuguesas contribuem para a marginalização dos alunos que muitas vezes dita a sua exclusão do processo educativo, em vez de assumirem um papel ativo que proporcione a inclusão dos estudantes.

Esta é a conclusão a que chegou uma equipa liderada por Joaquim Azevedo que analisou vários processos individuais de alunos que abandonaram o ensino. “Desde o primeiro ano de escolaridade, a escola vai tomando pequenas decisões que se vão acumulando e que se baseiam em identificar e listar as incapacidades, as falhas e os défices dos alunos e isso ao longo dos anos vai-se tornando numa profecia que depois acaba por se cumprir e os alunos acumulam reprovações e abandonam as escolas”, adianta o professor catedrático da Universidade Católica. 

“Este trabalho que temos realizado com alunos que já abandonaram as escolas, torna claro que se apostarmos nas capacidades dos alunos, eles promovem-se, desenvolvem-se e progridem com qualquer outro”, acrescenta.

Para Joaquim Azevedo, a escola coloca-se à margem, culpabilizando as famílias e os alunos. “Coloca-se num ângulo morto e nunca é um problema da escola, mas é sempre culpa dos alunos que não se empenham, não estudam, e a escola, em vez de se coloca nessa equação, fica de fora e continua a fazer tudo da mesma maneira”, afirma.

Joaquim Azevedo entende que os alunos com dificuldades na aprendizagem ou com comportamentos que não são adequados, também acabam por não ser ajudados pela escola. “O aluno nunca é envolvido como um cidadão, como sujeito, é sempre tratado daquela maneira”.

Mas então, o que deve a escola fazer para mudar este paradigma? Joaquim Azevedo sugere: “Pensar bem quais são os gestos, os comportamentos, as atitudes que a escola tem que estão a contribuir para marginalizar e humilhar o aluno e depois colocar em prática medidas muito concretas, como linhas vermelhas e linhas verdes, listar capacidades e continuar a trabalhar os alunos em tornos das suas capacidades, tem de ser esse o caminho”, diz 

Joaquim Azevedo que, em breve, vai apresentar os resultados de uma análise pormenorizada a dezenas de processos individuais que as escolas promoveram a alunos que viriam a abandonar o processo educativo.

Este foi um dos alertas deixados no Congresso Internacional sobre a Educação, Inclusão e Diversidade que terminou, em Mirandela, no passado sábado, e que juntou, durante três dias, cerca de 250 participantes e cujas conclusões serão agora vertidas no site oficial da Intervenção – Associação Para a Promoção e Divulgação Cultural – que organizou a iniciativa.

Artigo escrito por Fernando Pires
(jornalista)

BRAGANÇA É CAMPEÃO DISTRITAL E VAI REGRESSAR AOS NACIONAIS

 O Grupo Desportivo de Bragança confirmou a conquista do título distrital na última jornada da Divisão de Honra Pavimir, após o triunfo por 0-4 com o Vila Flor SC. Equipa de Lopes da Silva termina competição invicta e já está de olho na dobradinha.


O Grupo Desportivo de Bragança só precisava de empatar na última e decisiva jornada da Divisão de Honra Pavimir, mas os canarinhos fizeram mais que isso. O GDB venceu de forma expressiva, 0-4, o Vila Flor SC sem carregar muito no acelerador.

A conquista do título distrital volta a colocar os brigantinos no Campeonato de Portugal na próxima temporada.

Em Vila Flor, o resultado foi construído praticamente na primeira metade. Helton começou por deixar o primeiro aviso aos 11 minutos com um remate rasteiro a sair junto ao poste da baliza defendida por Eduardo. O camisola 96 do Bragança foi um dos elementos mais irrequietos na linha de ataque do GDB a juntar ao sentido de oportunidade de Mantorras e à pontaria de Paulo Roberto, que assinou o primeiro golo do Bragança.

O ponta de lança brasileiro marcou de penálti, na sequência da falta de Eduardo sobre Nuno Silvano na área.

Nuno Silvano que também uma das figuras do jogo. O médio fez o 0-2 aos 20 minutos, após assistência de Helton, e voltaria a marcar na segunda metade.

Ainda antes do intervalo, os visitantes chegaram ao 0-3 com a assinatura de Mantorras.

Com uma vantagem confortável e o título já a acenar, os comandados de Lopes da Silva passaram a gerir o encontro. O quarto golo sai dos pés de Nuno Silvano, que na área não desperdiçou a oportunidade de bisar.

O jogo fica marcada por duas expulsões, Paulo Roberto do GDB e Micael Silva do Vila Flor SC viram cartão vermelho directo, depois de se envolverem numa acesa discussão chegando mesmo ao confronto físico.

Nota para Jorge Passas. O defesa do Grupo Desportivo de Bragança somou os primeiros minutos, depois de ter recuperado de uma intervenção cirúrgica que o obrigou a parar grande parte da época.

Terminado o campeonato, o Bragança vira o foco para a final da Taça Distrital e quer fazer a dobradinha. No derradeiro jogo da prova rainha do futebol distrital os brigantinos defrontam o G.D. Sendim. O jogo está marcado para domingo, dia 1 de Maio, às 16h00, em Miranda do Douro.

Jornalista: Susana Madureira