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Sobre o Blogue

SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

sábado, 7 de maio de 2011

Património Etnográfico e Evocativo na Terra Fria Transmontana

As actividades sócio-culturais e económicas resultam das vivências que se relacionam com as dinâmicas locais, marcadas ainda por um quadro assente nas tradições, que se perdem nos tempos e espaços imemoriais, cujo contexto é igualmente determinado pelo cenário agro-silvo-pastoril. Estas evoluem segundo uma mutação das relações centro-periferia e urbano-rural, bem como da emergência de novas funções e consequentes valorizações dadas ao espaço físico e simbólico da ruralidade.
Neste contexto, é de sublinhar o papel relevante que pode/deve desempenhar a existência das duas Áreas Protegidas (Parque Natural do Montesinho e Parque do Douro Internacional), ocupando estas uma área considerável em todo o espaço da Terra Fria.
Para além da riqueza biológica e valores ecológicos ímpares que encerra, este espaço, guarda memórias que se reflectem em práticas ainda vivas e actuantes, mediadas por expressões lexicais e um linguajar próprio, onde sobressaem os idiomas de Rio de Onor e Guadramil, de Sendim e Miranda do Douro, este último elevado recentemente à categoria de segunda língua oficial portuguesa.
Estes Parques Naturais constituem uma nova mais valia regional porquanto são um factor atractivo no quadro da rede de turismo da natureza e ecológico, importando para o efeito compatibilizar os aspectos específicos da Conservação da Natureza com o desenvolvimento económico, social e cultural das populações residentes.
Assim, na actualidade, será importante reter a noção de que esta região está sujeita a mutações resultantes da abertura crescente em todos os domínios da vida (mobilidade e comunicação, traços culturais, iniciativas económicas), procurando, todavia, que o novo quadro que se perspectiva, assente na matriz das singularidades e especificidades locais. Procura-se, desta forma, que esta dinâmica potencie, de forma mais enriquecedora, as várias vertentes do desenvolvimento.
Considerando que as actividades artesanais se enquadraram, até um passado recente, num contexto de utilização do objecto produzido para as diversas funções do quotidiano, integrando igualmente o artesanato assente nas funções simbólico-religiosas (máscaras, trajos; miniaturas, esculturas, entre outras), nos dias de hoje estas actividades reposicionam-se face à sociedade e às suas mutações recentes, ganhando relevo e visibilidade segundo uma perspectiva de utilização do artesanato como objecto/produto vendável em novas lógicas de mercado, enquadrando-se, assim, em novas funções económicas, sociais e culturais. O artesanato enfrenta desafios impostos pela emergente ligação entre o rural e o urbano, fundamentando um novo enquadramento produtivo, e revitalizando o papel e a actividade do artista/artesão.
O levantamento aqui reflectido não pretende ser exaustivo, antes revela e procura ilustrar as potencialidades ainda existentes e sua identificação geográfica.

Bragança
Local: Alfaião
Nome/designação: Alcina Pires
Descrição: Tecelagem em lã e algodão (colchas e cobertores)
Local: Alimonde
Nome/designação: Arlindo dos Anjos Trigo
Descrição: Sapateiro (sapatos e socos)
Local: Alimonde
Nome/designação: Gracinda da Ascenção Alves
Descrição: Cestaria
Local: Alimonde
Nome/designação: Luís Afonso Pires
Descrição: Carpintaria (móveis, bancos, carros de bois, arados e pipos)
Local: Alimonde
Nome/designação: Manuel Domingues Carvalho
Descrição: Caldeireiro (cadeiras, tachos, alambiques, objectos de decoração)
Local: Alimonde
Nome/designação: Maria Mercês Gonçalves
Descrição: Cestaria
Local: Babe
Nome/designação: Cristina Fernandes
Descrição: Tecelagem em linho, lã e farrapos (farrapeiras, cobertores, colchas e toalhas)
Local: Babe
Nome/designação: Isabel Ascensão Português
Descrição: Cestaria (cestas, cestos, coleiros, vasos, tabuleiros, alçafates)
Local: Babe
Nome/designação: Isaura Pires
Descrição: Tecelagem em linho, lã e farrapos (farrapeiras, cobertores, colchas e toalhas)
Local: Babe
Nome/designação: Maria de Sousa
Descrição: Tecelagem em linho, lã e farrapos (farrapeiras, cobertores, colchas e toalhas)
Local: Baçal
Nome/designação: Francisco Alves
Descrição: Cestaria em silva e palha (escrinhos, cestos e cestas)
Local: Baçal
Nome/designação: Ilda Ferreira
Descrição: Tecelagem em lã, linho e algodão (bordados, tapetes , colchas e atoalhados)
Local: Baçal
Nome/designação: Luzia Alves
Descrição: Tecelagem em lã, linho e algodão (bordados, tapetes , colchas e atoalhados)
Local: Baçal
Nome/designação: Luzia dos Prazeres Martins
Descrição: Tecelagem (colchas, tapetes e mantas)
Local: Baçal
Nome/designação: Manuel do Nascimento Alves
Descrição: Cestaria em silva e palha (escrinhos, cestos e cestas)
Local: Baçal
Nome/designação: Maria do Carmo Esteves
Descrição: Tecelagem em lã, linho e algodão (bordados, tapetes , colchas e atoalhados)
Local: Baçal
Nome/designação: Olga Afonso Mariz
Descrição: Tecelagem em lã, linho e algodão (bordados, tapetes , colchas e atoalhados)
Local: Baçal
Nome/designação: Paula Mendes
Descrição: Tecelagem em lã, linho e algodão (bordados, tapetes , colchas e atoalhados)
Local: Bragança
Nome/designação: António José Correia
Descrição: Trabalhos em ferro e aço (para lareiras, cutelos e sachos)
Local: Bragança
Nome/designação: Holema de Assunção Silva
Descrição: Cestaria em salgueiro, piorno e vime (cestas variadas)
Local: Bragança
Nome/designação: José Mendes Afonso
Descrição: Trabalhos em pedra molar da região (miniaturas e esculturas)
Local: Bragança
Nome/designação: Luís Carlos Carvalho
Descrição: Caldeireiro em cobre e latão (alquitarras, caldeiras e artigos de decoração)
Local: Bragança
Nome/designação: Maria Luísa Lopes
Descrição: Bordados, rendas e malhas em linho caseiro, linho industrial, algodão e lã caseira (toalhas, rendas, naperons, camisolas e meotes)
Local: Caravela
Nome/designação: Ana Maria Fernandes
Descrição: Tecelagem
Local: Caravela
Nome/designação: Maria Augusta Fernandes
Descrição: Tecelagem
Local: Caravela
Nome/designação: Maria Joaquina
Descrição:Tecelagem em lã, linho e algodão (colchas, tapetes e atoalhados)
Local: Deilão
Nome/designação: Maria Ermelinda Fernandes
Descrição: Tecelagem em lã, linho e algodão
Local: Deilão
Nome/designação: Maria Etelvina Gonçalves
Descrição: Tecelagem em lã, linho e algodão
Local: Deilão
Nome/designação: Maria Helena Morais
Descrição: Tecelagem em lã, linho e algodão
Local: Deilão
Nome/designação: Maria Morais Benites
Descrição: Tecelagem em lã, linho e algodão (farrapeiras, colchas, toalhas, tapetes, naperons e almofadas)
Local: França
Nome/designação: Carmem da Silva
Descrição: Cestaria (cestos vários)
Local: França
Nome/designação: Maria Emelda Garcia
Descrição: Rendas e bordados
Local: Freixedelo
Nome/designação: António Augusto Pássaro
Descrição: Carpintaria (arados, jugos, carros)
Local: Freixedelo
Nome/designação: Maria Alice Ferreira
Descrição: Cestaria (cestos vários)
Local: Freixedelo
Nome/designação: Olema da Conceição Bráz
Descrição: Tecelagem (farrapeiras, cobertores de lã)
Local: Frieira
Nome/designação: Infância Veiga
Descrição: Tecelagem em lã, linho e algodão (mantas, sacos e atoalhados)
Local: Frieira
Nome/designação: Lucinda de Jesus Branco
Descrição: Tecelagem (mantas, sacos, tapetes, toalhas)
Local: Grijó de Parada
Nome/designação: Ana Berta Nogueiro
Descrição: Tecelagem (cobertores de lã e mantas farreiras)
Local: Grijó de Parada
Nome/designação: Leontina da Ressureição
Descrição: Tecelagem
Local: Macedo do Mato
Nome/designação: Brígida Augusta Rodrigues
Descrição: Tecelagem (cobertores, sacos, tapetes, toalhas, mantas)
Local: Macedo do Mato
Nome/designação: Carolina Afonso
Descrição: Tecelagem (cobertores, sacos, tapetes, toalhas, mantas)
Local: Maçãs
Nome/designação: António Manuel Morais
Descrição: Ferreiro (machados, pás, tenazes, grelhas, portas, janelas)
Local: Maçãs
Nome/designação: Manuel Maria
Descrição: Cestaria (cestos vários)
Local: Milhão
Nome/designação: Eugénia Cavaleiro
Descrição: Tecelagem
Local: Milhão
Nome/designação: Margarida dos Anjos Rodrigues
Descrição: Tecelagem
Local: Paradinha Nova
Nome/designação: Eugénia da Conceição Garcia
Descrição: Bordados e rendas (toalhas, colchas, naperons, meias, camisolas)
Local: Paradinha Nova
Nome/designação: Maria da Piedade Veiga
Descrição: Tecelagem
Local: Paradinha Nova
Nome/designação: Maria dos Santos Pires
Descrição: Tecelagem
Local: Parâmio
Nome/designação: Mariana da Conceição Fernandes
Descrição: Tecelagem em lã, linho e algodão (tapetes, colchas, sacos, mantas farrapeiras e atoalhados)
Local: Quintanilha
Nome/designação: Maria Gracinda
Descrição: Tecelagem em linho, farrapos velhos (colchas, peças de linho e tapetes)
Local: Rio de Onor
Nome/designação: Engrácia dos Santos Afonso
Descrição: Tecelagem
Local: Rio de Onor
Nome/designação: Manuel Trigo Pais
Descrição: Trabalhos em madeira
Local: Sanceriz
Nome/designação: Marcelino dos Santos Martins
Descrição: Sapateiro (botas, sapatos, tamancos)
Local: S. Julião (de Palácios)
Nome/designação: Celeste dos Anjos Cordeiro
Descrição: Tecelagem (lençóis, sacos, colchas, tapetes e farrapeiras)
Local: S. Julião (de Palácios)
Nome/designação: João Baptista Parada
Descrição: Trabalhos em madeira (rocas, fusos, arados)
Local: S. Julião (de Palácios)
Nome/designação: Maria da Graça Vara
Descrição: Cestaria (cestos vários)
Local: Sacoias
Nome/designação: Etelvina do Nascimento Delgado
Descrição: Tecelagem
Local: Salsas
Nome/designação: Augusta Afonso
Descrição: Tecelagem em linho, lã, algodão e trapos (colchas, tapetes, lençóis, mantas, cobertores)
Local: Salsas
Nome/designação: Sofia Afonso
Descrição: Tecelagem em lã e algodão (colchas e cobertores)
Local: Sendas
Nome/designação: João de Deus Ortega
Descrição: Trabalhos em castanho (esculturas, máscaras e miniaturas)
Local: Sendas
Nome/designação: Luciano Gomes
Descrição: Cestaria (cestos e canastras)
Local: Sendas
Nome/designação: Maria Elisa Morais
Descrição: Rendas e bordados em algodão e linho (toalhas, colchas e naperons)
Local: Vale de Nogueira
Nome/designação: António João
Descrição: Cestaria (cestos vários)
Local: Veigas
Nome/designação: Aurora Jesus
Descrição: Tecelagem em linho e farrapos velhos (colchas, toalhas e tapetes)
Local: Zeive
Nome/designação: Laurinda Afonso
Descrição: Tecelagem (tapetes, colchas, sacos, mantas, farrapeiras, teias de linho)
Miranda do Douro
Local: Águas Vivas
Nome/designação: Clotilde João
Descrição: Cestaria
Local: Águas Vivas
Nome/designação: Elisa Pino
Descrição: Cestaria
Local: Águas Vivas
Nome/designação: Giolanda São Pedro
Descrição: Cestaria
Local: Águas Vivas
Nome/designação: Isabel Fernandes
Descrição: Tecelagem
Local: Águas Vivas
Nome/designação: Matilde de Jesus Neto
Descrição: Tecelagem
Local: Aldeia Nova
Nome/designação: Francisco dos Reis Moreira
Descrição: Trabalhos em palha e colmo
Local: Aldeia Nova
Nome/designação: João Pedro Luís
Descrição: Trabalhos em madeira (talha)
Local: Aldeia Nova
Nome/designação: Maria Augusta Morgado
Descrição: Tecelagem em lã
Local: Aldeia Nova
Nome/designação: Maria Filomena Gomes
Descrição: Tapeçaria em lã
Local: Cércio
Nome/designação: Ilídio Galego
Descrição: Instrumentos musicais
Local: Cércio
Nome/designação: Manuel Calejo
Descrição: Trabalhos em madeira (talha)
Local: Constantim
Nome/designação: Aureliano António Ribeiro
Descrição: Confecção de trajos regionais em burel, saragoça, pardo e linho caseiro (capas de honra, barretes tradicionais, coletes, trajos de mulher)
Local: Constantim
Nome/designação: Célio Pires
Descrição: Instrumentos regionais
Local: Duas Igrejas
Nome/designação: Ana Maria Fernandes
Descrição: Tecelagem
Local: Duas Igrejas
Nome/designação: Laura Fernandes
Descrição: Tecelagem
Local: Duas Igrejas
Nome/designação: Paula Correia
Descrição: Tecelagem
Local: Freixiosa
Nome/designação: Ângelo Arribas
Descrição: Instrumentos musicais
Local: Freixiosa
Nome/designação: José Preto
Descrição: Instrumentos musicais
Local: Genísio
Nome/designação: Abel Antão
Descrição: Trabalhos em madeira (talha)
Local: Genísio
Nome/designação: Domingos Meirinhos
Descrição: Trabalhos em madeira (talha)
Local: Genísio
Nome/designação: Mário Neto
Descrição: Cestaria (cestos vários)
Local: Genísio
Nome/designação: Tibério Delgado
Descrição: Cutelaria
Local: Granja de Silva
Nome/designação: Adérito Meirinhos
Descrição: Latoaria
Local: Granja da Silva
Nome/designação: Glória Morais
Descrição: Tecelagem
Local: Ifanes
Nome/designação: Domingos Esteves
Descrição: Trabalhos em madeira (talha)
Local: Miranda do Douro
Nome/designação: António Raposo
Descrição: Instrumentos musicais e trabalhos em madeira (talha)
Local: Miranda do Douro
Nome/designação: Ernesto Porto
Descrição: Instrumentos musicais e trabalhos em madeira (talha)
Local: Miranda do Douro
Nome/designação: Ilda Luís Afonso
Descrição: Rendas e bordados
Local: Miranda do Douro
Nome/designação: Porfírio Fernandes
Descrição: Instrumentos musicais
Local: Miranda do Douro
Nome/designação: Veríssimo António Pires
Descrição: Cutelaria
Local: Palaçoulo
Nome/designação: Eduardo Fernandes
Descrição: Tecelagem
Local: Palaçoulo
Nome/designação: Francisco Cangueiro
Descrição: Instrumentos musicais e trabalhos em madeira (talha)
Local: Palaçoulo
Nome/designação: Raúl Pires
Descrição: Cutelaria
Local: Paradela
Nome/designação: Manuel Martins
Descrição: Instrumentos musicais e trabalhos em madeira (talha)
Local: Pena Branca
Nome/designação: Felisbel Torrado
Descrição: Trabalhos em madeira (talha)
Local: Veigas
Nome/designação: Aurora Jesus
Descrição: Tecelagem em linho e farrapos velhos (colchas, toalhas e tapetes)
Local: Pena Branca
Nome/designação: Inês Torrado
Descrição: Tecelagem em lã
Local: Póvoa
Nome/designação: Francisco Fernandes
Descrição: Cestaria
Local: Póvoa
Nome/designação: Leonor Miguel
Descrição: Tecelagem
Local: São Martinho
Nome/designação: Marcolino Fernandes
Descrição: Cestaria
Local: Sendim
Nome/designação: Abílio Ferreira
Descrição: Trabalhos em madeira (talha)
Local: Sendim
Nome/designação: Ana Pires
Descrição: Tecelagem
Local: Sendim
Nome/designação: Domingos Nobre
Descrição: Trabalhos em madeira (talha)
Local: Sendim
Nome/designação: Elisa Salgado
Descrição: Tecelagem
Local: Sendim
Nome/designação: Elizabete Falcão
Descrição: Rendas e bordados
Local: Sendim
Nome/designação: Fátima Xastre
Descrição: Tecelagem
Local: Sendim
Nome/designação: Irene castro César
Descrição: Tecelagem
Local: Sendim
Nome/designação: Lucinda Xastre
Descrição: Tecelagem
Local: Sendim
Nome/designação: Manuel Felgueiras
Descrição: Latoaria
Local: Sendim
Nome/designação: Maria Susana de Castro
Descrição: Trajos regionais
Local: Sendim
Nome/designação: Palmira Pires Peres Falcão
Descrição: Trajos regionais
Local: Sendim
Nome/designação: Sisnando Chumbo
Descrição: Latoaria
Local: Vale de Mira
Nome/designação: Manuel Felício
Descrição: Instrumentos musicais
Vimioso
Local: Algoso
Nome/designação: Ana Maria Fernandes
Descrição: Rendeira
Local: Algoso
Nome/designação: Carminda Pires
Descrição: Rendeira
Local: Algoso
Nome/designação: Júlia Pires Afonso
Descrição: Rendeira
Local: Argozelo
Nome/designação: António Serra
Descrição: Ferreiro em ferro forjado (peças várias)
Local: Argozelo
Nome/designação: José Lopes Carvalho
Descrição: Caldeireiro em cobre e zinco (assadores, caldeiras, alquitarras e gasómetros)
Local: Argozelo
Nome/designação: Manuel Silva Carvalho
Descrição: Caldeireiro em cobre e zinco (assadores, caldeiras, alquitarras e gasómetros)
Local: Carção
Nome/designação: Joaquina Nascimento
Descrição: : Tecelagem em linho, lã e algodão (cobertores, tapetes, alforges, e atoalhados)
Local: Carção
Nome/designação: Matilde Jerónimo
Descrição: Tecelagem em linho, lã e algodão (cobertores, tapetes, alforges, e atoalhados)
Local: Mora
Nome/designação: Cecília Pêra
Descrição: Rendeira
Local: Mora
Nome/designação: Guilhermina Geraldes
Descrição: Rendeira
Local: Mora
Nome/designação: Isabel Guerra Martins
Descrição: Rendeira
Local: Mora
Nome/designação: Maria da Ascensão Geraldes
Descrição: Rendeira
Local: Uva
Nome/designação: Aldina de Lurdes Martins Domingues
Descrição: Rendeira
Local: Uva
Nome/designação: Alice Augusta Genísio
Descrição: Rendeira
Local: Uva
Nome/designação: Ana Maria Fernandes
Descrição: Rendeira
Local: Uva
Nome/designação: Ernestina Augusta Falcão
Descrição: Rendeira
Local: Uva
Nome/designação: Maria de Fátima Meirinho Antão
Descrição: Rendeira
Local: Vale de Algoso
Nome/designação: Ascensão Pires
Descrição: Rendeira
Local: Vale de Algoso
Nome/designação: Margarida Pinto
Descrição: Rendeira
Local: Vale de Algoso
Nome/designação: Maria Augusta Ferreira
Descrição: Rendeira
Local: Vimioso
Nome/designação: Adelaide Falcão
Descrição: Rendeira
Local: Vimioso
Nome/designação: Delmiro Pereira
Descrição: Trabalhos em ferro, cobre e zinco (alquitarras, caldeiras e formas variadas)
Local: Vimioso
Nome/designação: Francisco Maria Preto
Descrição: Caldeireiro (caldeiras)
Local: Vimioso
Nome/designação: Isabel Bernardete Antão
Descrição: Rendeira
Local: Vimioso
Nome/designação: Isabel Vicente
Descrição: Cestaria (cestos vários)
Local: Vimioso
Nome/designação: Isaura Neto Rodrigues João
Descrição: Tecelagem
Local: Vimioso
Nome/designação: Laura Ribeirinho
Descrição: Tecelagem
Local: Vimioso
Nome/designação: Manuel Meirinhos
Descrição: Funileiro e latoeiro (peças variadas em latoaria)
Local: Vimioso
Nome/designação: Maria Aldina Vicente
Descrição: Rendeira
Local: Vimioso
Nome/designação: Maria Palmira Xardo
Descrição: Rendeira
Local: Vimioso
Nome/designação: Martina Ramos
Descrição: Tecelagem
Vinhais
Local: Cidões
Nome/designação: Adelaide Silva
Descrição: Cestaria em vime, salgueiro e piorno (cestos vários)
Local: Cidões
Nome/designação: Jacinta de Lurdes
Descrição: Cestaria em vime, salgueiro e piorno (cestos vários)
Local: Cidões
Nome/designação: Laurindo da Piedade Morais
Descrição: Cestaria em vime, salgueiro e piorno (cestos vários)
Local: Cidões
Nome/designação: Lúcia do Céu Monteiro
Descrição: Cestaria em vime, salgueiro e piorno (cestos vários)
Local: Cidões
Nome/designação: Maria Guilhermina Silvana
Descrição: Cestaria em vime, salgueiro e piorno (cestos vários)
Local: Cidões
Nome/designação: Maria Otília Fernandes
Descrição: Cestaria em vime, salgueiro e piorno (cestos vários)
Local: Mofreita
Nome/designação: Ana Rodrigues
Descrição: Tecelagem em lã e algodão (colchas, tapetes, mantas farrapeiras e sacos)
Local: Mofreita
Nome/designação: Maria Alice Fernandes
Descrição: Tecelagem em lã e algodão (colchas, tapetes, mantas farrapeiras e sacos)
Local: Mofreita
Nome/designação: Maria Amélia Fernandes
Descrição: Tecelagem em lã e algodão (colchas, tapetes, mantas farrapeiras e sacos)
Local: Moimenta
Nome/designação: Manuel Alberto
Descrição: Funileiro em zinco
Local: Moimenta
Nome/designação: Maria Madalena Alves
Descrição: Cestaria (cestas variadas)
Local: Ousilhão
Nome/designação: Francisco Pires
Descrição: Trabalhos em madeira e cortiça (miniaturas e máscaras)
Local: Ousilhão
Nome/designação: João Manuel Esteves
Descrição: Trabalhos em madeira da região (máscaras, esculturas várias, miniaturas)
Local: Ousilhão
Nome/designação: Silvana
Descrição: Tecelagem em lã de ovelha (meias e meotes)
Local: Prada
Nome/designação: Deolinda Augusta Pires
Descrição: Tecelagem
Local: Prada
Nome/designação: João Afonso Linhares
Descrição: Soqueiro
Local: Prada
Nome/designação: Manuel José Pires
Descrição: Roqueiro
Local: Vila Boa
Nome/designação: José David Afonso
Descrição: Trabalhos em madeira e raízes da região (esculturas e máscaras)
Local: Vila Boa
Nome/designação: Maria da Conceição
Descrição: Tecelagem em lã de ovelha (meias, peúgas e meotes)
Local: Vinhais
Nome/designação: Adolfo Barnabé dos Inocentes
Descrição: Latoeiro e ferreiro em chapa zincada e verguinha em ferro (caldeiros, grelhas, assadores e coleiras)
Local: Vinhais
Nome/designação: Irmã Silva
Descrição: Malhas em lã de ovelha (camisolas)
Local: Vinhais
Nome/designação: Isabel Maria Castanheira dos Santos
Descrição: Cestaria em vime, salgueiro e piorno (cestos e cestas)
Local: Vinhais
Nome/designação: João Pedro Rodrigues
Descrição: Cestaria em vime (cestas e cestos variados)
Local: Vinhais
Nome/designação: Maria Adélia Gomes Afonso
Descrição: Cestaria em vime, salgueiro e piorno (cestos variados)
Local: Vinhais
Nome/designação: Maria Vitória Barreira
Descrição: Bordados e rendas, em linho caseiro e industrial e fios de algodão (toalhas, colchas e naperons)
in:rotaterrafria.com

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Bragança aderiu à medida simplex "A minha rua"

"A MINHA RUA" permite a todos os cidadãos reportar as mais variadas situações relativas a espaços públicos, desde a iluminação, jardins, passando por veículos abandonados ou a recolha de electrodomésticos danificados. Com fotografia ou apenas em texto, todos os relatos são encaminhados para a autarquia seleccionada, que lhe dará conhecimento sobre o processo e eventual resolução do problema.
Para melhor indicar o local da ocorrência pode recorrer ao mapa disponível no formulário. Para o efeito seleccione primeiro o distrito, depois o município e, por fim, a freguesia. Depois, clique sobre o mapa onde poderá indicar exactamente o local. Neste mapa pode também consultar outras ocorrências já reportadas.

O Semear da Cultura de Um Povo

A diversão é a base de sustentabilidade dos Trasga, um grupo de música tradicional das terras de Miranda.
Divulgar e potencializar a cultura mirandesa, através da música, são, somente, algumas das premissas dos Trasga. Criado em 2006, este grupo de música tradicional é movido pela diversão proveniente das suas actuações ao vivo e de um convívio saudável entre os seus elementos.
Considerado um dos melhores grupos de música tradicional, originário do concelho de Miranda do Douro, os Trasga são constituídos por cinco músicos: Célio Pires, Sérgio Martins, Tiago Martins, Domingos João e António Garcia.
Sensibilizado para o projecto do Museu de Carção, o grupo quis contribuir para a angariação de fundos oferecendo um concerto de música tradicional à população. A receita de bilheteira reverteu, assim, para “a causa” que visa a construção do museu. O Salão Nobre da Casa do Povo foi demasiado pequeno para receber tanta gente. Com uma sala esgotada, a audiência permaneceu efusivamente atenta durante os 14 temas interpretados em cerca de uma hora e meia de concerto, naquela que foi a estreia do grupo em Carção. Momentos antes da actuação ter início, o Jornal Nordeste esteve à conversa com os músicos, que explicaram o surgimento da banda, o seu percurso, o mais recente trabalho e os objectivos para o futuro.
Grupo quis contribuir para a angariação de fundos destinados à criação do Museu de Carção
“Esta ideia de formar um grupo era já um bocado antiga. Mas nunca tivemos oportunidade de a concretizar devido à nossa condição profissional. Em 2006, decidimos transformar os Gaiteiros da Raia, um grupo de rua que já existia, num grupo de palco. Depois, transformámos alguns temas que já tínhamos e adaptámo-los para outros instrumentos e para vozes”, revela Célio Pires, o responsável pela composição dos temas. “Eu trato da composição, mas, depois, há sempre os toques de uns e outros para colocarmos a música a funcionar por todos. Temos cerca de oito originais, embora, tenhamos mais construídos”, esclarece o músico.
Dessa união de esforços, desenvolveram não só músicas tradicionais com alguns arranjos que lhe dão um toque de singularidade, como também músicas originais com novas sonoridades. E são instrumentos como a gaita-de-foles, a sanfona, a flauta pastoril, a pandeireta, a castanhola, o bombo, o acordeão e o bandolim que ajudam a satisfazer as delícias de um público-alvo cada vez mais numeroso.
“Os concertos são um misto de músicas tradicionais e músicas originais”
“Trasga ao vivo” é o último trabalho do vasto espólio musical desta banda do Planalto. Um álbum gravado na Páscoa de 2008 e que conta com 12 temas. “Foi um disco que nós gravámos ao vivo em Sendim, mais, até, para os amigos. Digamos que estamos a iniciar”, afirma.
Temas como Repasseado, Passacalhes, La Çarandilheira, La Lhoba Parda, Hourizontes, entre muitos outros, são já bem conhecidos entre os seguidores da música tradicional mirandesa. Contudo, o álbum não teve lançamento no mercado discográfico e Célio explica o porquê: “basicamente, o nosso objectivo era experimentar e fazer um disco para oferecer aos amigos. Nada mais do que isso”. Mas existe a ambição de gravarem um disco. “Isso ficará para um pouco mais tarde, quando houver mais condições, mas esse é o nosso objectivo fundamental”, desvenda.
As actuações têm sido, basicamente, em Portugal, sobretudo, no norte do país. A Europa será o próximo patamar, como o próprio porta-voz da banda revela, em tom de anseio. Mas o que realmente importa e faz mover em crescendo este grupo, é todo um divertimento inerente ao funcionamento dos Trasga, enquanto motor de uma cultura e de uma língua que não se querem esquecidas. “Nós fazemos isto, sobretudo, pela diversão. Tudo aquilo que venha por acréscimo, óptimo”, conclui Célio Pires.


Por: Bruno Mateus Filena

A Arquitectura Moderna na Terra Fria Transmontana

Barragem de Picote
As mutações de gosto e a aceleração das transformações estéticas podem ser medidas - sobretudo discutidas de forma a qualificarem-se as forças latentes que armaram uma sociedade que atravessou períodos de grande complexidade - pelas intervenções, logo nos começos do século XX, do arquitecto Adães Bermudes (Banco de Portugal, em Bragança), pelo arquitecto Baltazar de Castro (Escolas Primárias) e pelas obras efectuadas em toda a região com a marca inconfundível e estigmatizada do Estado Novo (nomeadamente os edifícios de Escolas Primárias, do Liceu Nacional e Escola Técnica de Bragança, ambos com a assinatura do arquitecto A. Couto Martins).
De farta substância se tem nutrido a Arquitectura Moderna em Portugal e um dos seus capítulos mais interessantes, até pelo trabalho interdisciplinar que promoveu, escreveu-se em terras de Miranda do Douro, quando o governo português, nos termos do acordo assinado em 1927, decidiu o aproveitamento hidroeléctrico do Douro Internacional. Referimo-nos às intervenções arquitectónicas das barragens de Picote e de Miranda do Douro. Embora exterior à Terra Fria Transmontana, também a barragem de Bemposta faz parte integral deste conjunto.
Empreendimentos tradicionalmente encarados como a celebração absoluta das capacidades dos engenheiros, vistos por alguns como os deuses modernos, tiveram, para surpresa de muitos, uma profunda participação dos arquitectos, que conceberam as centrais subterrâneas, os edifícios de comando, o parque social para milhares de trabalhadores e até determinados sectores das barragens.
No desenvolvimento conceptual dos projectos para Picote, Miranda do Douro e Bemposta a Hidro-Eléctrica do Douro, S.A.R.L., empresa fundada em 1953 com capitais do Estado, Caixas de Previdência e particulares, congregou-se um núcleo de arquitectos que nos anos de 1953 e 1954 riscaram, integrados num corpo técnico, as intervenções a desenvolver. Nos anais, registam-se os nomes dos arquitectos João Archer de Carvalho, Manuel Nunes de Almeida e Rogério Ramos. E, se outros arquitectos seriam chamados a colaborar posteriormente, anotem-se também os nomes de artistas como Júlio Resende e Barata Feyo.
Numa região sem tradição de grandes estaleiros, entre 1954 e 1959 decorreu a empreitada de Picote. Além da obra da barragem, propriamente dita, foi necessário desenvolver um programa de instalação a fundamentis de uma pequena cidade: estradas; habitações de tipologias diferenciadas; escola de grande e luminosa vidraça; centro comercial com correio, mercearia, talho, peixaria, drogaria e barbeiro; igreja forrada a tijolo com um singular alpendre e a manter o campanário, isento, como marcador de referência visual. Todas as imagens, alfaias litúrgicas, paramentos e apliques foram expressamente desenhadas; estalagem; piscina; estação de tratamento de água; plano urbanístico. Na captação do espírito do lugar, desenvolveram-se esquemas combinatórios de materiais como o granito e a madeira como o ferro, o cimento e o vidro, numa aproximação coerente à individualidade morfológica pré-existente.
Liceu Nacional de Bragança
O mesmo tipo de preocupações foi transportado para a realização de Miranda do Douro, iniciada ainda quando a empreitada de Picote estava por concluir. No entanto, agora havia que contar com a existência de uma cidade periférica mas com uma carga histórica de grande significado. Por isso, curou-se da articulação dos novos volumes e relações geométricas com os valores já sedimentados. Todavia, tanto o hospital como a pousada são obras estranhas ao trabalho produzido pelo núcleo de arquitectos da Hidro-Eléctrica do Douro.
Mais perto dos nossos dias, a arquitectura moderna foi enriquecida pela reflexão e pelas propostas, ainda que nem todas concretizadas, que o arquitecto Viana de Lima efectuou para as Câmaras de Vinhais e da capital do Distrito. Homem de coragem, em pleno salazarismo, foi um dos que puseram em causa as relações de promiscuidade entre arquitectos e poder, pugnando, no I Congresso de Engenharia, para que fosse reconhecida liberdade aos autores em vez da subordinação a estilos que os organismos oficiais impunham.
Para Vinhais estudou, em 1966, um Mercado Municipal. Propunha o aproveitamento da inclinação do terreno, organizando o edifício em dois pisos e contemplando a articulação harmoniosa com a envolvente urbanística.
Hospital Distrital de Bragança
Para Bragança, em 1960, projectou duas Escolas Primárias, (Beatas e Toural) e dois conjuntos de habitações (Previdência e Toural). Refira-se que os projectos destas escolas foram enviadas pelo autor para a Fundação Calouste Gulbenkian, aquando da organização da II Exposição de Artes Plásticas, datada de 1961. Em 1984 definia-se o Complexo Hospitalar de Bragança que comprendia o Hospital Distrital, a Casa Mortuária, o bloco de Anatomia Patológica, o Hospital de Dia, o Dipensário de Higiene Mental, um Lar e uma Escola de Enfermagem. Ângelo de Sousa e José Rodrigues foram chamados a participar: o primeiro desenhou uma tapeçaria enquanto o segundo, colocado no átrio principal, deu forma a um cubo, representativo de um espelho de água donde emergem as folhas arredondadas de plantas vulgarmente conhecidas como Patas de Cavalo.
No mesmo ano, materializavam-se os Edifícios da Torralta / Montepio Geral, com uma agência bancária, o cine-teatro, o hotel e um café-restaurante. No conjunto das intervenções projectadas, podem-se ainda enumerar os estudos para Estádio Municipal e diversos planos de urbanização que, entre 1983 e 1986, promoviam a reorganização de vários espaços públicos em Bragança.
in:rotaterrafria.com

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Forja Comunitária

Forja Comunitária de Quintanilha
A forja era uma oficina do povo onde, de acordo com regulamento próprio, se afiavam os picos e facas e se faziam e consertavam as ferramentas e outros utensílios metálicos, alguns com configuração e motivos decorativos que merecem lugar de destaque no acervo artesanal que caracteriza Trás-os-Montes - espelhos e dobradiças, trasfogueiros, braseiras e grades.
Instalava-se numa casa térrea, geralmente de pequena dimensão. Tinha no interior um maciço de pedra onde se colocavam as brasas de azinho e sobro - fornalha - e sobre ela uma pedra vertical com um buraco onde passava o bico do fole, construído em madeira e couro, de grande dimensão a accionado por uma alavanca manual.
Próximo da fornalha estava o cepo com a bigorna, também designada cavalete ou çafra, onde o malho moldava o ferro e junto, a pia com água para o temperar. E a monte, algumas formas de pedra para moldar calotes e diversas ferramentas para forjar o ferro - calcadores, talhadeiras, ponteiros, tenazes, etc..
Existiram forjas comunitárias em muitas aldeias da TFT (Quintanilha, Carrazeda, Pinheiro Velho, Rio de Onor, Moimenta, Cova da Lua, Vila Chã de Braciosa, etc), conservando-se ainda algumas, como referência cultural, embora inactivas, nos Centros Rurais do Parque Natural de Montezinho, ou integrando mesmo um Museu Etnográfico de expressão local, como é o caso da Forja de Quintanilha.
in:rotaterrafria.com

Concurso de Fotografia - FLORESTA

Cartaz

Regulamento frente
Regulamento verso

Agenda Cultural Transfronteiriça

Já está disponível a Agenda Digital Transfronteiriça
Zamora – Bragança,



Através destes portais é possível aceder a informações sobre espectáculos de teatro e de música, conferências, exposições, museus ou bibliotecas disponíveis em Bragança e Zamora. Os horários, preços, moradas e os links para as instituições que promovem o evento também vão estar disponíveis online.
A apresentação da Agenda Digital foi feita pela Câmara Municipal de Bragança, pelo Ayuntamiento de Zamora e pela Fundação Rei Afonso Henriques, que pretendem chegar aos cidadãos e instituições dos dois lados da fronteira.
Com a divulgação da informação cultural pretende-se dinamizar as duas cidades fronteiriças.
O projecto integra, ainda, um conjunto de rotas, nomeadamente a Rota Arquitectónica, dos Museus, Gastronómica, Medieval e do Património Religioso.
Através da Agenda Cultural pretende-se, ainda, incentivar os cidadãos de Bragança e de Zamora a procurarem e desfrutarem das iniciativas culturais na capital de distrito e do outro lado da fronteira

Consulta dos Cadernos de Recenseamento

 Fica a saber o teu número de eleitor e a Freguesia/Distrito Consular onde vais votar:


terça-feira, 3 de maio de 2011

São Pedro dos Serracenos em Festa

Gastronomia - Maravilhas Transmontanas

Alheira de Mirandela, caldo de cascas, posta e javali no pote são as iguarias transmontanas que fazem parte dos 70 pratos pré-finalistas às “Sete Maravilhas Gastronómicas”.
Na categoria entradas encontramos a tradicional Alheira de Mirandela (IG), já nas sopas é o caldo de cascas que representa a região. Nas carnes concorrem a Alheira de Mirandela (IG) com grelos salteados e a posta mirandesa, ao passo que na categoria caça o Nordeste Transmontano é representado pelo javali no pote com castanhas.
Ao todo são cinco as iguarias candidatas a Maravilha e que já criam água na boca aos apreciares da gastronomia transmontana.
Na fase seguinte, que decorre a 7 de Maio, vão ser eleitos os 21 pratos finalistas e, entre 7 de Maio e 7 de Setembro, decorrem as votações para apurar as Sete Maravilhas Gastronómicas, que vão ser reveladas ao País a partir de Santarém.
Após a divulgação e promoção do património histórico e natural País, as "Sete Maravilhas da Gastronomia" vão divulgar e promover o património gastronómico nacional, reconhecido e apreciado em todo o mundo pela sua diversidade, pelos sabores únicos e qualidade dos produtos com que os pratos são confeccionados.
Para poderem integrar as maravilhas, as iguarias têm que pertencer ao receituário genuíno e integrante dos valores tradicionais portugueses, ter mais de 50 anos de história, ser confeccionadas em território nacional e produzidas com matérias-primas utilizadas ao nível nacional, regional ou local. Além disso, também têm que constituir uma referência nos hábitos alimentares de uma ou mais regiões, ser uma afirmação cultural e económica de uma ou mais regiões e representarem a diversidade regional enquanto factor de enriquecimento da gastronomia.

Animal de Estimação

Um fulano vivia sozinho e decidiu que a sua vida seria melhor se tivesse um animalzinho de estimação como companhia.
Assim, foi a uma loja de animais e disse ao dono da loja que queria um bichinho que fosse incomum.
Depois de algum tempo de discussão, chegaram à conclusão que ele deveria ficar com uma centopeia.
Centopeia seria mesmo um bichinho de estimação incomum ...um bichinho tão pequeno, com 100 pés... é realmente incomum!!!
A centopeia veio dentro de uma caixinha branca, para ser usada como casinha.
Bom ... ele levou a casinha para casa, arranjou um bom lugar para colocar a casinha, e achou que o melhor para a sua nova companhia seria levá-la a tomar uma cervejinha...
Assim, perguntou à centopeia, que estava dentro da caixinha:
-Gostavas de ir comigo ao Bar tomar uma cerveja?
Não houve resposta da sua nova amiguinha. Meio chateado com isso, ele esperou um pouco e perguntou de novo:
-Que tal ir comigo ao bar tomar uma cervejinha, hein?
De novo nada de resposta da nova amiguinha ... Ele esperou mais um pouco, pensando sobre o que estava a acontecer ... e decidiu perguntar de novo, mas, desta vez, chegou bem perto da caixinha e gritou:

-*EI, Ó SURDA*!!! *QUERES IR OU NÃO COMIGO AO BAR TOMAR UMA CERVEJA?*
E uma vozinha lá de dentro da caixinha...:
*FFFOOOO****AAAAA- SSSSSEEEEEEE*!!!!!!!!!!!... *JÁ TINHA OUVIDO*!!!!!
*ESTOU SÓ A CALÇAR OS SAPATOS!!!!!!!!*

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Vamos a ver se me faço entender sobre os Cow-Boys e a Al-Qaeda.

Suponhamos que eu era o Presidente dos Cow-Boys. Não sou mas podia ser. Só que a minha especialidade prende-se mais com os comes e os bebes e uma cigarrada antes e depois.
Mais a mais…dá muito mais dinheiro arranjar um tacho por estas bandas…é mais bem pago.
Prioridades a bem dizer.
Voltando ao assunto…o que eu faria.
Bom.
Matava-se o dito cujo, certo. Só que, se fosse eu o Presidente dos Cow-Boys ficava caladinho. Ok, ok, ok, já sei, por isso é que não sou eu e, é o orelhas de lá do sítio.
Então…vamos lá ver se me faço entender.
O Bin estava morto e remorto. Certo.
Se eu (presidente dos Cow-Boys) ficasse caladinho, a Al-Qaeda ficava meia baralhada.
Éh pá, eles não dizem que mataram o Bin Laden. E agora que fazemos? Vamos fingir que ele está vivo até eles bufarem…
Então, digo eu que sou mais dos comes e bebes, que a coisa ficaria nas calmas…até novas ordens.
A mim (Presidente dos Cow-Boys), só me convinha que a al-qaeda estivesse sossegadinha, na expectativa. Desse modo, eu poderia continuar o meu trabalho anti-terrorista.
Mas não.
O Presidente dos Cow-Boys, veio logo a anunciar ao mundo a morte do líder da al-qaeda. Why? Pergunto eu que sou mais dos comes e bebes???
Assim os do outro lado já não podem ficar na expectativa e estão para breve as represálias cheias de ódio, terror e vingança.
Pergunto eu?
Porque raio era importante para os Cow-Boys, anunciarem o episódio ao mundo?
Ok, Ok, Ok, já sei que estais a pensar em milhões de razões.
Mas eu, que não sou Presidente dos Cow-Boys, porque ainda não me apeteceu,…não entendo.
Terá a ver com a necessidade imperativa de continuarem a mostrar que são os donos do mundo? Por mim não precisavam de mostrar, eu já sabia. A actual crise económica mundial é a prova concludente disso. Foi lá que tudo descambou e parece que já ninguém se lembra. E eles são bons os Cow-Boys. Incendeiam tudo e depois saem de fininho...
Terem ficado caladinhos era uma boa maneira de protegerem os inocentes com que tanto enchem a boca e, provavelmente, os bolsos.
Ok, Ok, Ok…desculpai lá qualquer coisinha, já sei que não me fiz entender…
ATENÇÃO ÀS BOMBAS, ELAS VÊM AÍ!


HM

Bragança, Terra de Sonhos e Emoções

1.º de Dezembro de 1962 em Bragança


Património Civil

Pelourinho - Bragança
Pelourinhos

1 - Bragança (Bragança)
2 - Castro de Avelãs (Bragança)
3 - Rebordãos (Bragança)
4 - Failde (Bragança)
5 - Outeiro (Bragança)
6 - Rebordainhos (Bragança)
7 - Vila Franca (Sendas, Bragança)
8 - Sanceriz (Macedo do Mato, Bragança)
9 - Frieira (Macedo do Mato, Bragança)
10 - Vimioso (Vimioso)
11 - Algoso (Vimioso)
12 - Vinhais (Vinhais)
13 - Paçó ( Vinhais)
14 - Vilar Seco de Lomba ( Vinhais)
15 - Ervedosa (Vinhais)
Ponte do Jorge - Bragança

Pontes de Técnica Medieval

16 - Castrelos, sobre o rio Baceiro
17 - Castro de Avelãs, sobre o rio Fervença (ou ribeiro de Castro)
18 - Fermentões, sobre a Ribeira de Sendas
19 - Jorge, em Bragança, sobre o rio Fervença
20 - Alfaião, sobre a Ribeira de Penacal
21 - Gimonde, sobre o rio Onor
22 - Valbom, sobre o rio Sabor
23 - Parada, sobre o rio Sabor
24 - Frieira, sobre a ribeira de Vilaboa
25 - Miranda do Douro, sobre o rio Fresno
26 - Ponte da Fonte dos Canos (Miranda do Douro)
27 - S. Joanico, sobre o rio Angueira
28 - Pinelo - Argozelo, sobre o rio Maçãs
29 - Carção - Vimioso, sobre o rio Maçãs
30 - Algoso - Valcerto, sobre o rio Sabor
31 - Algoso - Junqueira, sobre o rio Maçãs
32 - Santulhão - Izeda, sobre o rio Sabor
33 - Ponte de Fornos (Vinhais) sobre o rio de Trutas
34 - Arranca, sobre o rio Tuela
35 - Soeira, sobre o rio Tuela
36 - Carrazedo, sobre a ribeira de Alimonde
37 - Vila Boa, sobre a ribeira de Vila Boa
38 - Gestosa, sobre o rio Rabaçal
39 - Vale de Armeiro, sobre o rio Rabaçal
40 - Moimenta, sobre o rio Tuela
41 - P. Marinha, sobre a ribeira de Padornelo
42 - Sandim, sobre o rio Mente

domingo, 1 de maio de 2011

Gostei

Gostei é uma freguesia portuguesa do concelho de Bragança, com 18,55 km² de área e 412 habitantes (2001). Densidade: 22,2 hab/km².
Está situada nos caminhos para as freguesias de Castro de Avelãs e Nogueira, na margem esquerda do rio Sabor. Abrangendo uma área de mediana extensão, a freguesia de Gostei localiza-se na periferia da cidade de Bragança, distando desta urbe uns sete quilómetros em direcção ao poente. Em termos de ligação viária à capital concelhia, é a mesma servida por um pequeno ramal camarário derivante da E.N. 103, possuindo também acesso praticamente directo ao I.P.4. A freguesia de Gostei é constituída pelas aldeias de Castanheira, Formil e Gostei.
A aldeia de Gostei teve foral dado por D. Dinis em Lisboa a 20 de Junho de 1289. Foi vila, com pelourinho, e sede do antigo concelho de Gostei, Formil e Castanheira, extinto no início do século XIX. Tinha apenas uma freguesia e, em 1801, possuía 290 habitantes.

História

A influência civilizacional do Lacio terá deixado em Gostei, um importante testemunho epigráfico, descoberto em 1882 sob o altar da Capela de São Cláudio. Considerada pelo povo como pertencente ao túmulo de São Cláudio, que haveria sido decapitado pelos mouros, foi incrustada esta lápide em um dos lençóis interiores dos muros da Capela (R. Colmenero). O bloco epigrafado com inscrição honorífica dedicada ao Imperador Cláudio (circunstância que poderá não se tratar de mera coincidência em relação ao orago escolhido para o templete, de remota origem medieval, como será de crer) passou durante muitos anos por ser parte de um miliário. Baseados naquele pressuposto, diversos autores propuseram a passagem, por área desta freguesia, de importante via romana, relacionado esta última, inclusivamente, com a ponte medieval, dita “de Ariães”.
Nas “inquirições” de 1258, ao tempo de D. Afonso III, surgem as arcaicas grafias “Gostei” e “Goetey”, presumindo os etimologistas que se tratará de evoluções da forma genitiva do nome pessoal )

Património

As águas fluviais exercem notável influência económica e paisagística em Gostei, sobretudo após a construção de uma mini-hidríca. Nas margens da Ribeira de Gostei podem ser apreciados ainda diversos antigos moinhos e uma interessante ponte de alvenaria, em arco único (tida geralmente por romana, mas certamente de feição já medieval).
Revelado vai para um século por A. Lopo. o Castro de Formil (também conhecido por “Fragas do Castro” ou “ Feira dos Mouros”) ter-se-á constituído como um reduto fortificado castrejo durante a Idade do Ferro.
Ergue-se ainda, fronteiro à Igreja Matriz, o pequeno e singelo Pelourinho. Classificado como Imóvel de Interesse Público em 1933, a estrutura, de modestas dimensões, é composta por um embasamento em três degraus quadrangulares, suportando em fuste liso e curto de formato cilindróide, rematado ao alto por grosseiro e irregular elemento tronco-piramidal.
A Igreja de São Cláudio, em cuja frontaria se destaca um belo pórtico rectangular rematado por inusitado tímpano de recorte trapezoidal e contendo um nicho no interior, será talvez seiscentista.
Em termos de arquitectura religiosa, acresce ainda à freguesia as Igrejas de Castanheira e Formil, ambas de boas proporções. Conserva-se também o edifício (de traça vulgar, refira-se) onde terá funcionado o antigo Tribunal e Cadeia.
  • Igreja Matriz
  • Igreja paroquial de Formil
  • Igreja paroquial de Castanheira
  • Pelourinho
  • Fontes romanas
  • Casa do Tribunal e Cadeia
  • Ponte romana
  • Moinhos de água nas margens da Ribeira de Gostei

Guadramil

Rua de Guadramil
Guadramil é uma aldeia típica transmontana do distrito de Bragança, na freguesia de Rio de Onor.
Aldeia comunitária em pleno Parque Natural de Montesinho, mantém as casas de traça típica e um dialecto praticamente extinto chamado Guadramilês.
É uma aldeia tipicamente portuguesa que se debate com a falta de população. Faz fronteira com duas aldeias espanholas, Riomanzanas e Santa Cruz de Los Cuerragos e com três aldeias portuguesas: Rio de Onor, Deilão e Petisqueira.
O relevo é bastante acidentado. A vida selvagem é composta essencialmente por corsos, javalis, raposas, coelhos, lebres, lobos, perdizes, melros, estorninhos, pintassilgos, lagartos e cobras.
Esta aldeia, foi durante muitos anos, uma aldeia comunitária, onde os seus habitantes repartiam o moinho, a forja, o rebanho e algumas tarefas agrícolas. Neste momento, é habitada por cerca de trinta pessoas todas elas bastante idosas. Já não existe rebanho, o moinho já não mói, na forja já não se molda o ferro, os campos estão ao abandono. No entanto, merece uma visita pois possui um encanto muito especial e único, como refere Campos Almeida no seu poema:
Uma Aldeia quase fantasma...
Lá muito para traz de Trás-os-Montes
Na terra raiana do sol poente
Guadramil forja o ferro e a gente
Entre o xisto, as sesões e as fontes
Bate a burra caminhos dos horizontes
- Tic-toc! … Tic-toc … em passo dolente
À espera do sol que vem do nascente
E a tocar rebanhos pelos montes
Na comunal vida de cada dia
Olha Riomazanas e suas irmanas
-Terras da calma e da nostalgia!…
E entre os escanos e a casaria
O nevão branqueia as horas serranas
- Mas o sol volta e calda a serrania!…
CAMPOS ALMEIDA

Artesanato na Rua