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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Alunos de Carrazeda recriam tabernas

As típicas tabernas transmontanas vão fechando as portas, mas em Carrazeda de Ansiães viveu-se o verdadeiro espírito da taberna à portuguesa. Este sábado, um grupo de 20 alunos da Escola Profissional de Ansiães transformou a zona envolvente à Biblioteca numa taberna à moda antiga.  
Gastronomia típica, vinho e fados foram a combinação perfeita na recriação de uma taberna à portuguesa. Este espaço de convívio característico da maioria das aldeias do Nordeste Transmontano foi recordado na zona envolvente à Biblioteca de Carrazeda de Ansiães. Um grupo de alunos do curso Informação e Animação Turística para adultos, da Escola Profissional de Ansiães, decidiu trazer de volta a tradicional taberna, com petiscos variados.“Caldo verde, rancho, sangria, vinho, alheira, barriga de porco”, afirma Laura Pinto, uma das alunas a servir na taberna.
Na maioria das aldeias as tabernas já fecharam as portas, mas o espírito permanece na memória das pessoas. Pedro Mesquita, um dos alunos envolvidos neste projecto, diz que o objectivo desta iniciativa é promover as tradições.“São tradições que se perdem, culturas que se perdem e por isso decidimos recriar a taberna”, realça o formando.
Para o director da Escola Profissional de Ansiães, Ricardo Fiães, gastronomia e grupos de fados é a combinação perfeita para recriar o ambiente de uma taberna à moda antiga.“Alguns membros destes grupos são ex-alunos da nossa escola e achámos que era uma oportunidade única de juntar um leque de tunas e de fadistas”, salienta o director da Escola.
Quem por aqui passou degustou os sabores tipicamente transmontanos e recordou os tempos em que os serões eram passados na taberna.As memórias das típicas tabernas do Nordeste Transmontano reavivadas em Carrazeda de Ansiães.
A Escola Profissional de Ansiães a realizar mais uma actividade junto da população local.+


Escrito por Brigantia
in:brigantia.pt

sábado, 26 de maio de 2012

30 Anos de Festa da Cereja

Já é conhecido o programa da Festa da Cereja em Alfândega da Fé! Veja as atividades preparadas para 8, 9 e 10 de junho.

Feira de São Pedro 2012

Saiba agora quem vai subir ao palco da Feira de S.Pedro entre os dias 23 e 30 de Junho em Macedo de Cavaleiros.


sexta-feira, 25 de maio de 2012

Memórias da Costa Grande

Amigo José Fins. Ajuda-me a saber quem estava comigo na janela...

“Banco de Livros e Loja Social”


Exmos. Senhores
É com muito gosto que enviamos em anexo o convite para a inauguração do “Banco de Livros e Loja Social”.
Contamos com a sua presença.
Com cumprimentos sinceros e pessoais,


A Presidente da Associação
Susana Abrantes

Alfândega da Fé - Festa da Cereja comemora 30 anos


A Festa da Cereja que decorre entre 8 e 10 de Junho, comemora o trigésimo aniversário em 2012. A organização do certame promete esgotar os hotéis naquele concelho transmontano e bater o recorde de vendas daquele fruto. A festa inclui a apanha de cereja, passeios a pé, de bicicleta, de burro e de jipe.
De acordo com a autarquia de Alfândega da Fé, organizadora do evento, a crise obrigou a cortes no orçamento, mas não afectará o retorno turístico e económico da iniciativa, que se tornou na imagem de marca do município. 
A presidente da Câmara, Berta Nunes, garante que o hotel «está cheio», assim como as «escolinhas», antigas escolas primárias das aldeias que foram transformadas em pousadas.
Também o presidente da cooperativa agrícola, Eduardo Tavares, quer bater «o recorde alcançado há dois anos com 12 toneladas vendidas» durante os três dias da festa da cereja.
As expectativas são redobradas devido à abertura das novas estradas, o IP2 e o IC5, que os organizadores acreditam que irão atrair «mais visitantes pela proximidade e facilidade de deslocação».
A autarca espera que a crise não afecte o número de visitantes, que tem rondado os «10 a 15 mil» nas edições anteriores. A contenção financeira não deixou, no entanto, de afectar o orçamento do evento, que já chegou a custar «200 e 300 mil euros» e este ano fica pelos 40 mil euros.
Berta Nunes garantiu que as restrições não «afectarão a qualidade do certame», nem o que considera o mais importante: «o retorno económico para os produtores e para o turismo daquele que é o grande evento» do concelho.
Esta festa permite vender directamente ao consumidor, não só aos produtores de cereja, mas também de outros produtos regionais como queijos, azeite, compotas ou artesanato.
«Estamos a contribuir do ponto de vista económico para uma mais-valia para todos os produtores, mas ao mesmo tempo a Festa da Cereja tem-se constituído também como um evento turístico», afirmou.
Além de ser um ponto de venda, o certame proporcionará também um fim-de-semana com sabor a cereja pelos pomares da região, permitindo aos visitantes participarem na apanha do fruto ou fazerem passeios a pé, de bicicleta, de burro e de jipe.
Aqueles que quiserem deslocar-se a Alfândega da Fé têm também disponível uma nova ferramenta para orientação. Trata-se do «welcomeguides», um programa que permite a qualquer pessoa aceder, através do telemóvel, à mais variada informação sobre o concelho, desde pontos turísticos, à história da cereja e da festa ou como ali chegar, «de uma forma imediata e com muita informação gratuita», como realçou a autarca.
Do programa da Festa tem também animação musical e servirá de palco a grupos do concelho, como a escola municipal de teatro que vai animar o evento com o «bailinho da cereja».


in:cafeportugal.net

Ronda das Adegas fez o povo acreditar no futuro de Atenor


A população apostou ainda mais na recuperação do património para receber melhor os visitantes
A aldeia de Atenor, no concelho de Miranda do Douro, oferece a todos os visitantes mais um fim-de-semana de tradições, onde se pretende retratar os hábitos e costumes do mundo rural de há algumas décadas atrás. O presidente da junta de freguesia, Moisés Esteves, promete uma segunda edição ainda mais forte do que a primeira, uma vez que a iniciativa de 2011 teve um sucesso que excedeu as expectativas. “As pessoas começaram a acreditar que podem fazer coisas na aldeia, começaram a ver que vale a pena recuperar o património e investir na sua terra”, explicou o autarca. 
As actividade realizam-se entre sexta-feira e domingo, são esperadas centenas de visitantes. As actividades começam amanhã, sexta-feira, com um arraial tradicional que conta com a presença de gaiteiros do planalto mirandês. 
No sábado, durante todo o dia, decorrem mostras de actividades tradicionais como o fabrico do queijo, a transformação da lã, cozer o pão, fazer sabão de barra ócio-ecológico, barro, entre outras. As novidades são muitas e passam por um reforço pelas actividades ligadas à área da saúde, como acupuntura, massagens hipermicão, bem como um workshop sobre medicinas naturais.


Por: Glória Lopes
in:mdb.pt

Produção de cereja regista quebra de 50%


Há menos cereja nos pomares de Alfândega da Fé. A campanha para a apanha do fruto já começou, mas as quebras na produção oscilam entre os 30 e os 50 por cento.   
Mesmo assim, o presidente da Cooperativa de Alfândega, Eduardo Tavares, garante que há cereja de boa qualidade para vender durante a Festa da Cereja, que decorre de 8 a 10 de Junho.“A expectativa para este ano foi, mais uma vez, defraudada, devido às condições climatéricas. 
Tivemos um mês de Abril muito frio, o que não ajudou ao desenvolvimento do fruto. Vamos ter por isso menos cereja, mas em quantidades suficientes para termos muita e boa cereja no certame”, salienta o presidente da Cooperativa.
Eduardo Tavares diz mesmo que o clima instável tem desanimado os produtores de cereja. Às quebras na produção junta-se a dificuldade em comercializar o fruto.“Os últimos 4/5 anos não têm sido bons para a produção de cereja. Aliado a esta situação, temos também o factor preço, que tem descido nos últimos anos e tem-nos colocado em grandes dificuldades”, afirma Eduardo Tavares. 
Apesar das dificuldades, a Cooperativa de Alfândega da Fé continua a trabalhar no sentido de aumentar a produção de cereja no concelho. Nos últimos anos foram plantados 50 hectares de pomares novos e alguns deles já começaram a produzir.


Escrito por Brigantia
in:brigantia.pt

Petição para evitar fecho de escola primária


Hoje é o último dia para subscrever uma petição que pretende evitar o encerramento da escola básica de Palaçoulo, em Miranda do Douro.A iniciativa partiu de um estudante de Direito, natural daquela aldeia.  
Reconhece que o estabelecimento de ensino não tem o número mínimo de alunos exigidos pelo Governo para continuar a funcionar mas acredita que essa realidade pode vir a ser alterada em breve.“Pode-se analisar pelos Censos 2011 que nós fomos das únicas aldeias a conseguir manter as pessoas e ter uma taxa de natalidade positiva. Isso é um factor muito importante que pesa na decisão de encerramento de qualquer instituição de ensino”, refere Carlos Cangueiro.
Até ao momento a petição já foi subscrita por cerca de 200 pessoas.Além da razão evocada, diz ainda que “Palaçoulo é um motor de dinamismo no Nordeste e no país porque enquanto nos outros locais fecham empresas, em Palaçoulo o fenómeno é ao contrário aumentando o emprego”.A petição deverá ser depois entregue na Assembleia da República.
De recordar que a Assembleia Municipal de Miranda do Douro já aprovou, por unanimidade, uma moção contra o encerramento da escola.


Escrito por Brigantia
in:brigantia.pt

Feira de S. Pedro já foi apresentada


Apostar nas zonas rurais como um território de oportunidades e contribuir para a sua dinamização.É sobre esta temática que a organização da 29ª edição da Feira de S. Pedro de Macedo de Cavaleiros se vai debruçar.  Esta é a principal aposta da feira para este ano, que vai contar com diversos colóquios ao longo dos oito dias de realização do certame para abordar temas como a Agricultura, Floresta, Pastorícia e Caça.
“Vamos fazer uma tarde especial dedicada a estes temas, com actividades viradas para a agricultura e para o mundo rural”, refere o presidente da Associação Comercial Industrial de Macedo de Cavaleiros, que organiza o certame.António Cunha acrescenta que são esperados cerca de 250 expositores.“Vamos ter expositores de todo o país, o que não é hábito e de todos os contactos que fizemos ninguém nos disse que não vinha, por isso devem ser na ordem dos 250”, afirma. Tendo em conta a conjuntura económica nacional, a organização tem vindo a reduzir os custos com a Feira.
À semelhança do ano passado, a edição deste ano sofreu uma redução de 15% e o orçamento ronda os 300 mil euros.“Já no ano passado reduzimos na ordem dos 15% o orçamento e este ano vamos reduzir outro tanto para nos aproximarmos de valores mais aceitáveis”, considera.A Feira de S. Pedro realiza-se de 23 a 30 de Junho.Do cartaz destacam-se nomes como José Cid, Quim Barreiros, Emanuel, David Carreira e ainda artistas da terra como Luís Neves, Crismar e Ana Rita Prada.
As entradas no certame são a dois euros nos dias de semana e três euros para visitar o evento no fim-de-semana.


Escrito por Onda Livre (CIR)
in:brigantia.pt

Aumento de pedidos de ajuda asfixia instituições


Há famílias de Bragança sem dinheiro para comer. O desemprego é a principal causa deste drama social. E quando a comida falta na mesa, a única solução para muitos é recorrer às instituições da cidade que dão apoio nesta área.  
Em Bragança, o aumento do número de pedidos de ajuda está a deixar muitas instituições em situação de ruptura. 
É o caso da Associação de Socorros Mútuos dos Artistas de Bragança (ASMAB). O presidente desta associação diz mesmo que se a situação se agravar a ASMAB deixa de ter capacidade de resposta para tantos pedidos de ajuda.
“Nós temos alguns acordos com a Segurança Social na área da alimentação com um refeitório social onde temos cerca de 100 utentes para apoiar mas neste momento estamos a servir, a expensas da associação, uma média de 70 refeições por dia o que nos causa alguma ruptura em termos de finanças porque se a situação assim continuar não teremos condições para continuar a dar resposta”, refere Alcídio Castanheira.
O desemprego é o tema do programa de hoje “O Estado da Região”, que vai para o ar a partir das 10 horas.


Escrito por Brigantia
in:brigantia.pt

quinta-feira, 24 de maio de 2012

A lenda de Balsamão

Local: Castro Vicente, MOGADOURO, BRAGANÇA

Quem observar, da margem esquerda do rio Sabor, a cerca de um quilómetro, abaixo da ponte de Remondes, a paisagem que se eleva da margem direita até lá acima onde a vista alcança, depara com uma visão apocalíptica de rochedos inacessíveis, onde só as cobras e os lagartos podem ter morada. Lá, no cume, avista-se uma capelinha branca dedicada a Jesus Crucificado, por isso chamado Santo Cristo da Fraga, dando-se também ao rochedo o nome de Fragas do Santo Cristo. 

 Em volta da capela estende-se um planalto, onde restam ainda pedaços de muralhas e pedras com inscrições curiosas. Pois a lenda conta-nos que nesse planalto existiu um castro que deu o nome à povoação que mais tarde se formou um pouco adiante. 
 Como se sabe pela História, no tempo do famoso rei mouro Tarik, este concedeu licença aos chefes cristãos que não lhe resistissem, para se fixarem em certos lugares e cultivassem as terras. 
 Fixou-se então no referido castro um chefe cristão com a sua gente. Tinha ele uma formosa filha chamada Teodolinda que foi pedida em casamento por um moço cristão de Alfândega da Fé. Provavelmente nessa época esta localidade teria outro nome. 
 O principal chefe da mourama que subjugava estas paragens encontrava-se acastelado no monte do Carrascal — hoje Balsamão. Poderoso e prepotente impunha as mais cruéis condições às populações cristãs. Entre essas prepotências impôs o vil tributo das donzelas o qual consistia em que cada uma que casasse em vez de passar a noite no leito nupcial tinha que passá-la com o execrável rei mouro. 
 Realizou-se o casamento da formosa Teodolinda com o referido moço de Alfândega. Este porém recusou-se a pagar o tributo, não querendo entregar a noiva ao mouro o que irritou muito este e resolveu vir com os seus homens rechaçar os cristãos revoltosos. Estes resolveram enfrentar a mourama e travaram terrível luta no lugar onde hoje é Chacim. Diz-se até que este nome deriva de chacina em virtude da grande mortandade que resultou da contenda. 
 Conta a lenda que no meio dos guerreiros cristãos apareceu uma linda Senhora com um vaso de bálsamo na mão sarando as feridas dos combatentes cristãos. Estes venceram a peleja e atribuíram a vitoria a linda Senhora que seria a Virgem Maria. Mais tarde construíram uma capela no lugar onde fora a fortaleza do cruel rei mouro, no monte do Carrascal poucos quilómetros a nordeste de Chacim. Dedicaram essa capela a Senhora do bálsamo na mão que mais tarde derivou para Balsamão. Mais tarde foi ali fundado um convento muito conhecido por nele ter vivido o Frei Casimiro que morreu em fama de santidade encontrando se o processo para a sua canonização em Roma. 
 Durante alguns anos abandonado esse lugar assim como vários monumentos que nele se encontram voltou a prosperar por acção dos Padres Marianos uma congregação de origem polaca a quem pertencia o convento. 
 E um lugar paradisíaco avistando-se dali extensos e belos panoramas tem uma casa de repouso e uma estância de aguas medicinais.


Fonte:OLIVEIRA, Casimiro Raízes: Poesia, Contos e Lendas

Cartão de Visita: João Lopes

Palavras do Autor: homenagem a meu Pai...a todos os pais Brigantinos

Nação valente e imortal


António Lobo Antunes

Agora sol na rua a fim de me melhorar a disposição, me reconciliar com a vida. Passa uma senhora de saco de compras: não estamos assim tão mal, ainda compramos coisas, que injusto tanta queixa, tanto lamento. Isto é internacional, meu caro, internacional e nós, estúpidos, culpamos logo os governos. Quem nos dá este solzinho, quem é? E de graça. Eles a trabalharem para nós, a trabalharem, a trabalharem e a gente, mal agradecidos, protestamos.
Deixam de ser ministros e a sua vida um horror, suportado em estóico silêncio. Veja-se, por exemplo, o senhor Mexia, o senhor Dias Loureiro, o senhor Jorge Coelho, coitados. Não há um único que não esteja na franja da miséria. Um único. Mais aqueles rapazes generosos, que, não sendo ministros, deram o litro pelo País e só por orgulho não estendem a mão à caridade. O senhor Rui Pedro Soares, os senhores Penedos pai e filho, que isto da bondade as vezes é hereditário, dúzias deles. Tenham o sentido da realidade, portugueses, sejam gratos, sejam honestos, reconheçam o que eles sofreram, o que sofrem. Uns sacrificados, uns Cristos, que pecado feio, a ingratidão. O senhor Vale e Azevedo, outro santo, bem o exprimiu em Londres. O senhor Carlos Cruz, outro santo, bem o explicou em livros. E nós, por pura maldade, teimamos em não entender. Claro que há povos ainda piores do que o nosso: os islandeses, por exemplo, que se atrevem a meter os beneméritos em tribunal. Pelo menos nesse ponto, vá lá, sobra-nos um resto de humanidade, de respeito. Um pozinho de consideração por almas eleitas, que Deus acolherá decerto, com especial ternura, na amplidão imensa do Seu seio. Já o estou a ver.
- Senta-te aqui ao meu lado ó Loureiro
- Senta-te aqui ao meu lado ó Duarte Lima
- Senta-te aqui ao meu lado ó Azevedo que é o mínimo que se pode fazer por esses Padres Américos, pela nossa interminável lista de bem-aventurados, banqueiros, coitadinhos, gestores que o céu lhes dê saúde e boa sorte e demais penitentes de coração puro, espíritos de eleição, seguidores escrupulosos do Evangelho. E com a bandeirinha nacional na lapela, os patriotas, e com a arraia miúda no coração. E melhoram-nos obrigando-nos a sacrifícios purificadores, aproximando-nos dos banquetes de bem-aventuranças da Eternidade.
As empresas fecham, os desempregados aumentam, os impostos crescem, penhoram casas, automóveis, o ar que respiramos e a maltosa incapaz de enxergar a capacidade purificadora destas medidas. Reformas ridículas, ordenados mínimos irrisórios, subsídios de cacaracá? Talvez. Mas passaremos sem dificuldade o buraco da agulha enquanto os Loureiros todos abdicam, por amor ao próximo, de uma Eternidade feliz. A transcendência deste acto dá-me vontade de ajoelhar à sua frente. Dá-me vontade? Ajoelho à sua frente indigno de lhes desapertar as correias dos sapatos.
Vale e Azevedo para os Jerónimos, já!
Loureiro para o Panteão já!
Jorge Coelho para o Mosteiro de Alcobaça, já!
Sócrates para a Torre de Belém, já! A Torre de Belém não, que é tão feia. Para a Batalha.
Fora com o Soldado Desconhecido, o Gama, o Herculano, as criaturas de pacotilha com que os livros de História nos enganaram.
Que o Dia de Camões passe a chamar-se Dia de Armando Vara. Haja sentido das proporções, haja espírito de medida, haja respeito. Estátuas equestres para todos, veneração nacional. Esta mania tacanha de perseguir o senhor Oliveira e Costa: libertem-no. Esta pouca vergonha contra os poucos que estão presos, os quase nenhuns que estão presos como provou o senhor Vale e Azevedo, como provou o senhor Carlos Cruz, hedionda perseguição pessoal com fins inconfessáveis. Admitam-no. E voltem a pôr o senhor Dias Loureiro no Conselho de Estado, de onde o obrigaram, por maldade e inveja, a sair. Quero o senhor Mexia no Terreiro do Paço, no lugar D. José que, aliás, era um pateta. Quero outro mártir qualquer, tanto faz, no lugar do Marquês de Pombal, esse tirano. Acabem com a pouca vergonha dos Sindicatos. Acabem com as manifestações, as greves, os protestos, por favor deixem de pecar. Como pedia o doutor João das Regras, olhai, olhai bem, mas vêde. E tereis mais fominha e, em consequência, mais Paraíso. Agradeçam este solzinho. Agradeçam a Linha Branca. Agradeçam a sopa e a peçazita de fruta do jantar. Abaixo o Bem-Estar.
Vocês falam em crise mas as actrizes das telenovelas continuam a aumentar o peito: onde é que está a crise, então? Não gostam de olhar aquelas generosas abundâncias que uns violadores de sepulturas, com a alcunha de cirurgiões plásticos, vos oferecem ao olhinho guloso? Não comem carne mas podem comer lábios da grossura de bifes do lombo e transformar as caras das mulheres em tenebrosas máscaras de Carnaval.
Para isso já há dinheiro, não é? E vocês a queixarem-se sem vergonha, e vocês cartazes, cortejos, berros. Proíbam-se os lamentos injustos. Não se vendem livros? Mentira. O senhor Rodrigo dos Santos vende e, enquanto vender, o nível da nossa cultura ultrapassa, sem dificuldade, a Academia Francesa. Que queremos? Temos peitos, lábios, literatura e os ministros e os ex-ministros a tomarem conta disto.
Sinceramente, sejamos justos, a que mais se pode aspirar? O resto são coisas insignificantes: desemprego, preços a dispararem, não haver com que pagar ao médico e à farmácia, ninharias. Como é que ainda sobram criaturas com a desfaçatez de protestarem? Da mesma forma que os processos importantes em tribunal a indignação há-de, fatalmente, de prescrever. E, magrinhos, magrinhos mas com peitos de litro e beijando-nos uns aos outros com os bifes das bocas seremos, como é nossa obrigação, felizes.


(crónica satírica de António Lobo Antunes, in visão abril 2012)

Lira de Bronze de João Alves Calvão


Em tempos de crise aguda e generalizada o comboio intercidades é um meio cómodo para viajar, por exemplo, de Guimarães ao Porto.
E vice-versa. A idade já me aconselha a essa utilização nas muitas vezes que me desloco de Guimarães à Invicta. Assim fiz no penúltimo Sábado. Chegado à estação de S. Bento, espaço nobre e sempre com atractivos diversificados, reparei num longo espaço a fazer de feira do livro a preços de chuva. Uma montra me atraiu: «Tudo ao preço de 1,5 euro». Encontrei aí livros de autores célebres, nacionais e estrangeiros: de Bento da Cruz, João Alves Calvão, Castro Reis. 
Trouxe quatro do primeiro: A Loba, Victor Branco – Escritor Barrosão, Contos de Gostofrio e Lamalonga (todos da Ed. Notícias), O Grito das Fragas (de Castro Reis), Lira de Bronze (Poesia), de João Alves Calvão. Como aqueles que tinha em casa da autoria de escritor de Peirezes, já estão catalogados para seguirem para a Biblioteca Municipal de Montalegre), comecei a refazer a colecção. Do mesmo modo os de Castro Reis, notável autor alto-duriense recentemente falecido. De João Alves Calvão não tinha nada, nem conhecia qualquer obra. Mas bastou abrir para reparar no prólogo e no índice que cheirava a Barrosão. Poemas, como: Montalegre, Cávado, Neve, Larouco... Sobi a pé, carregado com uma dúzia de livros, as ruas de Sá da Bandeira, Santa Catarina, Costa Cabral, até à sede da Casa de Trás-os-Montes. Fui surpreendido, aí, com mais uma pequena feira de livros, de autores Transmontanos e Durienses. 
Os mesmos de Bento da Cruz, mas a custarem 15 euros e tudo daí para cima. Este contraste de preços de venda ao público do mesmo livro, fez-me pensar que alguns alfarrabistas são, sem saberem, receptadores do produto de roubos. Porque vi na Estação de S. Bento milhares de livros a 1,5 euros que nem sequer pagam o papel gasto. No regresso a casa, pensei voltar ao Porto, mas de carro e encher a mala de muitos daqueles títulos que se prestam a muitas interpretações. De facto, não há nenhuma crise que justifique vender por 1,5 euros, obras literárias àquele preço. Nessa viagem de regresso li os 54 poemas da «Lira de Bronze», editado em Lisboa, em 1995. 
No prólogo pude ler que: o autor, aos 24 anos de idade, iniciou a actividade literária com publicações de contos nos jornais de Vila Real e, mais tarde, no Diário de Lisboa, Diário Popular, no Debate e em «Nossa Terra», de Cascais. Ai se fica a saber que ganhou diversos prémios em jogos florais e que viria a publicar novos livros: Sonetos (1980). Meu Canto (1974) e que fora seleccionado para uma antologia poética organizada por Luís Filipe Soares. 
Ao chegar a casa consultei o google que pouco mais adianta. Mas foi um bom pretexto para saber que Barroso tem muitos e bons autores com obra de mérito, que vale a pena reeditar (este ano) o I Volume do Dicionário dos mais ilustres Transmontanos. Já tinha feito o convite noutras alturas. Repito-o aqui. Uma obra destas ficará sempre incompleta e imperfeita, se não houver quem nos forneça a relação daqueles que nas artes, nas letras, na advocacia, na medicina, na vida militar, em todas as profissões e actividades, se distinguem ou distinguiram. Cada terra tem que mostrar a sua contribuição para o progresso. Cada criativo ( arte, letras, ciências, carreira profissional e no empreendedorismo) os Transmontanos têm dados exemplos em todos os campos do saber fazer. Hoje – e bem – toda a gente estuda, uns mais do que outros. Mas - isso sim -, foi, na minha perspectiva, a maior conquista democrática. 
Até à década de setenta do século passado, só as famílias abastadas, podiam custear o prosseguimento de estudos a partir da 4ª classe. Com a expansão social o ensino democratizou-se e só não estudou quem não quis. Temos hoje o país a ser governado por filhos do povo. E esses brilham – ou pelo menos dão que falar – nos centros de decisão. Nas universidades, nos bancos, nas empresas. Não espantará por isso que também nas artes e nas letras os «provincianos» como certos urbanistas chamam aos que nascem no campo, surpreendam pela quantidade e pela qualidade. 
Foi esse um dos motivos por que em 1998, entendi fazer uma amostragem desse universo de filhos do verdadeiro povo, demonstrativa de que os tais «provincianos» eram tão bons ou melhores do que os nascidos na cidade. Esta decisão não incluiu qualquer menosprezo para com os filhos da cidade. Visa, apenas, demonstrar que os aldeões levam consigo para os meios urbanos, um tipo de cultura genuína que em nada prejudica aquela com que se debatem pelos anos fora. Tenho o hábito de falar muitas vezes em apresentações de livros, dos «copinhos de leite». 
E já por duas vezes tal hábito me mereceu amargos de boca. O que sucede é que essa expressão, proferida neste contexto, não tem qualquer carga pejorativa. Pretende apenas dizer que quem vai de fora, teve mais trabalho e mais encargos do que quem já se encontra no cidade. E que, uma vez em igualdade de circunstâncias, os forasteiros são tão bons ou melhores do que aqueles que já aí nasceram. E tal confronto destina-se a lamentar que os meios de informação somente falem dos eventos culturais e de quem os promove, mal sabendo que no interior do país real, também se produzem coisas dignas de serem divulgadas.


Barroso da Fonte, Dr.
in:dodouro.com

Bragança: Novas estradas roubam clientes e deixam fruta nas árvores para os pássaros


As novas estradas transmontanas roubaram os clientes a pequenos produtores que durante anos viveram do negócio da beira da estrada e que agora temem ter de deixar fruta e outros produtos a apodrecer nas árvores e na terra.
A estrada nacional 102, que atravessa o distrito de Bragança, era o ponto de venda direta aos automobilistas que paravam para se abastecer junto a caixas repletas de produtos agrícolas.
Desde Bornes, em Macedo de Cavaleiros, até ao fértil Vale da Vilariça, há de tudo, a começar pela cereja que abre a época, no mês de maio, ao figo, pêssego, melão, melancia, favas, pera ou frutos secos.
O que falta agora é quem compre, porque o IP2 desviou o trânsito e os clientes e são poucos os que insistem na sinuosa 102 em vez da nova via rápida.
Estas são as primeiras vendas depois da abertura da nova estrada e Fernanda Gomes já sentiu os efeitos. "Nem uma alma", nem um quilo de cereja conseguiu vender à porta de casa, em Bornes, na berma da nacional 102.
Quando vê aproximar um carro ainda pergunta à vizinha Joaquina Rodrigues "a quanto se deve vender?", mas nem tempo tem para fazer o preço do quilo e já é tomada pela desilusão. É que agora só passa ali quem é obrigado e os que passam também eles têm cereja e outros produtos que não conseguem vender.
Um conhecido para o automóvel do outro lado da estrada e manda em jeito de provocação: "a quanto é que está a cereja?". Ambos sabem que raramente vão voltar a ouvir a pergunta dos automobilistas.
A nova estrada é um dilema para estas gentes. Era aguardada há décadas, junto com outras, como o IC5, que também está pronto, e que aproximaram estas gentes de tudo. Para levar a mãe ao médico, Joaquina demora agora "cinco minutinhos". Agrada-lhe também poder "andar mais à vontade", sem o movimento e a velocidade do trânsito que ainda há meses atravessava a aldeia.
Já para Fernanda ficou "tudo mais triste".
"Esta é uma aldeia muito rica: temos azeitona, castanha, cereja, só que não há gente", observam, nem para comprar, nem para trabalhar porque "está tudo velho".
A maior parte destes vendedores são reformados que conseguiam um rendimento suplementar.
"Aqui vendia-se muita coisa", garantiu à Lusa Manuela Herdeira, que chegou a ter clientes à espera enquanto colhia mais fruta nos cerdeiros e agora não vende nada e não compreende o apelo nacional ao regresso à agricultura.
"Como é que se pode regressar à agricultura se ninguém procura nada", questiona-se esta mulher, que até fica "doente" de pensar que vai ter de deixar as cerejas nas árvores para os pássaros.
É este o futuro que vaticinam para a cereja e outros produtos que vão acabar por cair de podres das árvores ou apodrecer na terra, numa altura em que a situação do país faz lembrar os tempos difíceis de necessidade, que Manuela e outras companheiras de conversa, como Maria Herdeira e Valentina Coropos, passaram.
"Quando éramos pequenas, queríamos comê-las (cerejas) e não tínhamos. A gente passava por um cerdeiro e até cegava".
Agora dão e sobra de tudo e estas mulheres perguntam porque é que alguém não cria "para aí uma fábrica que recolha isto tudo".
A nova estrada volta à conversa para se queixaram dos terrenos que perderam e dos preços que lhes pagaram.
Manuela anima-se com a surpresa do dia: o único cliente da manhã regressou. Manuel Novo, de Torre de Moncorvo, foi ver os filhos a Bragança e levou-lhes cerejas. No regresso, voltou a parar em Bornes para comprar mais.
É cliente habitual deste comércio e mesmo com os elogios à nova estrada não deixou de fazer o desvio inverso da maioria. Manuel reconhece que a nova via prejudica este comércio e outros locais, como os restaurantes e cafés.
Manuela despachou uma caixa de cereja e ganhou os primeiros dez euros da tarde.


HFI.
Lusa

IPB distingue empresas de ex-alunos


Dezanove empresas foram ontem distinguidas com o galardão Spin-Off IPB, uma marca que pretende destacar a capacidade empreendedora dos alunos do Instituto Politécnico de Bragança. Desde 2009, o IPB já apoiou a constituição de 19 empresas, que resultaram em 54 postos de trabalho e movimentaram 1,8 milhões de euros, só no ano passado.  
José Adriano, responsável do Gabinete de Inovação e Empreendedorismo, recorda que há empresas de ex-alunos do Politécnico em toda a zona Norte do País, o que levou a instituição a criar a marca Spin-OFF IPB.“Resolvemos criar a imagem de Spin-OFF IPB e que corresponde ao conjunto de empresas que são criadas no âmbito das competências do nosso gabinete”, afirma, acrescentando que “neste momento temos 19 empresas criadas e mais duas a criar”.
Um dos ex-alunos distinguidos foi Márcio Vara, que lançou uma empresa de Serviços Gerontológicos ao domicílio e prepara-se para franchisar a marca OldCare.Até à data, o empresário já criou 25 postos de trabalho e, além da sede, em Bragança, conta com filiais na Póvoa do Varzim e em Aveiro.“Estamos a estudar a hipótese de franchising para Portugal mas também para os mercados de Espanha e Brasil”, adianta, salientando que “gostaríamos que isso acontecesse no início de 2013”.
A entrega dos diplomas decorreu durante a Feira de Emprego OPA 2012, um certame que conta com a participação de 32 empresas, oriundas de Portugal, França e Espanha.O presidente da Associação Académica do IPB, garante que esta é uma oportunidade que os alunos não devem perder, especialmente os que terminam o curso este ano.“Há 700 pessoas a terminar a licenciatura aqui no IPB e por isso era oportuno organizarmos algo para eles começarem a procurar no mercado de trabalho” explica Rui Sousa.
Orienta-te, Prepara-te, Atreve-te é o mote da OPA 2012, uma feira que termina hoje à tarde, numa tenda gigante junto à Escola Superior de Educação.


Escrito por Brigantia
in:brigantia.pt

Alfândega da Fé espera mais visitantes na Feira da Cereja


Trazer mais turistas ao concelho de Alfândega da Fé é o principal objectivo de mais uma edição da Festa da Cereja. De 8 a 10 de Junho a vila enche-se de animação e promove os produtos locais de excelência.   A autarca local, Berta Nunes, sublinha que o IP2 e o IC5 deram uma nova centralidade ao concelho e acredita que o número de visitantes vai aumentar este ano.“Este ano, vamos continuar com os passeios nos pomares e estamos a acrescentar mais dois aspectos importantes do ponto de vista turístico. Estamos a lançar os welcome guides, que são guias turísticos virtuais, e também temos o IP2 e IC5 concluídos, que são vias estruturantes que permitem uma melhor acessibilidade a quem nos visita”, enaltece Berta Nunes.Berta Nunes enaltece, ainda, a importância económica deste evento, que celebra 30 anos de existência.
Em tempo de crise, o orçamento da Festa da Cereja foi mais uma vez reduzido. Este ano, a autarquia vai gastar cerca de 40 mil euros, menos 10 mil do que no ano passado.


Escrito por Brigantia
in:brigantia.pt

Bragança: Projeto cooperação quer torna a área de Bragança-Zamora-Salamanca na maior reserva da Biosfera da região transfronteiriça.


A ZASNET-Agrupamento Europeu Cooperação Territorial e um consórcio luso-espanhol responsável pela elaboração do projeto "Biosfera Transfronteiriça" assinaram em Bragança um protocolo, tendo em vista a candidatura da classificação de uma vasta área fronteiriça, a Reserva da Biosfera da por parte da UNESCO. 
Este projeto tem um investimento de 400 mil euros, cofinanciado em 300 mil euros.
“Este é um projeto adjudicado pelo agrupamento europeu territorial que envolve o distrito de Bragança, a província de Salamanca e Zamora e tem em vista apresentar uma candidatura à UNESCO para a atribuição do estatuto reserva transfronteiriça”, afirma Jorge Nunes, autarca de Bragança. 
O importante é que este território “seja valorizado, é um potencial enorme sobre o ponto de vista de uma estratégia de desenvolvimento sustentável e queremos que o desenvolvimento desta região sob o ponto de vista da coesão social económica territorial e da própria competitividade do território assente fundamentalmente nos recursos naturais do território”, diz ainda o autarca.
Este é um passo importante para estruturar de forma mais sustentável um plano de ação no âmbito da cooperação transfronteiriça porque engloba “todas as áreas protegidas de rede natura que estão nos territórios envolvidos no Projeto, há uma percentagem do território que já tem essa reserva e todas essas áreas estão incluídas no projeto como fundamentais”, acrescentou Jorge Nunes.
A candidatura deve ser apresentada em Março do próximo ano. A avaliação da UNESCO será apresentada em Setembro de 2013. No caso de aprovação esta será a maior reserva transfronteiriça da Europa.


in:rba.pt

O programa “Conhecendo-nos” reunirá em Portugal meia centena de estudantes de Miranda do Douro e Puebla de Sanabria


Puebla de Sanabria

O Agrupamento Eurorpeu de Cooperação Territorial (AECT) Duero-Douro prossegue, pelo terceiro ano consecutivo, com o seu programa de convivência escolar “Conhecendo-nos”. 
Na passada terça-feira, 50 alunos de Miranda do Douro e de Puebla de Sanabria (Zamora, Espanha), desenvolveram uma jornada de actividades na localidade portuguesa.
“Conhecendo-nos” promove os intercâmbios escolares entre Espanha e Portugal através de jornadas de convivência entre alunos de ambos países para que conheçam e aprendam a partilhar e respeitar a cultura, costumes e sistemas educativos dos colegas do país vizinho.
O programa educativo “Conhecendo-nos”, desenvolvido e financiado pelo AECT Duero-Douro cumpre este ano a sua terceira edição. 
Nela participam alumos de 13 escolas do território do AECT Duero-Douro: Freixo de Espada à Cinta, Fuenteaguinaldo, Lubián, Lumbrales, Mahíde, Miranda do Douro, Muga de Sayago, Puebla de Sanabria, Sendim, Soito, Vimioso, Vinhais e Vitigudino.