O Coral Brigantino Infanto-Juvenil realizou uma visita especial, deixando votos de Boas Festas, e as crianças do ATL do Agrupamento de Escolas Emídio Garcia também marcaram presença, levando alegria e espírito natalício à Câmara Municipal de Bragança.
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Sobre o Blogue
(Henrique Martins)
COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
domingo, 28 de dezembro de 2025
Manifesto o meu apoio a António José Seguro como candidato à Presidência da República.
Num tempo em que o país precisa de estabilidade, ponderação e visão de futuro, reconheço em António José Seguro as qualidades que dignificam o cargo de Presidente da República. A sua serenidade na forma de estar na vida pública, o profundo conhecimento das instituições e da sociedade portuguesa, bem como a empatia com que sempre soube escutar e respeitar diferentes sensibilidades, fazem dele uma referência de equilíbrio e confiança.
A sua reconhecida sensatez, construída ao longo de um percurso político marcado pelo diálogo e pelo respeito democrático, sem “telhados de vidro” e sem riquezas suspeitas e rápidas, é uma mais-valia num cargo que exige independência, sentido de Estado e compromisso com todos os portugueses.
Por estas razões, considero que António José Seguro reúne as condições humanas e políticas para exercer a Presidência da República com dignidade, responsabilidade e proximidade aos cidadãos.
Não me venham aqui dizer que o voto é secreto. Claro que é nas urnas, mas os apoios são públicos.
EU VOTO e apoio… pelos motivos que apontei e muitos outros, em ANTÓNIO JOSÉ SEGURO! Não se brinca com coisas sérias!
Festa dos Reis de Baçal
Entre máscaras, corridas e gestos atrevidos, junta-se o peditório reunindo o fumeiro fundamental para o jantar convívio, dando forma a um ritual antigo onde a desordem é permitida e a festa ganha corpo.
A Festa dos Reis de Baçal realiza-se de 2 a 4 de janeiro, no concelho de Bragança, uma das mais tradicionais Festas de Inverno da Terra Fria Transmontana, uma celebração viva e profundamente enraizada na cultura local.
A Moura Encantada - Parte 4 – O Guardião do Segredo
As noites em Outeiro tornaram-se mais silenciosas depois que Tomás voltou da fraga, carregando consigo a memória intensa do tear de ouro. Mas, como toda a lenda viva, Castramouro começou a atrair outros corações curiosos, especialmente aqueles que não conseguiam resistir à promessa de tesouro e mistério.
Entre eles estava Margarida, uma jovem aldeã conhecida pela sua coragem e espírito inquieto. Ao ouvir os sussurros sobre o tear, decidiu que precisava ir ver por si mesma a princesa Moura. Não por ganância, mas por uma sensação de que havia algo na história que podia transformar a sua própria vida.
Numa noite de vento frio e céu limpo, Margarida aproximou-se da fraga. A água refletia a lua como um espelho partido, e o som do tear surgiu à distância, ritmado e melancólico. Quanto mais se aproximava, mais sentia uma força invisível, como se o próprio lugar a testasse. Cada passo sobre as pedras escorregadias exigia atenção, mas Margarida não recuou.
Então, finalmente, viu a princesa Moura. Brilhava como prata e ouro fundidos, tecia com uma precisão sobrenatural. Os novelos reluziam e os fios pareciam flutuar, criando figuras que pareciam dançar no ar. Margarida sentiu um frio intenso, mas também uma curiosidade irresistível.
- Quem ousa aproximar-se sem medo? Perguntou a princesa, sem parar de tecer. A sua voz era firme, mas carregava uma tristeza profunda.
- Sou apenas uma aldeã, respondeu Margarida, mas queria ver a verdade desta lenda.
A Moura inclinou a cabeça e, com um gesto de anuência, permitiu que Margarida chegasse mais perto. Os fios de ouro começaram a mover-se, desenhando imagens no ar. O castelo em chamas, a fuga desesperada, a aia protegendo a princesa, e aldeões cujas vidas haviam sido tocadas por aquele mesmo destino. Cada imagem pulsava como se tivesse vida própria.
De repente, um fio escapou do tear e enrolou-se no tornozelo da Margarida. Um arrepio percorreu o seu corpo, e uma onda de visões inundou-a. Sentiu o medo da princesa, a força da fuga, e a dor de deixar tudo para trás. Mas também sentiu esperança, coragem e a beleza de cada ato de amor e proteção. Margarida percebeu que o tear não era apenas um objeto, mas um guardião de memórias e emoções que pertenciam a todos que tinham cruzado aquelas terras.
- O tear não é para ser tocado, disse a Moura, a voz agora carregada de advertência. - Ele guarda a história de Outeiro, e só aqueles que entendem o seu valor podem ouvir o seu canto sem se perderem.
Margarida, com lágrimas nos olhos, retirou o pé do fio e ajoelhou-se diante da fraga. Sentiu que naquele gesto estava a reconhecer a verdade da lenda e assumindo o papel de guardiã, mesmo que apenas por lembrança e respeito.
Quando a princesa desapareceu lentamente na névoa, o som do tear tornou-se suave, quase imperceptível, como se estivesse adormecendo. Mas Margarida sabia que, em cada noite de lua cheia, o coração de Castramouro continuaria a bater no ritmo da tecelagem, lembrando a todos que alguns segredos são eternos e que certos tesouros não pertencem a mãos humanas.
E assim, a Moura Encantada continuou a viver entre a névoa e as águas da fraga, enquanto Outeiro guardava o silêncio e o respeito de uma lenda que não poderia ser esquecida. Quem ousasse escutar o tear, sentia não apenas o toque do passado, mas a presença de algo que transcendia o tempo, a coragem, a tristeza e a beleza eterna de uma princesa que fugiu, mas nunca deixou de tecer seu destino.
continua...
N.B.: Este conto teve como base a Lenda de Outeiro "A Moura Encantada" e a colaboração, na construção do "esqueleto", da IA. A narrativa e os personagens fazem parte do mundo da ficção. Qualquer semelhança com acontecimentos ou pessoas reais, não passa de mera coincidência.
PRESÉPIO DO SR. JOSÉ SANTANA
Seguindo o passadiço do rio fervença, junto à ponte que faz ligação para o bairro D´Além do Rio, encontramos uma interessante instalação natalícia. Trata-se do PRESÉPIO DO SR. JOSÉ SANTANA, um octogenário com espírito jovem, que todos os anos reinventa o presépio implantado a escassos metros da corrente. O Correio Transmontano cumpriu a tradição de fazer uma visita ao nosso artista.
André Novo distinguido com prémio de Mérito da Ordem dos Enfermeiros
André Novo, enfermeiro, docente e investigador na Escola Superior de Saúde, é ainda editor da Revista Portuguesa de Enfermagem de Reabilitação.
O prémio destaca a importância científica e profissional de André Novo, que não pode estar presente na cerimónia devido a motivos de saúde.
Por motivos toponímicos, hoje fui parar à fantástica freguesia de Gondesende
(Colaborador do "Memórias...e outras coisas...")
A Noroeste do concelho de Bragança, em pleno Parque Natural de Montesinho, a lindar com o vizinho concelho de Vinhais, rodeada por seis outras freguesias do concelho bragançano, ficam as magníficas Gondesende, Oleiros e Portela. Curiosamente, e na actualidade, a mais pequena freguesia, em termos demográficos, do concelho de Bragança, não ultrapassando, na globalidade, os 140 habitantes. É verdade que nunca foi uma freguesia com muitos habitantes, tendo os seus picos máximos na última década do século XIX, e entre as décadas de 50 e 60 do passado século XX, mas nunca ultrapassando os 400 habitantes.
Poderá ser a freguesia menos populosa do concelho bragançano, mas é uma freguesia que encanta, não apenas pelo contexto ambiental em que está inserida, afinal, trata-se de um Parque Natural, mas também pela longa História que carrega, e hoje, particularmente, pelo motivo que lá me levou: os topónimos de origem «germânica» que abundam pelas nossas terras. E Gondesende é um deles! Mesmo que, em Portugal e na Galiza, haja mais umas quantas «Gondesende», e mais umas tantas com nomes daí derivados. Todavia, é a «nossa» Gondesende a que me encanta!
Muitos dos que conheçam a freguesia, saberão aos encantos naturais a que me refiro. Bastará percorrê-la, através da «estrada municipal» que liga as três aldeias. Ou ir às margens do Rio Baceiro. Depois, ainda subsiste por lá uma genuinidade que arrebata os sentidos. Mas há muito mais, escondido nos milhares de anos de permanência humana que carrega o território da freguesia. Pelo menos, desde a Idade do Ferro, por lá havendo os vestígios de um povoado fortificado, contudo existindo uma enorme possibilidade, pelos registos arqueológicos, de essa permanência poder recuar ainda uns milhares de anos. No entanto, e provavelmente, poucos deverão querer saber disso. Já não se vê, ou é de difícil acesso, ou já não cabe no tempo do «desde sempre me lembro»…
Depois, para lá da curiosa igreja matriz de Gondesende, especialmente pelo seu interior, e das igrejas-capela das suas anexas Oleiros e Portela, também há o que não «se vê» e escondido está nos registos da História. E é tanta!… Documentalmente, desde há quase 800 anos, para as três povoações. O que já é muito tempo! E, em oito séculos, há muita História guardada. Mesmo muita!
Desde o nome da freguesia, que poderá ter ligações aos célebres Bragançãos, à presença de património de ordens religiosas, à constituição como Abadia dependente do Ducado de Bragança, ou, por entre tantas outras curiosidades, à História de uma das grandes devoções de Gondesende, com magníficos registos acerca da desaparecida capela cuja santo ainda dá nome a uma rua. E a História dessa capela é mesmo fabulosa! E o Povo não se esqueceu da ancestral devoção, mesmo que a padroeira seja, há muitos séculos, Nª Sra. da Assunção.
As freguesias do distrito de Bragança, e a de Gondesende não é excepção, contêm tanto, mas tanto! De vez em quando, lá me vou lembrando de algumas, procurando contagiar os leitores desta magnífica página, «Memórias de Bragança», para o tanto que estas soberbas terras guardam. Serei suspeito, é verdade, porque me entranho nelas há mais de 30 anos, e até as conheço um “tantinhu’e”, ou um “cibicu’e”, “que mai fai”. E custa-me que umas terras cheias de tanto, sem cujo «sangue» mais de metade da História de Portugal não seria como a conhecemos, continuem relegadas ao «reino do olvido».
Já experimentou ir a Gondesende, Oleiros e Portela? Até por lá tem um parque de campismo todo catita e, ao que julgo saber, uns turismos de habitação não menos catitas. Por que não absorve a verdadeira experiência do «ir para fora cá dentro»?
(E as outras freguesias que “num fiquim imbutchinadas’e, pur’i”, que já cá as irei trazendo, sempre que se proporcione, tal como hoje aconteceu...)
(Foto: Mário A P Vaz – Grupo «Gondesende – Bragança»)
Rui Rendeiro Sousa – Doutorado «em amor à terra», com mestrado «em essência», pós-graduações «em tcharro falar», e licenciatura «em genuinidade». É professor de «inusitada paixão» ao bragançano distrito, em particular, a Macedo de Cavaleiros, terra que o viu nascer e crescer.
Investigador das nossas terras, das suas história, linguística, etnografia, etnologia, genética, e de tudo mais o que houver, há mais de três décadas.
Colabora, há bastantes anos, com jornais e revistas, bem como com canais televisivos, nos quais já participou em diversos programas, sendo autor de alguns, sempre tendo como mote a região bragançana.
É autor de mais de quatro dezenas de livros sobre a história das freguesias do concelho de Macedo de Cavaleiros.
E mais “alguas cousas que num são pr’áqui tchamadas”.
👹❄️ 𝗩𝗮́𝗿𝗶𝗮𝘀 𝗮𝗹𝗱𝗲𝗶𝗮𝘀 𝗱𝗼 𝗰𝗼𝗻𝗰𝗲𝗹𝗵𝗼 𝗱𝗲 𝗕𝗿𝗮𝗴𝗮𝗻𝗰̧𝗮 𝗰𝗲𝗹𝗲𝗯𝗿𝗮𝗿𝗮𝗺 𝘁𝗿𝗮𝗱𝗶𝗰̧𝗼̃𝗲𝘀 𝗻𝗮𝘁𝗮𝗹𝗶́𝗰𝗶𝗮𝘀, 𝗿𝗲𝘂𝗻𝗶𝗻𝗱𝗼 𝗰𝗲𝗻𝘁𝗲𝗻𝗮𝘀 𝗱𝗲 𝗽𝗲𝘀𝘀𝗼𝗮𝘀
Em Vila Meã, as tradicionais Festas dos Rapazes, com alvorada de gaitas de foles e bombos, missa, a tradicional calaça à porta da casa do meirinho (este ano pela primeira vez uma meirinha) a entrega simbólica das festas.
Em Samil, a centenária Festa de Santo Estevão voltou a juntar cerca de 300 pessoas à mesa, mantendo a tradição do bacalhau, pão e vinho, num momento de convívio comunitário que envolve todas as gerações.
O Município de Bragança recebeu a visita da Secretária de Estado das Comunidades da República de Cabo Verde, Vanuza Barbosa.
O encontro constituiu um momento de diálogo e partilha, permitindo reforçar os laços de cooperação entre Bragança e a comunidade cabo-verdiana.
sexta-feira, 26 de dezembro de 2025
VMER recebeu prémio excelência 2025 da Ordem dos Enfermeiros
A equipa recebeu, nesta Gala, o Prémio Excelência 2025, um galardão atribuído como reconhecimento do mérito superior, da dedicação, da coragem e da abnegação demonstradas pelos profissionais que integram este meio de socorro em prol dos cidadãos.
O enfermeiro Coordenador da Equipa de Enfermagem da VMER Bragança, Norberto Silva, e as enfermeiras Andreia Graça, Céu Silva e Paula Alves, receberam o prémio da Ordem dos Enfermeiros na Gala “O Norte valoriza, o Norte reconhece”, que teve lugar no Centro de Congressos de Paredes.
A VMER de Bragança, inaugurada a 11 de março de 2006, está prestes a completar 20 anos ao serviço da população do distrito.
Este importante meio de emergência médica extra-hospitalar, integrado no Serviço de Urgência Médico-Cirúrgica da Unidade Hospitalar de Bragança, atua na dependência do Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU), sendo ativada na sequência dos pedidos de socorro efetuados através do número de emergência 112.
A VMER de Bragança assegura o socorro nos 12 concelhos do distrito e está disponível todos os dias da semana, 24 horas por dia, com uma taxa de operacionalidade muito próxima de 100%.
Em 2024, este meio de socorro foi chamado a intervir em 846 situações, que, pela sua gravidade e complexidade, exigiram a pronta intervenção de uma equipa diferenciada com formação e treino em suporte avançado de vida e abordagem ao doente crítico.
Trata-se, na sua maioria, de situações de doença súbita grave – designadamente alteração do estado de consciência, dificuldade respiratória, dor torácica, paragem cardiorrespiratória - e de trauma – nomeadamente acidentes em meio rural e muitas vezes acidentes com máquinas agrícolas.
Este meio de socorro assume uma particular importância num distrito marcado pela ruralidade e dispersão geográfica, com infraestruturas rodoviárias com características de montanha e condições atmosféricas adversas, o que, por si só, torna as missões de socorro mais difíceis e exigentes.
Neste contexto, a VMER de Bragança articula-se com os restantes meios de emergência extra-hospitalar do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) instalados no distrito, nomeadamente o Helicóptero sediado em Macedo de Cavaleiros e as Ambulâncias de Suporte Imediato de Vida (SIV), sediadas em Mirandela e Mogadouro, no sentido de dar a resposta mais adequada às necessidades dos doentes.
A equipa da VMER de Bragança, que integra 25 médicos e 24 enfermeiros, conta com a coordenação médica Rui Terras e com a coordenação de enfermagem do enfermeiro Norberto Silva, que, ao longo de 20 anos de atividade deste meio de socorro, enaltecem o seu importante contributo ao nível do reforço da segurança e qualidade dos cuidados de saúde diferenciados em ambiente extra-hospitalar disponibilizados, numa ótica de proximidade, à população do distrito de Bragança.
O Município de Bragança recebeu a visita da Secretária de Estado das Comunidades da República de Cabo Verde, Vanuza Barbosa.
O encontro constituiu um momento de diálogo e partilha, permitindo reforçar os laços de cooperação entre Bragança e a comunidade cabo-verdiana.
A importância dos amigos
Os amigos são uma das maiores bênçãos da vida. São aquelas pessoas que escolhemos, e que também nos escolhem, para caminhar ao nosso lado, partilhar risos, segredos, sonhos e até lágrimas. A amizade é um elo invisível, mas fortíssimo, que se constrói com tempo, sinceridade e carinho. Ter amigos é ter uma segunda família, escolhida pelo coração.
A importância dos amigos manifesta-se em gestos simples. Uma mensagem inesperada, um abraço apertado, um olhar que entende sem precisar de palavras. São esses momentos que nos fazem perceber que não estamos sozinhos, que há quem se preocupe connosco de verdade, mesmo quando o mundo parece indiferente.
A amizade é também um espaço de partilha, partilha de interesses, de valores, de experiências e até de silêncios. Com os amigos, descobrimos que há diferentes formas de ver e viver a vida, e é nessa troca que crescemos. Rimos juntos das mesmas coisas, aprendemos uns com os outros e, às vezes, até discordamos, mas sempre com respeito e amor. É essa diversidade que torna a amizade tão rica e especial.
A entreajuda é outro dos pilares fundamentais da amizade. Um verdadeiro amigo está lá quando precisamos, não apenas nos momentos de alegria, mas, sobretudo, nas horas mais difíceis. Está lá para ouvir, para aconselhar, para apoiar ou simplesmente para estar presente. Às vezes, basta saber que alguém se importa para que o peso se torne mais leve. Um amigo é aquele que acredita em nós quando já começamos a duvidar de nós próprios.
Além disso, a necessidade de estarmos próximos dos amigos é profundamente humana. Precisamos de sentir que pertencemos, que fazemos parte de algo maior do que nós. Estar com os amigos é renovar a alma, é recarregar energias, é encontrar sentido nas pequenas coisas. Uma conversa demorada, uma gargalhada partilhada, uma tarde sem planos, tudo isso tem um valor imenso, porque nos lembra que a vida é feita de laços e de afetos.
Num tempo em que as relações se tornam cada vez mais rápidas e superficiais, cultivar amizades verdadeiras é quase um ato de resistência. Exige tempo, paciência e dedicação. Mas o retorno é incalculável. Ter alguém que nos conhece, que nos aceita com os nossos defeitos e qualidades, e que nos quer bem, simplesmente por sermos quem somos.
Os amigos são o espelho onde vemos refletido o melhor de nós. São porto seguro nas tempestades, são alegria nas vitórias e companhia nas incertezas. A amizade não se mede em anos, mas em gestos, em cumplicidades e em memórias.
No fim, quando olhamos para trás, percebemos que o que realmente deu sentido à nossa caminhada foram as pessoas que estiveram connosco, aquelas que nos ouviram, que nos fizeram rir, que nos ajudaram a levantar quando caímos. E é por isso que os amigos são tão importantes, porque tornam a vida mais leve, mais bonita e, acima de tudo, mais humana.
Os meus amigos, jamais me condenariam, ou criticariam, pelas minhas opções políticas (não confundam com partidárias) e jamais me quereriam silenciar. Se o tentassem fazer, não conseguiriam, e se tentassem é porque nunca foram meus amigos. Eu sempre lhes dei rédea solta... a esses. O meu lado, nunca foi o lado da corja!!! E esses grandes "cérebros" deveriam ter entendido, quando me convidaram, em tempos quase imemoriais, a ser mais um dos principais "carneiros" com um futuro risonho e bem pago, eu lhes respondi: - Não, não vou por aí!
Hoje, imagino-os a fazerem concorrência ao "Tio Patinhas". Nadam na lama com que ajudaram a inundar o País, a Nossa Terra e, por tabela, todo o mundo. Sois uns paspalhos ignorantes!
Perdoai-me a irreverência mas... mantenho a convicção. NÃO, NÃO VOU POR AÍ!
Grande abraço e eterno aos Meus Amigos e às minhas Amigas!
Amâncio Rodolfo Pinheiro da Costa Ribeiro - Os Governadores Civis do Distrito de Bragança (1835-2011)
Advogado. Magistrado administrativo.
Bacharel em Direito pela Universidade de Coimbra.
Administrador dos concelhos de Paredes, Santo Tirso, Póvoa de Varzim, Ourém, Santarém e Sintra. Governador civil da Horta (1895-1896). Governador civil de Bragança (1896-1897).
Natural da freguesia de Cedofeita, concelho do Porto.
Filho de Manuel Ferreira Pinheiro da Costa e de Ana Joaquina do Amaral Ribeiro.
Casou com Zulmira Idalina Pinheiro, de quem teve uma filha, Maria Beatriz Pinheiro.
Cavaleiro da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa (1873).
A GATINHA LÚCIFER
(Colaborador do "Memórias...e outras coisas...")
Em vésperas de Natal, andava eu atarefado, num hipermercado, em busca de brinquedo, para a minha neta.
Após percorrer as prateleiras dos jogos didáticos, e das bonecas – algumas verdadeiras cópias das originais, – deparei entre os felpudos, graciosa gatinha. O fabricante ou importador, assegurava que a bichana emitia sons reais, graças ao mecanismo que instalaram no interior do " animal".
Curioso atentei, observando as instruções; mas, qual foi o meu espanto, quando atónito, verifico que tinham dado ao brinquedo, o anátema nome de: Lúcifer!
Rapidamente saltou-me ao pensamento, imaginosa cena de uma extremosa mãe, depositar ternamente, sob a árvore natalícia, o mafarrico, ou colocar rés ao Menino a gatinha Lúcifer!
Cena ainda mais burlesca será quando a menina, eufórica, disser às coleguinhas da catequese ou das aulas dominicais:
- O Pai Natal ou Papai Noel, se for brasileira, trouxe-me, neste Natal a Lúcifer!..."
Eu sei que no mercado há produtos fabricados por empresas que financiam a " igreja do diabo", igreja que parece estar florescente em certos centros excêntricos e imorais, do vasto continente americano.
Também sei – com alegria e jubilo, – que existem multinacionais, que são " Sócias de Deus", entregando parte dos lucros a Igrejas Evangélicas.
Mas, que o maligno esteja tão difundido, aponto de se vender descaradamente, em países cristãos, pelúcias, com o nome de: Lúcifer, nunca me passou pelo pensamento.
Eu sei, nós sabemos, que a imoralidade marcha desenfreadamente em desabrido corcel, em todos os meios de comunicação.
Escritora amiga, declarou-me, em carta, que o editor lhe solicitara " apimentar" o romance, se o quisesse publicar!
E também sei que a influencia das forças do Mal estão infetando, sem pejo: novelas televisivas, cinema, Internet, e até, sem o desejarmos, a emporcalhar o nosso smartphone.
Em meios, e movimentos cristãos, já se fala, a medo, da ignóbil "nova moral", que não passa, a grosso modo, desvirtuar a doutrina de Jesus.
Dir-me-ão: é evolução, novos ventos, que sopram no século XXI; mas eu direi: que é involução, regresso à velha Roma, ao tempo de Noé:
Em Mateus 24:37/ Lc. 16:27, encontramos a profecia de Cristo, que diz: quando Jesus regressar à Terra, tudo se encontrará como no tempo do ancião Noé.
Ouvi a jovem católica declarar publicamente: que o pecado não existe, porque o pecado não passa de imaginação, e o diabo não existe.
Para o crente inteligente, que sabe pensar, basta-lhe analisar os acontecimentos quotidianos, que os meios de comunicação social transmitem para verificar que a nossa civilização descamba, a largos passos, para o abismo, para o reino das trevas.
Humberto Pinho da Silva nasceu em Vila Nova de Gaia, Portugal, a 13 de Novembro de 1944. Frequentou o liceu Alexandre Herculano e o ICP (actual, Instituto Superior de Contabilidade e Administração). Em 1964 publicou, no semanário diocesano de Bragança, o primeiro conto, apadrinhado pelo Prof. Doutor Videira Pires. Tem colaboração espalhada pela imprensa portuguesa, brasileira, alemã, argentina, canadiana e USA. Foi redactor do jornal: “NG” e é o coordenador do Blogue luso-brasileiro "PAZ".
A Moura Encantada - Parte 3 – Os Novelos de Ouro
Após a noite em que Tomás ouviu o som do tear e vislumbrou a figura luminosa da princesa, o rumor sobre Castramouro espalhou-se silenciosamente pela aldeia. Alguns diziam que eram apenas histórias antigas, inventadas para assustar crianças. Outros juravam que tinham ouvido o sussurro do tear ou visto luzes que dançavam sobre a fraga ao cair da noite. Mas poucos tinham a coragem de se aproximar.
Tomás, entretanto, não conseguia tirar da cabeça a imagem da princesa. Cada vez que fechava os olhos, via o dourado dos novelos, a delicadeza de seus dedos a moverem o tear, e sentia a melancolia que emanava dela. Um desejo silencioso cresceu dentro dele, queria tocar, sequer por um instante, aqueles fios de ouro, entender o que escondiam e talvez libertar a princesa de sua solidão eterna.
Numa noite de lua cheia, mais brilhante do que qualquer outra, Tomás decidiu voltar à fraga. Aproximou-se devagar, sentindo as pedras sob os pés e o ar pesado que carregava um perfume antigo, como se lembrasse de flores esquecidas nos jardins do castelo. O som do tear começou novamente, suave, como um canto que acariciava os sentidos.
E então viu a princesa Moura, de rosto iluminado pela lua, tecendo incansavelmente. O ouro nos novelos parecia brilhar com uma luz própria, refletindo histórias de batalhas, fugas e segredos guardados há séculos. Tomás, tomado pela curiosidade e pelo fascínio, deu um passo adiante.
- Não deves tocar, disse a princesa, com a voz doce, mas firme. - Cada fio é uma memória, cada ponto é uma vida. Quem os toca sem merecer, arrisca-se a perder-se entre eles.
Mas o coração de Tomás estava cheio de desejo e coragem. Aproximou a mão, hesitando apenas por um instante. Quando os seus dedos tocaram o primeiro novelo, algo extraordinário aconteceu, uma luz intensa surgiu da fraga, envolvendo-o como uma tempestade dourada. Sons de risos e lágrimas, vozes de tempos antigos, enchiam o ar. O jovem sentiu-se puxado para dentro da tecelagem, como se o tear não fosse apenas de ouro, mas de tempo, memórias e destinos.
A princesa Moura parou e ergueu-se, sua figura radiante e imponente:
- Vês, mortal, o que desejas não é simples curiosidade. O tear guarda o passado e o futuro de Outeiro. Quem ousa tocá-lo deve carregar o seu peso.
Tomás, aterrorizado e maravilhado, viu imagens de soldados a invadir o castelo, da fuga desesperada da princesa, das lágrimas da aia, e de aldeões desconhecidos cujas vidas se entrelaçavam com aquelas memórias. Os fios de ouro pulsavam com histórias que ele nunca poderia imaginar, mas agora compreendia que eram preciosas demais para qualquer toque humano.
Com um gesto delicado, a Moura afastou a sua mão e o jovem foi lançado suavemente para trás, sobre as pedras da fraga. Ele olhou para ela, agora serena, mas os olhos brilhavam com uma tristeza infinita.
- Lembra-te, Tomás, disse ela, enquanto a névoa começava a envolvê-la novamente - nem todo tesouro é para ser possuído. Alguns existem apenas para serem lembrados, sentidos e respeitados.
O som do tear diminuiu até tornar-se quase inaudível, misturando-se ao murmúrio da água. Tomás voltou à aldeia, com o coração carregado de mistério, mas também de reverência. Desde aquela noite, ninguém se atreveu a tocar nos novelos de ouro. Mas quem se aproxima da fraga ainda pode ouvir o ritmo suave do tear, sentindo a presença eterna da princesa Moura, que guarda o seu segredo e tece, noite após noite, os fios dourados de uma história que jamais termina.
continua...
N.B.: Este conto teve como base a Lenda de Outeiro "A Moura Encantada" e a colaboração, na construção do "esqueleto", da IA. A narrativa e os personagens fazem parte do mundo da ficção. Qualquer semelhança com acontecimentos ou pessoas reais, não passa de mera coincidência.
Miranda do Douro: UHF são cabeça de cartaz do Festival Geada
A Associação Recreativa da Juventude Mirandesa (ARJM), entidade organizadora do evento, indica que esta 15.ª edição do festival, além dos UHF, contará também com as atuações de Pica&Trilha, Sebastião Antunes&Quadrilha e os Diabo a Sete.
“Desta forma aproveitamos todo o fim de semana, onde os concertos musicais decorrem à noite na tenda principal do festival na sexta-feira e no sábado. Já no domingo, a música será de improviso e todos estão convidados”, disse Nuno Coelho.
Ao longo destes 15 anos, o Festival Geada tem-se afirmado pela fusão de sonoridades que vão desde o rock, passando pelo folk e a música tradicional mirandesa, como complemento, e tem resistido a algumas alterações no campo cultural.
A diversidade linguística e musical é marca do Festival Geada, com especial foco na língua mirandesa e castelhana.
Segundo Nuno Coelho, na edição de 2024 o Festival Geada contou com cerca de dois mil participantes e este ano a grande meta é chegar aos três mil, já que a festa conta como mais um dia no seu programa de atividades face a edições anteriores.
“Este festival começou em 2007 para celebrar o aniversário de um grupo de pauliteiros da Terra de Miranda e daí para a frente houve uma conjugação de esforços para tornar o Geada numa referência nos festivais de inverno no território raiano do interior Norte, onde a presença de público espanhol é significativa”, explicou.
Das várias atividades lúdicas, musicais e culturais programadas, o responsável salienta a ronda pelas adegas do centro histórico desta cidade quinhentista, onde os visitantes podem saborear produtos regionais e descobrir adegas tradicionais, contactando com a população local enquanto provam os produtos regionais da Terra de Miranda, o que vai contribuir para a ecomomia circular desta cidade.
O lema do Festival Geada continua a ser “Bamos derretir l carambelo!” (“Vamos derreter o gelo”), que remete para o inverno rigoroso característico do Planalto Mirandês.
Pelas artérias do centro histórico da cidade, com incidência na Rua da Costanilha, haverá fogueiras para aquecer os visitantes.
Segundo Nuno Coelho, o Festival Geada está inserido nas celebrações do solstício de inverno, sendo uma manifestação cultural e social de grande relevância para Miranda do Douro e para a região transmontana.
O festival, que vai para a 15.ª edição, visa continuar a oferecer um conjunto diversificado de atividades que promovem a cultura, a língua mirandesa e as tradições locais, reforçando simultaneamente o desenvolvimento sustentável da região e a coesão social.
O Festival Geada aposta ainda numa integração e criação de parcerias com associações e instituições locais, como o grupo das Pauliteiras de Miranda do Douro, trazendo “uma nova dimensão à ARJM e, consequentemente, ao próprio festival, reforçando o compromisso de promover a cultura mirandesa de forma inclusiva e inovadora”.
Para a ARJM, é importante que o evento continue a afirmar-se como agente de coesão ao envolver toda a comunidade e os visitantes numa “experiência imersiva”, com espaços de participação ativa para todas as faixas sociais e etárias.











