Os feirantes ouvidos pela Rádio Onda Livre apontam para uma procura moderada e dizem que, apesar da presença de emigrantes, o volume de compras continua abaixo do esperado:
“Pouco, coitado. A vida lá também dizem que está mal. Dizem que lá está mal como aqui. Este fim de semana tem registado uma maior afluência, porque normalmente é o fim de semana em que se costuma vender mais nas feiras. É igual.”
A roupa e os artigos para o lar estão entre os produtos disponíveis na feira. Sandra Machado, feirante de Mirandela, confirma que a procura tem sido apenas moderada:
“Hoje, mais ou menos, pois há emigrantes. Nem por isso, mas pronto, vende-se mais um bocadinho do que nas outras feiras. Este fim de semana costuma ser o mais alto.”
Também no artesanato, as vendas são descritas como irregulares. Adriana dos Santos, de Macedo de Cavaleiros, comercializa peças em barro e louça:
“Mais ou menos, mas não é sempre. Mais barro, louça, panelas, mais coisas de barro, por exemplo, desenhos de barro. Não vieram muitos este ano, mas está a correr bem. Alguns vêm, alguns não vêm. Em comparação com o ano passado, houve uma diminuição, mas muito baixa.”
Entre os visitantes, o regresso a casa e o período de férias são motivos para passar pela feira, mesmo quando as compras não são o principal objetivo:
“Vim dar uma volta, como estou aqui de férias. Cheguei agora, vim de Lisboa. Acho que sim, está boa. A segunda-feira é sempre boa.”
O movimento mantém-se, assim, associado ao período de férias e ao regresso de quem vive fora, mas os feirantes não sentem esse fluxo refletido nas vendas.
Para quem visita, a avaliação da feira mantém-se positiva:
“Está a correr bem. Ainda não comprámos nada, chegámos agora. Vamos ver, para comprar.”
É uma afluência que traz mais pessoas à feira, mas que, até ao momento, não representa um aumento expressivo do consumo.


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