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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Lenda da Ponte de Vale de Telhas


"A ponte de Vale de Telhas foi construída uma noite pelo diabo, que, aproveitando-se do desespero de um almocreve, por não poder atravessar o rio, lhe fez a proposta da sua erecção em troca da alma. Aceite o contrato, lavrada a escritura com o sangue tirado do braço do almocreve, surgem legiões de espíritos infernais em fernet opus diabólico. Desmontam, escacham, carream, esquadram, acapilham, assentam, aprumam: a obra cresce a olhos vivo. Entretanto, o símbolo da vigilância, aquele que espanta as trevas saudando o novo dia, que começa a esboçar-se, bate as asas e… có, cró, có.
- Galo canta! – Observou o lugar-tenente do Satanás.
- Que galo é? – Perguntou este.
- Galo pinto.
- Ande o pico – contestou aquele.
Instantes volvidos torna o mesmo:
- Galo canta!
- Que galo é?
- Galo branco.
- Ande o canto.
Ainda não tinham terminado e novamente diz o lugar-tenente:
- Galo canta!
- Que galo é?
- Galo preto.
- Pico quedo – rouquejou o diabo
Tudo parou, a ponte ficou incompleta por falta de uma pedra nas guardas, que um diabrilho já trazia às costas e deixou cair ao chão mal soou a ordem, e assim se conserva, pois, conquanto muitas vezes a tenham lá colocado, logo cai de noite arrojada por Satanás. O almocreve ficou com a alma e a ponte."


(Alves, Francisco M., Memórias Arqueológico-Históricas do Distrito de Bragança, Tomo IX Bragança Museu Abade Baçal, 2000 pag.s 364-5)

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