A Barragem do Tua é um “instrumento de poder e domínio territorial” da EDP. Esta é a opinião de Paulo de Morais, candidato à Presidência da República nas eleições do próximo ano.
O vice-presidente da Associação Cívica Transparência e Integridade participou no passado sábado numa conferência sobre o modelo de desenvolvimento para o Vale do Tua e Alto Douro, em Mirandela, onde afirmou que, com esta barragem, serão os chineses a decidir o futuro da região.
“A Barragem do Tua é para a EDP um instrumento de poder e domínio territorial. Muito em breve, a região de Trás-os-Montes e Alto Douro vai ser fortemente dominada por uma empresa que define o modelo de desenvolvimento, de distribuição territorial, o modelo de ordenamento e que curiosamente é gerida por uma empresa chinesa. Em última análise, é o presidente da China que vai decidir como é que gerido o solo nesta região”, considera o candidato à Presidência da República.
Paulo de Morais considera que as privatizações dos serviços, e que poderá também contemplar no futuro, o sector das águas está a fazer sobrepor os interesses privados em detrimento dos públicos e causar um “retorno ao feudalismo”. Nesta conferência, organizada pela Plataforma Salvar o Tua, João Joanaz de Melo, desta plataforma e do Geota, garantiu que o Estado e a EDP só não param a construção da barragem porque não querem reconhecer que erraram. “Tanto o Estado como a própria EDP teriam interesse em parar a barragem mas ninguém quer reconhecer que fez asneira.
As decisões de construir a barragem, de iniciar as obras, de aprovar a linha de alta tensão, foram decisões erradas. Toda a gente acha que isto é um mau projecto mas as entidades que teriam poder imediato para parar de imediato esta barbaridade não têm coragem para o fazer”, argumenta defensor do Tua.
João Joanaz de Melo salientou ainda a necessidade de criar uma estratégia de cooperação entre as várias entidades e operadores turísticos da região. “Como turista em Trás-os-Montes sinto que há alguma desorganização entre as várias entidades, operadores turísticos e instituições. Falta uma rede organizada que permitiria potenciar todos”, acrescenta Joanaz de Melo. Alguns operadores turísticos temem que a barragem possa prejudicar o sector.
É o caso de João Roquete, da Quinta dos Murças no Douro. O operador turístico lamente que os turistas do seu empreendimento no Douro deixem de poder de visitar locais de interesse no Vale do Tua, que irão desaparecer com a barragem e até que possa afectar a produção de vinho. “Há pessoas que costumavam cá vir para fazer raft e kayak no rio Tua, que vão deixar de vir.
Próximo da Quinta dos Murças existe a barragem de Bagaúste desde os anos 70 e, segundo me disseram , depois da construção da barragem, as vinhas junto ao rio começaram a ter focos de infecção relacionados com a humidade e temperaturas mais altas. É de esperar que o mesmo aconteça com a barragem do Tua”, adverte o empresário. A plataforma Salvar o Tua acredita que ainda é possível parar a barragem. Estado e EDP teriam interesse em parar mas ninguém reconhece que fez asneira.
Escrito por Brigantia
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