O espólio arqueológico do Baixo Sabor vai ser dividido pelos quatro municípios abrangidos pelo empreendimento hidroeléctrico.
Os achados decorrentes das escavações realizadas durante a construção da barragem nos concelhos de Alfândega da Fé, Macedo de Cavaleiros, Mogadouro e Torre de Moncorvo, estão actualmente depositados no Museu do Côa e em Moncorvo a aguardar que sejam criadas condições para serem recebidos pelas quatro localidades.
Nuno Gonçalves, presidente da Associação de Municípios do Baixo Sabor afastou a hipótese de construção de um novo museu na região destinado aos vestígios históricos. “Os municípios são unânimes de que o MC é um museu de referência a nível nacional e não teríamos necessidade de construir um grande museu para albergar as peças do Baixo Sabor”, sublinha o presidente da AMBS.
O objectivo é criar “um roteiro arqueológico” para que “a região do Baixo Sabor possa ser visitada de forma coordenada”. “Temos que construir uma rede que proporcione a passagem de visitantes pelos quatro concelhos”, sustenta o também autarca de Torre de Moncorvo. A parte do espólio que está à guarda do Museu do Côa, com interesse histórico relevante, inclui peças de arte móvel do paleolítico e objectos da idade do ferro. O director desta unidade museológica,
António Martinho Baptista, considera que se trata de um “espólio considerável e bastante importante”. “São as peças de arte móvel paleolíticas e da idade do ferro, do sítio paleolítico do Medal, que ficou submerso, e de onde saiu o maior conjunto de arte móvel europeu ao ar livre”, salienta.
De momento, mais de 2000 mil peças estão armazenadas no Museu do Côa e podem já ser estudadas por investigadores, tendo os cientistas que estiveram envolvidos nos trabalhos arqueológicos prioridade no acesso a esse espólio.
Escrito por Brigantia
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