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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira e Rui Rendeiro Sousa.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Colocação de professores obriga dezenas de pessoas a mudar toda a sua vida

“Este ano fui colocada em Cinfães do Douro, tive que alterar a minha vida toda, tive de mudar a residência para lá. Levo uma filha com 9 anos, que frequenta o 4º ano, que deixou a escola dela e os amigos dela, que todos os fins-de-semana é sujeita a uma viagem de 440 km de distância e à segunda-feira levanta-se às seis da manhã para poder estar na escola às nove. Cá (Bragança) deixo um filho com 14 anos, que está no 9ºano. A minha família está dividida por estas circunstâncias.”
Esta é a história de Margarida Nicolau, professora do ensino especial de Bragança que foi deslocada para Cinfães do Douro este ano. está a 200 km de casa.
Além de professora Margarida é também mãe de família levou a filha de nove anos consigo, enquanto o filho de 14 ficou em Bragança com o pai que é empresário. A história de uma família dividida pelo que Margarida considera uma injustiça que podia ter sido evitada.
“É doloroso para nós principalmente quando reunimos em actividades como a de hoje (comemoração dos 150 anos do Abade de Baçal), é muito emocionante para mim e para a minha filha, que anteriormente pertencia ao grupo coral brigantino, e agora teve de ficar só assistir porque deixou de poder vir aos ensaios. São estes momentos que nos fazem revoltar, pela situação dos concursos deste ano lectivo, eu arrisquei aproximação à residência depois de ter apanhado QA, não consegui, tentei a permuta, com um colega de Arouca que ficou em Vinhais, mas também não me foi permitido, só pela situação de o colega ser contratado e eu ser QA.”
Foram muitos os professores empurrados para lugares longínquos, enquanto as vagas vieram a ser ocupadas por outros que estariam muito mais abaixo nas listas de graduação. Margarida diz que as coisas podiam ter sido de outra maneira se a burocracia tivesse em conta a vida real.
“São situações que o nosso ministério da educação deve repensar e analisar, são famílias divididas, sentimentos à flor da pele, que o ser humano não está preparado para aguentar. “
É a história de uma família como tantas outras que foi obrigada a reorganizar-se por causa das burocracias e da polémica de mais um concurso de colocação de professores. 
Uma história  para conhecer ao pormenor na edição desta semana do Jornal Nordeste.

Escrito por Brigantia

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