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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

sábado, 28 de fevereiro de 2026

Peter Higgs, o prémio Nobel que descobriu a existência da "partícula de Deus"

 O cientista, falecido aos 94 anos na sequência de uma curta doença, é considerado uma das grandes mentes do século passado: o seu legado enriqueceu os domínios da física matemática e teórica.

Cordon Press-Peter Higgs (1929-1964).

Nascido em Newcastle Upon Tyne, Inglaterra, em 1929, Higgs dedicou a sua vida à investigação em física, que o levou a descobrir, aos 35 anos, a existência do bosão de Higgs, ou "partícula de Deus", que explica como a matéria se formou após o Big Bang. 

A descoberta, no entanto, só foi reconhecida no século seguinte. Especificamente em 2012, quando o Grande Colisor de Hadrões da Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear (CERN) testou com sucesso as teorias de Higgs. Um ano depois, foi-lhe atribuído o Prémio Nobel.

Para além disso, o seu trabalho como professor, doutor e investigador na Universidade de Londres e na Universidade de Edimburgo deixou uma marca indelével no conhecimento dos seus alunos. Neste sentido, o director desta última instituição, o Professor Peter Mathieson, declarou que "o seu legado continuará a inspirar muitas outras gerações futuras".

Os primeiros grandes passos de Higgs na ciência centraram-se no cálculo dos espectros vibracionais das moléculas, que mais tarde conduziram à investigação da teoria quântica dos campos. Assim, em 1964, publicou dois artigos nos quais propôs o que viria a ser conhecido como o mecanismo de Higgs, que, explicado de forma breve e simples, é um processo que confere massa às partículas elementares. 

Foi a partir deste trabalho que a sua carreira começou a caminhar para o Prémio Nobel, pois um desses artigos foi rejeitado por uma prestigiada revista científica. Isto levou-o a rever a sua abordagem e a perceber que a sua teoria revelava a existência de um bosão pesado – um tipo de partícula básica na natureza, como o fotão. 

DEPOIS DO BOSÃO DE HIGGS OU "PARTÍCULA DE DEUS"

Nos anos que se seguiram à descoberta, vários cientistas de todo o mundo utilizaram as ideias de Higgs para explicar outros fenómenos da física, como os físicos Sheldon Lee Glashow, Steven Weinberg e Abdus Salam na sua teoria electrofraca. No entanto, só em 2012 é que o CERN, com a colaboração activa de Higgs, comunicou ter detectado o sinal de uma partícula que correspondia às descrições do bosão de Higgs. 

A descoberta demorou um ano a ser confirmada, mas levou a que o físico e professor recebesse o Prémio Nobel da Física em 2013. Foi um reconhecimento merecido pelas suas extensas contribuições para a disciplina científica, que já tinham sido consideradas em múltiplas ocasiões por outras instituições: por exemplo, em 1983 Higgs entrou para a Royal Society, uma das mais antigas e prestigiadas sociedades científicas do mundo, e ao longo da primeira década do século XXI foi galardoado com o Prémio Wolf e o Prémio J.J. Sakurai, juntamente com outros investigadores de renome.

A morte de Higgs – que ocorreu "pacificamente em casa, devido a uma curta doença", segundo a Universidade de Edimburgo – veio trazer de novo à ribalta as abordagens inovadoras que o levaram a ser considerado uma das grandes mentes do século passado. Era "uma pessoa extraordinária, um cientista dotado cuja visão e imaginação enriqueceram a nossa compreensão do mundo que nos rodeia", afirmou Mathieson.

Constanza Vacas

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