Na reunião do executivo, a proposta foi votada contra pelos vereadores da oposição do Partido Socialista, que tornaram pública essa posição.
Na Assembleia Municipal, a vereadora responsável pelo pelouro dos Recursos Humanos, Cristina Pires, esclareceu que 30 dos postos de trabalho agora incluídos já transitavam do anterior executivo, sendo criados nesta fase mais 40 novos lugares:
A autarca justificou a necessidade do reforço do quadro, sobretudo, devido às reformas previstas para os próximos dois anos, salientando que o executivo pretende acautelar as necessidades que irão surgir nos serviços municipais:
Relativamente aos programas ocupacionais do Instituto de Emprego e Formação Profissional, IEFP, que têm a duração de nove meses, com um interregno obrigatório de três meses antes de eventual novo recrutamento pela mesma entidade, a vereadora sublinhou que este modelo cria instabilidade laboral:
Segundo os esclarecimentos prestados, há trabalhadores que colaboram com a autarquia há cerca de 10 anos, num modelo considerado pelo executivo como um ciclo rotativo. Os serviços municipais referiram ainda que já foram realizados cerca de 545 programas ao abrigo do IEFP.
Foi também justificada a criação de duas novas divisões, Agricultura e Desporto, o que implicará a contratação de novos recursos humanos.
A medida gerou contestação por parte da bancada socialista, que considera que o aumento do quadro de pessoal poderá traduzir-se num impacto financeiro na ordem de um milhão e meio de euros. O deputado municipal Alfredo Preto afirmou que existe apreensão quanto à possibilidade de reduzir a margem para investimento no concelho e nas aldeias:
Em resposta, o executivo garantiu que esta decisão não colocará em causa as promessas eleitorais assumidas.
A proposta foi aprovada com 36 votos a favor, 18 contra e 6 abstenções.


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