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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

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COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

Continuam por liquidar mais de 300 milhões de euros de impostos das barragens transmontanas vendidas

 Quatro meses depois da decisão do Ministério Público que, segundo os municípios, obriga ao pagamento, o dinheiro continua sem chegar


Os dez municípios transmontanos, cujas barragens foram vendidas pela EDP à Movhera, vão pedir nova audiência à diretora da Autoridade Tributária.

Em causa está o pagamento de cerca de 335 milhões de euros em impostos que os autarcas dizem estar por liquidar.

Quatro meses depois da decisão do Ministério Público que, segundo os municípios, obriga ao pagamento, o dinheiro continua sem chegar.

A autarca de Miranda do Douro e porta-voz do processo, Helena Barril, afirma que os municípios exigem saber onde está o montante devido. “Efetivamente andamos à procura que alguém nos dê resposta onde estão os 335 milhões de euros que nos são devidos. E esta é a questão que continuamos a colocar. Vamos pedir uma nova audiência à diretora da AT para que nos responda a esta questão. Houve uma decisão do Ministério Público que obriga ao pagamento do imposto de selo e nós estamos a aguardar há mais 4 meses a vinda desse dinheiro para os territórios”.

O anúncio foi feito, ontem, à margem de uma reunião convocada com urgência pela presidente de Miranda do Douro a pedido do vereador Vítor Bernardo. O intuito passou por debater assuntos, como as diligências para garantir o pagamento dos impostos das barragens.

Um montante que terá, segundo a autarca, um “enorme” impacto na economia dos seis concelhos. “Imagine-se o impacto positivo que esse valor poderá ter ao nível dos municípios abrangidos pela venda das barragens. E é esse dinheiro que nós efetivamente queremos que chegue ao território. No caso concreto de Miranda, o impacto seria enormíssimo do ponto de vista de alavancar as finanças do município”.

Helena Barril salientou que não estão contra as empresas Movhera e EDP e destaca que querem apenas que a lei se cumpra. “Não nos vamos calar e vamos continuar unidos”.

Os autarcas garantem que continuam unidos e que vão manter a pressão junto da Autoridade Tributária até que o processo fique esclarecido e as verbas cheguem aos territórios.

Jornalista: Cindy Tomé

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