Vai ser criada uma estrutura, no polo de inovação agrícola, na Quinta do Valongo, em Mirandela, para acrescentar mais valor à alheira.
Segundo o vice-presidente da CCDR-Norte, Paulo Ramalho, as obras neste polo estão a decorrer a bom ritmo e será necessário este passo, para um produto como a alheira de Mirandela evoluir. “Dentro em breve, 5, 6 meses no máximo, poderemos ter aquele espaço reabilitado e pronto a cumprir com a sua função, que é, de facto, ter lá pessoas a trabalhar, no sentido de criar valor ao nosso agricultor, através de análises, dos produtos, mas, acima de tudo, através de encontrar novas soluções produtivas para acrescentar valor ao trabalho do agricultor. E, nesse sentido, vamos precisar naturalmente de técnicos mais especializados, vamos ter lá, seguramente, pessoas da universidade, da academia, do mundo científico e queremos ter as organizações ligadas às diversas produções”.
O autarca Vítor Correia também defendeu que para o produto evoluir é necessário juntar a ciência e a inovação. “A alheira já atingiu um patamar de elevadíssima qualidade, de elevadíssima expansão, mas nós percebemos que, para evoluir, precisamos juntar a ciência e a inovação. Já temos aqui o IPB, com o laboratório MORE, mas temos de juntar aqui mais componente científica, como a UTAD, a Escola Profissional de Agricultura, também a CCDR-N, que se vem agora a juntar, com o polo de inovação agrícola. O que temos que lhe dar é uma componente mais científica para podermos inovar e evoluir mais e atingir outros patamares”.
Isto porque no futuro a câmara de Mirandela pretende candidatar esta iguaria a património da UNESCO, avançou Vítor Correia. “Estamos a falar num trabalho que temos de fazer para candidatar esta iguaria a património da UNESCO. Património gastronómico e cultural. É juntar a gastronomia, mas também a componente cultural e histórica”.
Declarações à margem da abertura da Feira da Alheira de Mirandela, que decorreu esta quinta-feira.
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