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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

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COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Santa Joana Princesa – mais uma ilustre «Bragançã»… E outras coincidências… Como o «Braganção» que… elevou Bragança a cidade!

Por: Rui Rendeiro Sousa
(Colaborador do "Memórias...e outras coisas...")


 Hoje, fruto dos acasos de, noutras latitudes, valorizarem os «santos da casa que, nas suas latitudes, não fazem milagres», veio à baila a filha de D. Afonso V, que «santa» não é, de facto, mas sim «beata». E, de repente, acelerados pensamentos, me questionei: «Será que os meus conterrâneos saberão que o dito D. Afonso V, o tal que elevou Bragança a cidade há 562 anos, era um Braganção?»… E também me questionei: «E será que querem saber?»… Cogitando com os meus botões, pensei: «Alguém, “pur’i, se calha”, com bastante probabilidade, ficará entusiasmado por saber»… E “prontus’e”, aqui “stou ou’e, tchatu c’mó caralhitchas’e, co ez’ta proa nas nhas terras’e”. E no tanto que proporcionaram a este país… E a tentar lutar contra os horizontes “piquerrutchus’e”…

“Peis é, atãu’e”, o “ti” D. Afonso V, o tal que proporcionou os recentes festejos pela minha capital de distrito, para lá de ser filho de D. Duarte, também precisou da mãe “p’ra bir’ó mundu’e”. E a mãe, D. Leonor de Aragão, era… “ua Bragançã”! “Rais’parta”!… “Ua Bragançã das de berdade”, descendente directa do conhecidíssimo e «Braganção-mor», Fernão Mendes de Bragança, «o Bravo». E bisneta de outra Bragançã ilustre que já por aqui trouxe, a que morreu, literal e figurativamente, de amores pelo nosso D. Pedro. Bragançã essa acerca da qual, por mera coincidência, escrevi “ua” crónica esta semana. Sem saber que, hoje, a sua tetraneta, Santa Joana Princesa, viria “ó barulhu’e”. “Cousas’e”… Vindo, «por arrasto», o seu trineto, o tal “ti” D. Afonso V, “ó barulhu’e, tamém’e”…

Resumindo… Santa Joana Princesa, festejada, por terras bragançanas, em terras salselenses, por “bias’e” de aveirenses influências, mais o seu irmão, o nosso D. João II e, consequentemente, o pai de ambos, o também nosso D. Afonso V, o tal que elevou Bragança a cidade, eram… Bragançãos! Tal como o primo D. Manuel I, também o era. Tal como…

«Mais de metade da História de Portugal não existiria, tal como a conhecemos, sem sangue bragançano»… Resta, aos responsáveis por terras onde tem origem o sangue bragançano, saber o que fazer com isso… “Digu ou, bá, já que m’ássim’e”…


Rui Rendeiro Sousa
– Doutorado «em amor à terra», com mestrado «em essência», pós-graduações «em tcharro falar», e licenciatura «em genuinidade». É professor de «inusitada paixão» ao bragançano distrito, em particular, a Macedo de Cavaleiros, terra que o viu nascer e crescer. 
Investigador das nossas terras, das suas história, linguística, etnografia, etnologia, genética, e de tudo mais o que houver, há mais de três décadas. 
Colabora, há bastantes anos, com jornais e revistas, bem como com canais televisivos, nos quais já participou em diversos programas, sendo autor de alguns, sempre tendo como mote a região bragançana. 
É autor de mais de quatro dezenas de livros sobre a história das freguesias do concelho de Macedo de Cavaleiros. 
E mais “alguas cousas que num são pr’áqui tchamadas”.

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