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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

Ciência Cidadã

Por: José Mário Leite
(Colaborador do Memórias...e outras coisas...)


 O município de Oeiras tem, nesta altura, no âmbito do Programa “Ciência + Cidadã” mais de uma dezena de projetos de cariz científico onde várias centenas de munícipes se juntam a uma trintena de investigadores para os levar a cabo, cumprindo integralmente as exigentes e rigorosas metodologias impostas para lhes conferir validade. Só assim é possível validar os resultados e usá-los, como vai acontecendo, de base a publicações em revistas da especialidade, depois de revistos pelos pares, bem como dar suporte a teses de mestrado e outras.

Neste sábado, dia 21, foi concluída uma dessas iniciativas depois de atingido o objetivo de caracterizar os microrganismos que habitam no intestino dos diferentes componentes de várias famílias, com o objetivo de, identificando-os, demonstrar a característica única de cada um mesmo que englobados, genericamente num grupo de normalidade expectável, mas, também, poder revelar algum componente a merecer especial atenção ou exames complementares (como aliás aconteceu).

Para além deste objetivo, imediato, e completamente conseguido, outro há, mais importante e de relevo como, aliás, foi devidamente evidenciado pelo vereador municipal, Pedro Patacho, com o pelouro da Ciência e Inovação (áreas reconhecidamente da competência da administração central mas a que a edilidade oeirense, em boa hora, decidiu dar especial atenção e investimento municipal). O responsável autárquico, louvando a iniciativa, levada a cabo por reputados cientistas da Gulbenkian, da Universidade Nova e da Faculdade de Medicina da Católica e liderada pelo Instituto de Tecnologia Química e Biológica, lembrou aos presentes a importância de fomentar na sociedade civil a metodologia científica, sempre, mas sobretudo nos tempos correntes onde o negacionismo, o obscurantismo, a desinformação e o reacionarismo retrógrado e populista ganha terreno.

Mesmo no tempo pós-Covid em que uma pandemia idêntica a outras que, no passado ceifaram dezenas de milhões de vidas, foi contida com recurso à Ciência e à aplicação massiva de vacinas desenvolvidas em tempo record, continuam a proliferar teorias conspirativas e medram pretensas terapias geradas e recriadas com base em conjeturas obscurantistas de tempos medievais. A Ciência e a confiança nos seus vários agentes e métodos é a arma mais eficaz (quiçá a única verdadeiramente capaz) contra o medo e a demagogia dos modernos charlatães, arautos de amanhãs radiosos que, em tempos idos, apenas conduziram a noites escuras e frias.

Os cientistas podem não nos dizer tudo quanto nos espera para lá dos limiares do conhecimento, porém apontam-nos um caminho seguro e verdadeiro. Já os vendedores de banha da cobra, manipuladores e apavoradores apenas exploram caminhos de retrocesso que a história já demonstrou aonde conduzem e de onde era suposto termos saído para não mais regressar nem, tão pouco, nos aproximarmos.

Saudando a iniciativa da Câmara de Oeiras é justo homenagear quem, no nordeste, a seu tempo, igualmente deu relevo a estes ideais, concretamente, os antigos edis, Artur Pimentel e Jorge Nunes, na expetativa que, de novo, venham a ganhar importância no nosso torrão nordestino.


José Mário Leite
, Nasceu na Junqueira da Vilariça, Torre de Moncorvo, estudou em Bragança e no Porto e casou em Brunhoso, Mogadouro.
Colaborador regular de jornais e revistas do nordeste, (Voz do Nordeste, Mensageiro de Bragança, MAS, Nordeste e CEPIHS) publicou Cravo na Boca (Teatro), Pedra Flor (Poesia), A Morte de Germano Trancoso (Romance) e Canto d'Encantos (Contos), tendo sido coautor nas seguintes antologias; Terra de Duas Línguas I e II; 40 Poetas Transmontanos de Hoje; Liderança, Desenvolvimento Empresarial; Gestão de Talentos (a editar brevemente).
Foi Administrador Delegado da Associação de Municípios da Terra Quente Transmontana, vereador na Câmara e Presidente da Assembleia Municipal de Torre de Moncorvo.
Foi vice-presidente da Academia de Letras de Trás-os-Montes.
É Diretor-Adjunto na Fundação Calouste Gulbenkian, Gestor de Ciência e Consultor do Conselho de Administração na Fundação Champalimaud.
É membro da Direção do PEN Clube Português.

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