O CEO da empresa, Nuno Pereira, explica que foi uma decisão “inevitável”, tomada no âmbito do processo de automatização da linha de embalamento, de modo a garantir a competitividade da empresa e evitar o despedimento coletivo. “Havia um conjunto de medidas que era necessário serem implementadas para salvaguardar a empresa e os mais de 300 colaboradores. Investimos no apetrechamento da empresa e de algumas unidades, na sua modernização, na sua expansão também, e este processo que acaba, no fundo, por despoletar este conjunto de dispensas”.
A empresa prevê dispensar cerca de três dezenas de trabalhadores a partir de março, na sequência de um investimento de três milhões de euros, iniciado em 2025 para modernizar e qualificar as linhas de produção do grupo.
Segundo a administração, as 30 propostas iniciais apresentadas incluíam “vantagens claras” e “bonificações muito substanciais” face a um cenário de despedimento. “Sabemos que estas decisões têm impacto humano e respeitamos, temos de respeitar profundamente as pessoas envolvidas e temos de procurar uma solução digna e responsável. E o que fizemos foi chegar a acordo com elas, dando-lhes condições melhores do que aquelas que teriam se nós as despedíssemos. E, portanto, chegámos, no fundo, a um conjunto de muitos acordos. Estas 25 pessoas chegaram a acordo com a empresa, mediante uma compensação para saírem. Não foram despedidas. É isso que nós evitámos a todo custo”.
No entanto, o Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura e das Indústrias de Alimentação, Bebidas e Tabacos de Portugal (SINTAB) acusou, em comunicado, a empresa de recorrer a “desinformação, ameaças e horários desregulados” para pressionar trabalhadoras a sair.
Acusações que Nuno Pereira rejeita, justificando que 11 trabalhadoras se voluntariaram para rescindir contrato por mútuo acordo e que entre os 25 acordos já formalizados encontram-se várias trabalhadoras sindicalizadas e uma delegada sindical. “Para provar que é uma inverdade absoluta é que nós temos uma delegada sindical que fez mútuo acordo connosco e várias pessoas sindicalizadas. Isso parece-me que é autoexplicativo. Nós estamos completamente tranquilos”.
A CUGA, com unidades em Vila Flor, Vila Real e Paredes, prevê avançar, a partir de março, com a dispensa de cerca de 30 trabalhadores da área de embalamento.
A decisão surge na sequência de um investimento de três milhões de euros destinado à modernização e qualificação das linhas de produção do grupo. 25 contratos já foram rescindidos por mútuo acordo.

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