Número total de visualizações do Blogue

Pesquisar neste blogue

Aderir a este Blogue

Sobre o Blogue

SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

A felicidade no trabalho

Por: Jorge Oliveira Novo
(Colaborador do Memórias...e outras coisas...)


 Só o ser humano trabalha. O seu trabalho é a atividade especificamente humana, tanto física como intelectual, que intervém no processo produtivo e visa gerar bens ou serviços.

Assim, o trabalho é a outra face da moeda onde também se faz presente o descanso e a diversão e representa um âmbito mais lato do que o emprego. No emprego, há sempre uma remuneração associada. No trabalho, pode haver ou não, como no caso do voluntariado (em Bragança, a Cáritas, a Cruz Vermelha e outras organizações e pessoas podem servir de exemplo...), em que se trabalha sem qualquer recompensa monetária.

“Somente o Homem tem capacidade para o trabalho e somente o Homem o realiza preenchendo ao mesmo tempo com ele a sua existência sobre a terra” acentua e bem a Carta Encíclica Laborem Exercens, Saudação, do grande Papa polaco e dos jovens, Papa João Paulo II.

Mas sobre o trabalho paira uma grande ambiguidade. Tanto é origem de alegrias, como de tristezas e até sofrimentos. Não só para quem não tem trabalho, os desempregados, mas também para quem não tem um trabalho de que gosta e passa a semana a olhar para o fim-de-semana e no mês a olhar para o ano, a ansiar por férias!

Quem tem um trabalho de que gosta, começa alegre (a ideia do chegar mais cedo já não é tão categórica até pela ocorrência do teletrabalho...) e finaliza-o bem-disposto.

Como dizia Confúcio, “escolhe um trabalho de que gostes, e não terás que trabalhar nem um dia na tua vida”.

Para muitos, este pensamento não é mais do que um cliché, mas quando pode ser concretizado na vida pode convergir numa experiência verdadeiramente admirável e que se faz evidenciar tanto por e para si próprio quer para os outros.

Não raras vezes, contudo, acontece-nos encontrar o contrário: gente de mal com a vida e que quando abordadas no desempenho das suas funções profissionais estão com uma cara tensa e zangada e um tom de voz como um eco de um autêntico suplicio!

Se pensarmos que a felicidade no trabalho é apenas estar ocupado e ganhar dinheiro, cometemos um grande erro. Aliás, boa parte da nossa realização humana depende da forma como vivemos, sentimos e o sentido que damos ao nosso trabalho.

Este sentido pode ser só o de auferirmos rendimentos e perspetivas de melhor futuro, mas com certeza preenche-nos muito mais se o encararmos igualmente como uma forma de expressão do nosso ser pessoa, que influencia toda a vida familiar, que nos insere e faz-nos participantes na vida social, que permite vínculos de companheirismo e amizade e até nos ajuda a aperfeiçoar o mundo, num sentido espiritual, tornando-nos co-criadores com Deus.

É tão bom ver alguém ter gosto na sua profissão e quando essa profissão tem como substância, o ensinar (difícil) e o educar (ainda mais difícil), ainda mais gosto dá!

Bem-haja professores/educadores pela vossa alegria e motivação diária, os que ainda a vão mantendo pese embora toda a desvalorização social, organizacional, relacional e financeira. As organizações e a sociedade também deviam entender mais e melhor os benefícios de terem trabalhadores felizes!

Pese embora fundamental, a vida não é só trabalho. Como disse atrás, também se precisa descansar. Pode aplicar-se aqui o mandamento do repouso sabático, ápice do ensinamento bíblico sobre o trabalho. O repouso abre a perspetiva de uma liberdade mais plena, neste caso a da Páscoa em cada Domingo e com ele recordar e reviver as obras de Deus, da Criação à Redenção, e reconhecermo-nos a nós próprios como obra Sua, dando-Lhe graças pela nossa vida e dos nossos, a Ele que é seu autor e subsistência.

Jorge Manuel Esteves de Oliveira Novo (Professor)

Sem comentários:

Enviar um comentário