(Colaborador do Memórias...e outras coisas...)
Assim falava Cristopina, o pedinte mais andrajoso que conheci:
- Esconjura para longe de ti todos aqueles que apregoam as suas virtudes públicas… Esconjura todos aqueles que, solidários, choram copiosamente a desgraça alheia… em vez de sofrerem no silêncio do coração.
Esconjura para longe de ti, em sexta-feira 13, todos aqueles que te servem palavras doces… melíficas… e te embalam em canções dolentes… Desconfia! Pois o homem honrado e virtuoso orienta a sua ação pela vida discreta… solidária… fraterna… e silenciosa… onde as palavras valem apenas o que valem diante da grandeza do ato.
...Que pena tenho dos que sofrem pelo mundo!
…E quem tem pena dos que sofrem à nossa porta?!
…A loucura anda à solta!
Que a nossa boa estrela nos livre de todo o mal!
“Não há uma verdade primeira; só há erros primeiros.”
…Todos os que nos mentiram e roubaram… devolveram-nos a verdade!
…Aprendemos com os erros!
…A lucidez não tem preço!
…O sofrimento purifica-nos!
- Bom dia, Sr. Cristopina!
- Bom dia, Fernando!
Fernando Calado nasceu em 1951, em Milhão, Bragança. É licenciado em Filosofia pela Universidade do Porto e foi professor de Filosofia na Escola Secundária Abade de Baçal em Bragança. Curriculares do doutoramento na Universidade de Valladolid. Foi ainda professor na Escola Superior de Saúde de Bragança e no Instituto Jean Piaget de Macedo de Cavaleiros. Exerceu os cargos de Delegado dos Assuntos Consulares, Coordenador do Centro da Área Educativa e de Diretor do Centro de Formação Profissional do IEFP em Bragança.
Publicou com assiduidade artigos de opinião e literários em vários Jornais. Foi diretor da revista cultural e etnográfica “Amigos de Bragança”.


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