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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

quinta-feira, 23 de julho de 2026

ASCUDT assinala 33 anos e alerta para falta de respostas residenciais para pessoas com deficiência

 A ASCUDT assinalou, na sexta-feira, em Bragança, o 33.º aniversário, numa iniciativa que reuniu cerca de 160 pessoas entre utentes, familiares, colaboradores, parceiros e representantes da comunidade, num momento que a diretora-geral da instituição, Manuela Miranda, descreveu como uma celebração, acima de tudo, das pessoas com deficiência.


“O objetivo é comemorar o aniversário da instituição e também a existência das pessoas que nós apoiamos, de todos os nossos parceiros, colaboradores, familiares e, acima de tudo, das pessoas com deficiência”, afirmou Manuela Miranda, em declarações ao Mensageiro.

A comemoração incluiu a habitual atribuição de prémios de mérito a colaboradores, clientes e familiares, além de um espetáculo de Zé Ferreira.

“Basicamente é comemorar, divertirmo-nos e passar uma noite agradável entre família, dentro da comunidade de Bragança”, explicou a responsável.

Obras na sede são o próximo projeto

Depois de um período marcado pelo investimento no aumento das respostas sociais, a ASCUDT prepara-se agora para avançar com obras na sede da instituição.

Segundo Manuela Miranda, foram concluídos, no final de 2025, um novo Centro de Atividades e Capacitação para a Inclusão (CACI) e duas residências, ficando a requalificação da sede como a próxima prioridade.

“A próxima etapa é fazer obras na sede, que já está a precisar”, adiantou, lembrando que as atuais instalações têm cerca de 15 anos.

A ASCUDT dispõe atualmente de quatro residências com capacidade para 20 pessoas, enquanto o novo CACI acrescentou 30 lugares à resposta existente, elevando para 60 a capacidade total nesta valência.

Apesar do reforço das estruturas, a diretora-geral considera que continua a existir uma necessidade significativa de novas respostas, sobretudo ao nível residencial e para pessoas com maior grau de dependência.

“A maior parte das pessoas com deficiência estão a ficar sem retaguarda familiar e necessitam de cuidados e apoio especializados, coisa que em casa ou noutro tipo de estrutura não há”, alertou.

Manuela Miranda considera que a tendência europeia para a desinstitucionalização deve ser analisada tendo em conta as situações de maior dependência.

Embora reconheça a importância de favorecer a autonomia e a integração na comunidade, a responsável defende que há casos em que a institucionalização continua a ser indispensável devido à complexidade dos cuidados.

“Há situações em que é impossível”, afirmou, sublinhando que algumas pessoas necessitam de “cuidados extremamente especializados”, numa resposta que considera intermédia entre o hospital, os cuidados continuados e os lares residenciais especificamente preparados para esta população.

A instituição apoia atualmente cerca de 120 pessoas através das diferentes respostas sociais.

Entre as novidades está o reforço do Centro de Recursos, que passou a poder realizar intervenções de nível 1 e nível 2 na orientação, avaliação e acompanhamento de pessoas com deficiência com vista à sua integração no mercado de trabalho.

A ASCUDT trabalha nesta área em articulação com os centros de emprego de Bragança e Chaves e estende a intervenção ao Alto Tâmega.

Para Manuela Miranda, a passagem ao nível 2 representa um avanço importante, sobretudo devido à escassez deste tipo de estruturas no território.

O Centro de Recursos acompanha habitualmente entre 60 e 70 pessoas por ano, realizando avaliações e preparando os candidatos para uma possível integração profissional.

Apesar dos avanços na formação e capacitação, a integração profissional continua a ser, de acordo com Manuela Miranda, um dos principais desafios.

António G. Rodrigues

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