“O objetivo é comemorar o aniversário da instituição e também a existência das pessoas que nós apoiamos, de todos os nossos parceiros, colaboradores, familiares e, acima de tudo, das pessoas com deficiência”, afirmou Manuela Miranda, em declarações ao Mensageiro.
A comemoração incluiu a habitual atribuição de prémios de mérito a colaboradores, clientes e familiares, além de um espetáculo de Zé Ferreira.
“Basicamente é comemorar, divertirmo-nos e passar uma noite agradável entre família, dentro da comunidade de Bragança”, explicou a responsável.
Obras na sede são o próximo projeto
Depois de um período marcado pelo investimento no aumento das respostas sociais, a ASCUDT prepara-se agora para avançar com obras na sede da instituição.
Segundo Manuela Miranda, foram concluídos, no final de 2025, um novo Centro de Atividades e Capacitação para a Inclusão (CACI) e duas residências, ficando a requalificação da sede como a próxima prioridade.
“A próxima etapa é fazer obras na sede, que já está a precisar”, adiantou, lembrando que as atuais instalações têm cerca de 15 anos.
A ASCUDT dispõe atualmente de quatro residências com capacidade para 20 pessoas, enquanto o novo CACI acrescentou 30 lugares à resposta existente, elevando para 60 a capacidade total nesta valência.
Apesar do reforço das estruturas, a diretora-geral considera que continua a existir uma necessidade significativa de novas respostas, sobretudo ao nível residencial e para pessoas com maior grau de dependência.
“A maior parte das pessoas com deficiência estão a ficar sem retaguarda familiar e necessitam de cuidados e apoio especializados, coisa que em casa ou noutro tipo de estrutura não há”, alertou.
Manuela Miranda considera que a tendência europeia para a desinstitucionalização deve ser analisada tendo em conta as situações de maior dependência.
Embora reconheça a importância de favorecer a autonomia e a integração na comunidade, a responsável defende que há casos em que a institucionalização continua a ser indispensável devido à complexidade dos cuidados.
“Há situações em que é impossível”, afirmou, sublinhando que algumas pessoas necessitam de “cuidados extremamente especializados”, numa resposta que considera intermédia entre o hospital, os cuidados continuados e os lares residenciais especificamente preparados para esta população.
A instituição apoia atualmente cerca de 120 pessoas através das diferentes respostas sociais.
Entre as novidades está o reforço do Centro de Recursos, que passou a poder realizar intervenções de nível 1 e nível 2 na orientação, avaliação e acompanhamento de pessoas com deficiência com vista à sua integração no mercado de trabalho.
A ASCUDT trabalha nesta área em articulação com os centros de emprego de Bragança e Chaves e estende a intervenção ao Alto Tâmega.
Para Manuela Miranda, a passagem ao nível 2 representa um avanço importante, sobretudo devido à escassez deste tipo de estruturas no território.
O Centro de Recursos acompanha habitualmente entre 60 e 70 pessoas por ano, realizando avaliações e preparando os candidatos para uma possível integração profissional.
Apesar dos avanços na formação e capacitação, a integração profissional continua a ser, de acordo com Manuela Miranda, um dos principais desafios.


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