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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

quinta-feira, 30 de julho de 2026

Peça do moncorvense Tiago Rodrigues chega a Guimarães após estreia em Avignon

“La Distance”, a mais recente criação do dramaturgo e encenador moncorvense Tiago Rodrigues, filho do antigo jornalista Rogério Rodrigues, vai ser apresentada em setembro no Centro Cultural Vila Flor, em Guimarães, depois da estreia no Festival d’Avignon, em França.


O espetáculo, atualmente em digressão europeia, sobe ao palco do Grande Auditório nas noites de 25 e 26 de setembro, às 21:30.

Escrita e encenada por Tiago Rodrigues, “La Distance” é uma obra de ficção científica situada em 2077, num futuro em que a Terra se encontra em colapso devido à precariedade económica e às consequências das alterações climáticas.

Parte da humanidade vive então exilada em Marte. Separados por cerca de 225 milhões de quilómetros, um pai, que permanece na Terra, e a filha, que partiu para o Planeta Vermelho, procuram manter uma relação através de chamadas de muito longa distância.

Distância familiar traduz conflito entre gerações

A partir deste cenário distópico, Tiago Rodrigues aborda as consequências das escolhas humanas, as dificuldades de comunicação entre gerações e as tensões provocadas pela atual crise climática.

“Interessa-me explorar o distanciamento que pode surgir entre um pai e uma filha como um tema concreto, mas também como uma metáfora para um conflito geracional que, no contexto da atual crise climática, pode por vezes traduzir-se num conflito existencial”, explica o dramaturgo.

Apesar de colocar os protagonistas em planetas diferentes, a peça procura também aquilo que ainda os une. “Ao falarmos sobre distância, também descobrimos proximidade”, acrescenta Tiago Rodrigues.

Em palco, Adama Diop interpreta o pai e Alison Dechamps assume o papel da filha. Os dois atores encontram-se integrados num dispositivo cénico interplanetário em rotação, evocando corpos celestes presos nas respetivas órbitas, que alternadamente se aproximam e se afastam.

O espetáculo é apresentado como “uma miniatura perdida na vastidão do cosmos”, colocando frente a frente dois mundos e duas gerações que procuram preservar um vínculo familiar apesar da separação extrema.

Primeiro estrangeiro a dirigir Festival d’Avignon

Ator, encenador e dramaturgo, Tiago Rodrigues é atualmente um dos nomes portugueses com maior projeção no teatro internacional.

Foi cofundador da companhia Mundo Perfeito e diretor artístico do Teatro Nacional D. Maria II entre 2015 e 2021. Em 2022 tornou-se o primeiro estrangeiro a assumir a direção do Festival d’Avignon, um dos mais prestigiados eventos europeus de artes performativas, cargo que deverá exercer até 2030.

As suas criações cruzam frequentemente a ficção com a memória e a política, partindo da ideia do teatro como um espaço livre, democrático e de encontro entre pessoas.

“La Distance” integra uma ampla coprodução internacional. Além do texto e da encenação de Tiago Rodrigues e da interpretação de Alison Dechamps e Adama Diop, conta com cenografia de Fernando Ribeiro, figurinos de José António Tenente, desenho de luz de Rui Monteiro e música de Pedro Costa.

A colaboração artística pertence a Sophie Bricaire e a assistência de direção a André Pato.

Os bilhetes custam 15 euros, ou 12,50 euros com desconto, e estão disponíveis na plataforma Oficina BOL, na bilheteira do Centro Cultural Vila Flor e nos restantes equipamentos geridos pela cooperativa A Oficina.

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