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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

quinta-feira, 30 de julho de 2026

Ministro reitera intenção de municipalizar a gestão da EPA de Carvalhais

 As 14 escolas profissionais de agricultura do país - onde se inclui a Escola Profissional de Agricultura (EPA) de Carvalhais, em Mirandela - não vão passar a ser tuteladas pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) que, segundo a nova orgânica, até passaram a ter vice-presidentes para cinco áreas, entre elas a agricultura e a educação.


Por agora, a sua gestão continua sob a alçada do Ministério da Educação. “Gostava de clarificar que estas escolas não passaram para a órbita das CCDR's, não é exatamente assim, ou seja, do ponto de vista administrativo elas continuam a depender diretamente do Ministério”, reiterou o Ministro da Educação, em declarações recentes proferidas durante uma audição regimental na Assembleia da República.

Fernando Alexandre adianta que “está a ser feita uma avaliação interna da rede de escolas profissionais de agricultura de todo o país, em articulação com o Ministro da Agricultura”.

O titular da pasta da educação, acrescenta que o relatório foi partilhado com as CCDR's e “vamos ter nos próximos dias reuniões, precisamente, para tomarmos algumas decisões”, assume.

Fernando Alexandre adianta que a solução poderá passar pela assinatura de “contratos inter-administrativos” entre o Governo e os Municípios, ou as CIM's. “Pela sua especificidade e pela importância que têm para as regiões, podem ser enquadradas num contrato inter-administrativo do Governo com a autarquia ou com as autarquias, porque o facto de muitas vezes as escolas estarem sediadas numa autarquia não quer dizer que elas não tenham um âmbito supramunicipal e por isso pretendemos, de facto, retirar as escolas profissionais agrícolas da zona cinzenta, que é assim mesmo em que se encontram”, refere.

Entre as 14 que existem em Portugal, duas delas são na região transmontana: A EPA de Carvalhais, em Mirandela, no distrito de Bragança, e a Escola Profissional de Desenvolvimento Rural do Rodo, no Peso da Régua, no distrito de Vila Real.

A EPA de Carvalhais tem cerca de duas centenas de alunos distribuídos pelos cursos profissionais de produção Agro-Pecuária, Vitivinícola, Turismo ambiental e Rural, Mecatrónica e Cozinha e Pastelaria.

Recorde-se que o Grupo Parlamentar do PCP da Assembleia da República requereu, há cerca de um mês, a audição urgente do Ministro da Agricultura e da Associação Nacional das Escolas Profissionais Agrícolas para esclarecimentos sobre as transferências das competências e encargos das 14 escolas profissionais agrícolas públicas.

Além disso, os deputados do PCP entregaram também perguntas escritas para obter esclarecimentos do Governo, sobre o futuro das Escolas Profissionais Agrícolas Públicas, a propósito do que os deputados comunistas consideram ter sido uma transferência “forçada” para as CCDR.

Fernando Pires

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