Miranda do Douro apresenta a renda mediana mais baixa entre os 50 municípios mais procurados para arrendar casa em Portugal, fixada em 425 euros mensais, segundo dados do idealista relativos ao segundo trimestre de 2026.
O município do distrito de Bragança ocupa o 34.º lugar do ranking nacional da procura, destacando-se como o concelho mais acessível entre os 50 analisados. Logo depois surgem Campo Maior, no distrito de Portalegre, com uma renda mediana de 454 euros, e Aguiar da Beira, na Guarda, com 500 euros mensais.
O distrito de Bragança conta com outro município na lista. Mirandela surge no 21.º lugar, com uma renda mediana de 558 euros por mês, integrando a primeira metade da tabela dos concelhos mais procurados.
Os dados evidenciam uma presença crescente do interior no mercado nacional de arrendamento. Municípios de Trás-os-Montes, do Alentejo e das Beiras registaram um volume de pesquisas suficiente para figurarem entre os 50 mais procurados do país, apesar de apresentarem preços significativamente inferiores aos das áreas metropolitanas e do litoral.
A diferença entre os extremos do ranking é expressiva. A renda mediana em Miranda do Douro representa cerca de um quarto do valor registado em Sintra, o município mais caro entre os 50 mais procurados, onde o valor ascende a 1.651 euros mensais. A diferença entre os dois concelhos é de 1.226 euros por mês.
Além de Miranda do Douro e Mirandela, destacam-se entre os municípios do interior Pinhel, no distrito da Guarda, que ocupa o 10.º lugar, com uma renda mediana de 650 euros; Moura, em Beja, na 15.ª posição, com 600 euros; e Campo Maior, em Portalegre, no 20.º lugar, com 454 euros mensais.
Em 31 dos 50 municípios com maior procura de casas para arrendar é possível encontrar rendas medianas inferiores a mil euros mensais, refletindo as fortes diferenças territoriais existentes no mercado habitacional português.
A Amadora lidera o ranking da procura, seguida da Trofa, no distrito do Porto, e de Vila Franca de Xira. O município de Lisboa não integra a lista, o que, segundo o idealista, reflete o impacto dos preços na atratividade da capital.
Nos concelhos do distrito de Lisboa presentes no ranking, apenas Alenquer, com 983 euros por mês, e Azambuja, com 938 euros, ficam abaixo dos mil euros mensais. Sintra apresenta o valor mais elevado, seguindo-se Almada, com 1.589 euros, Faro, com 1.519 euros, Seixal, com 1.500 euros, e Montijo, com 1.475 euros.
No Algarve, Monchique é o único município do ranking com uma renda inferior a mil euros, fixada em 970 euros mensais, enquanto Faro e Silves apresentam valores de 1.519 e 1.313 euros, respetivamente.


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