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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

quinta-feira, 30 de julho de 2026

Ambientalistas galegos e portugueses ocupam exploração mineira junto à fronteira

 Mais de uma centena de pessoas participaram numa concentração contra o prolongamento da concessão da mina de volfrâmio San Juan, em A Gudiña, na Galiza, seguindo-se uma ocupação simbólica da exploração por ativistas galegos e portugueses.


A iniciativa foi promovida pela organização Ecologistas en Acción e pelo Movimento UIVO, de Portugal, que contestam a legalidade da prorrogação por 30 anos concedida pela Junta da Galiza à exploração mineira promovida pela empresa sueca Eurobattery Minerals.

Durante a ação, os manifestantes exibiram uma faixa com cerca de 40 metros de comprimento, na qual exigiram o fim daquilo que classificam como “impunidade mineira”.

A mobilização reuniu membros de organizações ambientalistas e cidadãos dos dois lados da fronteira, que alertam para os eventuais impactos do projeto sobre os recursos hídricos e os ecossistemas partilhados por Portugal e Espanha.

Projeto fica a dois quilómetros de Portugal

A exploração projetada situa-se a cerca de dois quilómetros da fronteira portuguesa no concelho de Vinhais, nas proximidades do Parque Natural de Montesinho e das cabeceiras do rio Rabaçal.

Este curso de água tem importância ecológica e contribui para o abastecimento de água potável a várias localidades do concelho vinhaense.

Segundo os promotores do protesto, tanto a autorização inicial como a recente prorrogação da concessão foram aprovadas sem um procedimento de avaliação dos impactos ambientais transfronteiriços e sem consulta ao Estado português.

Os ambientalistas defendem que a localização e as possíveis consequências da exploração obrigavam ao cumprimento das normas europeias e do previsto na Convenção de Espoo, relativa à avaliação dos impactos ambientais além-fronteiras.

Tribunal investiga concessão da prorrogação

A contestação ocorre numa altura em que o Tribunal de Instrução n.º 1 de Santiago de Compostela abriu diligências para investigar a alegada prática de um crime de prevaricação na concessão da prorrogação por 30 anos.

A investigação foi desencadeada por uma denúncia apresentada pela Ecologistas en Acción contra o diretor-geral de Planeamento Energético e Minas da Junta da Galiza e o administrador da Eurobattery Minerals.

De acordo com a organização ambientalista, a autorização terá sido concedida apesar da existência de decisões judiciais definitivas que obrigariam a submeter qualquer prolongamento da concessão a uma nova avaliação de impacto ambiental.

A Ecologistas en Acción considera “preocupante que a empresa esteja a promover o início dos trabalhos enquanto persistem dúvidas sobre a legalidade da autorização e o cumprimento das obrigações ambientais”.

“A proteção dos ecossistemas e dos recursos hídricos partilhados entre a Galiza e Portugal não pode ficar subordinada aos interesses de uma empresa privada”, sustenta a organização na nota de imprensa.

Movimento português entregou carta ao autarca

No âmbito da mobilização, o Movimento UIVO entregou uma carta ao presidente do município de A Gudiña, manifestando a preocupação existente em Portugal com as possíveis consequências do projeto.

A organização portuguesa pediu o cumprimento dos compromissos internacionais assumidos pelos dois países e a realização dos procedimentos de avaliação transfronteiriça.

O autarca recebeu uma delegação composta por representantes dos municípios portugueses potencialmente afetados e das organizações ambientalistas envolvidas no protesto.

António G. Rodrigues

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