![]() |
| Pervinca (Vinca difformis). Foto: Luis Fernández García/Wiki Commons |
As plantas, sejam elas quais forem, são bonitas e frondosas, algumas são mais delicadas e outras estão muitas vezes acompanhadas de flores exuberantes que facilmente nos atraem. No entanto, nenhuma traz consigo um aviso de segurança. É por isso importante conhecer as plantas que queremos ter nos nossos jardins ou dentro de casa, uma vez que algumas podem ser tóxicas e causar danos à saúde humana e animal.
O que são plantas tóxicas?
Na maioria das vezes, as plantas só são vistas do ponto de vista do seu interesse ornamental, pela sua beleza, aroma, cores, etc., ou pela da sua utilidade (produção de frutos, fibras, madeira, entre outros).
É comum o desconhecimento sobre o perigo de algumas plantas. A ingestão, a inalação ou mesmo o contacto com algumas espécies vegetais pode causar graves problemas de saúde, desde irritação na pele, irritação ocular, náuseas, vómitos, distúrbios digestivos, arritmia, convulsões e até mesmo a morte. As crianças e os idosos são os principais grupos de risco, seja por descuido ou por desconhecimento.
Os animais domésticos são outras das vítimas das plantas tóxicas, pois, por curiosidade ou por brincadeira, gostam de explorar as plantas que temos nos nossos jardins ou que estão no interior das nossas casas.
![]() |
| Flores de loendro (Nerium oleander). Foto: Konevi / Pixabay |
Os cães e os gatos adoram esconder-se entre a folhagem, escavar o solo e até mordiscar algumas folhinhas. No entanto, deve evitar-se que tal aconteça, pois algumas plantas podem causar vómitos, diarreia, tremores, falta de coordenação, salivação excessiva, entre outros problemas mais graves, como a cegueira, por exemplo.
As plantas tóxicas contêm substâncias químicas como alcalóides, heterósidos, taninos, ácido oxálico, óleos essenciais, prótidos e venenos minerais, que podem causar inúmeras reações adversas nos seres vivos.
Quais as plantas tóxicas mais comuns?
De entre as espécies ornamentais mais utilizadas no interior das nossas casas e nos nossos jardins, sejam elas nativas ou exóticas, as seguintes destacam-se pela sua toxicidade:
- Loendro (Nerium oleander)
- Teixo (Taxus baccata)
- Lírio-dos-vales (Convallaria majalis)
- Trombeta-dos-anjos (Brugmansia arborea)
- Amargoseira (Melia azedarach)
- Dama-da-noite (Cestrum nocturnum)
- Hortense (Hydrangea spp.)
- Lantana (Lantana camara)
- Pervinca (Vinca difformis)
- Rododendro (Rhododendron spp.)
- Tremoço (Lupinus spp.)
- Louro-cerejo (Prunus laurocerasus)
- Cerejeira-brava (Prunus avium)
- Fisális (Physalis spp.)
- Trovisco (Daphne gnidium)
- Dedaleira (Digitalis purpurea)
- Sabugueiro (Sambucus nigra)
- Delfínio (Delphinium spp.)
- Agapanto (Agapanthus spp.)
- Agave (Agave spp.)
- Murta (Myrtus communis)
- Estrela-de-natal (Euphorbia pulcherrima)
- Cica (Cycas revoluta)
- Espada-de-são-jorge (Sansevieria trifasciata)
- Glicínia (Wisteria spp.)
- Jarro (Zantedeschia aethiopica)
- Antúrio (Anthurium spp.)
- Costela-de-adão (Monstera deliciosa)
- Comigo-ninguém-pode (Dieffenbachia spp.)
- Lírio-da-paz (Spathiphyllum spp.)
- Filodendro (Philodendron spp.)
- Aloé (Aloe vera)
- Avenca (Adiantum capillus-veneris)
- Loureiro (Laurus nobilis)
- Muscaris (Muscari neglectum)
- Narciso (Narcissus spp.)
- Narciso-bravo (Narcissus serotinus)
- Campainha-amarela (Narcissus bulbocodium)
- Alho-porro-bravo (Allium ampeloprasum)
- Cebola (Allium cepa)
- Alho-comum (Allium sativum)
- Campainha-de-outono (Acis autumnalis)
- Bordões-de-são-josé (Amaryllis belladonna)
- Tulipa (Tulipa spp.)
- Lírio-amarelo (Iris pseudacorus)
- Lírio (Iris germanica)
![]() |
| Narciso-bravo (Narcissus serotinus). Foto: Nunosanchez/Wiki Commons |
- Cicuta (Conium maculatum)
- Jarro-dos-campos (Arum italicum subsp. italicum)
- Arruda (Ruta graveolens)
- Cebola-albarrã (Drimia maritima)
- Hipericão (Hypericum perforatum)
- Erva-do diabo (Datura stramonium)
- Rícino (Ricinus communis)
- Lírio-das-areias (Pancratium maritimum)
- Pepino-de-são-gregório (Ecballium elaterium)
- Morganheira-das-praias (Euphorbia paralias)
![]() |
| Pepino-de-são-gregório (Ecballium elaterium). Foto: RickP/Wiki Commons |
![]() |
| Lírio-das-areias (Pancratium maritimum). Foto: Tomi/Wiki Commons |
- Usar luvas e roupas de proteção para evitar o contacto com a pele, sempre que as manusear, até porque determinadas plantas tóxicas não precisam de ser ingeridas para causar efeitos nocivos. Algumas espécies libertam uma substância leitosa – látex – em resposta ao corte de um raminho ou de uma folha, por exemplo. O contacto com a pele ou a ingestão dessa substância podem provocar irritações cutâneas e oculares, queimaduras, tonturas, diarreia, entre outros.
- Posicionar as plantas de forma a ficarem fora do alcance dos animais. No caso de não puder reposicioná-las, sobretudo no exterior, pode aplicar repelentes na proximidade destas, de forma a afastar os seus animais de estimação.
- Sinalizar as plantas “problemáticas” e informar todos os que possam ter contacto com elas, sobretudo as crianças. É fundamental ensinar os mais pequenos que não devem utilizar as plantas do jardim, ou dos vasos do interior, como alimento ou brinquedo.
- Não comer frutos, raízes ou folhas de plantas que não conhece. Embora muitas plantas sejam comestíveis, a verdade é que também há muitas outras que não o são, sobretudo para os humanos.
![]() |
| Teixo (Taxus bacata). Foto: Yoel Winkler/Unsplash |








Sem comentários:
Enviar um comentário