13.dezembro.1917 – 9.fevereiro.1918
PESO DA RÉGUA, 2.7.1870 – ?
Farmacêutico.
Curso de Farmácia pela Escola Médico-Cirúrgica do Porto.
Deputado (1911, 1911-1914). Governador civil de Bragança (1917-1918).
Natural da freguesia e concelho do Peso da Régua.
Filho de António Manuel de Carvalho, farmacêutico, e de Caetana Rosa, proprietária.
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Seguindo as pisadas do pai, António Amorim de Carvalho foi um reputado farmacêutico, tendo integrado numerosas associações cívicas e profissionais, como o Centro Farmacêutico Português, o Ateneu Comercial do Porto, a União dos Industriais do Norte, a Associação Industrial Portuense, o Clube dos Fenianos, a Associação de Escolas Móveis, o Centro Democrático de Instrução e a Associação de Socorros Comércio e Indústria.
Propagandista dos ideais republicanos e democráticos no Porto e nas Beiras, colaborou em diversos jornais, como A Batalha e A Revolução de Janeiro, dirigidos por Feio Terrenas, O Protesto do Povo, de Heliodoro Salgado, A Folha do Norte, do qual foi um dos fundadores, e A Beira Alta, que fundou em 1911, quando vivia em Armamar.
A sua carreira política ganhou maior protagonismo nos anos imediatos à implantação da República em 5 de outubro de 1910. Depois de integrar a Comissão Municipal Republicana do Porto, em 1911 foi eleito deputado à Assembleia Nacional Constituinte, pelo círculo de Moimenta da Beira. Destaca-se, neste período, a subscrição de uma proposta para que os empregados da Assembleia fossem gratificados pelo “excesso de serviços na atual sessão”, saindo a verba destinada a tal fim da dotação da Assembleia Constituinte (22.8.1911).
Foi depois eleito para a I Legislatura da Câmara dos Deputados (1911-1915), que abriu a 26 de agosto de 1911, isto é, imediatamente após o encerramento da Constituinte.
Integrou a Comissão de Agricultura e apresentou alguns projetos de lei, um dos quais, do seu óbvio interesse particular, para que ninguém pudesse explorar uma farmácia ou adquirir outra já estabelecida sem previamente registar, perante a respetiva autoridade policial ou administrativa, o seu diploma de farmacêutico por qualquer escola habilitada para o efeito (8.5.1912); um outro para a criação de um novo distrito administrativo com sede em Lamego, que reuniria os concelhos de Lamego, Cinfães, Resende, Castro Daire, Tarouca, Armamar, Moimenta da Beira, Tabuaço, S. João da Pesqueira, Sernancelhe e Penedono, pertencentes ao distrito de Viseu, e os concelhos de Meda e Vila Nova de Foz Coa, do distrito da Guarda (31.5.1912), iniciativa que, como hoje sabemos, não lograria êxito; e um terceiro para que a escola elementar criada pelo Centro Escola Democrático de Lordelo do Ouro, no Porto, passasse a ser considerada escola mista oficial (18.12.1912). A sua atividade parlamentar vai diminuir nos anos seguintes e em dezembro de 1914 pede uma licença para se ausentar do Parlamento, ao qual não mais regressará.
Foi nomeado governador civil de Bragança em 13 de dezembro de 1917, cargo de que tomou posse a 20 desse mês mas onde se demorou apenas dois meses, até 9 de fevereiro do ano seguinte. Nestas funções, em 10 de janeiro de 1918, dissolveu o corpo administrativo que geria os negócios da Câmara Municipal de Bragança, nomeando e dando posse a um grupo de cidadãos, encabeçados por Adrião Martins Amado, futuro governador civil de Bragança, nesta ocasião eleito presidente da nova Comissão Administrativa.
Fontes e Bibliografia
Arquivo Distrital de Bragança, Autos de Posse (1845-1928).
Arquivo Distrital de Vila Real, Livro de Registo de Baptismos, Paróquia de Peso da Régua (1869-1874).
Diário da Assembleia Constituinte, 1911.
Diário da Câmara dos Deputados, 1911-1914.
AAVV. 2004. Presidentes da Câmara de Bragança. Da República aos nossos dias. Bragança: Câmara Municipal de Bragança.
MARQUES, A. H. de Oliveira (coord.). 2000. Parlamentares e Ministros da 1.ª República (1910-1926). Lisboa: Assembleia da República.
Publicação da C.M. Bragança
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