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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

sábado, 25 de julho de 2026

Projeto Floresta Comum abre candidaturas para distribuir mais de 75 mil plantas autóctones

 As candidaturas à 16.ª edição da Bolsa Nacional de Espécies Florestais Autóctones do projeto Floresta Comum abriram esta terça-feira, 22 de julho, e decorrem até 30 de setembro. Limitações técnicas num dos viveiros reduziram em dezenas de milhares o número de plantas disponíveis este ano.

Foto: Joana Bourgard

Nesta campanha estarão disponíveis 75.065 plantas de 39 espécies de árvores e arbustos.

O sobreiro, o teixo, o bidoeiro, o freixo e o azereiro são as cinco espécies produzidas em maior número nos quatro viveiros do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF). Destes, o de Amarante produziu 60.000 plantas, o de Valverde produziu 8180, o da Malcata produziu 5000 e o de Montegordo, 1885.

Segundo Pedro Sousa, coordenador do Projeto Floresta Comum (Quercus), esta edição disponibiliza um número muito inferior de plantas devido a limitações técnicas num dos viveiros.

No ano anterior, os quatro viveiros disponibilizaram um total de 110.000 e na época de 2023-2024, o número tinha chegado às 114.000 plantas.

“O número mais reduzido de plantas disponíveis este ano explica-se com limitações técnicas no viveiro da Malcata, um dos que mais produz”, explicou hoje à Wilder o responsável.

Pedro Sousa disse que nas imediações do viveiro da Malcata, onde num ano normal são produzidas entre 50.000 a 60.000 plantas, foi registada uma doença nas árvores e, por precaução, as espécies mais propensas a serem infetadas não foram produzidas “para não se correr o risco de propagar a doença por todo o país”. “Mas este foi um problema pontual que se irá resolver.”

O Floresta Comum, que vai na sua 16ª edição, apoia três tipos de iniciativas: projetos florestais e de conservação da natureza e recuperação da biodiversidade, projetos educativos e projetos para parques urbanos, segundo um comunicado divulgado hoje pela Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza, coordenadora do projeto. Desde o seu início, esta iniciativa já plantou 1.544.331 árvores.

Podem candidatar-se entidades responsáveis pela gestão de terrenos públicos ou comunitários, como autarquias e baldios, que pretendam desenvolver ações de reflorestação, conservação da natureza ou recuperação da biodiversidade.

Segundo a organização, o objetivo é “incentivar a criação de uma floresta autóctone com altos níveis de biodiversidade e de produção de bens e serviços do ecossistema”, escreve em comunicado.

Uma floresta autóctone é uma floresta de árvores originárias do próprio território. “A floresta autóctone portuguesa é toda a floresta formada por árvores originárias do nosso país, como é o caso dos carvalhos, dos medronheiros, dos castanheiros, dos loureiros, das azinheiras, dos azereiros, dos sobreiros, etc.”

De acordo com os promotores, a utilização de espécies autóctones tem várias vantagens ecológicas e de gestão do território. Estas plantas estão adaptadas às condições locais, tendem a resistir melhor aos períodos de seca, são geralmente mais resilientes a pragas e doenças e podem contribuir para aumentar a capacidade dos ecossistemas enfrentarem as alterações climáticas.

A oferta é muito inferior à procura

Segundo Pedro Sousa, a procura é muito superior à oferta e tem vindo a aumentar a cada ano que passa. “Na edição anterior recebemos cerca de 250 mil pedidos de plantas”, mais de o dobro das plantas efectivamente disponibilizadas.

O responsável acredita que esta procura irá aumentar ainda mais, uma vez que o Plano Nacional de Restauro da Natureza, que saiu de consulta pública a 19 de agosto, prevê inúmeras acções de reflorestação por todo o país.

“O Plano Nacional de Restauro prevê o reforço do número de viveiros para cerca de o dobro e também o reforço da capacidade de recolha de sementes geneticamente adequadas”, acrescentou.

Do Plano Nacional faz parte uma medida que visa criar uma rede nacional de viveiros florestais, “destinada a assegurar a disponibilidade, em quantidade e qualidade adequadas, de material florestal de reprodução compatível com os princípios da silvicultura próxima da natureza e com as exigências do restauro ecológico”.

A medida inclui a instalação, reabilitação ou recuperação de nove viveiros distribuídos pelo território nacional (um nos Açores, um na Madeira e sete no Continente). Esta rede deverá estar a funcionar em pleno até 2040. O grande desígnio é possibilitar que Portugal faça a “transição para modelos de gestão florestal mais resilientes, biodiversos e próximos da natureza”.

Por enquanto, os quatro viveiros em funcionamento têm, para este ano, 75.065 plantas. Aqui pode consultar todas as espécies disponíveis.

O regulamento da candidatura e os formulários estão disponíveis na página do projeto Floresta Comum.

Esta é uma parceria entre a Quercus, o ICNF, a Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) e a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD). O projeto é parcialmente financiado através do Green Cork, iniciativa de reciclagem de rolhas de cortiça, e conta com o mecenato da REN.

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