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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

sexta-feira, 23 de outubro de 2026

Pedido de insolvência da Lusofly Academy dá entrada no Tribunal de Bragança

 As proprietárias de dois imóveis em Bragança apresentaram um pedido de insolvência da Pullupfly/Lusofly Academy, alegando uma dívida superior a 12 mil euros em rendas por pagar. A ação deu entrada este mês no Tribunal Judicial da Comarca de Bragança e diz respeito a nove meses de rendas em atraso, entre janeiro e setembro deste ano, segundo avançou a agência Lusa.


De acordo com a ação judicial, as partes celebraram dois contratos de arrendamento em novembro de 2024, destinados a alojar alunos, trabalhadores e membros da gerência da escola de aviação. O valor total reclamado é de 12.060 euros.

Contactada pela Lusa, a defesa da empresa afirmou que ainda não foi notificada da ação.

O pedido de insolvência surge numa altura em que a Lusofly Academy enfrenta outros problemas. Em agosto, a Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC) suspendeu a atividade da escola, impedindo-a de prosseguir com os cursos de formação de pilotos. O regulador concedeu à empresa um prazo de seis meses para corrigir as irregularidades detetadas, sob pena de cancelamento do certificado aeronáutico.

Em julho, a Lusa tinha noticiado que a escola, a operar a partir do Aeródromo Municipal de Bragança desde 2022, ainda não tinha formado nenhum dos 36 pilotos inscritos entre 2022 e 2026, apesar de a formação ter uma duração prevista de dois anos. Na altura, alguns alunos denunciaram alegadas situações de intimidação por parte do diretor executivo.

A ANAC informou a Lusa de que não foi notificada nem dispõe de informação oficial sobre o pedido de insolvência, acrescentando que não comenta litígios judiciais entre entidades privadas.

Relativamente à situação dos alunos, o regulador esclareceu que já foram tratados os pedidos de transferência para outras escolas que recebeu, permanecendo dois alunos a aguardar desenvolvimentos relacionados com a Lusofly. A ANAC não revelou, contudo, o número total de pedidos de transferência apresentados.

Também a Câmara Municipal de Bragança afirma não ter recebido qualquer comunicação formal sobre o pedido de insolvência.

A presidente da autarquia, Isabel Ferreira, revelou, no entanto, que a escola tem uma dívida de 4.760 euros ao município. Deste montante, cerca de 1.400 euros dizem respeito à ocupação de dois lugares no hangar do aeródromo, enquanto aproximadamente 3.300 euros correspondem a mensalidades em atraso pela utilização das instalações do Brigantia EcoPark, onde a escola funcionava e eram lecionadas as aulas teóricas.

Maria João Canadas

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