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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

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COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

terça-feira, 20 de outubro de 2026

Pais queixam-se de falta de cintos de segurança nos autocarros do transporte público e câmara passou a assegurar circuito especial

 Os pais da freguesia de Vilarelhos, no concelho de Alfândega da Fé, consideram que as crianças do ensino pré-escolar e do 1º Ciclo que viajam em transportes públicos para a escola na sede de concelho estão em risco porque desde setembro “estão a ser transportadas diariamente num autocarro sem cintos de segurança e sem condições adequadas de transporte (folgas nas portas onde entra frio e chuva), obrigando as funcionárias acompanhantes a segurar fisicamente as mais pequenas ao colo durante o percurso para evitar quedas.”


A fonte, identificada ao jornal, mas que decidiu manter o anonimato refere que esta situação já decorre desde o início do ano letivo 14 de Setembro e que dela foi dada conhecimento ao Município de Alfândega da Fé, bem como a outras entidades, nomeadamente IMT, GNR, IGEC, DGEstE e Ministério Público.

O Mensageiro confrontou o município com estas queixas e foi oficialmente informado que desde esta segunda-feira foi encontrada uma alternativa. “Perante esta situação, o Município decidiu avançar, por iniciativa própria, com um circuito especial de transporte escolar, em funcionamento desde 19 de outubro de 2026, destinado às crianças da educação pré-escolar e do 1.º ciclo que utilizam este percurso, assegurando o transporte em veículos equipados com cintos de segurança e adequados às necessidades das crianças mais pequenas. Esta decisão demonstra que o Município não ignorou as preocupações manifestadas pelas famílias e que, independentemente das competências contratuais de outras entidades, optou por uma resposta concreta, colocando a segurança e o bem-estar das crianças em primeiro lugar”, explicou a câmara numa resposta enviada por email ao Mensageiro.

Ainda segundo a autarquia na sequência das preocupações manifestadas relativamente às condições de segurança no transporte de crianças, designadamente no percurso de Vilarelhos, tem acompanhado a situação e desenvolvido diligências junto das entidades responsáveis.

“O serviço em causa integra a rede de transporte público regular de passageiros, cuja contratação e fiscalização competem à Comunidade Intermunicipal das Terras de Trás-os-Montes (CIM-TTM), ao abrigo do contrato de delegação de competências celebrado com o Município. A prestação do serviço foi contratualizada entre a CIM-TTM e a empresa Rodonorte.

Nos termos do artigo 2.º, n.º 3, da Lei n.º 13/2006, de 17 de abril, o regime específico do transporte coletivo de crianças não se aplica, em regra, aos serviços públicos regulares de passageiros, salvo quando especificamente contratualizados para esse efeito, o que não foi o caso do contrato entre a CIM-TTM e a Rodonorte. Os requisitos relativos aos cintos de segurança são, nestes casos, determinados pela legislação aplicável aos veículos, designadamente pelo Decreto-Lei n.º 170-A/2014, de 7 de novembro.

Apesar deste enquadramento legal, o Município alertou a CIM-TTM para a ausência de cintos de segurança nos autocarros utilizados neste percurso e insistiu na necessidade de encontrar uma solução, que não aconteceu até à data”, descreve fonte oficial da Câmara de Alfândega da Fé.

Glória Lopes

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