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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

terça-feira, 20 de outubro de 2026

Caso raro: ovelha de raça autóctone dá à luz cinco cordeiros em Vale de Telhas

 É um caso muito raro. Aconteceu, na passada quinta-feira, na aldeia de Vale de Telhas, no concelho de Mirandela.


Uma ovelha de raça Churra Galega Bragançana Preta, uma raça autóctone, deu à luz cinco cordeiros, quando o habitual, é 1 ou 2 cordeiros por parto, como confirmou, ao Mensageiro, a ACOB, Associação Nacional de Criadores de Ovinos da Raça Churra Galega Bragançana, que gere o livro genealógico da raça.

O acontecimento deixou surpreendido Virgílio Velha, produtor de gado ovino. “Fiquei sem palavras”, confessa. “É um fenomeno raríssimo. Há mesmo várias pessoas aqui da aldeia com mais de 80 anos de idade que nunca ouviram falar numa situação destas”, diz Virgílio. “Isto é um acontecimento inexplicável, porque o normal é parirem um, dois cordeiros, no máximo três, mas os pastores até gostam que venham só dois porque as ovelhas têm apenas duas tetas e não t~em o problema de estar a amamentar outros e por vezes elas até os rejeitam e acabam por morrer”, conta.

Um dos cordeiros acabou por não resistir, mas ainda restam quatro, pelo que Virgílio Velha tem de ajudar a mamã ovelha. “Acaba por sobrar para mim, porque tenho de lhes estar a dar leite no biberão”, revela.

Esta raça Churra Galega Bragançana Preta foi formalmente reconhecida como variedade/raça distinta, em 2015, após ter estado em risco de quase extinção devido à menor valorização da sua lã preta.

Segundo a ACOB, atualmente existem cerca de 3 500 efetivos espalhados pelos concelhos de Bragança, Vinhais, Macedo de Cavaleiros, Mirandela, Vimioso e Valpaços, que se juntam às cerca de 16 000 ovelhas de raça Churra Galega Bragançana Branca.

Foto: Miguel Cabral

Fernando Pires

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