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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

sábado, 2 de maio de 2020

“DESNUDAR-SE” PERANTE O MUNDO

Por: Humberto Pinho da Silva 
(colaborador do "Memórias...e outras coisas...")

No meu tempo de meninice não havia: televisão, gravador, avião supersónico, telemóveis, e poucos possuíam carro. De Internet nem se pensava.
As comunicações faziam-se por: carta, telefone, rádio ou pessoalmente; ninguém sentia falta dessas “modernices”, que, agora, são indispensáveis
A vida era mais tranquila. As crianças brincavam descuidadamente, na rua, e os pais nem se lembravam que pudessem ser atropeladas ou raptadas.
Éramos mais felizes?
Julgo que não. A tranquilidade, a segurança, e a vida pacata, era o dia-a-dia. Parecia-nos natural.
Havia mais intimidade e mais convívio entre as famílias. Namorava-se, por carta, se o “ príncipe” morava afastado ou para lhe declarar afeto.
A carta era inviolável ou quase, porque havia quem conseguisse lê-la, abrindo-a ao vapor de água, ou a polícia secreta, se desconfiasse, violava-a com a colaboração do pessoal do Correio.
Agora com a Internet e telefone móvel e fixo, estamos à mercê de todos.
Num grupo de amigos, vim a saber o que aconteceu a senhora, que se separou do marido:
Para manter privacidade, alterou os códigos, que usava na Internet, e mudou o número do telefone.
Decorridos meses, ficou atónita, ao saber que as amigas recebiam mensagens, narrando intimidades de seu passado, e informações, e palavras degradantes.
Conseguira entrar-lhe no computador, com auxílio de amigo, perito em informática. Infelizmente não é caso único.
A Internet, que cada vez é mais usada, não permite intimidade. Através dela, descobre-se todos os segredos. O hacker é dono do mundo: avaria computadores, vigia-nos, rouba-nos endereços, retira e substitui fotos. Enfim devassa a nossa vida.
Não há forma de fugir. Somos obrigados a “ denudarmo-nos” diante dos informáticos e seus “amigos”…
Antigamente, a violação de correspondência e escuta telefónica, era crime; agora já há quem considere que não. Varia, consoante o “desnudado”… e interesses de ocasião…

Humberto Pinho da Silva nasceu em Vila Nova de Gaia, Portugal, a 13 de Novembro de 1944. Frequentou o liceu Alexandre Herculano e o ICP (actual, Instituto Superior de Contabilidade e Administração). Em 1964 publicou, no semanário diocesano de Bragança, o primeiro conto, apadrinhado pelo Prof. Doutor Videira Pires. Tem colaboração espalhada pela imprensa portuguesa, brasileira, alemã, argentina, canadiana e USA. Foi redactor do jornal: “NG”. e é o coordenador do Blogue luso-brasileiro "PAZ".

Vinhais investe 20 mil euros em material informático destinado a alunos do concelho

Após um levantamento realizado pelo Agrupamento de Escolas e a Associação de Pais, em que foram referenciadas as necessidades dos alunos, o município adquiriu 60 computadores e tablets.
O município de Vinhais, no distrito de Bragança, investiu 20 mil euros em material informativo e acessos à internet para distribuir pelos alunos dos agrupamentos de escolas local, indicou fonte da autarquia.

“Após um levantamento realizado pelo Agrupamento de Escolas e a Associação de Pais, em que foram referenciadas as necessidades dos alunos do nosso concelho, o município adquiriu 60 computadores e ‘tablets’ e 25 ‘hotspots’, com acesso ilimitado à internet”, concretizou aquele município transmontano.

Segundo indicou o município de Vinhais, presidido pleno socialista Luís Fernandes, “o mundo vive uma realidade diferente da habitual o que obrigou a novas formas de ensino à distância.

“A pandemia provocada pelo novo coronavírus obrigou a fazer várias alterações ao quotidiano das pessoas. Uma delas, no setor da educação e na forma como as aulas são ministradas, ou seja, não nas salas de aula, mas através da televisão e da internet”, sendo necessário que os alunos tenham os meios para fazer o acompanhamento devido das aulas”, frisou o município em comunicado.

Com esta medida, “mais uma das várias tomadas no âmbito desta Pandemia pelo município, pretende-se que todos tenham acesso às mesmas formas de aprendizagem”.

“Esta medida enquadra-se ao nível da educação, numa outra já em vigor, que prevê a entrega e recolha de material pedagógico por parte do município, sempre que solicitada pelo Agrupamento”, refere o mesmo comunicado.

Portugal regista hoje 1.007 mortos associados à covid-19, mais 18 do que na quinta-feira, e 25.351 infetados (mais 306), indica o boletim epidemiológico divulgado hoje pela Direção Geral da Saúde.

Comparando com os dados de quinta-feira, em que se registavam 989 mortos, hoje constatou-se um aumento de óbitos de 1,8%. Relativamente ao número de casos confirmados de infeção pelo novo coronavírus (25.351), os dados da DGS revelam que há mais 306 casos do que na quinta-feira, representando uma subida de 1,2%.

Comerciantes expectantes com reação dos clientes ao regresso à atividade

A SIC visitou um pronto-a-vestir e uma barbearia em Bragança.
Clica na imagem para aceder ao video

Covid-19: Eixo Atlântico quer lançar catálogo de oferta turística para Galiza-Norte de Portugal

O Eixo Atlântico já discute os desafios e oportunidades do Turismo no período pós Covid-19.
Entre um conjunto alargado de medidas para tentar recuperar este setor estará agora um catálogo de oferta turística para a Eurorregião da Galiza e Norte de Portugal.


Covid-19: Uma luta desigual à pandemia no hospital de Bragança

O Hospital de Bragança abriu as portas ao Porto Canal para mostrar como é travada diariamente a luta contra a pandemia da Covid-19.
Em Bragança, luta-se contra os obstáculos da interioridade que dificulta a contratação de recursos humanos. Por isso, o Hospital de Bragança foi forçado a reinventar-se para dar resposta a todos os cuidados de saúde. Uma luta desigual, especialmente numa região com uma população envelhecida.

Descargas poluidoras continuam

Continuam as descargas poluidoras no rio Fervença, que atravessa Bragança e vai desaguar no Sabor.
Por estes dias, cem metros a montante da ponte sobre o Fervença, na margem esquerda do rio, corriam águas residuais sujas e malcheirosas. 
Alguém que acabe com esta praga.

Diz o Zé que...

Dia do Trabalhador assinalou-se no Largo dos Correios mas sem multidões

O Dia do Trabalhador foi assinalado esta sexta-feira em Bragança com uma iniciativa do Site-Norte (SGTP-Intersindical) no Largo dos Correios. "Todos os anos comemoramos o 1 de Maio, Dia do Trabalhador, e estamos aqui a assinalar a data de forma simbólica.
Gostaríamos que fosse de outra maneira mas face à pandemia não é possível. Estamos aqui a comemorar no respeito pela segurança sanitária e pelas autoridades. Bragança não podia ficar de fora", explicou Miguel Moreira, em representação do Site-Norte.
Os problemas laborais na fábrica Faurecia, em Bragança, foram destacados face à degradação das condições de trabalho nos últimos tempos, nomeadamente nos trabalhadores com contratos precários.
A empresa vai entrar no segundo mês de lay-off parcial. "Tenho informação que está a trabalhar uma linha a título de voluntariado, com as medidas de segurança, mas o resto foram trabalhar há duas semanas só que foram encaminhados para casa por falta de matéria-prima", referiu Rui Pereira, que diz que cerca de metade dos trabalhadores da fábrica têm contratos precários, a mês.

Glória Lopes

Cooperativa Mirandesa aliviada com o escoamento da carne de bovino

A Cooperativa Agropecuária Mirandesa (CAM) mostrou-se hoje "mais aliviada" devido há melhoria na comercialização de carne de bovino mirandês porque o mercado e o Governo corresponderam aos apelos dos produtores em tempo de pandemia provocada pela covid.-19.
"Estamos mais aliviados, mas não inteiramente satisfeitos. Tivemos de mexer no preço pago ao produtor. Contudo, conseguimos duplicar o escoamento de carne de bovino depois de um mês de março péssimo. O Governo teve um papel importante ao apelar à comercialização de produtos nacionais junto das grandes superfícies", concretizou à Lusa o administrador da CAM, sedeada em Vimioso, no distrito de Bragança.

Segundo Nuno Paulo, os produtores entraram em "pânico" no início de março, com os restaurantes a fechar e com entrada em vigor do estado de emergência, tendo sido registadas "situações muito complicadas" no seio dos criadores desta raça autóctone e certificada "que não conseguiam vender os seus animais, dada a forte quebra de mercado".

"Retomámos a atividade e duplicámos as vendas e consequente saída dos animais dos estábulos dos produtores, o que veio melhorar uma situação que era crítica, já que os animais estavam a crescer e não havia escoamento para mercado", vincou o administrador.

Segundo Nuno Paulo, as vendas passaram de 84 carcaças de bovino mirandês abatidas em março, para as 227 abatidas no mês de abril.

"Houve todo um trabalho desenvolvido entre a CAM, confederações e ministério da Agricultura e em conjunto conseguimos resolver uma problemas que tínhamos em mãos, que era escoar a carne de bovino de produção nacional, já que havia a entrada de produto do exterior a preço mais reduzido, o que veio complicar ainda mais as coisas" frisou o responsável.

A CAM tem um acordo com uma cadeia de distribuição de produtos alimentares que vai estar em vigor até setembro.

"Vamos continuar a ter esperança e que nos próximos meses possamos voltar a normalidade", perspetivou Nuno Paulo.

No meio da pandemia provocada pelo novo coronavírus, a CAM teve de "adaptar" e as vendas 'online' são a nova estratégia desta unidade agropecuária transmontana.

"A cooperativa teve de se adaptar aos novos tempos. Há que ter uma atitude dinâmica e nunca cruzar os braços. As vendas 'online' criavam alguns problemas políticos que tiveram de ser ultrapassados", enfatizou o técnico.

"Começámos a fazer entregas nas casas das pessoas que solicitavam o nosso produto, o que resultou em venda que rondaram os oito mil euros", disse Nuno Paulo

A média de animais abatidos pela CAM rondava os 60 animais por semana.

Em 2019, a CAM comercializou 329 toneladas de carne certificada de bovino de raça mirandesa, o que representa mais de três milhões de euros.

Município de Carrazeda de Ansiães lança programa de emergência alimentar

Com esta iniciativa a autarquia procura acorrer às situações de quebra temporária dos rendimentos familiares, por efeitos da pandemia do COVID-19. O novo programa de emergência alimentar permitirá a entrega de Kits alimentares ou, em alguns casos específicos, refeições confecionadas.
Carrazeda de Ansiães lançou um “Programa de Emergência Alimentar + Próximo Carrazeda de Ansiães”. A decisão foi tomada em reunião de 30 de abril de 2020, onde foi aprovada esta nova medida de apoio social denominada “Programa de Emergência Alimentar + Próximo Carrazeda de Ansiães”, informou o município em nota de imprensa .

Com esta iniciativa a autarquia procura acorrer às situações de quebra temporária dos rendimentos familiares, por efeitos da pandemia do COVID-19. O novo programa de emergência alimentar permitirá a entrega de Kits alimentares ou, em alguns casos específicos, refeições confecionadas, a pessoas ou agregados familiares cujos rendimentos per capita sejam inferiores a 60 por cento do indexante dos Apoios Sociais, ou seja, inferiores a 263,29 euros.

O apoio será prestado através do fornecimento de alimentos adquiridos diretamente pelo Município, com o valor de referência de € 100 por mês e por cada membro do agregado familiar, sendo válido pelo período de dois meses, podendo ser renovado, uma vez, por igual período.

Os munícipes poderão aceder a este apoio mediante o preenchimento de um formulário disponibilizado no site da autarquia ou com recurso à Linha de Apoio Social 278 699 813.

Os Serviços de Ação Social do Município irão articular com as restantes entidades da Rede Social, de modo a que não se verifiquem situações de duplicação de apoios.

sexta-feira, 1 de maio de 2020

5 RAZÕES PARA CONHECER BRAGANÇA, PORTUGAL

Sem semana académica, o Politécnico de Bragança não deixou o espírito morrer em tempo de pandemia

Em tempo de normalidade esta seria a época das semanas académicas no ensino superior.
Clica na imagem para aceder ao video

Serviços municipais reabrem em Macedo de Cavaleiros a partir de segunda-feira

Com o final do Estado de Emergência às zero horas do dia três de maio, domingo, alguns serviços públicos voltam a abrir a partir de segunda-feira.
O país começa a reabrir-se aos poucos, e nesta primeira fase as repartições de finanças, centros de emprego, registos e notários voltam a abrir ao público, embora com regras de segurança apertadas e atendimento por marcação, seja através do telefone ou com senhas.

Em Macedo de Cavaleiros, todos os serviços municipais, com exceção da Biblioteca, Centro Cultural, Estádio Municipal, Pavilhão Municipal, Naves e Piscinas Municipais, também retomam o normal funcionamento, mas com medidas de segurança.

Benjamim Rodrigues explica quais passam a ser as regras:

“As pessoas só podem entrar dentro dos serviços uma de cada vez e tem uma zona de espera com a devida margem de segurança. Têm de estar afastadas e cumprir as normas de segurança com o uso de máscaras, os guichés estão com vidros de proteção e há desinfetantes.

Nós temos tido sempre um funcionamento razoável dos serviços que são fundamentais e básicos para agilizar as necessidades dos munícipes, mas agora, atendendo que já passou tempo considerável e em termos de economia local a aragem  já começa a ser muito cara, entendemos que deveríamos pôr os nossos serviços a funcionar. “

O presidente adianta ainda que os funcionários vão trabalhar por turnos:

“Vamos pôr os funcionários a trabalhar sempre de forma legal mas, acima de tudo, com normas de segurança. Por isso criamos turnos que funcionam em períodos de cinco horas de acordo com a lei.”

Também vai ser feito o controlo na entrada da câmara e restantes edifícios municipais, distribuição de um kit de proteção aos trabalhadores da câmara e disponibilização de bens de proteção aos utentes dos serviços municipais.

O horário de funcionamento passa a ser contínuo entre as 8h30 e as 18h30, para os serviços municipais. Já o atendimento ao público passa a estar em funcionamento das 8h30 às 13h e das 13h30 às 18h.

Quanto aos serviços como a água, saneamento, licenças e rendas, cujos prazos de pagamento tinham sido alargados devido ao encerramento do atendimento ao público, podem ser pagos, sem juros, até ao final do mês de junho.

Escrito por ONDA LIVRE

Aeródromo de Bragança “recebe” nova Estação Meteorológica Automática (EMA)

Este investimento a suportar pelas duas entidades, na ordem dos 100 mil euros, vai “complementar” os equipamentos já existentes no Aeródromo Municipal.
O Aeródromo Municipal de Bragança será, a partir do início do verão, um dos poucos aeródromos do País a dispor de vários sensores meteorológicos em locais diferenciados.

Segunda uma nota de imprensa do município de Bragança, “esta ‘inovação’, representa diversas vantagens para a aviação, já que permitirá, por exemplo, assegurar informações rigorosas sobre as condições da pista no momento de aterragem ou descolagem“.

A montagem deste equipamento resultou de um protocolo celebrado entre o Município de Bragança e Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), que prevê a instalação de uma Estação Meteorológica Automática no Aeródromo Municipal de Bragança.

Este investimento será suportado pelas duas entidades, na ordem dos 100 mil euros, e vai “complementar” os equipamentos já existentes no Aeródromo Municipal, instalados no topo da pista, agregando os dados obtidos através destes sensores à informação conseguida a partir da nova Estação Meteorológica Automática.

De modo a assegurar as melhores condições para o serviço, o Município de Bragança suportará, entre outros trabalhos e intervenções, a ligação em fibra ótica e a aplicação informática específica.

Município de Carrazeda de Ansiães entrega Bolsas de Estudo a estudantes do Ensino Superior e Secundário

Das 15 bolsas de estudo concedidas, 5 são para alunos que frequentam o ensino secundário e 10 para o ensino superior e correspondem a um valor global de apoio na ordem dos 13.155 euros.
O Município de Carrazeda de Ansiães entregou Bolsas de Estudo no valor de 13 000 euros a estudantes do Ensino Superior e Secundário do concelho. A Bolsas de Estudo são referentes do ano letivo 2019/2020, e correspondem a um apoio dado pela autarquia a estudantes que frequentem o Ensino Superior com um valor unitário de 877 euros, e correspondem a 50% da prestação de referência por estes alunos já usufruírem de outros bolsas de estudos ou apoios sociais.

Das 15 bolsas de estudo concedidas, 5 são para alunos que frequentam o ensino secundário e 10 para o ensino superior, contabilizando um valor global de apoio na ordem dos 13.155 euros.

A atribuição das bolsas de estudo está inserida nos apoios sociais concedidos pelo Município de Carrazeda a famílias com menores recursos económicos “sendo um instrumento indispensável para promover e potenciar o aproveitamento escolar dos jovens residentes no concelho e esbater as desigualdades sociais no acesso ao ensino secundário e superior“, salienta-se numa nota de imprensa do município.

A atribuição destes valores encontra-se instituída pelo Regulamento Municipal de Atribuição das Bolsas de Estudo que define as regras e condições de acesso a este apoio económico.

Centros de Testes Covid-19 de Bragança e Mirandela vão ser desativados

Numa nota de imprensa os parceiros deste projecto colaborativo dizem terem já cumprido o objetivo traçado de ajudara população, com a testagem de várias entidades públicas e privadas.
Os centros de testes Covid-19 de Bragança e Mirandela vão ser desativados. A parceria formada pelas Câmaras Municipais de Bragança e de Mirandela e pelos hospitais privados da Terra Quente e de Bragança, com a colaboração da Unilabs vai deixar de existir.

Esta colaboração institucional foi formada na primeira quinzena de março, altura de grande incerteza quanto ao desenvolvimento da pandemia no distrito de Bragança. Nessa altura foram implementados dois Centros de Testes Covid 19, um em Bragança e outro em Mirandela, como forma de dar resposta às necessidades urgentes de realização de testes Covid 19, devido à escassez de testes no distrito e no país.

Contudo, o processo de desenvolvimento operado no país até à data no combate e prevenção desta doença levou à decisão de desmobilizar os Centros de Testes de Bragança e Mirandela.

Numa nota de imprensa os parceiros deste projeto colaborativo dizem terem já cumprido o objetivo traçado de ajudar a população, com a testagem de várias entidades públicas e privadas, considerando agora a sua não necessidade, uma vez que existe na actualidade uma maior capacidade instalada das entidades públicas capaz de responder às necessidades do distrito em termos de realização de testes Covid 19.

No entanto, para o futuro, as duas câmaras municipais asseguraram junto do Hospital Terra Quente, do Hospital Privado de Bragança e da Unilabs a realização de testes Covid 19, caso os mesmos venham a ser necessários por motivo dos serviços públicos não poderem ou não terem a capacidade de os realizar, caso haja uma evolução negativa da epidemia na região nos próximos meses.

Município de Bragança atribui Bolsas de Estudo

Num conjunto total de 55 candidaturas apresentadas, em conformidade com as normas do Regulamento Municipal de Atribuição de Bolsas de Estudo a Alunos do Ensino Superior, esta medida resultou num apoio financeiro acumulado de 35.820,00 euros.
O Município de Bragança atribuiu novas bolsas de estudo a 36 estudantes que frequentam o ensino superior no ano letivo de 2019/2020, num valor total de 24.210 euros,correspondente à segunda fase.

A iniciativa faz parte de uma política social do município no apoio de famílias do concelho. Num conjunto total de 55 candidaturas apresentadas, em conformidade com as normas do Regulamento Municipal de Atribuição de Bolsas de Estudo a Alunos do Ensino Superior, foi realizado um apoio financeiro acumulado de quase 36 mil euros numa
primeira fase correspondente a dezembro-abril.

Segundo o município, “desde 2016, ano em que foi implementada esta medida, a autarquia já atribuiu bolsas a 154 alunos, num valor superior a 93 mil euros, tendo o número de estudantes apoiados vindo a aumentar de ano para ano“.

Ao manter a atribuição deste apoio, o Executivo Municipal diz que “pretende contribuir para minimizar as dificuldades sociais e financeiras sentidas pelas famílias, especialmente no contexto da atual pandemia.Devido à atual situação que o País enfrenta, não se realizará a cerimónia de assinatura formal dos contratos-programa de financiamento à formação superior, como habitualmente“, informa o município de Bragança.

Município de Torre de Moncorvo estabelece formas de circulação segura para peões

O Município de Torre de Moncorvo aconselha que os cidadãos devem circular sempre no passeio do lado esquerdo, atento o sentido da marcha, deixando livre a zona mais à esquerda, para zonas de espera dos estabelecimentos de comércio e serviços.
A Câmara Municipal de Torre de Moncorvo estabeleceu algumas normas para a circulação pedonal na sede de concelho. Para isso, está a proceder à colocação de marcas que estabelecem o sentido da circulação, setas pintadas a verde e a vermelho, linhas de espera junto dos estabelecimentos comerciais de acordo com o devido distanciamento, assim como placas de fila única.

O Município de Torre de Moncorvo aconselha que os cidadãos devem circular sempre no passeio do lado esquerdo, atento o sentido da marcha, deixando livre a zona mais à esquerda, para zonas de espera dos estabelecimentos de comércio e serviços; ao aceder aos estabelecimentos de comércio e serviços, ao aproximar-se do estabelecimento, os cidadãos devem encostar mais à esquerda e esperar a sua vez para entrar; para aceder aos estabelecimentos de comércio e serviços localizados no lado oposto do sentido da marcha, os cidadãos deverão atravessar a via na passadeira, depois de passar o estabelecimento onde pretendem ir e, ao aproximar-se do estabelecimento, os cidadãos devem encostar mais à esquerda e esperar a sua vez para entrar.

Para manter a população informada a autarquia criou um folheto com todas as indicações que está a ser distribuído pela população. No entanto, a Câmara Municipal de Torre de Moncorvo apela a todos os munícipes para cumprirem as normas implementadas no âmbito da circulação pedonal, no que diz respeito ao sentido das setas e a distância marcada no chão através de fila única. Os cidadãos devem ainda continuar a cumprir as orientações das autoridades de saúde, sobretudo, no que respeita ao distanciamento social.

A iniciativa surge devido à possibilidade de reativação gradual, faseada, alternada e diferenciada de serviços, empresas e estabelecimentos, caminhando-se para o regresso progressivo dos moncorvenses à normalidade das suas vidas.

PANDEMIA “NÃO É VINGANÇA DA NATUREZA: FOMOS NÓS QUE FIZEMOS ISTO A NÓS PRÓPRIOS”

Somam-se os alertas da comunidade científica, ao mais alto nível, para as consequências da nossa crescente intrusão na natureza. Thomas Lovejoy diz que temos de ter mais respeito pela natureza.

O biólogo norte-americano Thomas Lovejoy, o homem que cunhou o termo “diversidade biológica” em 1980, não tem dúvidas: para travar futuras pandemias precisamos ter mais respeito pelo mundo natural.

Esta pandemia “não é uma vingança da natureza. Fomos nós que fizemos isto a nós próprios”. As suas declarações foram feitas para marcar a publicação de um relatório do Center for American Progress, que argumenta que os Estados Unidos devem escalar os esforços para combater o comércio de espécies selvagens para ajudar a travar pandemias.

De acordo com os cientistas, dois em cada quatro novos vírus são criados todos os anos como resultado da cada vez maior intromissão humana no mundo natural. Qualquer um deles pode transformar-se numa pandemia, alerta Thomas Lovejoy.

O contacto perigosamente próximo e a exposição prolongada ocorrem quando as pessoas “invadem” habitats da vida selvagem ou trazem animais selvagens para as comunidades humanas.

“Esta pandemia é a consequência da nossa persistente e excessiva intrusão na natureza, do vasto comércio ilegal de espécies selvagens e, em particular, dos mercados de vida selvagem, os mercados de animais vivos no Sul da Ásia e em África… É muito evidente, era apenas uma questão de tempo até algo como isto acontecer”, disse Lovejoy, da United Nations Foundation e professor de Ciências do Ambiente na Universidade George Mason, citado pelo jornal The Guardian.

Os mercados que vendem animais vivos (criados ou retirados da natureza) são mercados tradicionais onde se comercializam frutas, vegetais e peixe, muitas vezes com fracas condições de higiene. Estes mercados existem por toda a África e Ásia e dão sustento a milhões de pessoas. O mercado de Wuhan, que se acredita ter sido a fonte do Covid-19, comercializava inúmeros animais selvagens, incluindo raposas, ratos, esquilos, crias de lobo e salamandras.

Segundo Lovejoy, separar animais selvagens dos animais criados em explorações, nestes mercados, poderia reduzir significativamente o risco de transmissão de doenças. Isto porque haveria menos novas espécies para os vírus se agarrarem. Animais domesticados “podem adquirir estes vírus, mas se só existirem animais selvagens nos mercados”.

Lovejoy disse ainda ao The Guardian: “O cerne da questão é reduzir parte da actividade para que a probabilidade desse tipo de fuga, dos animais selvagens para os domesticados, seja cada vez menor, a ponto de não ter consequências. A grande dificuldade é que se esses mercados fossem totalmente encerrados – o que, de muitas formas, seria o ideal – assistiríamos ao nascimento de inúmeros mercados negros, e isso seria ainda mais difícil de combater porque são clandestinos”.

Segundo ele, a solução é ter uma abordagem muito mais respeitosa para com a natureza, o que inclui combater as alterações climáticas por exemplo.

Os seus comentários surgem na linha das conclusões de um estudo publicado na revista Proceedings of the Royal Society B no início deste mês que sugeriam que a causa por detrás desta pandemia seria o cada vez maior contacto humano com a vida selvagem.

A nível mundial, o comércio legal e ilegal de animais selvagens expõe os humanos a uma variedade de espécies e potenciais doenças, segundo o relatório do Center for American Progress. “O tráfico de espécies selvagens também criou condições para um aumento do contacto humano com espécies raras e ameaçadas, como os chimpanzés e os pangolins”. Estes últimos – os mais caçados e traficados mamíferos em todo o mundo – terão sido os intermediários da Covid-19 entre os morcegos e os humanos.

“No comércio ilegal, espécies que raramente teriam contacto na natureza são manuseadas e transportadas juntas, muitas vezes até mercados sobre-lotados. Assim, os patogénicos passam facilmente entre espécies diferentes de animais – e de pessoas”.

De acordo com aquele relatório, “as actividades humanas estão a destruir, a degradar e a fragmentar áreas naturais a um ritmo sem precedentes”. “A destruição dos habitats e a perda de biodiversidade estão a contribuir para o aumento de novas doenças ao reduzir a capacidade natural dos ecossistemas de limitar e regular o risco de um agente patogénico se espalhar.”

SE NÃO DEIXARMOS DE DESTRUIR A NATUREZA IREMOS SOFRER PANDEMIAS PIORES, ALERTAM CIENTISTAS

Apenas uma espécie é responsável pelo coronavírus: os humanos, dizem quatro cientistas de renome mundial na área da Biodiversidade, numa carta divulgada a 27 de Abril.

É provável que a pandemia do coronavírus seja seguida por pandemias ainda mais mortíferas, a menos que a sua origem – a destruição do mundo natural – seja travada rapidamente. Esta é a grande mensagem que querem passar os investigadores Josef Settele, Sandra Díaz, Eduardo Brondizio e Peter Daszak.

Os primeiros três cientistas lideraram a mais completa avaliação à saúde do planeta alguma vez realizada, publicada em Maio de 2019 pelo Painel Intergovernamental sobre a Biodiversidade e Serviços dos Ecossistemas (IPBES). Concluiu que a sociedade humana está em perigo por causa do acelerar do declínio dos sistemas naturais que suportam a vida da Terra. E que cerca de um milhão de espécies de plantas e de animais estão em risco de extinção nas próximas décadas.

“Existe uma única espécie responsável pela pandemia do Covid-19 – nós”, dizem agora os cientistas nesta carta. “As recentes pandemias são uma consequência directa da actividade humana, em particular dos nossos sistemas financeiros e económicos, baseados num paradigma limitado que valoriza o crescimento económico a qualquer custo. Temos uma pequena janela de oportunidade para ultrapassar os desafios da crise actual, para evitar plantar as sementes de crises futuras.”

Num artigo publicado nesta segunda-feira, com Peter Daszak, que está a preparar a próxima avaliação do IPBES, Josef Settele, Sandra Díaz e Eduardo Brondizio escrevem: “A desflorestação, a expansão descontrolada da agricultura, a agricultura intensiva, a actividade mineira e o desenvolvimento de infraestruturas, bem como a exploração de espécies selvagens criaram a ‘tempestade perfeita’ para a propagação de doenças.”

Segundo estes peritos, “as nossas acções afectaram significativamente mais de três quartos da superfície terrestre do planeta, destruíram mais de 85% das zonas húmidas e dedicaram mais de um terço de todo o solo e quase 75% da água doce disponível para culturas agrícolas e produção de gado”.

Combinado com a urbanização e o crescimento explosivo das viagens aéreas globais, é fácil de compreender como um “vírus que circulava, de forma inofensiva, entre uma espécie de morcegos no Sudeste Asiático, tenha agora infectado quase três milhões de pessoas. Isto é a mão humana no surgimento de pandemia”.

E a Covid-19 pode ser só o início.

“Pandemias futuras deverão acontecer mais frequentemente, espalhar-se mais rapidamente, ter um maior impacto económico e matar mais pessoas se não formos extremamente cuidadosos sobre os possíveis impactos das escolhas que fazemos hoje”, escrevem ainda.

Neste artigo, os especialistas dizem acreditar que “podemos sair da crise actual mais fortes e resilientes do que nunca, se escolhermos acções que protegem a natureza, para que a natureza nos proteja.”

ESTE FIM-DE-SEMANA ABRA AS JANELAS E ACORDE COM O CORO DAS AVES AO AMANHECER

Este domingo, 3 de Maio, é o Dia Internacional do Coro das Aves ao Amanhecer, um dia para celebrar o canto de inúmeras espécies quando o dia começa. Nestes dias de confinamento social, apenas precisa de abrir a sua janela para apreciar este fenómeno natural.

Apesar de o coro das aves ao amanhecer se prolongar por Junho, este dia é uma forma de celebrar esta maravilha diária.

Começando cerca de duas horas antes do nascer do Sol, as aves aproveitam o silêncio e a calma à sua volta para cantar e atrair um parceiro ou para defender o seu território. Normalmente, este fenómeno prolonga-se até cerca das 07h00.
Carriça. Foto: Keith Gallie/Wiki Commons
Essa é uma das melhores alturas do dia para ouvir aves, especialmente na Primavera e no Verão. Empoleiradas em ramos, em voo ou à procura de alimento entre as ervas, as aves aproveitam o silêncio das cidades para se fazerem ouvir sem gastarem tanta energia.


Mesmo que não tenha um jardim ainda assim pode apreciar estes sons, especialmente com a actual redução da poluição sonora nas cidades. Talvez até consiga ouvir as aves migradoras que estão a chegar e que voaram centenas de quilómetros para chegar a Portugal, como as andorinhas e andorinhões chegados de África.
Andorinhões-pretos. Foto: Keta / Wiki Commons
As aves mais madrugadoras são os melros, os piscos-de-peito-ruivo, as toutinegras ou as carriças. São das primeiras aves a acordar, quando da escuridão da noite começa a surgir uma claridade ténue.

Um pouco mais tarde, juntam-se os pintassilgos, tentilhões e chamarizes. E aos primeiros raios de Sol, chegam as andorinhas e andorinhões a voar, velozes, em acrobacias à caça de insectos, por entre as árvores e prédios.


Magnus Robb, ornitólogo britânico especializado no canto das aves selvagens, indicou à Wilder, anteriormente, algumas espécies que a maioria das pessoas provavelmente podem ouvir a partir de casa, nesta época do ano: melro, rabirruivo-preto, toutinegra-de-barrete-preto, pardal-comum e verdilhão.
Pardal-comum. Foto: Tim/Pixabay
De acordo com este perito, “nesta época do ano os cantos das aves são bem mais frequentes e elaborados. Estamos a chegar à melhor altura em termos de variedade e intensidade.”


O Dia Internacional do Coro das Aves ao Amanhecer (Dawn Chorus International Day) realiza-se no primeiro domingo de Maio desde os anos 1980, quando o naturalista britânico Chris Baines organizou o primeiro evento para celebrar o seu 40º aniversário. Pediu aos seus amigos para chegarem às 04h00 para poderem apreciar juntos o canto das aves. Desde então, a iniciativa é celebrada nos quatro cantos do planeta.